domingo, 24 de maio de 2015

Post sem número, para eliminar, logo que o próximo seja lançado (o qual, segundo as novas regras do blogue, só sairá quando o anterior tiver cinco ou mais comentários de comentadores diferentes)

No ano do 10.º aniversário da morte do escritor Manuel Lopes (25.Janeiro.2005), próximo post do Pd'B será alusivo a este autor com divulgação de primeiras edições de "Chuva Braba" (1956) e "O Galo Cantou na Baía" / "Galo Cantou na Baía" / "O Galo que Cantou na Baía" (1959) que recentemente entraram na nossa biblioteca cabo-verdiana.

Fotos internet

sexta-feira, 22 de maio de 2015

[1524] Um concurso com "lions", nada concorrido...

O concurso do post 1518 não foi participado (ver AQUI) e acabou em zero. Mas era bem fácil, dada a imagem mostrada. A palavra inglesa "Lion" e cabeça de leão, só poderiam remeter para a Casa do Leão (ver logótipo junto ao orifício dos discos).

Ora quanto a produtos cabo-verdianos comercializados por esse saudoso e multifacetado estabelecimento comercial em São Vicente, em Cabo Verde e no Mundo, com aquele logótipo e na tempe de diazá, só poderiam ser... discos (musicais, claro). Enfim, concedo que da Casa do Leão também partiam televisões e rádios de transistores Sony, Philips e Philco e tapetes de Dacar para todo o mundo (entre outras mercadorias), mas não eram coisas cabo-verdianas...

Aqui vão dois deles, dos muitos que através da casa da Pracinha da Igreja e da Rua de Lisboa levaram mornas e coladeras de nôs terra a todo o mundo. Ou julgam que a Cesária nasceu de geração espontânea? 





[1523] Corvos da Brava

Novamente, um excerto de "Cartas de Cabo Verde", 1.ª edição de 1946, da autoria do Eng.º português Luíz de Saldanha Oliveira e Souza

Ilha Brava…

(…) Fazem assim a sementeira: um homem dá, com enxada, duas ou três cavadelas e abre uma pequena cova, que ficará com um palmo de profundidade; e vai abrindo outras a eito, sem qualquer alinhamento ou ordem. É seguido por mulher, que em cada uma dessas covas deita quatro grãos de milho e dois de feijão, sendo as covas tapadas por ela mesma, com o pé! A isto se resume todo o trabalho dos que semeiam.

Mas, semeado o milho, começa a vigilância apertada contra os dois inimigos que o querem arrebatar e são os corvos e as galinhas do mato, a que nós chamamos pintadas.

Dada a disposição do terreno, com vales profundos e separados por estreitas colinas, colocam-se rapazes, mulheres e raparigas nestes altos pontos estratégicos, armados de fundas, feitas de fibra de carrapato, que é a piteira a que, salvo erro, chamam agave; e daí vigiam vastas zonas. Vivem temporariamente, para isso, em pequenas cabanas feitas de folhas de carrapato, a que dão o nome de funco, sem dali saírem, pois que lhes levam lá a comida.

Quando os corvos se aproximam, os que os avistam dão gritos e berros, anunciando assim aos outros vigias a aproximação do inimigo. Gritam: "Ó nhô preto! (Ó senhor preto), Ó ladrão!", insultando as aves, e ao mesmo tempo disparam pedras com a funda, ou com esta dão estalos, como se faz com o chicote. Por vezes, é formidável a gritaria que vai alastrando à medida que os corvos se deslocam. (…)

[1522] Regras


Hoje, pelas 10h44, 10 pessoas nas ilhas viam o Pd'B (fora as restantes, em Portugal e nos EUA; o/a visitante da Bielorrússia deve aqui ter caído por engano), tude calóde, gatchóde na sê cantim. Ora não é justo que assim seja. Se as pessoas vêm ao blogue, é porque ele tem interesse, Portanto, se não falam, se não participam, então não merecem o trabalho que a nossa vastíssima equipa de uma só pessoa tem. Querem blogue? Façam por merecê-lo! Braça pa tude munde.

[1521] Motivo de esperança num futuro melhor (em alimentação e... em bom português e crioulo)

quinta-feira, 21 de maio de 2015

[1520] Quando o Mindelo enlouquece, por causa do futebol. Neste caso, o do Benfica

[1519] Correio de Cabo Verde (São Vicente, 2) - O Nicolau Tolentino que veio de Bissau para São Vicente

Pois é verdade. O Joaquim Nicolau Tolentino veio de Bissau para São Vicente (talvez em regresso definitivo), onde estaria estabelecido com negócio cujo conteúdo desconhecemos (aparelhagem electrodoméstica, talvez), por volta de 1941. E ainda gastava os envelopes que antes utilizara na Guiné, riscando o "Bissau - Guiné Portuguesa - A.O. (África Ocidental)", substituindo esses topónimos por "São Vicente (Cabo Verde) A.O.". Era o tempo da II Guerra Mundial, havia que poupar, até nos envelopes. Atrás, no sítio do remetente, pregou-lhe uma carimbadela do mesmo teor, quando ainda, pelos vistos, nem tinha alugado uma caixa postal nos correios de São Vicente. Quanto ao papelinho colado num e no outro lado do envelope, já sabemos de que se tratava, nesta época de conflito mundial - tanto mais quando havia um Djack a escrever para a Mérca sobre rádios...

