quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

[4095] Tututa Évora em "Intentaçon de Carnaval", um clássico do carnaval cabo-verdiano (em especial, o mindelense), para os nossos amigos, colaboradores e comentadores (ver post anterior)

[4094] Cesária Evora - "Carnaval de São Vicente" (porque há outras coisas para fazer, voltaremos a seguir ao Carnaval)

[4093] A ilha de São Vicente acolhe, em 2020, as Jornadas Atlânticas dos parlamentos atlânticos

Ver AQUI (com som)
 



[4092] Mais conforto, num Carnaval mindelense cada vez menos popular

Queres ver o Carnaval sentadinho? Paga e cala-te!!!
Carnaval do Mindelo - Foto Djibla

[4091] Em Março, mês do teatro, 15 peças no Mindelo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

[4090] Ora diga lá, onde se situa o Cabo da Roca? Em Cabo Verde, pois claro... Não me diga que não sabia...


Veja como o Cabo da Roca de Portugal emigrou para Cabo Verde e leia a lonnnnnnnnnnnnnnga e muito completa reportagem sobre  Cabo Verde que lhe mostramos. Tão longa e tão completa, que até dá sono. Que coisa cansativa!...
Foto Joaquim Saial


[4089] Bons augúrios para o ténis no Mindelo

domingo, 24 de fevereiro de 2019

[4088] O grande poeta Pedro Cardoso já sabia o que era o crowdfunding!...

Quase garantido, o poeta não tinha na altura o dinheiro suficiente para fazer uma edição de autor. Vai daí, inteligente como era, tratou de arranjar o auto-financiamento do livrinho "Caboverdeanas" (sic). E lançou o anúncio em Outubro de 1914 n'"O Popular", jornal de São Vicente, com redacção e administração (imagine-se!) na Chã de Cemitério, n.º 3... Como prometido, o livro saiu em 1915, com impressão na Tipografia Moralisadora (sic), de Lisboa. Pode encontrar-se o book (que custava então 5 tostões), entre outros lugares, no Arquivo Histórico Nacional de Cabo Verde, conforme ficha que publicamos.


[4087] Amanhã, vou reabastecer o meu lar...

Não há dúvida de que a mercearia Farol do Viajante do Avelino Couto é uma das melhores do Mindelo. Quanto mais não seja, por ter escolhido como símbolo o Djéu dos Passo e o inevitável farol... Por isso, amanhã, segunda-feira, vou lá comprar o pão, uma boa vinhaça e umas conservas. E espero encontrar no estaminé o Adriano que decerto vai comprar uma vela nova para o seu palhabote "Tomar", o Valdemar que precisa de substituir a roda de leme do cúter "Tours" e o Djosa que precisa de umas braças de cabo para amarrar a escuna "Aveiro" que mandou fazer na Brava. E acho que é possível encontrar ali o Arsénio e o Zeca Soares que, segundo me disseram, também vão comprar uns garrafões de tintol... Ver-nos-emos... no Largo da Salina...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

[4086] Um delicioso texto enviado ao Pd'B pelo nosso amigo Arsénio Fermino de Pina

E depois dizem que os cabo-verdianos não gostam do português (língua). Adoram-no. Só que, sobretudo a partir do momento em que o crioulo foi alçado à categoria de língua, através da sua marsianuzação, esqueceu-se que há outras variantes, saindo da categoria de dialeto do português, necessitando ainda de muito estudo para aí chegar. Noutros tempos, quando ainda havia professores formados no famoso Seminário-Liceu de S. Nicolau, é que se falava o português de lei. As pessoas perderam o gosto pela língua de Camões, e até na Assembleia Nacional, deputados licenciados pontapeiam a gramática sem nenhum respeito. É cada pontapé que até parece coice de mula brava, que dá para “esmaiar”.

