domingo, 17 de junho de 2018

[3802] Posts que poderiam ser vistos no Pd'B se tivéssemos um bom grupo de comentadores frequentes... para os comentar (ver post anterior)


- Novo terminal de cruzeiros em...
- Um passado meditado pelo olhar de...
- História da morna Mar... (colaboração de...)
- Jantar de homenagem a... (com fotos)
- Carros de bois em São... (com duas fotos)
- Navios abandonados na...
- Primeiro cinema de Cabo Verde em... (colaboração de...)
- O padrão da Pontinha e um cirurgião de...

quinta-feira, 14 de junho de 2018

[3801] O Pd'B, em quase pausa...

Nos últimos 30 dias (a engrenagem do blogue conta as 24 horas, os sete, os 30 e os 365 dias anteriores) tivemos, como sempre, uma frequência de visitas muito interessante. Claro que houve aquelas coisas estranhíssimas de que temos dado conta em ocasiões anteriores, como as presenças de russos (deste vez, por acaso, em queda). Mas as 112 visitas dos Emirados Árabes Unidos, são ainda mais espantosas. O que terão os árabes vindo aqui procurar? Mistério absoluto. Também as 911 visitas feitas a partir da Itália são algo de inusitado, embora tenhamos lá pelo menos dois visitantes nossos conhecidos que porém raras vezes colocam no Pd'B os seus comentários. De Cabo Verde, houve 525 visitas e se juntarmos Portugal com os EUA (onde há grandes colónias cabo-verdianas) vemos que foram quase 3000 aberturas do blogue.

Chegamos pois ao cerne da questão. Em 30 dias, temos este top 10 bem recheado de entradas e até faltam aqui mais alguns milhares, dos países que ficaram fora dele e que originaram menos visitas que as 42 da Espanha. Ou seja, o blogue é assaz procurado, visto e visitado. Pelo que temos de deduzir que os seus conteúdos são do interesse do público, não só cabo-verdiano e lusófono, como também das mais díspares origens.

Posto isto, qual é então o problema? É o da eterna falta de comentários. E sem comentários, excepto os de dois ou três empenhados militantes da causa, esta não funciona. O Pd'B tem capacidade e material em arquivo que dá para colocar entre 15 e 20 posts por dia, mas não vale a pena gastar energias para satisfazer a curiosidade daqueles que de modo egoísta não querem dar depois o seu contributo. Caso curioso, algumas pessoas têm oferecido colaborações mas entretanto nunca ou só pontualmente colocam comentários, embora os prometam. Isso, é claro não nos interessa, pois como já dissemos, temos fundos arquivísticos próprios para alimentar dia a dia este blogue com material de qualidade e temática variada. Documentação não nos falta, temo-la em quantidade industrial, fruto de mais de duas décadas de pesquisa. O que nos interessa MESMO é termos aqui um fórum de comentadores que amplie o conteúdo dos posts e estabeleça um lugar de conversação cabo-verdiana, útil e divertido. Mas como isso não sucede, "adeus que me vou embora". Aliás, o mesmo se passa com um dos melhores blogues de Cabo Verde (e são tão poucos), cujo título não citamos mas que todos os que frequentam o Pd'B conhecem.

Pelo que... O Pd'B vai abrandar e o seu administrador vai virar-se para outras actividades mais gratificantes que também têm Cabo Verde como pano de fundo (e não só), lhe dão tanto gozo como esta e têm estado quase paradas por via do tempo aqui ocupado. De modo que, só uma vez por outra voltaremos a este lugar, nos próximos tempos.

Entretanto, aceitamos nomes de pessoas que queiram fazer parte de uma bolsa de comentadores fixos do Pd'B - que aceitem surgir aqui com alguma frequência e sobretudo regularidade. Ao décimo comentador inscrito, reabriremos o blogue à normalidade e retomaremos a divulgação diária de posts.

Ordem alfabética dos comentadores inscritos, como é da praxe. Os números irão mudando, consoante as entradas. Esperemos pelos mnis, mnininhas e sports.

01 - Adriano Lima
02 - Artur Mendes
03 - Valdemar Pereira
04 - Zeca Soares
05 -
06 -
07 -
08 -
09 -
10 -


domingo, 3 de junho de 2018

[3799] Feira do Livro de Lisboa: o incrível aconteceu, na apresentação de "O Albergue Espanhol" de Jorge Carlos Fonseca

O impensável, o incrível, o nunca  visto (mesmo nunca!), aconteceu!!! Palavras poucas, que a "stóra" não merece muitas. 

