sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

[1296] Ilha de São Vicente - Cabo Verde - A terra Onde Deus Derramou a sua Alegria

[1295] Praia de Bote pulveriza os seus records

Neste Janeiro já colocámos 130 posts (este não conta), mais 5 que em todo o ano de 2012.


[1294] Concurso n.º 29 do Praia de Bote. Barcos, barcos e mais barcos...

"Gilica"
Em Cabo Verde houve um veleiro de madeira; houve outro electrónico: um terceiro era navegador; um quarto era risonho e havia ainda um que era rei. 

Adapte o que estes cinco barcos "eram" aos seus nomes verdadeiros, pela mesma ordem que aqui apresentamos. O concurso termina pelas 22h00 de amanhã, hora de Lisboa. Só vencerá quem acertar nos cinco nomes e não há ajudas.


Por exemplo, o barco era "passarão"
então...
"Passarão" - Gavião dos Mares

[1293] Cricket? Talvez sim, é quase certo!...

Sabemos da influência britânica na ilha de São Vicente, ponto assente, indiscutível. Entre os sinais dessa influência, uns mantêm-se bem arreigados nos hábitos locais mas outros têm-se esbatido um pouco. A prática do cricket é um deles. Hoje, apresentamos um postal de um italiano enviado em  Agosto de 1903 a uma sua familiar, a gentilíssima signorina Margherita Orsini, residente em Nápoles. Vemos nele duas imagens, uma de uma mãe segurando o filho junto ao peito, frente à sua casa, e um grupo de miúdos que se divertem. Ao longe, uma mulher transpora uma selha à cabeça, pelo que está a vir ou vai para a lavagem de roupa. Quanto aos miúdos, não estarão a imitar os beefs britânicos? Não estarão armados em "cricketeiros"?




[1292] Arsénio de Pina fala de tentações...

O presente texto, tal como o anterior que publicámos, já tem uns tempos. Mas, mais uma vez, também este não perdeu a actualidade e é sempre bom relê-lo.

A TENTAÇÃO DE REESCREVER A HISTÓRIA

Arsénio de Pina

Há gente que me critica acusando-me de abusar da escrita. Para mim, escrever é exprimir factos que me preocupam ou interessam que presumo úteis e de interesse para os outros, e isso é um enorme prazer. Hoje irei abordar um pouco da História que não nos ensinaram na escola e da que nos querem impingir, por estar convencido de que o passado é património comum e a coragem de ontem um crédito incobrável.


A única maneira de sabermos o que realmente significa ser cabo-verdiano é através da História. Não é assunto menor, uma vez que, tal como sucede no caso de uma pessoa, a memória de uma nação é a base da sua identidade. Sem memória, uma nação não existe, ou só existe com base em mitos. É pois justo render homenagem à memória, tanto individual quanto colectiva.

Alguns dos nossos governantes têm demonstrado uma certa tendência em reescrever a nossa História desprezando, ou tendo em menor conta, a memória dos nossos maiores, os monstros sagrados da cultura, da ciência, da verticalidade, da integridade moral e ética, do caracter e honradez de outros tempos. É obvio que essa tendência e atitudes não podem agradar aos que ainda conservam ou conhecem a memória destes, e, com razão e justificadamente, barafustam, porque, não obstante o reconhecimento e valorização daqueles que se lançaram de corpo e alma, correndo riscos de vida na luta de libertação nacional – que não esquecemos – e nos levaram à independência, não é curial, que os governantes monopolizem o poder e se julguem detentores do dom da omnisciência, arvorando-se nos verdadeiros filhos da nação, porque houve outros, antes e depois, igualmente ou mais legítimos, seus irmãos, pais e avôs, que criaram as condições que permitiram que o cabo-verdiano se alçasse a um nível invejável no contexto africano, e não só. Outrossim, há lugar para todos figurarem na História e na memória da nação. Não há que substituir os antigos e muito menos denegri-los, mas acrescentar alguns desses patrícios mais jovens aos outros cuja cultura, modéstia e coragem eram admiráveis, que preferiram dar o seu contributo vivendo na sua terra-natal em condições precárias em vez de emigrarem ou de ficarem noutros países onde viveriam em condições mais favoráveis. Não cito nomes para não pecar por omissão, até porque nós todos sabemos quem foram, e são.

