domingo, 16 de fevereiro de 2020

[4472] Ontem

Lançamento de "Poemas para a hora de ponta" na Casa do Alentejo decorreu da melhor maneira. Foi uma tarde extraordinária, com cerca de 100 presenças (alguns convidados na sala contígua, por não caberem na principal). Mas como não compete ao autor falar sobre o autor, fica apenas mais a nota de que Cabo Verde estava representado por dois amigos do Sal (um deles antigo condiscípulo do Liceu Gil Eanes) e uma de Santiago. E como o Pd'B não é um Facebook (safa, longe o agouro!!!!!), também não mostramos fotos do evento, excepto uma, com as devidas reservas. É que cada vez mais resistimos a mostrar na Internet imagens de quem não nos deu autorização para tal. 




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

[4470] Praia de Bote fez 9 anos no passado dia 7

As muitas tarefas em que estamos empenhados no momento, fizeram-nos esquecer a data importante. Emendado o lapso de memória, aqui ficam a nota comemorativa e a entrada no nosso 10.º ano. Um abraço para os que sabem o que este blogue é e de um modo ou de outro com ele colaboram.

Nove anos ao serviço da história e da cultura do Mindelo, de S. Vicente e de Cabo Verde

[4469] Novo romance de Germano Almeida, "O último mugido": ele aí está, frisquim! (ver post anterior)


[4468] Aí está o mais recente livro de Germano Almeida, "O último mugido", na continuação de "O fiel defunto" (que já vem a caminho da biblioteca cabo-verdiana do Pd'B)

«Mariza ficou parada a apreciar as estrondosas palmas com que as suas palavras foram coroadas. A seguir estendeu o braço para o presidente da Câmara, que a ajudou a descer no estrado. Um dos jovens entregou-lhe uma tocha acesa e ela encaminhou-se devagar para junto do caixão.»

Este é o seguimento de "O Fiel Defunto", o anterior livro de Germano Almeida, que tinha acabado com o assassínio do escritor pelo seu melhor amigo. Neste, a sua mulher, Mariza, vai regressar da América para executar o testamento do escritor, nomeadamente a sua cremação pública numa praça do Mindelo.


sábado, 8 de fevereiro de 2020

[4465] O livro do momento, em São Vicente e, claro, em Cabo Verde. Reportagem do lançamento

Mas... diz o apresentador da peça: "Presença de soldados estrangeiros em território nacional"... !!!???
Ver AQUI
"Forças Expedicionárias a Cabo Verde na II Guerra Mundial", de Adriano Miranda Lima

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

[4464] É da ilha de São Vicente e produz artesanato. Eis Beto Diogo

Enviado por António Alte Pinho para o Pd'B

Sensibilizar para, através da reciclagem, transformar lixo em arte, mas também alertar o público e as autoridades para os perigos resultantes da poluição ambiental, para mais num país, como é o caso de Cabo Verde, que tem como fonte de rendimento central o turismo, é o objectivo do projecto “Do Lixo à Arte – Reciclagem Sustentável”, desta feita, criando pequenos modelos de embarcações através de materiais reciclados.

Beto Diogo utiliza restos de materiais utilizados nas suas produções para os transformar em elementos de decoração, dando utilidade àquilo que, por norma, tem por destino o lixo.

Com o apoio da Câmara Municipal de Santa Catarina, através do Pelouro do Ambiente e Saneamento, a exposição itinerante “Do Lixo à Arte – Reciclagem Sustentável” vai estar patente no átrio do Palácio do Governo entre 10 e 14 de Fevereiro. A abertura da exposição acontece na próxima segunda-feira, 10, pelas 16h00, contando com a presença da Embaixadora da República de Angola em Cabo Verde, Júlia Machado, do Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e do Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Beto Alves.

O acto de abertura conta com um momento cultural, juntando pela voz e pela música Marlici, David Rocha, Romeu di Lurdis e Dulce Sequeira, entre outros. A apresentação está a cargo do cantor e activista cultural Zé di Tcharku.

A exposição está patente ao público no horário normal de expediente, entre as 08 e as 16h00.

