sábado, 26 de Julho de 2014

[0981] Texto integral da intervenção de Arsénio Fermino de Pina ontem, na sessão do lançamento em Lisboa (Associação Cabo-Verdiana) do livro citado no post anterior (com actualização)

Arsénio Fermino de Pina
Acto de lançamento do livro "Cabo Verde, os caminhos da regionalização"

Depois de termos ouvido os oradores anteriores, pouco há a acrescentar. Todavia cabe-me a vez para vos dizer algo da minha justiça como um dos coautores.

Como noutras ocasiões escrevi, por a democracia nos ter sido ofertado, a todos, o espaço à liberdade propício ao confronto de ideias opostas, reincido neste livro, de braço dado com amigos sem medo de gongons. Por ser matéria de que pouca gente fala, mesmo pessoas com conhecimentos e peso intelectual, com receio de cair em más graças do poder centralizado, eu, que não tenho nada a ganhar pessoalmente, podendo, até, perder, meto-me no que foi transformado em reola nacional. Não que seja um valentão das dúzias, mas por mero dever intelectual, como activista da sociedade civil.

Os governantes podem estar contra ou a favor da regionalização, mas o que não podem, nem devem, como fizeram, é ignorá-la durante tanto tempo com derivativos. Não devem, tão pouco, eternizar o impasse em que ficou a regionalização, relegando-a às calendas gregas, com cumplicidades que desacreditam as instituições e o regime, por ser política furtiva, esquiva, no seu pior.

Aspecto do público - Foto José Fortes Lopes
Há muito que eu e outros elementos da sociedade civil e até do topo do Estado, e ultimamente, partidos políticos um tanto sobressaltados com a nossa iniciativa que deveria caber-lhes, vimos fazendo propostas e falando da necessidade de estudo da aplicabilidade da regionalização e descentralização entre nós. Recentemente, o nosso Primeiro-Ministro, parecendo admiti-la sem reservas, aplicou-nos, futebolisticamente falando, um suposto valente cravo, garantindo reforço ao Municipalismo, o que, sem nos atrapalhar na jogada e sem árbitro para lhe exibir um cartão amarelo, nem é má decisão de todo, por os municípios poderem participar na regionalização, sem se subverterem, pelo contrário, com proveitos mútuos, embora achemos demasiado o número de municípios criados em períodos pré-eleitorais por motivos, convenhamos, pouco convincentes e suspeitos. Não temos nada contra o municipalismo por ser, com a descentralização, vector do ideário republicano e democrático, mas não manipulado como Cavalo de Troia.

Não vou escorar-me em citações de políticos, filósofos e economistas para reunir argumentos favoráveis à regionalização, nem ela disso necessita. Servir-me-ei de uma freira de clausura, Teresa Forcades, catalã, do Mosteiro em Montserrat, Barcelona, onde vive e lhe é permitido sair para as suas acções de ensino e escrita de livros, sem descurar a meditação e as orações na intimidade da sua clausura, quando antes ajudava na enfermagem. Visitou, há pouco tempo, Portugal para o lançamento do seu livro, "Teologia Feminista na História", traduzido em Português. Provoca quase sempre controvérsia quando abre a boca, por ser muito culta e humana, ter ideias próprias, e dizer procurar simplesmente justiça social. Freira feminista, não parou de defender a igualdade de géneros, dentro e fora da Igreja. Não admira, pois, que escandalize e irrite muita gente, por defender o direito ao casamento homossexual, a ordenação de mulheres na Igreja Católica, entre outros direitos considerados, por alguns conservadores, autêntica heresia. Enfim, uma avis rara no contexto católico a esse nível.

Ela, ainda por riba, não se fica na religião. Lidera um movimento que defende o conceito de “anticapitalismo”, muito antes da declaração do Papa Francisco de que “o capitalismo selvagem mata” e uma democracia mais próxima das pessoas que garanta um verdadeiro Estado social. Teresa Forcades acredita na regionalização, onde os executantes estejam próximos das comunidades, aceites - quando nomeados e escolhidos em eleições - por membros dessas comunidades, e não pela conveniência dos partidos políticos. “Assim é provável que venham a ter mais vergonha se lhes for apontado o dedo, quando cometem irregularidade e ilegalidades”, explica ela. Os políticos actuais, diz ela, “estão demasiado longe dos cidadãos, nunca são responsabilizados pelas decisões, deitam as culpas nos outros quando as coisas correm mal, não tendo o povo maneira de os sancionar”. Pelas suas posições desassombradas, chamam-na de freira vermelha.