Vejam lá a prosa de um santantonense, ainda meu parente não muito afastado, que não teve meios para frequentar o Seminário de S. Nicolau, nem o liceu, mas que fez questão e sacrifícios para qualificar todos os filhos no Liceu Gil Eanes. Entretinha-se a ler "Os Lusíadas", deixado por um dos filhos durante as férias, e também o Lunário Perpectuo, colecionando palavras sonantes e bonitas dos "Lusíadas" para impressionar os amigos; adorava a conjugação reflexa. O homem, que tinha certo peso social na ilha, era também de uma basófia lendária! Mas, para podermos avaliar a sua paixão pela língua de Camões, vejam lá uma a descrição de uma das suas façanhas, relatadas a uma roda de amigos:

”Cheguei-me à Chã d´Igreja. Lancei-me sobre o meu fogoso ginete, cavalo, corcel, e este disparou-se numa corrida assaz vertiginosa por montes, vales e concavidades que mais parecia um raio despenhado da atmosfera aquática sobre o arquipélago. Vitupérios.” É o mesmo patrício que, depois de ter contado uma história com cabeça, tronco e membros ao mesmo grupo de amigos-do-peito, este quis saber donde vinha a história. Resposta: “Das profundezas subterráquias do meu crânio cerebral”.
Não há dúvidas de que nesse tempo falava-se o português vernáculo!
                                                                                               
Arsénio Fermino de Pina

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

[4085] Na Taça de São Vicente, Mindelense soma e segue

[4084] Armada do Brasil coopera com Cabo Verde. Patrulhão "Araguari" no Porto Grande

[4083] Presidente Jorge Carlos Fonseca, sem complexos, outro defensor das duas línguas de Cabo Verde (ver post anterior)


[4082] Brilhante! Manuel Brito-Semedo, a inteligência personificada (ou o bom senso, se preferirem)

Este homem merece todas as medalhas de Cabo Verde, todas as medalhas de Portugal e, sei lá, da UNESCO, da ONU e mais alguma de que me esqueci...

“Os erros vêm de trás, porque passou-se para a sociedade a ideia de que a língua cabo-verdiana combate a portuguesa e parece que têm na cabeça deles que é uma língua de resistência e que a língua portuguesa é estrangeira e não é nossa”, comenta.

Conforme Manuel Brito Semedo, não há avanços, porque o “Ministério da Educação não se ocupa convenientemente da língua portuguesa e o Ministério da Cultura não se ocupa convenientemente da língua cabo-verdiana”.

Ver texto completo, AQUI

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

[4081] João Branco "despeja" teatro no Mindelo... em quantidade (e qualidade) industrial


[4080] Um poema "claridoso" de Manuel Bandeira


Poema recebido do nosso amigo Arsénio de Pina, com a indicação de ser um dos que inspiraram os nossos claridosos. Que eles tinham uma especial afeição pelos brasileiros ficcionistas e poetas, não há dúvida. É coisa sabida, inegável e provada. E logo então o grande Manuel Bandeira... Ver AQUI um post do Pd'B que fala da correspondência entre Jorge Barbosa e este distinto poeta brasileiro.

O CACTO
Manuel Bandeira

Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária:
Laocoonte constrangido pelas serpentes,
Ugolino e os filhos esfaimados.
Evocava também o seco Nordeste, carnaubais, caatingas...
Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.

Um dia um tufão furibundo abateu-os pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
Quebrou os beirais do casario fronteiro,
Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas
[privou a cidade de iluminação e energia:

- Era belo, áspero, intratável.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

[4079] Quando ninguém "brincava" com o Mindelo sem apanhar resposta!... Ou a tarja negra do protesto...

O "Notícias de Cabo Verde" com a tarja negra do protesto, pelo facto de o Governo central ter extinguido o Liceu de São Vicente (1 de Novembro de 1937). E a verdade é que a coisa surtiu efeito. Felizmente!...
Outro número do mesmo jornal, sem a tarja negra

sábado, 16 de fevereiro de 2019

[4078] Uma nota com imagem de autoria conhecida...