Em “Algumas ideias esparsas que bastas vezes irritam os detentores do poder”, publicado no Jornal de Saniclau e Esquina do Tempo, detenho-me um pouco sobre o assunto do desconhecimento que aqueles têm, que roça as raias do desprezo, pelo nosso património em várias ilhas, pelo que evito repetições, por ter outros ´gatos a chicotear´, como dizem os franceses.

Quando penso nos exageros cometidos nesse campo - da reescrita da História -, que ainda se cometem, embora em menor escala, recordo-me do que aconteceu, por exemplo, na URSS, depois de Estaline ter dominado o poder, em que a memória do seu rival Leon Trotski, o fundador do Exército Vermelho, figura de grande destaque nas revoluções de 1905 e 1917, e sucessor previsto por Lenine para continuar a revolução bolchevique, foi apagada e substituída pelas (falsas) de Estaline, este, substituindo-se a Trotski, junto de Lenine, com ambos a dirigirem a revolução. Aqueles bolcheviques que conservavam a memória do que se tinha realmente passado e realçavam o papel de Trotski, foram presos, torturados, obrigados a desdizerem-se em público, e, em seguida, executados como contrarrevolucionários e traidores.

Longe de mim a ideia de querer afirmar que chagámos a esse ponto, até porque a época é diferente bem como o contexto geral. Cito-o, tão-somente, para lembrar aos mais distraídos, desvairados ou fundamentalistas, o perigo da reescrita da História com negação dos nossos valores maiores de antanho e hipertrofia dos mais recentes. Devemos é orgulharmos deles e reservar-lhes as posições que merecem na nossa História e memória, julgando-os atendendo à época em que viveram e não na nossa, não fazendo sentido julgar o passado segundo juízos de valor do presente. É necessário que os mais jovens conheçam a sua integridade intelectual e reconheçam o seu contributo na formação da nossa identidade.

Como activista da sociedade civil e homem de ciência, cabe-me desafiar as opiniões daqueles que se encontram no poder quando discordo deles. Foi um juiz do supremo tribunal dos EUA que declarou ser função do cidadão evitar que o governo cometa erros, e não o inverso. Jefferson, o autor da Declaração da Independência dos EUA, ensinava que “toda a governação degenera se for deixada apenas aos governantes, dado que estes – pelo simples facto de governarem – acabam por abusar da confiança pública. O povo é o único repositório prudente do poder”, embora este seja fácil de enganar… Todavia, se os cidadãos tiverem um bom nível educacional que lhes confira conhecimentos – daí a necessidade de investimento numa melhor qualidade de ensino – e souberem formar as suas próprias opiniões, os detentores do poder trabalham para os cidadãos, por estes saberem escolher os melhores governantes. Bem sei que os governantes não apreciam o cepticismo que acompanha o conhecimento, mas este é absolutamente necessário para que as pessoas comecem a fazer perguntas incómodas sobre as instituições económicas, sociais, políticas ou religiosas. Somente dessa maneira é que poderemos progredir.

Lisboa, Março de 2014

Arsénio Fermino de Pina



[1291] Continuamos a exibir fotos recentes de Nelson Fortes Lima - Hoje, o sítio especialíssimo: Praia de Bote






[1290] Ontem, quase novo record

Ontem, apenos menos 6 visualizações que o record do Praia de Bote (584, a 22 de Janeiro). O blogue começa a fixar-se entre mais de 400 e menos de 600 visualizações diárias - num ou noutro dia, excepcionalmente, abaixo de 400.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

[1289] Um sujeito (ou sujeita) com imensa imaginação

Leia-se o postal que este marmanjão (ou marmanjona, qui sait?) que se assina como J.F. enviou de Santiago (mas com foto do Mindelo) para Marselha, na "Francia" (cheira-me a espanholada que anda a tentar aprender franciú mas qua não sabe escrever "France"). Apaguei algumas referências mas posso dizer que o endereço é o da agência de uma importante companhia de seguros.  Que imaginação, de facto.


[1288] Tito Paris - Documentário

[1287] O Will vem de Nova Iorque, está no Mindelo e escreve para a Austrália

Estamos a 11 de Dezembro de 1904. O Will escreve para miss Berry, em Melbourne, Austrália. Chega ao Mindelo, vindo de Nova Iorque e pimba, pega logo num postalinho com a Rua D. Carlos (futura de Lisboa) e dá-lhe  notícias. Aquele "safely" diz tudo da viagem... safaaaaaaaaa!!!


