quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

[1060] À beira das 150.000 visualizações, número que se deve cumprir hoje ou amanhã (VEJA 3 ACTUALIZAÇÕES, APÓS 2 PRIMEIRAS IMAGENS)

Pd'B, que tem um livro às costas, entra em mais um período sabático para o adiantar. Entretanto, os seus visitantes têm aqui 1059 posts à disposição, para comentários (não contando com este, o 1060). Deixamos aqui o actual top-ten de países, com Cabo Verde em terceiro lugar, logo após Portugal e EUA, países onde há milhares de cabo-verdianos. Continuamos sem perceber o que fazem ali a Rússia e a Ucrânia, mas eles lá estão, sempre a mirar a/o Pd'B...



ACTUALIZAÇÃO 1
Antes de ir para retiro, o Pd'B deixa aqui quatro imagens encontradas hoje, de dois objectos quase idênticos (frente e verso, em ambos os casos). Um deles foi feito numa empresa portuense; o outro é incógnito, talvez posterior. Trata-se de dois emblemas do P.A.I., Partido Africano da Independência, criado na Guiné em 1956, por Amílcar Cabral. O P.A.I. foi "pai" do P.A.I.G.C. e avô do P.A.I.C.V. Em que circunstâncias o primeiro emblema (ao tempo, com significado perigoso) foi feito na cidade do Porto, não o sabemos. Quanto à empresa, ainda existe.





ACTUALIZAÇÃO 2
A partir de agora, Pd'B divulgará notícias do teatro que se faz em São Vicente, nomeadamente o realizado a partir do grupo de Centro Cultural Português do Instituto Camões (pólo do Mindelo), orientado por João Branco.


ACTUALIZAÇÃO 3 (e última)


[1059] Viagem à volta das ilhas cabo-verdianas, com paisagens de cortar a respiração. 11 - A não-ilha mais ilha de Cabo Verde: Ilhéu dos Pássaros/Djéu dos Passo

Terminamos esta volta pelas ilhas de Cabo Verde com uma não-ilha: o ilhéu dos Pássaros, sentinela rochosa  que guarda o proceloso Mar d'Canal, entre São Vicente e Santo Antão. Claro que há mais ilhéus em Cabo Verde, até mais extensos que este, mas o ilhéu dos Pássaros é especial para nós, são-vicentinos, e portanto servirá de apoteose à viagem virtual que fizemos pelo arquipélago da morabeza ao longo de vários dias. Terá sido a jornada feita no "Gavião dos Mares"? Terá sido no "Senhor das Areias"? Terá sido no "Maria Sony"? Terá sido no N/M "Santo Antão"? Se calhar foi apenas na nossa imaginação. Mas que foi uma bela passeata, isso foi. Aqui fica pois, "aquel rotcha sabim"... nalguns casos em repetição, quando haja materiais escritos diferentes. Fica também um excerto de texto de um amigo nosso que escreveu sobre esse pilar que é suporte da ponte imaginária que ligas as duas ilhas irmãs...






















(...) Enquanto isso, o "Atlântida" furava as vagas com denodo, por entre nuvens de peixes-voadores, e o ilhéu foi-se aproximando a pouco e pouco, agigantando-se até ficar muito maior do que eu supunha, quando o via do cais ou da Matiota. Observando-o de perto, parecia-me agora um enorme ferro de engomar, sobre o lençol marítimo do canal. Atracar no desembarcadouro, foi difícil. As vagas empurravam o barquito violentamente de encontro à rocha, o que, apesar da molhelha, protecção que tinha à volta da amurada, lhe podia ser fatal. A custo, o Xavier e o Rocha, com a ajuda de croques, conseguiram fixá-lo o tempo suficiente para podermos desembarcar. Saltámos para terra, recebemos deles a caixa de ferramentas e os nossos sacos de mantimentos e roupa, despedimo-nos, o "Atlântida" deu meia volta e começá-mos a subida. 

O caminho era facilitado por troços de escadaria, o que o tornava bem mais acessível que aquele que levava ao farol da Ponta Machado. Passámos a cisterna e pouco depois, a meia encosta, estávamos na casa do faroleiro. Do lado esquerdo havia uma varanda de madeira em ruínas e uma cozinha, também em mau estado. A construção principal, ameada a toda a volta, apresentava-se em melhores condições. Pousámos as nossas coisas e, antes do jantar, fomos ver o farol. Ainda era necessário subir escadas de novo, antes de chegarmos ao terraço onde estava a lanterna que trabalhava a oxiacetileno industrial, para ali levado em garrafas. O Livramento deu início a algumas beneficiações, enquanto eu observava os arredores com o binóculo que levara da casa do faroleiro. (...)



