domingo, 20 de Abril de 2014

[0829] O Mindelense soma e segue... VER POST ANTERIOR SOBRE AS COMEMORAÇÕES BENFIQUISTAS NO MINDELO E NO MAPUTO

O Clube Sportivo Mindelense, a grande equipa da Rua de Praia, agremiação de que a Praia de Bote muito se orgulha, prossegue uma senda de sucesso.

Ver AQUI, no semanário Expresso, de Portugal.

O que é certo é qu'ês sabê djgá e o resto são... mornas...

[0828] Hoje, o Benfica também venceu no Mindelo... e no Maputo igualmente (pelo menos)... Ver link abaixo da foto ampliada.

Foto enviada por José Fortes Lopes.

Quando em 2000 publiquei num jornal de Portalegre uma crónica sobre uma das minhas passagens pelo Sal em trânsito para São Vicente, intitulada "Um dia no Sal", dizia a dado passo:

(...) Do táxi Toyota que me conduz a Espargos, onde pernoitarei, vejo barracões com a sigla da transportadora aérea portuguesa. Lá dentro, apesar da iluminação acesa, não se vislumbra vivalma. Pendurado no retrovisor do carro, um galhardete do Sporting; na rádio, passa ruidoso funaná. Parece comprovar-se o que me disse um amigo foguense, Aníbal Teixeira de Sousa, hoje médico em Torres Novas e antigo condiscípulo do Liceu Gil Eanes: que na rádio, festas, bares e clubes nocturnos, sobretudo nos frequentados por gente jovem, o funaná tende a suplantar as mornas e coladeiras. Pelos vistos, nos táxis, também. Ainda meto conversa com o motorista, sobre futebol português, mas logo desisto. Ele sabe muito mais do assunto que eu. E quando lhe pergunto se é do clube do galhardete, responde-me: «Não senhor. O meu patrão é que é. Eu sou do Benfica!». Emprego oblige... (...)

Portanto, não me admiro nada da foto oferecida pelo José Fortes Lopes. Até porque nos meus dois regressos a São Vicente, em algumas daquelas pacatas tardes de domingo em que não acontece nada na ilha, vi que a dados momentos o anfiteatro do Mindelo se enchia de berros de "Goooooooooooolo do Benfica!!!" (ou do Sporting ou do Porto). Gritaria, gente na rua aos pulos e regresso ao interior das casas para continuarem a ouvir ou a ver o desafio... Cá fora, retornava-se ao nada...


Mas no Maputo não ficaram atrás do Mindelo. Ver AQUI


[0827] Porto Grande em fim de tarde e à noite (sempre sob a protecção do Monte Cara) e Torre de Belém em perspectiva pouco habitual

Ofertas pascais do nosso amigo José Fores Lopes, a quem agradecemos. Felizmente, hoje já ca tem caizim nem aquel tcher de Pac Rabane...







sábado, 19 de Abril de 2014

[0826] Mais uma "curta" de grande interesse, por Zeca Soares - VEJA POST ANTERIOR SOBRE EMPREGADAS CABO-VERDIANAS DA WESTERN TELEGRAPH

Zeca Soares
Estas são as ruínas de Caieta ("Calheta" em português), uma aldeia piscatória, em tempos muito famosa pelo seus peixe seco, localizada no estremo Sul da ilha de São Vicente, mais precisamente, entre as praias de Palha Carga e Flamengos, estas mais conhecidas por terem acesso facilitado com estrada.

Por razões que desconheço, (talvez devido a seca persistente e outros factores ligados a uma vida sacrificada), há mais de 40 anos que uma parte dos seus habitantes se mudou para a aldeia piscatória de São Pedro e outra para a zona de Fernando Pó, dando origem a uma rua conhecida por “Rua D’Caieta - Rua de Calheta” [Nota do Pd'B: esta rua situa-se na Ribeira de Craquinha, região de Passarom, Mindelo], precisamente porque seus primeiros moradores eram originários dessa aldeia. Tenho conhecimento de pelo menos três gerações oriundas de Caieta que não tem poupado esforços em preservar o que resta dessa aldeia, uma vez que guardam recordações de uma vida vivida naquele lugar.

Existem descendentes de gente dessa aldeia espalhadas pela emigração, que sempre que regressam de férias não se importam de fazer uma caminhada de mais de quatro horas, ida e volta, para verem o que resta dessa aldeia.

