sexta-feira, 28 de julho de 2017

[3105] Continuamos a divulgação do programa de visitas guiadas à exposição sobre o escritor Manuel Ferreira no Museu José Malhoa das Caldas da Rainha

[3104] Assim falava o claridoso Manuel Lopes, em 1966

Trata-se de excerto de longo texto de Manuel Lopes, datado de 1966, que com outro da mesma altura está a servir de base para um artigo sobre o autor de "Chuva Braba". Em ambos, faz uma curiosa síntese do que para ele era Cabo Verde e o povo cabo-verdiano, nomeadamente no que dizia respeito à cultura e ambiência do território. Sairá no "Terra Nova" de Dezembro, após seis números (três já dados à estampa) em que se republica (e actualiza em alguns aspectos) um trabalho sobre arte pública em Cabo Verde no período colonial. Aqui fica então um cheirinho.

[3103] "Cartas de um Sempalhudo", de João Lopes Filho, lançado ontem. A história do livro

Ver AQUI e AQUI

[3102] Crime no "Casa para Todos"... dizem eles

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[3101] Um avião, dois aviões, várias opiniões...

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[3100] O Mindelo está a mudar e o Pd'B acredita... e também acredita que (apesar de tudo) continua amistoso

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

[3099] LEMBRETE: visitas guiadas à exposição do escritor Manuel Ferreira no Museu José Malhoa das Caldas da Rainha

[3098] Casa Serbam, Praia

Para terminar um dia de posts curiosamente dedicados à cidade da Praia, fica este envelope timbrado (1935) de um comerciante prestigiado da capital de Cabo Verde, Sérgio Barboz/sa Mendes que deu título ao negócio pessoal através das primeiras letras das palavras constituintes do seu nome. Para saber mais sobre ele, ver AQUI e para conhecer a famosa Diamond T, AQUI. Sim, porque um envelope não é apenas ... um envelope. É sempre uma história mais longa. Basta ir atrás dela...



[3097] The Doors - "No me moleste mosquito" (ver post anterior)

"No me moleste mosquito" surge no álbum dos Doors "Full Circle" (1972), segundo da época pós-Jim Morrison. Esperemos que os mosquitos da Paia a oiçam e desapareçam da capital, para sossego dos praienses.

[3096] Paludismo em alta, na Praia

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[3095] É hoje, na Praia... e com Manuel Brito-Semedo em acção

quarta-feira, 26 de julho de 2017

[3094] Visitas guiadas à exposição do escritor Manuel Ferreira no Museu José Malhoa das Caldas da Rainha

[3093] Incrível! Na Cabverd já tem chinoca ta robá cabra!!!

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[3092] Novo livro cabo-verdiano

[3091] Recordando Celina Pereira, em "Mar Eterno" de Eugénio Tavares (ver post anterior)

[3090] Vem aí novo disco de Celina Pereira

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[3089] TACV dentro de casa... acabou-se...

Pd'B sugere alteração do nome da companhia para TASFCV (Transportes Aéreos Só Fora de Cabo Verde).

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

[3088] Praia de Bote desenterra afirmações interessantes do escritor Manuel Ferreira (Fevereiro.1959) sobre o crioulo, neste ano do seu centenário de nascimento

[3087] Aí está ele, o grande Tito Paris, em "Mim Ê Bô"

[3086] Contra o turismo canalha, o turismo purificado...

Ainda não refeito das notícias sobre turismo canalha em Cabo Verde (ver AQUI), Praia de Bote lança saborosa imagem de pureza (não de miserabilismo). Tal como está a acontecer em Lisboa, no Sal e em Bubista confunde-se progresso com turismo tóxico. E, tal como Lisboa, as ilhas verdianas e sobretudo o seu povo dispensam-no... A imagem é de Neves e Sousa artista do qual já vimos imagens no Pd'B há tempos. Chama-se "Tamareiras", situa-as na Boavista e é de 1969, em edição do Centro de Informação e Turismo de Cabo Verde, Praia. Respirem este ar, respirem...


