quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

[1127] Orquestra Nacional de Cabo Verde: ecos da primeira apresentação no País

[1126] Em cima do acontecimento: Novíssima Orquestra Nacional de Cabo Verde toca de graça na Rua de Lisboa

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[1125] Tubarão!!!!!!!!!! Tubarão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E como hoje é dia de peixes, visto que estamos em festa com o 6.º aniversário do blogue amigo "Arrozcatum", trazemos-lhe um companheiro de dentes afiados, directamente de Cabo Verde... A chalupa "S. Miguel" acabaria por naufragar na Guiné mas antes os seus tripulantes (ou alguém por eles) deixaram-nos esta foto de luxo.


[1124] 6.º aniversário do blogue "Arrozcatum"

Na impossibilidade de o fazermos no próprio blogue (o mecanismo do Ac'A não aceita os nossos comentários, por motivos que desconhecemos, nem sequer como "anónimo", como desde há meses), damos aqui os parabéns ao piscícola blogue, desejando-lhe mais 94 anos, de modo a perfazer um século. Nessa altura, encetaremos uma campanha activa para a colocação de placa a condizer, no cais acostável do Porto Grande.


terça-feira, 21 de Outubro de 2014

[1123] É já hoje à tarde, no Centro Cultural do Mindelo

Hoje, pelas 18h30, lançamento no auditório do Centro Cultural do Mindelo (antiga Alfândega) do mais recente romance de Germano Almeida, "Do Monte Cara vê-se o Mundo". Apresentação de Manuel Brito-Semedo. A não perder.


Centro Cultural do Mindelo, São Vicente, Cabo Verde. Foto Neu Lopes

domingo, 19 de Outubro de 2014

[1122] "Quando o núcleo universitário em Cabo Verde nasceu em S. Vicente", por José Fortes Lopes

José Fortes Lopes
O núcleo universitário em Cabo Verde nasceu de parto natural em S. Vicente, sob os auspícios de duas iniciativas de grande alcance: o Centro de Formação Náutica (CFN), nos anos 80, ocupando as instalações do antigo Comando Naval Português e a Escola Superior de Marketing do Eng.º Canuto, dos princípios dos anos 90.  Julgo que tudo isso contou com o apoio do então ministro da educação, Corsino Tolentino, que, salvo melhor opinião, e olhando para trás, terá sido até agora o melhor ministro dessa pasta, pelo menos tendo em conta a visão por si demonstrada para um sector fundamental da vida de um país que dava então os primeiros passos.  

A  Escola do Mar que o ministro António Correia e Silva ora promete e pretende levar avante não é, na minha opinião, outra coisa senão o Centro de Formação Náutica (que se chamou ISECMAR entre anos 70 e 2000) recauchutado. Este Centro era uma instituição com grande potencial de desenvolvimento, mas a sua morte não tardaria a ser sentenciada por  ausência de uma correcta visão estratégica uma vez integrado numa UNICV comandada da Praia.  Agora, reconhecendo o erro cometido, querem talvez reactivá-lo, ou então que seja uma forma minimalista de ressarcir S. Vicente de todos os desmandos de que tem sido vítima, como o demonstra a intenção de excluir a ilha dos benefícios do campus universitário que a China pretende financiar. 

É lamentável que este e outro tipo de desacerto tenha sido o que contribuiu para votar  a um estado de inoperância a ilha que mais personalizava o dinamismo e a pujança social e intelectual no país, arredada de um percurso outrora construído simplesmente pelo suor e pela inteligência de uma cidadania activa. 

O MPD, ainda sob influência ideológica de gente do Norte, Humbertos, Tonys Pascoal, etc, teve a boa ideia de transformar em 1992 o CFN  em ISECMAR, graças, julgo, às ideias de muitos quadros da Escola e também do  Humberto Cardoso,  o António Pedro Silva etc. De resto, tenho ideia de ter discutido nos anos 90 com os dois sobre a instalação, numa vasta área da Ribeira do Julião, de um campus futurista, quase utópico, pensando no modelo do campus americano. Se não estou em erro, até o Humberto Cardoso pensava mesmo no apoio do governo americano para a implementação do projecto. 