UMA HISTÓRIA QUE TEM QUE SE LHE DIGA E METE UMA NOTA DE 200$00 DO BANCO DE CABO VERDE, O MÉDICO E ESCRITOR HENRIQUE TEIXEIRA DE SOUSA (este, sem culpa nenhuma) E UMA FOTO DE JOAQUIM SAIAL, COPIADA SEM PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO


1 - Em 22 de Novembro de 2005, pouco antes da sua inesperada morte, Henrique Teixeira de Sousa foi homenageado pela Associação dos Antigos Alunos do Ensino Secundário de Cabo Verde (Lisboa) com um almoço em Algés, no Restaurante Caravela de Ouro. Nesse dia, o autor deste blogue tirou-lhe várias fotografias, uma das quais esta, em que está com o filho Aníbal Orlando (nosso amigo e colega de turma do Liceu Gil Eanes, de São Vicente) e o coronel Adriano Miranda Lima, com quem o autor de "Ilhéu de Contenda" trocou correspondência.

2 - Em 1 de Setembro de 2011, no post 102 do Praia de Bote (Ver AQUI) publicámos essa fotografia, embora então sem a figura do nosso amigo Aníbal, pois não vinha ao caso relativamente ao conteúdo do post.3 - Em 2015, as notas à época em vigor em Cabo Verde são substituídas por outras, com efígies de figuras de relevo da cultura do país. Entre elas, Henrique Teixeira de Sousa, na nova cédula de 200$00. Repare-se na foto colorida, compare-se com a de cima e tirem-se as devidas ilações...

4 - É claro que há muito sabíamos disto mas preferimos até agora não abordar publicamente o facto, em memória de Teixeira de Sousa. Hoje, porém, demos com um site (em língua checa, imagine-se) onde o autor se refere a esta nota e nos concede a autoria de foto que o Banco de Cabo Verde não teve a gentileza de considerar. Enfim, bancos, já sabemos como são... Nem é preciso dizer que se o BCV nos tivesse pedido autorização de utilização da imagem a teríamos dado de imediato, sem exigir nenhuma contrapartida... Fica-nos, a título de consolação, a alegria de ser este mais um motivo de ligação nossa ao grande autor que muito honra as letras cabo-verdianas e lusófonas. O site em língua checa (citando o blogue "Esquina do Tempo" do nosso amigo Manuel Brito-Semedo) pode ser visto AQUI.

[4077] Recordar o santantonense Martinho Nobre de Melo em imagem e som (ver post anterior)

[4076] A formatura em Direito de Martinho Nobre de Mello, um brilhante cabo-verdiano ligado ao antigo regime

Notícia do jornal republicano "A Capital", de 13 de Agosto de 1911, p. 2.

"Terminou a sua formatura em Direito [em Coimbra] o sr. dr. Martinho Nobre de Mello, irmão do conhecido advogado dr. Nobre de Mello, rapaz inteligente e dotado de aptidões variadíssimas, que deixou na sua geração académica um nome brilhante conquistado pelo seu talento e pelo seu trabalho.
Distinto em todas as cadeiras do seu curso, completou-o agora, fazendo conjuntamente o 4.º e o 5.º ano e obtendo a classificação final de 17 [valores]."

Ver AQUI, biografia deste santantonense de múltiplos talentos, falecido em Lisboa em 1985.

[4075] Foi em 7 de Junho de 1945 e a notícia é do "Diário de Lisboa"

Quem foi Vasco Paulo de Oliveira Guimarães? Quem foi Ema de Sena Mendes? Quem seriam  os membros do "grupo de artistas do arquipélago"?

[4074] "Sabura Sem Fronteira", música oficial do bloco "Cruzeiros do Norte" para o Carnaval de 2019

[4073] "Um Monte d'Gente Cara", música oficial do bloco "Flores do Mindelo", para o Carnaval de 2019

[4072] Mais uma memória mindelense das tais que foram mortas pelo progresso. Caso para perguntar: Progresso?


[4071] Vem aí "Salgadim", novo disco de Mirri Lobo

Anterior disco de Mirri Lobo

[4070] Bandidos com "escritório" em São Vicente foram caçados. Pliça d'Soncent na bom caminhe


[4069] Tudo vai bem, no reino da Dinamarca...


