quarta-feira, 27 de julho de 2016

[2322] Lisboa, Teatro da Trindade, ano de 1944, com a guerra quase no fim

Francisco Xavier da Cruz, "B. Léza"
Num dia e mês do ano que acima referimos, a Agência Geral das Colónias e uma Comissão de Naturais de Cabo Verde promoveram uma "Sessão Caboverdeana" no Teatro da Trindade, Lisboa. O longo programa tem duas partes. A segunda, com o nome de "A Canção Crioula", é "cantada por senhoras de Cabo Verde, acompanhadas pelo grupo musical típico 'Bando da Rua' (violões e cavaquinho), formado por Xavier da Cruz (B.-Léza), Lopes, Lindoca, Walker e Boboy." As canções foram seis e as cantoras quatro. 


Braça para os comentadores e aqui fica o enigma desvendado... semi-desvendado, aliás... Ah! E até Maria Barroso participou, declamando dois poemas de... Osvaldo Alcântara, autor de um certo romance denominado "Chiquinho".

Entretanto, deixemos a divulgação integral do dicumento para outras aventuras, talvez mesmo para a "Crónica do Norte Atlântico" n.º 50 do "Terra Nova" que terá lugar em Dezembro deste ano. Será uma boa maneira de comemorar a meia centena de textos nossos saídos ininterruptamente  nos últimos anos no simpático mensário caboverdiano.

terça-feira, 26 de julho de 2016

[2321] Segundo e último artigo de Joaquim Saial sobre a história da medalhística cabo-verdiana

Pela primeira vez em Cabo Verde, sai um estudo sobre a medalhística nacional. Ainda curto, por óbvias dificuldades de distância, mas inovador pela temática tratada, constitui base para mais altos voos que se espera sejam feitos. Ele aqui fica (2.ª parte) como anúncio e apenas em excerto (completo no jornal "Terra Nova", em crónicas de Junho e Julho, com mais de 14.000 caracteres), dedicado aos colegas historiadores e historiadores da arte das ilhas.


[2320] Decerto um dos acontecimentos culturais mais importantes de 2016 no Mindelo: o livro "Sinfonias" de Vasco Martins sai na cidade do Porto Grande

Convite enviado pela amiga Ana Cordeiro. É impossível estar presente mas ele aqui fica e com todo o gosto para que o Mundo saiba.



segunda-feira, 25 de julho de 2016

[2319] O post que não é post e tem a ver com o post anterior a este post. Posts...

Do "Bando de Rua" faziam parte o Lopes, o Lindoca, o Walker e o Boboy. Mas ainda havia outro, mais famoso e importante que eles. Agora, que já desvendámos os nomes por que eram conhecidos quatro do bando, já sabem o que era o "Bando de Rua"?

Estes aqui, não sabem, mas não são cabo-verdianos...






[2318] Ao defeso de comentários, responde-se com defeso de posts

À falta de comentários a posts que dão imenso trabalho de pesquisa e colocação e pano para mangas de conversa, respondemos com travagem de posts. Visitas não nos faltam (inclusive as dos famosos fantasmas russos), mas visitas silenciosas não servem absolutamente para nada e dispensamo-las perfeitamente, pois número neste caso não equivale a qualidade. É preferível ter 10 visitas com comentários por dia a ter 10 000 visitas mudas por minuto... Por exemplo, para que nos serviram as 132 vistas oriundas de Cabo Verde já contabilizadas esta semana? Assim, e com esta caloraça, não estamos para dar matéria de bandeja para visitas silenciosas, pelo que arriamos as velas dos botes da nossa praia e singramos de novo mas agora com a proa apontada a outros horizontes mais "lucrativos", também cabo-verdianos e de escrita.

Fica a pergunta: quem sabe o que foi o "Bando da Rua"? Sim, o "Bando da Rua", cinco (peço desculpa, pois inicialmente escrevi aqui que eram quatro) boys, um dos quais era o Walker...

Quem souber, que responda; quem souber e não quer responder, que não responda; e quem não souber, paciência... Entretanto, até ao nosso regresso, na altura em que as mangas tiverem pintinhas azuis.

domingo, 24 de julho de 2016

[2317] Texto de Maria Beatriz Lima Barreiro inspirado num poema de Adriano Miranda Lima (ver post 2315)

A MAGIA DA PRAÇA NOVA
Ver AQUI outro texto da autora no Pd'B

Há momentos em que, sem querermos, quase ao acaso, apercebemo-nos de que a retrospectiva das coisas que nos aconteceram ganha um valor diferente. Um sabor até especial, de recordação sentida. Através de uma maneira mais actualizada de olhar para a realidade que vivemos no passado.