Realmente já é tempo de reformar o centralismo, mesmo o democraticamente adjectivado, aceitável no início da nossa independência, mas por período limitado – máximo de dez anos – por ter havido necessidade, nessa altura, de um poder central forte, reconhecido internacionalmente, que angariasse, recolhesse, gerisse a ajuda da solidariedade internacional e desse um pontapé de saída na criação do Estado, mesmo enviesado, como foi, a completar a Nação já constituída. Obviamente que a regionalização terá de ser administrativa, política, económica, financeira, ambiental e cultural. Com a regionalização, grande parte do aparelho do Estado terá de ser transferido para as regiões, ficando o Estado central com os Macro-Sectores do país e as principais funções inerentes à soberania – Negócios Estrangeiros, Defesa, Planificação Financeira Macro-Económica, etc. Não há que ter medo da vertente política, dado que os poderes e funções serão delegados às regiões pelo poder central, devendo estabelecer-se uma sã articulação entre as esferas do poder local e estatal central, e não arbitrariamente decididos pelas regiões, que as exercerão sob supervisão do poder central quanto ao seu cabal cumprimento, sem outras interferências das tradicionais burocráticas, tão estimadas e cultivadas para emperrar o andamento dos processos, criando condições propícias à corrupção. A delegação de alguns poderes, conferindo liberdade aos cidadãos da periferia de escolher e eleger os seus representantes para a governação regional e local é, simplesmente, o ponto exacto em que a Democracia se separa da não-democracia e o poder central transpõe o Rubicão. O nosso Governo parece não querer transpor o Rubicão nesta matéria. A travessia do Rubicão, é bom de ver, não convém ao centralismo Praiense por não beneficiar Santiago e os detentores do poder. As razões da decadência económica de S. Vicente e do marasmo de algumas ilhas residem nessa prioridade absoluta atribuída a Santiago que, além do orçamento do Estado, mama, sozinho, no úbere da cooperação. A ilha de S. Vicente vem sofrendo a condenação, sem culpa, e pasmo-me com a inércia da sociedade mindelense. Onde teria ido parar a tradição de irreverência e de contestação dos mindelenses, a qual, parafraseando o nosso filósofo do povo, Djunga Fotógrafo, nem têm a liberdade e a genica para dar murros na mesa face a tamanha injustiça?

Uma outra limitação à regionalização apontada pelo Governo, a que o nosso Primeiro-Ministro denominou de falta de enquadramento constitucional, é a necessidade de revisão da Constituição. Contra argumentei, por escrito, citando esse bodona da política e da ronha, Charles-Maurice Talleyrand, que foi ministro, embaixador e primeiro-ministro, durante a Monarquia absoluta francesa, atravessou incólume a Revolução Francesa, prestando os seus bons serviços, prosseguindo pelo período napoleónico e a Monarquia dos Bourbons, que não prescindiram dos seus serviços, que ensinou que não é de legalidade que se trata para se rever a Constituição, porque os preceitos constitucionais costumam ter elasticidade suficiente para consagrarem o que a necessidade exige. Afinal, a constituição é a expressão da vontade do povo num dado momento e contexto e há necessidade de ser revista.

Outrossim, embora se tenha lançado na opinião pública a confusão entre autonomia política, reclamada pela regionalização, que é compatível com Estado unitário de direito democrático, e separatismo, que não o é, cabe-nos esclarecer essa tramoia, razão pela qual nos mobilizámos para compor este livro – Cabo Verde, Caminhos da Regionalização – dedicado aos governantes e à sociedade civil, onde os mais diversos aspectos da descentralização e regionalização são examinados por vários autores, com referências detalhadas a experiências noutros países, particularmente na Alemanha, Suiça e França, bem como o importante papel dos emigrantes, a história da nossa emigração, o papel do cinema e teatro, iniciados em S. Vicente, no famoso Eden Park, da família Marques, marco importante da memória colectiva do Mindelo, como bem escreveu Luiz Silva, para a consciencialização nacional como autêntica universidade popular, entre outros assuntos palpitantes de interesse geral, como, por exemplo, o Crioulo e o Português, e o integrismo étnico de alguns santiaguenses.