[1286] Um texto já antigo mas muito interessante de Arsénio de Pina

DO DIÁLOGO E DA ÉTICA

Arsénio de Pina
Quando falamos de política, justiça e outros assuntos afins, vem à baila a expressão leis do Estado, que não têm, como é bem de ver, um caracter absoluto nem imutável, segundo nos recorda o cardeal não conservador Carlos Maria Martini, já falecido, numa interessante conversa com o escritor Umberto Eco, fixada no livro Em Que Crê Quem Não Crê? As leis exprimem a consciência comum da maioria dos cidadãos e esta consciência comum é submetida ao livre exercício do diálogo e das propensões alternativas que subentendem profundas convicções éticas.

Vou aproveitar aspectos, que me interessam agora, desse diálogo entre Umberto Eco e Carlo Martini para algumas reflexões extensíveis às pretensões e sentimentos dos que se enfileiraram na marcha do Movimento para a Regionalização de Cabo Verde, isto é, tentarei puxar a brasa para a nossa sardinha colectiva.

Afirma ainda o cardeal Martini sobre o dever de proximidade e de solidariedade, sem recorrer a um Deus Pai e criador de todas as coisas, que o outro está em nós, de resto, dentro de uma máxima também cristã de fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós, ou a mesma frase na negativa.

O conceito do outro em nós é considerado como o fundamento essencial de toda a ideia de solidariedade.

Como sabemos, é o outro, é o seu olhar que nos define e nos molda. Nós próprios não somos capazes de compreender quem somos sem o olhar e o respeito do outro, isto na opinião de Umberto Eco. Esta, uma das razões por que ficamos irritados quando falamos ou nos dirigimos a alguém e não obtemos resposta, isto é, quando, como costumo dizer, ês ca ta cdi, não acusam a recepção da nossa pergunta, proposta, mensagem ou crítica (ês referindo-se, claro, aos do poder).

Assim sendo, porque há, ou houve culturas que aprovam ou aprovaram massacres, genocídios, canibalismo e a humilhação de outros?

Era aí que queria chegar na abordagem do diálogo, da tolerância, das propensões alternativas e da ética destas duas personalidades ímpares da nossa época.

A razão do não respeito dos outros, da falta de solidariedade e de tolerância é consequência de o outro se limitar a respeitar unicamente a comunidade tribal, étnica ou religiosa, considerando os restantes, “bárbaros”, seres não humanos, à semelhança dos romanos da Antiguidade e os Cruzados na Idade Média, que não consideravam quem não fosse romano, humano, nem quem não era cristão. Os bárbaros eram escravizados, e os infiéis – crianças, mulheres, velhos e adultos - chacinados pelos cruzados sem dó nem piedade, sem nem terem em conta que o Deus dos cristãos e muçulmanos é o mesmo. Até os gregos da Antiguidade, tão sensíveis, racionais e inventores da democracia, escravizavam, sem estados de alma, os outros povos não gregos.

Embora haja noções comuns a todas as culturas - como a do alto e do baixo, de uma esquerda e de uma direita, de um seco e um molhado, do perceber, recordar, gozar, sofrer, etc. -, que são a base para uma ética, segundo Eco, e que levam a que se respeitem os direitos de moralidade dos outros, outras noções são conjecturas, comportamentos humanos, um tanto problemáticas que variam segundo as épocas.

Não me vou meter na questão da fé e da transcendência discutida por esses dois bodonas da intelligenzia mundial na explicação de alguns factos porque, nos nossos dias, as pessoas estão mais empenhadas nos problemas da convivência (quando não de fofoquices) do que nos da transcendência, além de poderem levar-nos para discussões que não nos interessam neste momento.

Quando observamos o que se passa na maioria dos países africanos – limito-me a estes por aí ter trabalhado largos anos e observado de perto o fenómeno – damo-nos conta de que os governantes - presidentes da república, primeiros-ministros e ministros - escolhem os seus colaboradores entre gente da sua família, tribo e etnia, numa manifestação clara de tribalização da política. Os outros que não pertencem a esse extracto familiar e populacional são praticamente considerados “bárbaros”, o que tem impedido a criação do sentimento de pertença a uma nação nesses países, por falta de cimento de solidariedade, de proximidade e de identificação do outro como igual permitindo-lhes falar no plural, em nós, incluindo o outro. O poder central, nessa circunstância, prioriza o centralismo à volta da tribo e da etnia.