Encontrei nos escritos do meu avô Adriano Lima um poema que tem o título Noite de Luar na Praça Nova. Ah, é a praça que conheci em 2012 quando pela primeira vez visitei a cidade do Mindelo. Então, deu-me para ler esse poema, que não tinha ainda lido. Foi como se quisesse encontrar nas memórias pessoais que nele se celebram alguma correspondência com as minhas próprias memórias da visita que fiz.

Já agora, digo que estive sentada nos bancos da Praça Nova mais de uma vez, principalmente quando íamos ao hotel em que ficou hospedada a minha tia Ana e que ficava mesmo ao lado. Lembro-me de que a praça era muito frequentada à noite e havia muito movimento de pessoas a andar para cima e para baixo. As crianças brincavam, umas andando em pequenas bicicletas, outras em “scooters” e “skates”, outras correndo e fazendo as normais tropelias infantis. Achei aquilo tudo muito semelhante às rotinas das praças em Portugal das cidades médias da província. Por sinal, o tempo atmosférico era nessas noites muito agradável, apetecível para se estar ao ar livre e deixar correr o tempo. Ou não estivéssemos em Julho…

É desta maneira, tentando recompor a memória fotográfica que guardei da Praça Nova, que a tento ver agora sob o olhar do autor do poema. Mas leio o poema e surgem perguntas inevitáveis: - avô, quem era o B. Leza, esse de quem dizes: “E em vão procurar B. Leza entre os rapazes da serenata e só conseguir ouvir a plangência do seu violino no lento suspiro da noite e na terna placidez das raparigas girando em redor da praça”. Pergunta feita e fico a conhecer o músico, que pertence às memórias do autor. Percebi o sentido da metáfora. Os músicos estão em toda a parte e a toda a hora na cidade do Mindelo. 

Foto Nelson Fortes Lima
Mas de música só ouvi um dia a do coreto da Praça. Ela saiu “da clausura da pauta e foi pousar nas folhas das árvores, nas réstias de luar, no riso das moças, nos vestidos das damas, e depois!... foi senti-la a evadir-se, dengosa e insinuante, pelas ruas de Mindelo.”

Agora sinto que foi pena não conhecer este poema à data da minha visita. Mas eu tinha então só doze anos… Os actuais dezassete, feitos há uma semana, fazem a diferença, o que é natural. 

Mas as perguntas continuam: avô, não vi esse cinema Eden Park de que falas quando escreves: … “Ei-la afinal presente e ausente na sedução do olhar, na volúpia dos lábios, no langor do sorriso, da Marlene Dietrich, além no cartaz do Eden Park!...”. Com a resposta à pergunta, fiquei a saber que esse cinema terminou há muito os seus dias. Que pena! Numa época em que não havia televisão, internet e os outros aparelhos que nos fazem as delícias actualmente, entendo o sentimento que o autor deixa transparecer no poema.

O Eden Park já tinha sido, já era só memória, mas… ahhh, as vendedeiras de mancarra (amendoim) essas lá estavam e comprei uma mancheia do produto: … “Deixar soltar a voz ridente da vendedeira de mancarra e ouvi-la cantarolar sodade di nha cretcheu até cair a penugem da noite na cálida nudez dos seus enfeites”. E eu que achei essa mancarra com um paladar diferente, mais saborosa, como se tivesse sido acabada de torrar...

Na minha jovem idade, quatro anos fazem uma enorme diferença. Aquilo que vivi em 2012 foi mais à flor da pele da menina de doze anos, diferente do que permite a minha idade actual, e ainda mais depois de ter estudado bem as disciplinas de português e filosofia. Mas o poema de Adriano Lima, que li agora, veio avivar-me o sentimento e mostrar-me uma Praça Nova iluminada não por uma noite de luar mas por luzes que pertencem à alma.

Enfim, a nostalgia do avô é agora minha: “Ó doce e inefável fixação do olhar feiticeiro que alumia a noite na Praça Nova!”


Quarteira, 23 de Julho de 2016
Maria Beatriz Lima Barreiro

[2316] Moreia frita no Algarve

Para os cabo-verdianos e aderentes que forem dar um giro até ao Algarve, eis a oportunidade para matar o desejo de uma moreia frita.

O restauranta não pagou pela publicidade, nem sabemos se o petisco tem as devidas medalhas que se exigem no Mindelo. Mas valerá a pena experimentar.