Boa leitura.

Obrigado pela atenção.
Lisboa, 25 de Julho de 2014
                                
Arsénio Fermino de Pina
                                                   

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

[0980] Teve hoje lugar, em Lisboa, o lançamento do livro "Cabo Verde - Os caminhos da regionalização" (clique nas imagens, para as ver melhor)

Como indicado pelo Pd'B, realizou-se hoje na Associação Cabo-Verdiana de Lisboa o lançamento do livro "Cabo Verde - Os caminhos da regionalização", compilação de textos de Adriano Miranda Lima, Arsénio de Pina, Carlos Fortes Lopes, Éder Oliveira, Fátima Ramos Lopes, José Fortes Lopes, Luiz Silva, Maria Filomena Vieira, sobre este tema premente (e mais que pertinente) da vida das ilhas. Valdemar Pereira, apoiante convicto e interessado desde a primeira hora, também figura na ficha técnica do livro.

O evento começou com meia hora de atraso e iniciou-se com música e poesia de Cabo Verde, o que atrasou a apresentação da obra, Ainda por cima um dos oradores tinha de sair mais cedo, por obrigações pessoais, não tendo podido como desejaria responder a questões postas pelo público. Mas, mesmo assim, a sessão decorreu em simpático ambiente e valeu bastante a pena, como lançamento da discussão em Portugal (que é o mesmo que dizer na diáspora), depois de o mesmo ter acontecido no Mindelo recentemente.

Aqui ficam imagens feitas pelo Praia de Bote para os que, querendo, não puderam estar presentes. Resta-nos o obrigado aos autores pelos agradecimentos (logo na pág. 3) ao blogue pelo apoio dado (bem como ao Ac'A que recebeu igual simpatia) mas eles mais que merecem e terão sempre a porta aberta para divulgação dos seus trabalhos e eventos.

Arsénio de Pina, a autografar o livro
José Luís Hopffer Almada, nas apresentações
Sant-Anna  e Daniel Moreira
Recitação de poemas
De novo, Sant-Anna e Rafael Moreira
Arlindo Barreto, no violão

Grupo Tapoé (ACV) e Grupo da Associação de Carnide (AAAESCV)

A mesa: Arsénio de Pina, José Fortes Lopes, JLHA e Éder Oliveira
Éder de Oliveira, um dos co-autores, no uso da palavra
A vez de José Fortes Lopes, outro co-autor do livro


...e  ainda Arsénio de Pina
Gumercindo Chantre, felicitando os autores pelo livro
Participação do público
Outro participante

[0979] Um bote para vapor...

O Pd'B desconhece a autoria do presente cartão mas ela deve residir em alguém do círculo do "Boletim dos Alunos do Liceu Gil Eanes", de cerca de 1959, talvez Abílio Duarte (repare-se nos sinais debaixo do braço esquerdo do tocador de violão ou noutros, menos perceptíveis, em baixo à esquerda), talvez outro aparentado. Trata-se de um cartão identificativo da actividade de rádio-amador. Os dois sujeitos parecem estar junto a um vapor, tocando e cantando (um, mais dormindo), com bananas, grogue e até um veleiro feito de chifre para vender (fora o macóque...), para além de umas caixas de produto ignorado. Gente da baía, gente do mar, gente de diazá... gente, afinal, da Praia de Bote. 


quinta-feira, 24 de Julho de 2014

[0978] Quem mente? Quem tira o seu a seu dono? Ou seja... quem foi o vigarista? E mais... onde está afinal este grupo de cabo-verdianos do início do século XX?