Com os islamitas radicais acontece o mesmo relativamente aos povos não muçulmanos: para ganharem as delícias do Paraíso pensam de modo idêntico aos cristãos do tempo das Cruzadas – liquidar os infiéis, mesmo vivendo em liberdade, respeitados e com muito melhor qualidade de vida no país dos outros do que nos seus próprios países de origem. Para os radicais islâmicos não há lugar à liberdade como entendida no Ocidente, nem de tolerância como princípio da possibilidade de convivência com aquilo que não se partilha, e muito menos de amor ao próximo, se esse não for muçulmano, considerado infiel e inimigo a abater.

Temos aí exemplos de fundamentalismos religiosos e políticos, exemplos do que é, inegavelmente, sumamente perverso. 

Entre nós, nos últimos anos, vem-se manifestando uma modalidade sui generis de fundamentalismo político-cultural que só aceita ser genuinamente cabo-verdiano os hábitos, costumes e manifestações culturais dos habitantes de Santiago, considerando todas as realidades e manifestações das restantes ilhas não autenticamente cabo-verdianas, contaminadas por influências espúrias bem longe das de matriz africana, tomada como referência, desde a música, a língua, passando por certos hábitos e costumes, como se nós-outros pertencessemos a etnias e tribos diferentes, quando, em verdade, a nossa maior e melhor particularidade, riqueza e vantagem é sermos produto de grande miscigenação que se caldeou com uma maioria de elementos africanos com uma minoria de europeus, criando uma cultura híbrida e simbiótica de predominância europeia por condicionalismos coloniais; tal facto fez esquecer e desaparecer o tribalismo, fundindo as populações num único molde, numa nação que veio a preceder e facilitar a constituição do Estado na pós-independência.

Repito: todo o fundamentalismo que leve à tribalização política é mau, porque fruto da ignorância e do obscurantismo prevalecentes em épocas remotas da Humanidade, ou da inadaptação religiosa à evolução natural das sociedades e do progresso, o que não deixa de ser paradoxal e de difícil explicação em Cabo Verde por alguns corifeus do nosso fundamentalismo serem laicos e cultos, cultura bebida no Ocidente. Bem sei que os dirigentes Khmers Vermelhos, esses facínoras inqualificáveis, frequentaram, na juventude, universidades francesas, o que não impediu que tivessem cometido genocídios do seu povo, que ainda ninguém conseguiu explicar cabalmente, mas paradoxos desses são, como presumo, irrepetíveis nos tempos que correm, embora algo semelhante tenha ocorrido, não há muito tempo, na ex-Jugoslávia.

Quando destruímos a solidariedade entre os cidadãos de uma nação, quando deixamos de ter objectivos comuns, deixamos igualmente de ter uma comunidade no verdadeiro sentido do termo. Essa nossa cepa intelectual e política com laivos fundamentalistas precisa é de ter juízo e de reconhecer que se extraviou perigosamente do caminho da quase totalidade da nação. Ao ofício de pensar – para a minoria que se dá ao trabalho de pensar - não cabe o acto de construir a verdade, mas sim o de criar um espírito de verdade. Será com esse espírito de verdade, de solidariedade, de diálogo e das propensões alternativas com profundas convicções éticas, que poderemos discutir, debater os problemas do país visando a sua solução, sem rejeitar o contributo do outro e sem que ninguém tente erguer-se acima dos outros. É deste modo que gostaríamos de debater a regionalização do país e outros assuntos pertinentes de interesse geral que criam bolor em gavetas ministeriais.

Termino, ad cautelum, formulando uma pergunta: haverá lugar para a ética na política, como queria Hegel, ou simplesmente astúcia, como ensinava Maquiavel? Cabe aos políticos responder, não com palavras, de que já estamos saturados, pela sua vacuidade, mas com decisões que permitam alternativas e conjugação de esforços.

Parede, Fevereiro.2013

Arsénio Fermino de Pina

[1285] Kiki Lima. Exposição inaugura-se amanhã, na Praia


[1284] Ainda o 28.º concurso do Pd'B (ver post anterior)

Foto Joaquim Saial
A frase latina está de facto na campa do nosso mais que estimado Baltazar Lopes da Silva, grande literato, investigador, escritor e igualmente ilustre professor que foi (e é e será) de todos nós.

Um dos motivos que me levou ao cemitério do Mindelo em 1999 (vários foram, na realidade, e alguns até de nível artístico) foi o de fazer uma romagem de saudade à campa do saudoso intelectual. 