Tudo isso aconteceu numa altura em que se pensava em grande para S. Vicente, sonhando-se com projectos grandiosos para projectar a ilha  em função das suas potencialidades, mas sempre olhando para  Cabo Verde como um todo em que a cada parcela cabia o que era consonante com as suas aptidões naturais e não pelos critérios políticos nebulosos hoje dominantes na sociedade cabo-verdiana. 

Ribeira de Julião, há cerca de um século
Sonhava-se assim que S. Vicente tinha todas as condições para ser o grande pólo universitário, intelectual e cultural do país, com uma importância que poderia  inclusivamente projectar-se para a região africana. Estas ideias baseavam-se no pressuposto inatacável de que S. Vicente era então a única ilha que reunia as condições físicas e sociais para a instalação de um ensino superior de qualidade e orientado para o todo nacional. É que se sentia que na ilha perduravam ainda pulsões remanescentes da massa crítica que a tornaram o centro da actividade intelectual e cultural de todo o arquipélago e que aproveitar o filão não era mais que um dever de consciência e um imperativo histórico.

Todos sabemos que o espaço reservado da Ribeira do Julião viria a ser vítima da cobiça imobiliária e não se resistiu à tentação de alienar os terrenos para construção e angariar dinheiros para a Câmara Municipal da ilha. Quem visita o campus da Ribeira do Julião constata hoje o desperdício ali permitido ao consentir-se uma mistura inapropriada de zona  habitável e de campus.

Mas esse capital de  ideias fecundas  dos nos 80/90 que poderia projectar a ilha de S. Vicente foi desbaratado com a ascensão vertiginosa, a partir de inícios da década de 90 do século passado, da ideologia do centralismo ‘fundamentalista’ praticada pelos dois partidos do poder, a ponto de qualquer projecto de grande envergadura para S. Vicente ser hoje desde logo um nado morto, muitas vezes com a contribuição activa de uma elite mindelense alienada e quase toda ela convertida ao centralismo, graças à sedução de cargos e benesses que compram a sua liberdade de consciência. Nos anos 90, ninguém imaginava que a política do país viria a ser desviada dos seus propósitos legítimos por interesses  pessoais e de grupo que são a principal razão de ser do centralismo fundamentalista que se instalou no país e desvirtua os mais elementares princípios de equidade regional.

S. Vicente está exangue e sem esperança, à espera de novos ventos. Um poema diferente para Cabo Verde precisa-se.

[1121] É já depois de amanhã, no Centro Cultural do Mindelo (antiga Alfândega)

Manuel Brito-Semedo apresentará dia 21 (próxima terça-feira), pelas 18h30, no Centro Cultural do Mindelo, o mais recente romance de Germano Almeida, "Do Monte Cara Vê-se o Mundo". Aos nossos dois amigos desejamos uma bela tarde de convívio com o  povo da cidade das maravilhas, partindo-se de antemão que a tarefa está mais que bem entregue. Ou não fosse MB-S esforçado arquitecto (ou será engenheiro?) de cusa cabverdiano d'cultura...

MB-S e JS em edifício da baixa de Lisboa a ser adaptado a hotel. Vê-se parte da armação pombalina em madeira designada como "gaiola", estrutura anti-sísmica criada pelos arquitectos da reconstrução da cidade após 1755. Gentileza do arquitecto sob cujo desenho está a ser feita a obra, amigo antigo de JS e agora também de MB-S.


[1120] Cidade Velha, nova Capital Cultural de Cabo Verde

Cidade Velha, Capital Cultural de Cabo Verde, 2015


Com um amplo e riquíssimo programa de candidatura, que se quer levar à prática, Cidade Velha (cidade de Ribeira Grande de Santiago) foi ontem eleita, numa majestosa celebração do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades realizada na sua antiga Sé-Catedral e a que presidiu o Senhor Presidente da República, dr. Jorge Carlos Fonseca, - num concurso nacional aberto a todos os municípios – a Capital Cultural de Cabo Verde 2014-2015, sucedendo nesta função a Nova Sintra (Brava), terra natal de Eugénio Tavares. 

Assim, durante um ano, o Berço da Nação cabo-verdiana e Património Material e Imaterial da Humanidade será o palco por excelência de alguns dos principais eventos culturais que pontuarão no arquipélago.