Santiago ou São Vicente? Sobre o assunto, ver também o nosso estimado colega "Arrozcatum", AQUI

Postal exibido no "Arrozcatum" (só frente)
Imagem de postal do arquivo do "Praia de Bote" (frente)
Verso do postal anterior

[0977] Amanhã, em Lisboa, lançamento de livro com propostas para a regionalização de Cabo Verde (com actualização)

Sai em Lisboa, o livro "Cabo Verde, os caminhos da regionalização"

É já amanhã, pelas 18h30, na Associação Cabo-Verdiana, Rua Duque de Palmela, nº 2, oitavo andar (junto ao Marquês de Pombal). 

Praia de Bote, como se impõe, estará presente e fará a cobertura fotográfica do evento.

A apresentação da obra, que estará a cargo do Dr. Arsénio de Pina, do Mestre Éder Marcos de Oliveira e do Professor José Fortes Lopes da Silva, será abrilhantada com música e poesia cabo-verdianas. Seguir-se-á um debate sobre essa candente problemática da actualidade política das ilhas.

Segundo o texto inserto na contracapa do livro a ser apresentado, o mesmo “resulta de uma série de artigos publicados nos últimos anos em diferentes jornais de Cabo Verde versando temas de interesse nacional, como a regionalização, o património e a língua. É um projecto de colaboração que envolve um grupo de amigos cabo-verdianos que resolveram dar o corpo e o espírito ao manifesto e contribuir para o despertar do activismo cívico e a revalorização da Democracia em Cabo Verde. Sem qualquer filiação político-partidária, os seus autores não têm outra motivação que não seja usar o seu direito de opinião no momento em que urge repensar o actual modelo político-administrativo de Cabo Verde, cientes de que só uma regionalização bem pensada logrará tirar o país do impasse em que se encontra o seu desenvolvimento”.




quarta-feira, 23 de Julho de 2014

[0976] Quem conheceu, conheceu (e soube-lhe a pouco); quem não conheceu, continuará a não conhecer... Com um abraço ao Mic Dax, pelo uso da foto

Mindelo, 1965 - Foto enviada por José Fortes Lopes

[0975] A 8 de Maio, no Seixal (Portugal), o público a ver e ouvir falar de Cabo Verde foi assim


[0974] II Festival Cavala Fresc, em grande! (Pd'B declina o uso de "k" no crioulo e no português, por inútil, excepto em nomes próprios)

Ver AQUI

[0973] Palestra de Jorge Morbey na Associação Cabo-Verdiana de Lisboa

Queridos Amigos, 
Tenho o maior prazer em vos convidar a assistir e participar na palestra que farei sobre “Património Cultural e Natural de Cabo Verde”, na Associação Cabo-Verdiana, no próximo dia 31 de Julho (quinta-feira), às 18h30 horas.
Segue, em anexo, o plano da exposição que será ilustrada por um powerpoint com cerca de 100 slides.
Muitos cumprimentos,
Jorge Morbey

PATRIMÓNIO CULTURAL E NATURAL DE CABO VERDE
Plano

  1. A UNESCO e o Património Cultural e Natural da Humanidade
  2. Principais ameaças ao Património Cultural e Natural da Humanidade
  3. Construção do Sistema de Protecção do Património Cultural e Natural da Humanidade
  4. Protecção do Património Cultural nos países de língua portuguesa
  5. Património Cultural e Natural de Cabo Verde
5.1   Ilha de S. Vicente
5.1.1          Património Cultural de S. Vicente
5.1.1.1    Dinâmica da População de S. Vicente
5.1.1.2    Língua e literatura, em Crioulo de S. Vicente
5.1.1.3    Bibliografia Cabo-Verdiana
5.1.1.4    Arquivo Nacional da Música de Cabo Verde
5.1.1.5    Museu Virtual de Arte Cabo-Verdiana
5.1.1.6    Edição das Actas das Sessões da Câmara Municipal de S. Vicente
5.1.1.7    Festas populares de Santa Cruz, Santantone, Sanjon e Sanpedre
5.1.1.8    Carnaval de S. Vicente
5.1.1.9    Crescimento Urbano e Património Arquitectónico de S. Vicente
5.1.2          Património Natural de S. Vicente
5.1.2.1    Monte Cara
5.1.2.2    Ilhéu dos Pássaros
5.1.2.3    Poço e lágea da Matiota