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

[4065] A ementa... (ver dois posts anteriores)

Relembramos que este jantar (com esta ementa) não foram servidos em nenhum botequim do Mindelo mas sim no Palácio do Governador. Provavelmente, a toda a oficialidade do grande veleiro, navio-escola da Marinha Francesa. Quanto aos termos presentes, são tão fáceis de traduzir que não vale a pena dar-lhes versão portuguesa. .......... Já dito isto, pareceu-me que aquela sopa de "vermicelle" seri algo estranha, mas devia ser uma espécie de canjinha que em vez de ter arroz teria aletria... Quanto ao arrroz à valenciana que durante décadas foi rei em festas de casamento e outras, despareceu quase por completo não só das ementas desse tipo de festas como das dos restaurantes.Que tal, terá sabido ao nosso aspirante?


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

[4064] Enquanto não desvendamos o menu da refeição do oficial francês (ver post anterior), deixamos mais imagens da fragata "Melpomène" que passou pelo Porto Grande em Dezembro de 1895




[4063] Um aspirante de 1.ª classe do "Melpomène" janta no Palóce em 11 de Dezembro de 1925. Grande honra, hein?

Praia de Bote, que sabe tudo, sabe obviamente o que o jovem oficial comeu no Palóce ou pelo menos o que havia na ementa (digamos antes menu...) mas não conta, visto que uma das nossas missões é "ta fazê manha", ahahahahahah. Imaginem, manhentos, imaginem!... Quanto ao "Molpomène", não confundam com o mais recente. Aqui, estamos a falar do veleiro, navio-escola.

[4062] Dois anos de saudade pelo Zito Azevedo

Foi há dois anos (e um dia) que o nosso amigo e empenhado colaborador partiu. Nunca teve substituto à altura, pois era uma figura única.

Desaparecido também o bolgue Arrozcatum que criou e orientava, resta-nos a saudade e a leitura dos variados comentários que deixou no Pd'B, em posts que muito engrandeceu.

Um braça pa bô, Zito!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

[4061] Faltam cerca de 12000 visitas para chegarmos ao meio milhão...

[4060] Foi a 7 de Fevereiro de 2011, já lá vão 8 anos

Por motivo de outras aventuras,que nos retiraram tempo, não comemorámos o nosso oitavo aniversário, como é habitual. Mas cinco dias depois da data, aqui fica a memória natalícia do Pd'B e a vontade de continuar até pelo menos 2146...

Um braça para aqueles que, sendo DE FACTO nossos amigos, nos presenteiam sempre que podem com a sua presença e SOBRETUDO os seus comentários.

[4059] Cabo Verde Magazine (II) - ver post anterior

[4058] Cabo Verde Magazine (I)

[4057] Mindelense ganha ao Derby

[4056] Um navio de guerra a entrar no porto da Praia

A legenda é em alemão e diz apenas que aquele barco está a entrar no porto da Praia, nas ilhas de Cabo Verde. Quanto ao resto, nada mais sabemos. Mas que a imagem é bonita, é...


domingo, 10 de fevereiro de 2019

[4055] Apenas uma foto da Cize

[4054] Bau, "Nha Morgadinha"

[4053] Arranca o carnaval do Mindelo, isto é, o carnaval de samba "brasileiro" do Mindelo

[4052] Alôz made in China pala Cabo Velde

[4051] Mindelo: plurim d'pêxe e gote de Mané Jom, Setembro.2018


[4050] Luso-cabo-verdiano e ex-internacional Sandro Mendes é o novo treinador do Vitória de Setúbal

E é a equipa do Presidente da República de Cabo Verde, não esquecer!... Mais uma vez, Portugal e Cabo Verde unidos - que é o que interessa. Sandro Mendes, descendente de cabo-verdianos de Santiago, nasceu em Portugal, no Pinhal Novo, em 1977.

[4049] Olavo Correia promete projectos estruturantes para São Vicente no decurso da legislatura

, venham eles, MESMO!