De facto, com o desenvolvimento do turismo este é mais uma oportunidade a não desprezar.

CLIQUE NAS IMAGENS, PARA AS VER MELHOR






[0825] As empregadas cabo-verdianas da Western Telegraph Company

Fotografia gentilmente enviada ao Pd'B por Artur Mendes, sobretudo destinada à "sabiduria" de Valdemar Pereira que decerto terá algo a dizer sobre ela - e sobre elas, as empregadas cabo-verdianas dos ingleses do Telégrafo. Não esquecendo o encarregado das ditas, Pipi de Cacala, ali ao lado do british gentleman. A foto é de 1930, da autoria de A. Rosa. A merecida moldura e o passe-partout foram colocados pelo Pd'B.

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

[0824] Na Torre de Belém do Mindelo: o pessoal do Museu do Mar e outras figuras - VER POST ANTERIOR SOBRE O MUSEU DO MAR












A jovem equipa do Museu do Mar, da qual se espera um bom trabalho e a necessária dedicação, perante a grande tarefa de preservar e dar a conhecer a Cabo Verde e ao Mundo a gloriosa gesta dos marinheiros e navios das ilhas.

Foto de autor desconhecido, de ontem, dia da inauguração do Museu do Mar de São Vicente - Em cima, de branco, o ministro da Cultura, Dr. Mário Lúcio; a seu lado, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Dr. Augusto Neves; o primeiro em baixo, à esquerda, o jornalista Odair "Dai" Varela. 

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

[0823] Museu do Mar na réplica da Torre de Belém (Mindelo), antiga Capitania dos Portos, a partir de hoje

VER REPORTAGEM EM "A SEMANA", AQUI


Segundo nos informaram directamente do Instituto do Património Cultural de Cabo Verde, dá-se hoje a abertura oficial do Museu do Mar do Mindelo, ideia e atitude de louvar, dando-se assim utilização a um espaço que para essa finalidade está mais que vocacionado. Um grande dia, portanto, para a cidade, espécie de prenda dos seus 135 anos, para o seu povo de (grandes) marinheiros e afinal para todo o Cabo Verde, onde não há localidade que não tenha alguém ligado às coisas do mar. Praia de Bote associa-se à festa, daqui de longe, como se estivesse lá na Ponta d'Praia, dando o seu contributo possível, neste caso fotográfico que o literário já é conhecido de muitos (em papel) e que, por demasiado longo, aqui se tornaria de difícil leitura.

Postal antigo, muito divulgado. A janela que vê por cima das cabeças dos homens foi posteriormente anulada.
Praia de Bote, na Avenida da República, popularmente chamada Rua de Praia
Porta principal da Torre. Dava acesso aos Serviços de Marinha (civis), ao gabinete do Capitão dos Portos (no piso inferior), à telegrafia e instalações de habitação dos militares europeus da Armada, quartos, armaria e paiol de munições (1.º andar), à Meteorologia (2.º andar) e à sala de sinaleiros (no topo). Estas escadas circulares onde vemos um rapaz e raparigas que esperam a abertura da Ferro & Companhia (Vascónia) para aquisição de água (as latas estavam a marcar lugar) desapareceram em tempos recentes, substituídas por outras que não implicam com a circulação automóvel.
Djack, ele próprio, nas traseiras da Torre. A porta da direita era a dos serviços civis de Marinha (Srs. Lima e Sousa). A outra era a do gabinete do Capitão dos Portos. Estas portas eram pouco utilizadas. Ao fundo, um tambor que fez uma viagem ao Tarrafal de São Nicolau e voltou...
Foto Joaquim Saial, 1999
Foto Joaquim Saial, 1999
Foto Joaquim Saial, 1999
Restauro em 2002 - Foto Joaquim Saial
Restauro em 2002 - Foto Joaquim Saial

2020 - Foto de engenheiro ligado ao restauro - Djack, ele próprio, na tarde do lançamento de "Capitania - Romance de São Vicente de Cabo Verde", cerca de uma hora antes do evento no Centro Cultural Português do Mindelo / Instituto Camões, Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, como espécie de preito de homenagem ao edifício.
Torre de Belém restaurada - Foto Luís Alves, 2010
Torre de Belém restaurada - Foto Luís Alves, 2010
Torre de Belém restaurada - Foto Luís Alves, 2010
Cavaco Silva e Pedro Pires na inauguração das obras de restauro, 2010 - Foto de autor desconhecido, talvez Djibla

[0822] Mindelo cidade. Mas antes...