E enviava a carta para a Zenith Radio Corporation, em Chicago, a fábrica que inventou maravilhosos rádios que mais pareciam torradeiras e a rádio FM, hoje prestes a cair em desuso, devido ao digital. Honra seja feita então ao Joaquim Nicolau Tolentino que contribuiu para a modernidade da cidade do Monte Cara. Claro que o Zito sabe decerto alguma coisa sobre este tema...



quarta-feira, 20 de maio de 2015

[1518] Concurso 35 do Pd'B - Concurso encerrado, sem vencedor

Pergunta simples, directa e sem ajudas (é escusado pedir uma, sequer): que produto cabo-verdiano era comercializado em São Vicente, em Cabo Verde e no Mundo com este logótipo na tempe de diazá?...

Estamos nos anos 60/70... E está um maravilhoso ramo de acácia em jogo! Pedimos desculpa pela distorção da imagem mas foi necessário ampliar bastante uma foto de pouca definição. Seja como for, percebe-se bem. O concurso estará aberto até amanhã, pelas 22h00 (hora de Lisboa, como sempre).


[1517] Correio de Cabo Verde (São Vicente, 1)

Directamente da Casa Confiança, na Rua da Luz/Largo Owen Pinto, Mindelo, para Ziegelbrücke, na Suíça. Têxteis, meus caros, a missiva era sobre tecidos. Pudera, era a Casa Confiança. Vejam lá de onde vinha parte dos panos que a Confiança vendia... Não conhecemos a data exacta da carta mas que é posterior a 1968, é. Como soubemos? Pela plantazinha de rícino dos selos, claro...




[1516] Para o Adriano Miranda Lima, do blogue amigo Praia de Bote e... do grande Morgadinho

video

segunda-feira, 18 de maio de 2015

[1515] Toy de Nhô Quim Chavinha: a história de um futebolista do Mindelense, depois enfermeiro de profissão

Este precioso material, que nos  foi enviado pelo amigo e colaborador Zeca Soares (a quem muito agradecemos o trabalho que teve), conta a história de vida de um homem descomplexado que se diz filho de três pátrias - o que é de facto verdade e não é vergonha nenhuma, antes uma honra. Neste caso, quatro vivas portanto: a Portugal, a Cabo Verde, à França e também, claro, ao Toy de nhô Quim. Já agora, e porque não há quatro sem cinco, um viva final ao grande e eterno Mindelense! VIVA!!!

O grande futebolista do Clube Sportivo Mindelense da Rua d'Praia do século passado (Toy d'nhô Quin), que esteve durante longos anos emigrado em França, acabou de lançar em Mindelo, onde reside actualmente, um livro de memórias do seu percurso de vida. Segundo o autor, as receitas revertem a favor de um fundo para uma Fundação que o mesmo pretende criar em apoio as crianças no campo desportivo. Dada a importância das histórias desse percurso, e do impacto que o mesmo possa ter nos jovens, o Ministério da Educação fez já aquisição de 100 exemplares do livro para ser distribuído.  Para além de vários contos, é ilustrado com muitas fotos que contam a história deste mesmo percurso desde a sua infância até esta data, depois do seu regresso definitivo a sua ilha natal. 




[1514] Loucura benfiquista, também em Cabo Verde

Ver AQUI

sábado, 16 de maio de 2015

[1511] Coisas de galos que cantam...

1 - O galo cantou na baía
2 - O galo que cantou na baía
3 - Galo cantou na baía

Galos há muitos; galos que cantam são todos, se não forem mudos; galos que cantam na baía são menos... Um destes, foi personagem principal de livro de contos de Manuel Lopes, logo naquele que abre a obra.

Ficamo-nos por aqui, enigmaticamente, à espera de uma suculenta encomenda que há-de chegar na próxima semana ao Praia de Bote, relacionada com o galo delator que deu cabo de um negóce de contabando de grogue, e que partilharemos com os nossos amigos. 

[1510] Ainda o livro "Cartas de Cabo Verde", de Luiz de Saldanha Oliveira e Souza (1947)

"(...) Estes pensamentos ocorrem-nos enquanto contemplamos a vastíssima baía de S. Vicente, semi-circular, limitada do lado Este pelo Pico da Vigia e do lado oeste pelo Monte da Cara. Neste, o recorte da cumeada faz lembrar perfil de rosto humano, e por tal semelhança lhe deram a sua denominação. Alguns vêem naquele contorno o perfil de Washington. Não sei em que se fundamentam, nem consigo descobrir a que propósito surge tal comparação. 

Aquele recorte não evocará antes o perfil dalgum gigante Adamastor, derrubado pelo valor e audácia dos antigos portugueses? Ou porventura e por isso muitos lhe chamam o Monte da Cara do Infante, não estará ali um dos da ínclita geração, algum dos altos infantes, o próprio D. Henrique, a guardar estas paragens?