Já mostrei algures esta foto, mas mesmo assim é quase desconhecida. Aqui fica, pois, como memória, pos o Pd'B para isso também serve.

Gostaria de saber quantos no Mindelo (dos que lá vivem) conseguiriam acertar nesta resposta...

E parabéns à vencedora. Quem persiste, consegue. Coitada, faz-me alguma pena, agora com as rádios, jornais e televisões de Cabo Verde tudo à porta, a conceder entrevistas em catadupa, mas é o preço da fama, que se há-de fazer?

[1283] 28.º concurso do Praia de Bote

Pergunta simples e directa: Onde podemos ver esta frase latina e sua tradução para português, no Mindelo? Concurso aberto até amanhã, pelas 22h00 (hora de Lisboa)


[1282] Pesca em Cabo Verde

O filme tem mais de dois anos mas mantém o seu interesse, pelo conteúdo informativo propriamente dito e pelas imagens de locais dos quais muito gostamos. Vale a pena ver.

[1281] Mais fotos recentes de Nelson Fortes Lima

É costume dizer-se "a cereja em cima do bolo"; aqui, pode dizer-se "o veneno (Furtim) em cima do bolo"


Uli tchmóde "Passarom d'Natal"


Rua de Praia e Praia de Bote

[1280] Cabo Verde: aumentam exportações, importações e reexportações

Ver AQUI

[1279] Cabo Verde: Parlamento aprova Lei do Referendo

Ver AQUI

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

[1278] Noite de 22 (quita-feira) para 23 (sexta) na Casa da Morna, com Tito Paris - Edifício do Mindelense, Praia de Bote

Foto Nelson Fortes Lima
Foto Nelson Fortes Lima

[1277] Notícias do Tarrafal de S. Nicolau - Município comemora Dia do Pescador

Dia do Pescador assinalado no Tarrafal

Vereador Elton Sequeira diz que é necessário celebrar “com dignidade” o Dia do Pescador. Programa elaborado pelo Pelouro contempla várias atividades 

O recém-criado Pelouro da Pesca vai comemorar o Dia do Pescador, assinalado a nível nacional no dia 5 de Fevereiro. Um conjunto de atividades estão programadas conforme adianta o vereador Elton Sequeira, que tutela a referida pasta, no executivo municipal.

Segundo adianta, haverá corrida de botes e na praia, provas de natação, futebol de 7 e outros jogos, como bisca, ‘guritapau’ e damas, tudo numa perspetiva de permitir um forte intercâmbio entre os profissionais da pesca no Município.

Assinalar o Dia do Pescador, frisa o vereador, é uma forma de “homenagear” aqueles que, muitas vezes em condições adversas, enfrentam o mar em busca da subsistência para eles e suas famílias. “A vida de pescador é muitas vezes ingrata e pouco valorizada”, reconhece o vereador que é também um amante da pesca, e que dedica parte do seu tempo ao mergulho.

Celebrar “com dignidade” este dia dedicado aos homens do mar, é o objetivo central do programa, enfatiza o vereador que reconhece a pesca como sendo uma das áreas que “impulsionam” o desenvolvimento e crescimento do Município.

No dia 5 de Fevereiro, será promovida uma visita guiada às instalações do Museu de Pesca do Tarrafal, pelas 18 horas, e na oportunidade os pescadores poderão visitar uma exposição fotográfica e de seguida será apresentado uma curta-metragem alusivo ao dia.

Nas provas desportivas, que se realizam nos dias 7 e 8 Fevereiro, fim-de-semana, a organização prevê premiar os três primeiros classificados na corrida de botes: a dupla vencedora vai encaixar o valor de 10 mil escudos e medalhas, enquanto a dupla que ficar no segundo lugar leva 6 mil escudos e medalhas, e para o terceiro lugar é reservado o valor de 4 mil e medalhas.

Na natação há medalhas para os três primeiros, mais valores pecuniários na ordem dos 8, 5 e 3 mil escudos, respetivamente, para o primeiro, segundo e terceiro classificados.

Prémios monetários e medalhas serão também entregues aos vencedores de guritapau, bisca, damas e corrida na praia, enquanto no torneio de futebol de 7, haverá taças para as duas melhores equipas.
Os prémios são suportados pela Câmara Municipal e por alguns parceiros que se associaram ao programa.

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