A proveitosa releitura que fizemos esta madrugada de vastas partes do livro Mindelo - Património Urbano e Arqiutectónico, de João Sousa Morais, ed. Caleidoscópio, Casal de Cambra, 2010, fez-nos rever algo que já sabíamos e decerto muitos mindelenses também conhecem. No entanto, para aqueles que já se esqueceram ou ainda nunca depararam com estes dados (alguns deles adicionados por nós aos do livro), eles aqui ficam:

D. Rodrigo de Sousa Coutinho
1.º nome da localidade: Povoação de N.ª Sr.ª da Luz (da protectora religiosa do mesmo nome).

2.º nome da localidade, por iniciativa do Governador José da Silva Maldonato d'Eça (1793-1795): D. Rodrigo (do nome do ministro D. Rodrigo de Sousa Coutinho - 1745-1812), 1.º conde de Linhares [ver AQUI e AQUI].

D. Maria Leopoldina de Habsburgo
2.º nome da localidade, por iniciativa do intendente da Marinha de Cabo Verde o italiano António Pussich (nomeado em 1801), em 1818 Governador, grande conhecedor das ilhas de Cabo Verde: D. Leopoldina (de D. Maria Leopoldina de Áustria [Ver AQUI], esposa de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal).

4.º nome da localidade: Mindelo. Este nome (lembrado da localidade do norte de Portugal onde D. Pedro desembarcou para iniciar a recuperação do trono usurpado por D. Miguel a sua sobrinha D. Maria) vem no Decreto Régio de 11 de Junho de 1838, dinamizado pelo ministro Sá da Bandeira (de quem existe um busto na Praça Nova) que dava verdadeiro início à povoação de São Vicente e que foi reforçado pela portaria de 30 de Junho do mesmo ano.

Desembarque das tropas liberais em Pampelido, Mindelo, Portugal, 1832

[0821] Ainda os 135 anos do Mindelo... ESTE POST FOI ACTUALIZADO - VER TAMBÉM POST ANTERIOR

Dissemos ontem que em 1879, ano da sua elevação a cidade, o Mindelo tinha 3300 almas. Esse número foi retirado da entrada "Mindelo" da Wikipedia. Porém, tarde na noite, em leitura do livro Mindelo - Património Urbano e Arquitectónico, de João Sousa Morais, ed. Caleidoscópio, Casal de Cambra, 2010, verificámos que à p. 28 se diz: "Com efeito, em 1879, a população da ilha contava com 3717 habitantes..." ou seja, mais 417 habitantes. E no mesmo livro mas na p. 62 diz-se que nesse ano a população era de "cerca de 3297 habitantes". Não é que seja coisa significativa, pois os números são aproximados mas aqui ficam os três, cuja veracidade não estamos em condição de assegurar.

terça-feira, 15 de Abril de 2014

[820] Mindelo faz hoje 135 anos

Mindelo, cidade do liberal nome, aquela à qual o Praia de Bote mais rende homenagem, fazes hoje 135 anos. Data bonita, de cidade que embora ainda com passos algo tímidos parece querer sair da letargia que a tem dominado nas últimas décadas. Que assim seja e tu que nasceste nesse ano de 1879 com 27 ruas, uma praça, cinco largos, 11 travessas, dois pátios, 120 candeeiros e 3300 almas [acerca deste número, ver post seguinte] engrandece-te, luta pelo teu bem-estar e faz-te mais bela do que já és. Um grande abraço para todos os muitos amigos na ilha, ainda a tempo, porque hoje foi dia de acabar artigo para jornal e espaço para felicitações houve pouco. Mas elas aqui ficam finalmente, com a simpatia eterna do filho adoptivo.

Já agora, foi em 1879 que se fundou a General Electric, que surgiu a (belíssima) vodka Absolut (passe a publicidade que é de borla) e nasceram Albert Einstein, Emiliano Zapata e o pintor Paul Klee. Boas companhias, portanto...

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AS VER MELHOR

Mulheres à espera da água no Madeiral, c. 1910
Avenida da República, popularmente designada por Rua de Praia.
Porto Grande e Monte Cara (antes conhecido como Monte Washington).
Praça Nova (oficialmente até à independência, Praça Serpa Pinto).
Rapazes mergulhando na baía a troco de moedas.
Rua de Lisboa
Salina, depois Praça Estrela.
Carro de bois
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