A cerimónia de apresentação do autor (e do livro) começou à hora marcada, Nancy Vieira cantou (e encantou) duas mornas e Jorge Carlos Fonseca respondeu (com muito humor e simpatia) a perguntas do editor, para além de ter lido excertos do seu trabalho. No final, este remeteu o vasto público para um pavilhão a meio da Feira, onde se poderia encontrar o almejado livro que depois seria trazido pelos próprios para o local anterior, onde Jorge Carlos Fonseca os autografaria. Logo aí, cheirou-nos a esturro, pois nunca na vida tal nos aconteceu, uma vez que livro que saia (ou que se apresente ou reapresente) está sempre junto ao autor, podendo comprar-se antecipadamente, no local.

Resumindo e concluindo: quando chegámos ao dito pavilhão, estava a vender-se o último exemplar da obra. Depois de algum protesto e de termos dito que era incrível que no dia em que o autor estava a dar autógrafos... não houvesse livro, retorquiu-nos uma das meninas vendedoras afirmando que ninguém a tinha avisado de nada. 

No regresso, encontrámos vários infelizes como nós, que iam adquirir o livro, entre os quais o músico português Silvestre Fonseca (também grande amigo de Cabo Verde), que avisámos para não continuarem a infrutífera e portanto desnecessária caminhada.

Finalizemos a stóra com uma palavra muito portuguesa: Barraca!!!

Restou-nos a consolação de trazermos o livro de Jorge Morbey, "O Ataque de um submarino alemão no Porto Grande de S. Vicente duranta a I Grande Guerra (1914-18)". Enfim, nem tudo são azares...

[3798] Cabo Verde está em Almada, através do "Praia de Bote". Mas não só...

Êsse post li é só pa fazê manha... Festa de aniversário de um amigo salense, na Associação Cretcheu de Almada, na passada sexta-feira. Mostramos os restos da cachupa e um cheiro da música que por ali passou, com Mateus Nunes e amigos, para além da surpresa da actuação de Silvestre Fonseca, português quase cabo-verdiano.

Mateus Nunes e amigos
Silvestre Fonseca

[3797] Hoje, há "Tubarões Azuis" à solta em Almada!!!

[3796] Cabo Verde, Açores... Europa!

[3795] As fotos da cimeira da Macaronésia

[3794] Rui Água e Tubarões Azuis regressam com vitória sobre a Argélia

Foto de "A Bola"

[3793] Académica da Praia ganha campeonato de Cabo Verde. Parabéns aos vencedores e... choremos, mindelenses!!!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

[3792] Uma pérola: Silvestre Fonseca, em "Cabo Verde, nha cretcheu" (morna)


 

[3791] A propósito do encontro de representantes dos arquipélagos da Macaronésia, reproduzimos aqui o nosso artigo de Abril passado, no "Terra Nova"




Ver post 3789, AQUI

ADJACÊNCIA PARA CABO VERDE, A MIRAGEM PERSEGUIDA (2/5)
1958 – Um texto assinado por C. M., no "Diário Popular" de Lisboa


O texto é de 8 de Novembro de1958, apenas nove dias após o discurso do deputado por Cabo Verde à Assembleia Nacional, Dr. Adriano Duarte Silva, que divulgámos na crónica anterior. O autor é um enigmático C. M., cuja identidade associamos, com as devidas reticências, a Caeiro da Matta (José Caeiro da Matta, 1883-1963), docente da Faculdade de Direito de Lisboa, chamado ao Governo por Salazar, para a pasta dos Negócios Estrangeiros, logo após a aprovação da Constituição de 1933. Entre 6 de Setembro de 1944 e 4 de Fevereiro de 1947 foi ministro da Educação Nacional, pasta da qual voltou à dos Negócios Estrangeiros. Foi ele quem assinou a adesão de Portugal ao Pacto do Atlântico, em 4 de Abril de1949. Este político passou em Janeiro de 1951 por São Vicente, a bordo do vapor "Serpa Pinto", em viagem para o Rio de Janeiro, na qualidade de embaixador especial à posse do Presidente da República Getúlio Vargas. Percorreu o Mindelo, recebeu os cumprimentos de diversas entidades oficiais e foi homenageado no salão nobre da Câmara Municipal, onde bebeu uma taça de champanhe e lhe prestaram as cortesias da praxe. 

Claro e conciso, o trabalho "Cabo Verde, ilhas adjacentes", integrado no Boletim Económico do "Diário Popular" mas surgido em primeira página do jornal, parece escrito por um político ciente do momento internacional. Seja como for, o texto, que se divide em sete pontos, é bem elaborado e retoma, citando-o, o pedido para a adjacência de Cabo Verde a Portugal feito por Duarte Silva, dias antes, na Assembleia Nacional.