[3085] Do novo disco de Carmen Souza, "Creology", a faixa "Ligria"

[3084] Ensinar História em Cabo Verde, em discussão. É hoje, na cidade da Praia

[3083] Números: o Portugal cabo-verdiano

Na lista das 10 principais nacionalidades residentes no país constam o Brasil (81.251), Cabo Verde (36.578), Ucrânia (34.490), Roménia (30.429), China (22.503), Reino Unido (19.384), Angola (16.994), Guiné-Bissau (15.653), França (11.293) e Espanha (11.133).
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[3082] Em S. Vicente, quem manda no xadrez é Aguinaldo Vera-Cruz

Ver AQUI

[3081] As baleias são mais bonitas em São Nicolau que em São Vicente?


Veja AQUI a mirabolante história do espólio baleeiro que parece não ficar tão bem em São Vicente como em São Nicolau... e pasme!

Bem, se grandes cabeças pensantes já desviaram Santa Luzia para a ilha dos nossos irmãos patchê parloa, porque não hão-de também desviar as baleiazinhas?

Resumindo e concluindo, parece MESMO que estão a tentar atirar irmãos barlaventistas uns contra os outros. Parece ou não parece?

E o pior é que esta coisa se passa na minha casa. Na minha casa, imaginem. Será que tenho de ir à ponta d'Praia d'Bote pôr ordem naquilo?

[3080] Na sequência do post 2979 sobre um single de Jovino eis uma das peças do disco, "Guerra d'Casode", após comentário nesse post de um Henrique que desconhecemos mas a quem agradecemos

[3079] A chamada "lagosta Cabo Verde" do Rio Grande do Norte, Brasil, anda a ser apanhada ilegalmente

Ver AQUIAQUI e AQUI
Exemplar da "lagosta Cabo Verde"

domingo, 23 de julho de 2017

[3078] Turismo canalha em Cabo Verde. Estarão as autoridades tão anestesiadas que não o topam?

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[3077] Ainda a homenagem ao escritor Manuel Ferreira (ver posts anteriores)

Em fundo, a tela "Paul da Outra Banda", tela de grande dimensão pintada em 1885 por José Malhoa para o restaurante "Leão de Ouro" (Rua 1.º de Dezembro, Lisboa, perto da estação do Rossio). Recorde-se que o dono do restaurante onde artistas pintores e de outras áreas paravam e se encontravam em tertúlia resolveu fazer obras. Os clientes boémios pensaram que o seu retiro ia acabar definitivamente e foram falar com ele, tentando sabe se assim era. Quando o proprietário lhes disse que se tratava apenas de obras de beneficiação e que em breve reabriria, ficaram tão contentes que cada um resolveu oferecer um quadro para a decoração do espaço recuperado. Esta foi a oferta de José Malhoa que mais tarde, tal como o "Grupo do Leão" de Columbano Bordalo Pinheiro passaram por aquisição para a posse do Estado.


João Serra, fazendo a apresentação dos oradores, Ana Paula Tavares, investigadora do Centro de Literaturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras de Lisboa, Fátima Mendonça, da Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, Moçambique, e Mário Tavares, do Instituto Politécnico de Leiria

O sogro, Armando Napoleão Fernandes, autor em 1943 do primeiro dicionário de crioulo-português. Pd'B tem uma fotocópia integral desta obra de grande envergadura
A esposa, Orlanda Amarílis
Manuel Ferreira no seu quarto, em São Vicente, alugado à mãe de Manuel Lopes

[3076] Mais notícias da homenagem de ontem a Manuel Ferreira no Museu José Malhoa, Caldas da Rainha (ver post 3074)

O primeiro livro: "Grei" (contos), 1944. Veja-se a dedicatória
Os convidados, antes da abertura da exposição. Não faltou a autoridade militar da Escola de Sargentos das Caldas da Rainha
João Serra, apresentando os traços essenciais da exposição

[3075] Pobre placa, pobre Cabo Verde que tais afrontas sofres!!!

SIM, SIM, À ATENÇÃO DE QUEM NAS CALDAS DA RAINHA... DEVE TER ATENÇÃO!

Em 19 de Julho de 2016, o Pd'B esteve nas Caldas da Rainha a acompanhar um grupo de alunos adultos que iam visitar o Atelier-Museu António Duarte e o Museu Barata Feyo. Para se chegar a ambos, passa-se por uma das entradas desta Rua de Cabo Verde, sita num pacato bairro onde também há uma da Guiné e outra de Angola (as que vimos, ambas em posição mais alta e por isso intactas). Falámos então aqui da miséria desta placa toponímica que está a cerca de um metro do passeio, à mão de semear de vândalos e outros anormais. É que dar nomes de um país estrangeiro e amigo a uma rua e depois deixá-lo cair nesta destruição e sujidade pode parecer ofensivo...