[0972] Livro "Cabo Verde - Os caminhos da regionalização" lançado na Associação Cabo-Verdiana de Lisboa, depois de amanhã

A Associação Cabo-Verdiana de Lisboa, em parceria com a Associação dos Antigos Alunos do Ensino Secundário de Cabo Verde e os autores, têm a honra de convidá-lo (a) a assistir à apresentação pública da obra colectiva CABO VERDE - OS CAMINHOS DA REGIONALIZAÇÃO, a ter lugar a partir das 18h30 horas do próximo dia 25 de Julho (sexta-feira) nas instalações da ACV, sitas na Rua Duque de Palmela, nº 2, oitavo andar, Lisboa.

A apresentação da obra estará a cargo do Dr. Arsénio de Pina, do Mestre Éder Marcos de Oliveira e do Professor José Fortes Lopes da Silva, será abrilhantada com música e poesia cabo-verdianas e será seguida de debate sobre essa candente problemática da actualidade política cabo-verdiana.

Segundo o texto inserto na contracapa do livro a ser apresentado, o mesmo “resulta de uma série de artigos publicados nos últimos anos em diferentes jornais de Cabo Verde versando temas de interesse nacional, como a regionalização, o património e a língua. É um projecto de colaboração que envolve um grupo de amigos cabo-verdianos que resolveram dar o corpo e o espírito ao manifesto e contribuir para o despertar do activismo cívico e a revalorização da Democracia em Cabo Verde. Sem qualquer filiação político-partidária, os seus autores não têm outra motivação que não seja usar o seu direito de opinião no momento em que urge repensar o actual modelo político-administrativo de Cabo Verde, cientes de que só uma regionalização bem pensada logrará tirar o país do impasse em que se encontra o seu desenvolvimento”.

A ACV aproveita o ensejo para informar que o evento da próxima sexta-feira constitui a primeira de uma série de debates, em diferentes modelos, sobre a relevante questão da descentralização e da regionalização por forma a reflectir, a problematizar e a aferir dos diferentes pontos de vista existentes sobre a matéria e no quadro de uma visão plural e pluralista sobre a nossa sociedade nas ilhas e nas diásporas.

[0971] II Festival Cavala Fresc, no Mindelo, na Rua de Praia e... na Praia de Bote (Pd'B declina o uso de "k" no crioulo e no português, por inútil, excepto em nomes próprios)

Ver AQUI

[0970] Primeiro livro de receitas com cavala por sujeito, lançado em São Vicente (Pd'B declina o uso de "k" no crioulo e no português, por inútil, excepto em nomes próprios)

Ver AQUI

[0969] 11.º Congresso de Lusitanistas no Mindelo

Ver AQUI

terça-feira, 22 de Julho de 2014

[0968] Hoje, dia grande, no Praia de Bote

Hoje, o Praia de Bote reencontra em Lisboa, ao fim de 12 anos, o seu velho amigo e antigo marinheiro da Capitania dos Portos (na versão Torre de Belém) Virgílio de Pina com quem esteve em 1999 e 2002, no Mindelo. Com ele bebemos umas cervejas no Café Lisboa, com ele comemos umas coisas no antigo Cordel e com ele fomos ao Cemitério do Mindelo visitar Baltasar Lopes, B. Léza e Frank Cavaquim, entre outros. Grande amigo, de diazá, e excelente praticante de golfe naquele green que talvez no mundo seja o único green-brown... Um dia que promete. Braça d'ratchá osse ao Zeca Soares que deu apoio nos contactos.

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

[0967] Mindelo conquista taça de torneio da Câmara Municipal de Tarrafal de São Nicolau

Gentileza da Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau ao Praia de Bote


Mais uma taça na vitrina do Mindelense. Bicampeão nacional exibiu classe no Tarrafal e conquistou mais uma taça para a sua vitrina, em São Vicente. AJAT-SN posicionou-se no segundo lugar do torneio do Município do Tarrafal, depois de empate com Praia Branca

Presidente da CMTSN entrega a taça aos vencedores do torneio
Com o resultado de 2-1, diante do Futebol Clube Ultramarina, no segundo jogo desta tarde no estádio Orlando Rodrigues, o Clube Sportivo Mindelense conquistou o torneio promovido pela Câmara Municipal, em saudação aos nove anos de criação do Concelho.