Ponto 1 – O autor começa por precisar, como Duarte Silva fizera, o princípio da solidariedade nacional: «O que se fizer por alguns portugueses, seja onde for, com o sacrifício dos demais, todo o povo o compreende e aceita.» E insiste na necessidade de assumpção desse princípio, chamando a atenção para mítica e perigosa figura camoniana: «De todos os símbolos ou figuras nacionais, a que menos sufrágios tem no povo português é, sem dúvida, o Velho do Restelo.»

Ponto 2 – É explícito, no seu apoio à tese de Duarte Silva: «O caso de Cabo Verde foi recentemente lembrado pelo seu representante na Assembleia Nacional, que com argumentação séria, defendeu a integração do arquipélago no conjunto das nossas ilhas adjacentes. E nós a ele voltamos, afirmando que tal integração constitui imperativo nacional.»

Ponto 3 – C. M. elogia os cabo-verdianos pela sua inteligência e cultura, lamenta as imposições monetárias que o Governo central exigia ao arquipélago e argumenta com aspectos económicos que poderiam desenvolver as ilhas mas que na altura não existiam. «Os portugueses de Cabo Verde são evoluídos e capazes. Esgotam as possibilidades de aprendizagem de que dispõem, mesmo alguns a quem o pão falta. E muitos e muitos se afirmam e acreditam entre o melhor escol lusitano (…) O próprio dinheiro é sobrecarregado e diminuído por força do regime vigente: cem escudos que para ali vão, da metrópole, deixam dez no banco. Pagam-se cem escudos e recebem-se noventa (…) Pescarias, conservas, rum, pozolanas que, aproveitadas em soluções técnico-económicas adequadas, poderiam ser riqueza progressiva, nem pobreza são.»

Ponto 4 – O articulista entra aqui num dos pontos essenciais do seu raciocínio. Diz que a integração de Cabo Verde no regime das ilhas adjacentes excederia nas vantagens os encargos e que o Portugal do Atlântico seria assim mais português. E que na questão das Obras Públicas, o ministro da pasta, tal como outros, ali faria obra. Açores, Madeira e Cabo Verde reunidos na adjacência, a maior parte da Macaronésia, espécie de ponte para o Brasil, cuja ligação ficaria deste modo «mais assegurada e fortalecida».

Ponto 5 – O texto, curiosíssimo, fala por si, ao avançar a hipótese de um repovoamento das ilhas com continentais, logo que a industrialização tivesse lugar: «Resolvido o problema das comunicações interilhas e delas próprias, umas alimentando as outras e todas fecundadas por ensino técnico e realizações industriais (viabilíssimas), depressa a sua grei cresceria e até seria mais fácil nelas encontrar espaço vital para alguma gente do continente.» Ideia estranha e utópica esta, lançada a uma terra em que a população sempre emigrou, de poder ainda por cima vir a absorver europeus…

Ponto 6 – Está aqui o cerne da teoria de C. M. Todo o seu discurso desemboca neste sexto ponto, ao desvendar os verdadeiros motivos que o levaram a interessar-se pela adjacência de Cabo Verde. Trata-se afinal de uma questão de prevenção. As independências africanas estão na altura na ordem do dia. Por todo o continente negro as antigas colónias se estavam a libertar das potências que as administraram durante séculos. E era melhor prevenir que remediar. Um Cabo Verde adjacente não pensaria talvez em independência. Como teoria política até nem era má ideia, mas as teorias, nestes casos coloniais, costumam falhar… Vejamos, então: «O Noroeste de África vai-se autonomizando em Estados independentes que vão surgindo. Na efervescência dos seus nacionalismos confusos, a expansão e o desejo de absorção têm de considerar-se, objectivamente, como um fenómeno biológico. Anulá-lo, limitá-lo ou contê-lo, só por outro mais forte. E nisso, como no futebol e em tudo, é primacial a antecipação da jogada.» C. M. era bem claro na exposição da sua teoria, sem subterfúgios de qualquer espécie. Se queríamos que Cabo Verde se mantivesse território português era preciso antecipar, desenvolver, recolonizar… e sublinhava: «A Europa ou se fixa na África e nela mantém e completa a sua europeização ou acabará por ser o que é geograficamente: uma península asiática. E nós, portugueses, não podemos ceder um só dia na consolidação do que lá temos.»