Hoje, um ano e um mês depois, repetimos a passagem pelo sítio, por via da homenagem ao escritor Manuel Ferreira e fotografámos de novo a sacrificada a placa. Veja-se como está imensamente "melhorada". Caso para dizer "Oi nha mãe, ês ca tá spiá nada? Ês ca tem odjo na cara?"

sábado, 22 de julho de 2017

[3074] Homenagem ao escritor Manuel Ferreira foi hoje nas Caldas da Rainha, no Museu José Malhoa

Teve hoje lugar, com a presença de numeroso público, a abertura de exposição iconográfica e uma mesa-redonda sobre a vida e obra do escritor Manuel Ferreira, actividades (bem) comissariadas pelo professor João Bonifácio Serra, docente do Instituto Politécnico de Leiria. 

Falaremos amanhã e depois com mais detalhe desta excelente inciativa que honrou a memória do militar, escritor e docente universitário autor de vasta obra em que a história e a alma do povo cabo-verdiano está presente com o carinho de quem não só amou as ilhas como até casou com uma filha delas e ali teve o seu primeiro filho.

Cabo-verdianos presentes, estiveram apenas dois ou três, que se saiba: dois deles foram o autor destas linhas e Adriano Miranda Lima. Um, em carne e osso; o outro, em espírito e em papel, na parede. Ou "ambos os dois", na parede, se preferirmos. Estava também o português "guineense" e quase "cabo-verdiano" Luís Graça, bloguista de méritos firmados da res militar, filho de um elemento do Exército, expedicionário a Cabo Verde, nos idos de 40. Eram estes os cabo-verdianos presentes... quase uma multidão...

Do painel de agradecimentos, à entrada da sala de exposição

Luís Graça, em primeiro plano
Presidente da CM Caldas da Rainha, Fernando Ferreira,  João Serra e director do Museu JM, Dr. Carlos Coutinho
Um dos 10 painéis
O painel dedicado a Orlanda Amarílis
Os participantes na mesa-redonda

sexta-feira, 21 de julho de 2017

[3073] Manuel Ferreira e o "Senhor das Areias"

Um vez por outra, temos falado aqui desse imponente e molengão veleiro chamado "Senhor das Areias", conhecido de todos nós, os que por aparecemos e conversamos no Pd'B. Como amanhã é dia de homenagem a Manuel Ferreira nas Caldas da Rainha, respescámos de "Hora di Bai" um saboroso e elucidativo excerto que fala do dito, a abrir o capítulo 27:


"Aí vai, de novo, o Senhor das Areias.

Reparado, pintadinho, aí vai ele, pesado, tosco, ronceiro mas seguro. Dono de si, dominando com o mesma à-vontade e a mesma tranquilidade as mansas ou revoltas águas do oceano.

Era feio, era antigo, era desajeitado, Construído, no entanto, para suportar o embate de tempestades e a dura aventura de, regularmente, estabelecer o elo social e económico entre as populações solitárias daquelas dez ilhas que nele viam um amigo, um companheiro de esperança. Era inestético, trangalhadanças, ronceiro, mas funcional."

[3072] Chove na cidade da Praia

São 18h44 em Portugal e chove na cidade da Praia, soube agora mesmo o Praia de Bote. Parabéns à capital de Cabo Verde. Esperemos que o ouro pluvial chegue a outras ilhas do País. Porque quando chove a chuva deve ser para todos...

[3071] Coisas do Eduardo...


O Eduardo o pensou, o Eduardo o escreveu ao seu amigo Barata, em postal enviado para a Rua de Sapadores, no bairro da Graça, Lisboa. O Eduardinho não foi muito simpático com a nossa cidade, mas temos de o perdoar, pois estava en passant e sabia lá ele o que era o espírito do Mindelo, ainda e sempre mais bonito que as suas casas e a falta de arvoredo da cidade... Se ele soubesse, ai se ele soubesse, decerto não tinha falado assim da terra do Porto Grande ao amigo Barata... E tudo se passou a 28 de Abril de 1924. Cinquenta anos depois... Entretanto, que terá dito dias depois, ao Barata, sobre Dakar? (colocamos o excerto de postal em duas posições, para os nossos leitores não ficarem com um torcicolo ao lerem a parte cruzada,)