Esta eleição reforça responsabilidades da “cidade do mais antigo nome” (que foi a primeira cidade capital de Cabo Verde) na preservação do Património Mundial e abre amplas perspetivas para o seu desenvolvimento e modernidade.

Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, 19 de Outubro de 2014

[1119] Ribeira Grande (Cidade Velha) eleita Capital Cultural de Cabo Verde para 2015

Ver AQUI e AQUI


sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

[1114] Mindelo e Soncente, pa matá sodade

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[1113] Cavaquim d'Cabverd fête na Soncente

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[1112] "Fintar o Destino", filme já antigo, com fundo em São Vicente (só apresentação)

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in RTP

A amarga crónica de um homem que perdeu a oportunidade de sair de Cabo Verde para ser futebolista no Benfica e nunca conseguiu ultrapassar, ao longo de toda uma vida, a sensação de frustração e vazio.

A vida correu demasiado depressa para Mané. Ao passar os 50 anos, assiste impotente ao lento sacrifício dos seus ideais. Lucy, sua mulher, prendeu-o num quotidiano familiar. O trabalho numa pequena tasca de comércio desgastou-o. Os sonhos esvaíram-se na aridez dos campos de terra batida do Mindelo. Caído no esquecimento, do seu passado de grande jogador do Mindelense, em S. Vicente, nas ilhas de Cabo Verde, resta-lhe a compaixão serôdia de conhecidos, vizinhos e amigos de tertúlia: "Ele foi importante", "Foi o maior goleiro de Cabo Verde". Inconformado, Mané vai partir, vai lutar e vai ganhar contra todos os impossíveis. A longínqua Lisboa é o cais dos seus sonhos, a sua imaginação é um rio grande que alimenta a terra e desagua no mar.

"Fintar o Destino" é o envolvente retrato humano e psicológico de um homem que fica face a face com o vazio da sua vida, marcada pela nostalgia amarga dum passado falhado como futebolista. Uma primeira obra de Fernando Vendrell, construida com sensibilidade e inteligente ironia.

Nota do Pd'B: Repare-se no europeu que sobe a escada por volta do minuto 1. Quem é o rapaz? Dá-se uma bola autografada por todos os jogadores do Mindelense e por todos os Tubarões Azuis a quem acertar.

Ficha Técnica

Título Original: Fintar o Destino
Com: Carlos Germano, Betina Lopes, Paulo Miranda, Manuel Estevão, Daniel Martinho e Horácio Santos
Realização: Fernando Vendrell
Produção: Fernando Vendrell e Luís Alvarães
Autoria: Carla Baptista e Fernando Vendrell
Música: Nuno Canavarro
Ano: 1997
Duração: 76 (cor) minutos

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

[1111] 1111 posts devem ser comemorados com generosidade

Eu já sei que a maior parte do pessoal que aqui vem está mal de finanças. É óbvio, em tempos de governos ladrões, banqueiros ladrões e empresários ladrões, quem não rouba fica pobre. Mas isso também se deve a muitos não terem sabido guardar uns cobres em tempo de vacas gordas para o terem agora em época de bovinas magras. Aqui o Pd'B, sempre previdente, soube prevenir-se e como é generoso e porque hoje é o post 1111, resolveu dividir parte da sua vasta fortuna com os amigos. Quem é amigo, quem é? E, ainda por cima, dinheiro valioso, do Banco das Salinas... de sal... do Sal. 60 centavos, que é o foi possível arranjar, isto é, sêxton... Se acharem que é pouco, utilizem-no para temperar a sopa ou a cachupa...





[1110] Filinto Elísio escreve sobre o falso dilema da escolha entre língua portuguesa e língua cabo-verdiana/crioulo

Ver AQUI


quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

[1109] Notícias de Santiago - Uma pequena vitória contra o crime organizado

Ver AQUI

[1108] Documentos para a história da Western Telegraph Company em São Vicente de Cabo Verde

Oferta de Valdemar Pereira que decerto dará algumas achegas para melhor compreensão e contextualização dos documentos que hoje o Pd'B aqui apresenta. Para conseguir lê-los bem, sobretudo o último, só há uma solução: copie-os para o (grave-os no) seu computador.








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