Ponto 7 – Este ponto era o corolário de tudo o que C. M. dissera antes. Segundo ele, o interesse nacional impunha a «pronta e conscienciosa consideração do problema da integração do arquipélago de Cabo Verde no mesmo regime político das ilhas adjacentes.» Terminava com um apelo aos portugueses, para que não recusassem a quota de sacrifício que transitoriamente para tal lhes tivesse de ser atribuída. Palavras semelhantes às de Adriano Duarte Silva, dizendo finalmente uma frase lapidar: «Faça-o quem pode fazê-lo!»

Sabemos quem o podia fazer: o inquilino de S. Bento. Mas nem este nem o que lhe sucedeu o fizeram… Coisas da História.

[3790] Final do campeonato de Cabo Verde, entre Mindelense e Académica da Praia. MINDELENSE! MINDELENSE! MINDELENSE! Praia de Bote torce pelo clube da.... Praia de Bote, obviamente!!!


[3789] E viva a Macaronésia!!!

[3788] Fotos com um mês, mas ainda actuais, do lançamento de "Histórias da História de Santiago" na Praia

«Histórias da História de Santiago (Cabo Verde)», com texto de Nuno Rebocho • Fotos de Tó Gomes • Design de Inês Ramos • Prefácio de Joaquim Saial
Foi a 4 de Maio
Local: Livraria Pedro Cardoso (Praia), apresentação por Manuel Brito-Semedo

Só agora obtivemos estas fotos, pelo que só agora também as disponibilizamos.






quarta-feira, 30 de maio de 2018

[3786] Manuel Brito-Semedo: ​“Germano é um contador de vidas”

[3785] A opinião de Jorge Santos, presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, sobre a obra de Germano Almeida

[3784] Germano Almeida: "Sinto saudades dos personagens quando termino um livro"

[3783] Os livros de Germano Almeida

[3782] Lançamento de "O Fiel Defunto", de Germano Almeida, ontem, no Centro Cultural do Mindelo

Fotos de Zeca Soares, com ampliações do Pd'B. Não estão nítidas mas dão uma boa ideia do que foi o evento. Mais uma vez, agradecemos ao Zeca - que está sempre no local certo,  à hora certa. No palco, o autor, ladeado pelos nossos amigos Manuel Brito-Semedo e editora Ana Cordeiro.



segunda-feira, 28 de maio de 2018

[3778] Aviso aos navegantes!!!

O livro "O ataque de um submarino alemão no Porto Grande de S. Vicente durante a  I Grande Guerra (1914-18)", de Jorge Morbey, está à venda no pavilhão do Turismo de Macau, na Feira do Livro de Lisboa, C13. Aproveite, envergue o seu escafandro e vá lá buscar um exemplar, como nós faremos muito em breve.


sábado, 26 de maio de 2018

[3777] Um conto quase cabo-verdiano

O bibliófilo
Por Jaime Santos

O acervo do bibliófilo incidia sobretudo em materiais escritos relacionados com um arquipélago da África Ocidental. Vivera numa das ilhas alguns anos e após o regresso à Europa começara a interessar-se pela história e cultura desse território, adquirindo obras que com ele se relacionassem, de literatura e poesia, bem como publicações de toda a ordem, nas áreas da história, sociologia, antropologia, agricultura, engenharia, arquitectura, artes, música, ciência e outras, em livro, periódicos e documentação variada. De modo que, cobrindo toda uma parede da sua extensa biblioteca havia uma estante dividida em seis módulos, apenas dedicada àquele interesse principal. Ali se podia encontrar mais de meio milhar de exemplares, muitos deles primeiras edições – em substancial parte, autografados –, que fora adquirindo por compra em alfarrabistas ou como oferta dos autores ou de amigos que lhe conheciam o particular gosto e a quem dizia recorrentemente que no fim da existência gostaria de ser sepultado numa das ilhas do arquipélago cuja literatura armazenava em casa com tanto carinho.

Acontece que a estante era alta e à medida que o bibliófilo foi entrando em idade se tornou mais difícil empoleirar-se (isto é, equilibrar-se) no banco de pequeno tampo que até aí utilizava para chegar aos livros depositados a maior altura, pelo que adquiriu uma escada de biblioteca, com rodas e seguros largos degraus. Ora, uma tarde, estava ele a meio da mesma, com vários volumes nas mãos, deu-lhe uma tontura. Na eminência de desmaiar, largou-os e agarrou-se à estante que com o seu peso e por não estar presa à parede desabou, arrastando-o e à escada.

Sepultado sob mais de duas centenas de livros, cumpria-se afinal o seu desejo, tanto mais que um dos que encimavam o cone literário que o cobria quando o encontraram se intitulava "Viver e morrer nas ilhas bem-aventuradas".