A equipa encarnada do Mindelo fez o pleno de vitórias em duas jornadas, somou seis pontos, marcou 8 golos e encaixou apenas um. Ivinha e Hidelvis marcaram pelo Mindelense e Djassa – de penálti – assinou pelo Ultra.

Antes, jogaram AJAT-SN e Praia Branca mas o placard não funcionou e no final do tempo regulamentar o zero-a-zero justificava-se. O empate, entretanto, soou a vitória para o AJAT-SN, que com dois pontos posicionou-se no segundo lugar da competição, remetendo Ultramarina para o terceiro posto e a equipa de Praia Branca para o último lugar da prova.

Mindelense recebeu a taça de primeiro lugar das mãos do Presidente da Câmara Municipal, José Freitas de Brito, e o Vereador Balduíno do Rosário, entregou o troféu ao AJAT.

No rescaldo desta competição, o balanço é positivo na medida em que que para além dos jogos disputados, o torneio permitiu intercâmbio entre clubes, jogadores e público do Tarrafal.

Câmara Municipal homenageia jogadores que militam no Mindelense
É um reconhecimento aos futebolistas de São Nicolau que defendem as cores do Mindelense, campeão nacional. O Presidente José Freitas de Brito justificou a homenagem como sendo “mais um incentivo” aos craques da terra

No Clube Sportivo Mindelense jogam alguns jogadores da ilha de São Nicolau. A maioria, natural do Tarrafal, deixou marcas em clubes do Município como Ultramarina. Todos contribuíram para ajudar o Mindelense a sagrar-se campeão de Cabo Verde na presente temporada.

Hoje, no intervalo do jogo entre Ultramarina e os campeões nacionais, a Câmara Municipal aproveitou para render homenagem aos seis atletas da ilha que militam no clube de São Vicente e renovou desejos de sucessos aos jogadores.

Bada, Catchupa, Adir, Patchick, João Paulo (Tarrafal) e Hidélvis (de Juncalinho, Município da Ribeira Brava) receberam um “certificado” das mãos do Vereador do Desporto, Balduíno do Rosário, e do Presidente José Freitas de Brito.

Na mensagem assinada pelo Autarca, José Freitas de Brito escreve que “o futebol é uma paixão que envolve pessoas. Em cada conquista vossa, o Município do Tarrafal e a ilha de São Nicolau estarão vibrantemente a aplaudir-vos. No início de uma nova etapa futebolística, que desejamos ser de renovados sucessos e conquistas o nosso reconhecimento pela vossa dedicação à causa do futebol. Em meu nome pessoal, no do meu Colectivo e de todo o Povo do Tarrafal auguramos-vos a continuidade dos maiores êxitos. Estamos, todos, na torcida. Boa sorte e sucessos sempre”.

Os jogadores vibraram com o reconhecimento da Câmara do Tarrafal.

Nalguns meios é dado como certa a transferência para o estrangeiro de alguns jogadores do Tarrafal que envergam as cores do Mindelense. O Clube entretanto não comenta estas possibilidades.

sábado, 19 de Julho de 2014

[0965] Mindelense soma e segue, no Tarrafal de São Nicolau



Gentileza da Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau ao Praia de Bote

Equipa bicampeã nacional impôs pesada derrota ao Praia Branca, na primeira jornada do torneio alusivo ao 9.º aniversário do Município do Tarrafal. Na partida inaugural, AJAT-SN e Ultramarina dividiram os pontos

Tarde de futebol no municipal Orlando Rodrigues, duas partidas e uma dúzia de golos, seis em cada jogo.
A inaugurar o torneio alusivo aos nove anos da criação do Município do Tarrafal, AJAT-SN jogou com o Ultramarina, num jogo em que as duas equipas dividiram os pontos.

O placard assinalou 3 para cada lado. Julavi (2) e Testa (autogolo) marcaram para a equipa de Chã de Poça, enquanto Pintchera (2) e Cudjinha (1) carimbaram pelo Ultra.