[2315] Um poema de Adriano Miranda Lima

NOITE DE LUAR NA PRAÇA NOVA

Foto de José Carlos Marques, modificada pelo Pd'B em cor e adereço lunar

É tempo de abrir
As grades dos jardins
E soltar as flores
À plenitude da música
Na noite de luar da Praça Nova,
E em vão procurar B. Leza
Entre os rapazes da serenata
E só conseguir ouvir
A plangência do seu violino
No lento suspiro da noite
E na terna placidez das raparigas
Girando em redor da Praça.

Ai Amesterdão, Paris, Londres, Lisboa!...
Para quando o exótico sentir
Da ânsia acalentada,
Do transe da espera,
Do enlevo do reencontro
De uma noite na Praça Nova?

É tempo de abrir
O avulso repertório
Do povo da Praça Nova.
Deixar soltar a voz ridente
Da vendedeira de mancarra
E ouvi-la cantarolar sodade di nha cretcheu
Até cair a penugem da noite
Na cálida nudez dos seus enfeites.
Ver o rapaz da maleta de drops e chesterfield
Definir seu território,
Exibir sua pose galante
E invadir o deleite
De meninos e moços.                                  

É tempo finalmente
De abrir o coreto
E libertar a música
Da clausura da pauta
E deixá-la pousar
Nas folhas das árvores,
Nas réstias de luar,
No riso das moças,
Nos vestidos das damas,
E depois!...
Senti-la a evadir-se,
Dengosa e insinuante,
Pelas ruas de Mindelo.

Mas já são seis voltas
À Praça e ela não  aparece...
Nem a brisa me antecipa
A fragrância do seu perfume…
Ah, mas vejo-a agora!
Ei-la afinal presente e ausente
Na sedução do olhar,
Na volúpia dos lábios,
No langor do sorriso,
Da Marlene Dietrich,
Além no cartaz do Eden Park!...

Ó doce e inefável fixação
Do olhar feiticeiro
Que alumia a noite na Praça Nova!


Tomar, 30 de Dezembro de 2001
                                                             Adriano Miranda Lima

sábado, 23 de julho de 2016

[2314] E porque hoje é sabado... Praia de Bote

E porque hoje é sábado e temos mais coisas para fazer, aqui fica esta prenda especialmente para os visitantes do blogue que nunca comunicaram connosco nem com ninguém. 

Esperamos no entanto que nos agradeçam a Praia de Bote que lhes oferecemos...






And because today is Saturday and we have more things to do, here is this gift especially for blog visitors who never communicated with us or anyone. 

We hope however that we give thanks to Bote Beach we offer them ...






Et parce qu'aujourd'hui est le samedi et nous avons plus de choses à faire, voici ce cadeau particulier pour les visiteurs du blog qui n'a jamais communiqué avec nous ou quelqu'un. 

Nous espérons cependant que nous rendons grâce à Plage de Bateau, nous leur offrons ...





И потому, что сегодня суббота и у нас есть больше вещей, чтобы сделать, вот этот подарок специально для посетителей блога, который никогда не общался с нами или кем-либо. 

Мы надеемся, однако, что мы даем благодаря Bote Бич мы предлагаем им ...



而且,由於今天是星期六,我們有更多的事情要做,這裡是這個禮物特別是對於誰從來沒有對我們或任何傳達博客的訪問者。

然而,我們希望,我們感謝伯特海灘,我們為他們提供...


[2313] Novo bar na Lajinha

Ver AQUI

[2312] Cruz de esperança

[2311] Novo disco de Jorge Humberto, mindelense radicado em França

sexta-feira, 22 de julho de 2016

[2310] Ainda o livro sobre um filho de Cabo Verde de que falámos há poucos posts.

Para o Zito: na Amazon, encontra-se por preços ainda mais altos. Não esqueçamos no entanto que nos EUA o poder de compra é bem maior que o nosso. Logo... Biografia muito interessante de um filho de cabo-verdianos, nascido em Boston.
Ver AQUI e AQUI

[2309] Se houver uma só pessoa no Mundo que não goste do Mindelo, ela que veja este filme (não nos lembramos se o apresentámos ou não, mas de qualquer modo aqui fica)

[2308] Caret careta na Soncente

Ver AQUI

[2307] Presidente pondera nova presidência

Ver AQUI

[2306] X Jogos CPLP, futebol: Cabo Verde vence São Tomé e Príncipe por 4-0

[2305] Cabo Verde afirma-se internacionalmente

[2304] Salamansa progride na área do turismo

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