Juiz rigoroso e implacável, o Infante navegador mantem-se além, vigilante, no decurso dos séculos, a exigir contas aos vindouros, do uso que fizeram das terras, descobertas com tanto esforço e risco, e dos progressos que nelas realizaram ou deviam ter promovido.

Já não é preciso hoje derrubar Adamastores, ou devassar o Mar Tenebroso; mas há o imperioso dever de levantar este Arquipélago, da situação por vezes tão precária em que se encontra e auxiliá-lo a adquirir o grau de prosperidade que os seus habitantes merecem, pela sua constante e fiel dedicação à pátria e pelo seu esforço e frequentemente penoso labor. (...)"

[1509] Era naquel tempe d'staçom d'pliça lá na Rua d'Praia c'sês farda d'caqui

Guarda
Graduado

[1508] Duas realidades da Praia de Bote: o pescador e a Polícia Marítima

[1507] Tempo de calor pede cervejola cabo-verdiana... em Cabo Verde e/ou em Portugal

Pd'B não recebeu pela publicidade. Contudo, como já bebeu a cerevejola, está em condições de afirmar que ela lhe soube a pouco. Por isso, aqui ficam as fotografias das quatro manas Strela, para divulgação. Só aquele "K" ali na "Crioula Alupekada" é que estraga tudo. Claro que essa, nunca beberei... mas as outras merecem degustação.
Ver AQUI



sexta-feira, 15 de maio de 2015

[1506] Eis uma das novas peças que ontem vieram enriquecer o arquivo do Pd'B. Esta, alusiva ao comodoro Daniel Duarte Silva

Reveja-se aqui a carreira político-administrativa deste cabo-verdiano, oficial distinto da Armada portuguesa (ficha da Assembleia Nacional / Assembleia da República / Parlamento de Portugal), para se perceber melhor o enquadramento histórico do cartão de visita (escrito a azul, em papel rugoso de boa qualidade; é cartão de Boas Festas, na passagem de 1970 para 1971).


Carreira profissional
- Oficial general da Armada, onde atingiu o posto de Comodoro;
- Comandante da Escola Naval;
- Comandante do Corpo de Marinheiros da Armada;
- Presidente do Conselho de Administração da Companhia Portuguesa de Pesca;
- Presidente do Conselho de Administração da Docapesca.

Carreira político-administrativa
- Vogal da Comissão Central de Pescarias;
- 1922-1924 – Ajudante-às-ordens do Ministro da Marinha;
- 1924-1926 – Ajudante-de-campo do Alto-Comissário de Moçambique;
- 1927-1931e 1934-1936 – Capitão dos Portos de Cabo Verde;
- 1936-1938 - Ajudante-de-campo do Ministro da Marinha;
- 1941-1942 – Vice-presidente da Comissão Administrativa do Fundo de Fomento de Angola;
- 1941-1944 - Chefe do Departamento Marítimo de Angola;
- 1942 – Chefe de Gabinete do Governador-Geral de Angola;
- Director do Instituto Português de Conservas de Peixe;
- Delegado do Governo junto do Grémio dos Armadores de Pesca do Arrasto, de cujo Conselho Geral veio a ser Presidente e em cuja qualidade integrou a Câmara Corporativa, pela indústria (VI Legislatura);
- Presidente da Corporação da Pesca e Conservas, mantendo, por inerência do cargo, as funções de Procurador (VIII Legislatura); nas IX e X Legislaturas, voltou a ser designado na qualidade do já referido grémio; na última legislatura a sua permanência na Câmara Corporativa resultou da sua qualidade de ex-Presidente da Corporação da Pesca e Conservas.

Carreira parlamentar
Legislaturas Secções
VII IV − Pesca e conservas (1.ª Subsecção – Pesca).
VIII VI − Pesca e Conservas (1.ª Subsecção – Pesca; 2.ª Subsecção − Conservas de Peixe).
IX VI − Pesca e conservas (1.ª Subsecção – Pesca).
X VI − Pesca e conservas (1.ª Subsecção – Pesca).
XI VI – Pesca e conservas (1.ª Subsecção – Pesca; 2.ª Subsecção − Conservas de peixe).
Pareceres subscritos/relatados [Total: 5]
VII Legislatura (1957-1961) [1]
- 3/VII – Projecto do II Plano de Fomento (1959-1964) METRÓPOLE – ANEXO II – Pesca Indústrias extractivas e transformadoras.
VIII Legislatura (1961-1965) [1]
- 18/VIII – Projecto de Plano Intercalar de Fomento para 1965-1967 (Continente e ilhas).
IX Legislatura (1965-1969) [2]
- 3/IX – Mar territorial e zona contígua. 
- 9/IX – Projecto do III Plano de Fomento, para 1968-1973 − Continente e ilhas – ANEXO III – Pesca.
X Legislatura (1969-1973) [1]
- 56/X – Projecto do IV Plano de Fomento para 1974-1979 (Continente e Ilhas) – ANEXO V – Pesca.
XI Legislatura (1973-1974)
- Não subscreveu ou relatou qualquer parecer.

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