Na segunda partida da tarde, Praia Branca recebia o Mindelense que carregou no acelerador e mostrou as garras de um verdadeiro campeão, impondo pesada derrota de 6-0.

Sílvio e Catchupa, com dois golos cada, Adir – na conversão de uma grande penalidade – e Cudó, marcaram pelos bicampeões nacionais, colocando o Mindelense na posição cimeira desta prova, com três pontos, e com um bom conforto em termos de golos (na pontuação final e em caso de empate, número de golos marcados faz a diferença).

No domingo há mais futebol. Às 14h30, Praia Branca joga com AJAT-SN e às 16h30 Mindelense mede forças com Ultramarina.

Os jogadores do Tarrafal que militam no Mindelense estiveram em grande plano na tarde de hoje. 

[0964] Grandes verdades, lá longe no tempo, no início dos anos 50!...


Por aqui, também se caminhavam quilómetros para ir à escola, mas não havia atrás de qualquer balcão de loja gente com o 7.º ano do Liceu (como havia no Mindelo), por não ter dinheiro para ir estudar para a Universidade na Metrópole (embora felizmente houvesse excepções). As palavras do recorte abaixo são de António Nogueira, no lisboeta "Diário Popular", algures nesses anos em que Alves Roçadas governava o arquipélago.


sexta-feira, 18 de Julho de 2014

[0963] Ainda as imagens do post 961

Descobrimos entretanto no mesmo local alguns dados, nos quais da primeira vez não tínhamos reparado. É que nisto de investigação é sempre bom voltar ao "lugar do crime"... Aqui ficam eles, para os nossos visitantes e em inglês, como no original. No caso da primeira imagem, chamamos a atenção para a designação "Bell Rock" , que não conhecíamos, alusiva ao ilhéu dos Pássaros (assim baptizado pelos ingleses, devido à sua forma de sino mas entre os marinheiros portugueses mais conhecido por nome assaz menos fino...). E também para a pequena biografia de Charles Lyall, que passou por São Vicente e outros locais no regresso da Austrália.


Title: [St. [Saint] Vincent Harbour with ships] [art original]
Author/Creator: Charles Lyall d. 1910?, artist.
Date(s): ca. 1854
Description: 1 drawing: watercolour on cream paper ; 17.5 x25.2 cm.
Copyright status: This work is out of copyright
Terms of use: No copyright restrictions apply.
Identifier(s): Accession no(s) H87.63/10
Subjects: Harbors -- West Indies ; Fortification -- West Indies ; Sailing ships ; St. Vincent (Winward Islands, West Indies) ; Watercolors
Index terms: West Indies; Winward Islands; St. Vincent; St. Antonio; harbours; ships
Notes: Untitled, title devised by cataloguer.
Not signed or dated, but ca. 1854
Contents/Summary: Shows St. Vincents, Bell Rock, fort and the emigrant ship 'Queen of the South' on the left. with view of Island of St. Antonio in the distance.
Source/Donor: Purchased; 1987.


St. Vincent from the Shore [art original]
Author/Creator: Charles Lyall d. 1910?, artist.
Date(s): Apr. 18, 1854
Description: 1 drawing: watercolour on cream paper ; 17.4 x 25.2 cm.
Copyright status: This work is out of copyright
Terms of use: No copyright restrictions apply.
Identifier(s): Accession no(s) H87.63/11
Subjects: Islands in art ; St. Vincent (Winward Islands, West Indies.) ; Watercolors
Index terms: West Indies; St. Vincent; islands; shores; beaches; man; cross
Notes: Title inscribed on mount.
Not signed.
Contents/Summary: Man, whole-length, with crossed arms, standing on shore, looking out towards hills, with view of the island of Saint Vincent overlooking hills and the shore. There is a black cross standing on some green shrubbery with view of a track made in the sand and leading from shore to hills
Source/Donor: Purchased; 1987
Series/Collection: Watercolours and drawings by Charles Lyall.
Biographical/Historical note: English born Charles Lyall came to Victoria in 1854 and left in 1856, spending time on the Bendigo goldfields and stopping over at St. Vincent in the Windward Islands in the West Indies before returning to England. In England he was known as an actor and singer, appearing with the Carl Rosa Opera Company. He died around about 1910.

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