[1058] Viagem à volta das ilhas cabo-verdianas, com paisagens de cortar a respiração. 10 - Ilha Brava





Já foi ilha de São João mas ficou melhor baptizada com o título de Brava ou localmente (em saboroso tom sonante crioulo) Dja Braba. Da Brava é o meu amigo e condiscípulo do Gil Eanes Donaldo Macedo, professor de Literatura na Universidade de Massachusetts, EUA. De lá é também amigo mais recente, o Viriato Barros, professor, escritor e antigo embaixador de Cabo Verde no Senegal e na Santa Sé. Dali é também o grande amigo Virgílio de Pina, antigo marinheiro da Capitania, com quem almoçámos recentemete em Lisboa. Da Brava é ainda, por simpatia, gosto e casamento, o famoso radialista e blogueiro-atuneiro Zito Azevedo. Entre os que já não são deste mundo, sobressai, o grande Eugénio Tavares, o incomparável vate local e nacional. Da Brava é, finalmente, a verdura mais verde de Cabo Verde e a Sintra mais africana - que não desdenha da europeia, embora sem castelos nem palácios mas com beleza similar.

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

[1057] No Dia Mundial da Fotografia... Do Porto Novo, Santo Antão, uma imagem documental

Porto Novo, ilha de Santo Antão, 1999, foto Joaquim Saial - Vendedeira de fruta, queijo e... monftchóde. Foto digitalizada, a partir do original em papel

[1056] Viagem à volta das ilhas cabo-verdianas, com paisagens de cortar a respiração. 9 - Ilha do Fogo



Ontem e hoje, a vulcânica Djarfogo tem longas histórias para contar. Dali veio o médico-autarca-escritor Henrique Teixeira de Sousa, dali vem o manecom (Chã das Caldeiras), o delicioso vinho local (já bebi uma de tinto e uma de clarete inesquecíveis), e dali vem um dos melhores cafés do mundo. Claro que há lava por todo lado, mas por agora quietinha, sequinha, friazinha... E inspirada no Fogo até se criou uma "Ordem do Vulcão".




[1055] Há mais de 24 horas!!! Electra coloca o Berço da Nação às escuras!!! Cidade Velha à luz do pitrol...

Desde ontem sem eletricidade, devido a um enorme “apagão” da Electra, o Berço da Nação oferece uma imagem desoladora que em muito afecta a população, o comércio local, especialmente os estabelecimentos que não disponham de geradores, e restringindo a atividade dos serviços municipais.

Apesar dos protestos que semelhante situação acarreta, ela aflitivamente prolonga-se e agrava-se, causando graves prejuízos a toda a atividade económica.

Este é um exemplo de como os organismos oficiais maltratam e descuram Ribeira Grande de Santiago, o único Património Mundial reconhecido pela UNESCO existente em Cabo Verde.

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

[1054] Regionalização debate-se em São Nicolau


[1053] Viagem à volta das ilhas cabo-verdianas, com paisagens de cortar a respiração. 8 - Ilha de Santiago

Ribeira Grande de Santiago, dita Cidade Velha, terra-mãe de Cbo Verde. Pequena, modesta mas altamente significativa
Forte Real de São Filipe ou Cidadela (1587-93), vigilante sobre a Cidade Velha, situa-se no alto da achada de São Filipe. Rara jóia de arquitectura militar de Cabo Verde, foi restaurado em 1999 com dinheiros da cooperação espanhola mas supervisão do arquitecto português Siza Vieira




Sem serem espectaculares, são significativas estas imagens de Santiago, a maior ilha de Cabo Verde, agora em transformação de paisagens, com espelhos de água novos, devido às barragens que têm vindo a ser construídas.

Navio-escola francês que passou por Santiago, aqui num postal que nada tem a ver com a ilha, ao contrário do seguinte

Cadetes franceses observavam a ilha "San Jago", há cerca de 100 anos

domingo, 17 de Agosto de 2014

[1052] Viagem à volta das ilhas cabo-verdianas, com paisagens de cortar a respiração. 7 - Ilha do Maio (a ilha secreta)



Quando falo do Maio com cabo-verdianos, quase todos me dizem que pouco se sabe da ilha. Assim é, de facto, o Maio é enigma que só uma busca militante de literatura sobre assuntos locais desvenda. Mas as imagens que aqui deixamos fazem alguma luz sobre a ilha do quinto mês. Fica também uma notícia de Agosto de 1916 sacada de um jornal de (imaginem!...) Honolulu, o "Luso"... Bom sal do Maio para África. Afinal, o Maio já foi obra...




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