Beto Diogo

Activista cultural e artesão, Beto Diogo é natural da ilha de São Vicente, mas reside desde há duas décadas na cidade de Assomada, em Santa Catarina, onde tem atelier e vem desenvolvendo vários projectos, quer na produção de artesanato, seja no domínio da formação.

Artesão de profissão desde 2011, fundador do “Atelier Beto Diogo”, mentor do projeto Artes em Cabedal e ambientalista, Beto Diogo usa a sua arte para promover a reciclagem, transformando em arte o lixo. Um projecto que pretende desenvolver, em particular, no domínio da formação, em parceria com câmaras municipais e outras instituições de Cabo Verde, com quem, aliás, foi construindo parcerias ao longo dos anos.

[4463] Poeta Jorge Barbosa, uma homenagem que continua activa

Foi em 15 de Junho de 2013. Num prédio da Cova da Piedade (Almada, Portugal), em cujo 6.º andar o poeta Jorge Barbosa faleceu, um grupo de admiradores seus (Joaquim Saial, Fernando Fitas, Dina Dourado e José Luís Hoppfer Almada - este, pela Associação Caboverdeana) procedeu ao descerramento de uma placa de lembrança do acontecimento. A homenagem teve a inestimável colaboração da Câmara Municipal de Almada e a presença de vários convidados, entre os quais a Sr.ª embaixadora de Cabo Verde de então, Dr.ª Madalena Neves. A placa, que foi fotografada por nós no passado dia 4, cerca de sete anos depois continua intacta e portanto a tarefa valeu a pena.

Ver AQUI, AQUI e AQUI


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

[4462] Livro de Adriano Miranda Lima sobre os expedicionários dos anos 40 a Cabo Verde será lançado a 6 de Fevereiro no Mindelo

Adriano Miranda Lima
A obra “Forças Expedicionárias a Cabo Verde na II Guerra Mundial” será lançada no dia da 1ª Região Militar de Cabo Verde, em 6 de Fevereiro próximo, pelas 18h00, com a presença do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas de Cabo Verde. 

A apresentação caberá à Dr.ª Ana Cordeiro, historiadora e antiga directora do Centro Cultural Português do Instituto Camões (Pólo do Mindelo) e o autor, Adriano Miranda Lima, será representado pelo seu primo Carlos Soulé.


APRESENTAÇÃO DO LIVRO “FORÇAS EXPEDICIONÁRIAS A CABO VERDE NA II GUERRA MUNDIAL”
 
Já quase se perde na memória do povo das ilhas que, entre 1941 e 1945, durante a II Guerra Mundial, forças militares de 5820 homens, destacadas pela então Metrópole, desembarcaram em Cabo Verde e distribuíram-se por S. Vicente (3015),  Sal (2100) e S. Antão (705), onde prepararam posições defensivas contra um eventual invasor. Tudo aconteceu porque Portugal, embora neutro no conflito, foi pressionado pela Inglaterra e pelos EUA a reforçar a defesa das suas ilhas atlânticas (Açores, Cabo Verde e Madeira) para evitar que a Alemanha as ocupasse e tirasse proveito do seu potencial estratégico.

É de tudo um pouco que fala o livro. Da actividade militar e seus envolventes e vicissitudes de ordem operacional e logística, mas também do alvoroço que a presença das tropas representou para a rotina e a pacatez das ilhas. A narrativa debruça-se sobre a interacção dinâmica das forças militares com as circunstâncias concretas que as envolveram no quadro da sua missão, e abre espaço, e bastante, para pôr em evidência as múltiplas situações em que os militares interagiram com as populações e a sociedade civil.

Daí que haja muitas histórias para contar, e algumas de grata memória para as populações, como a acção médica e o apoio sanitário que as tropas disponibilizaram para os civis, em que se destaca sobremaneira a figura grandiosa do capitão médico José Baptista de Sousa, cuja imagem ainda perdura na memória do povo de S. Vicente. Para não falar também das sobras de rancho que mataram a fome a muitas pessoas carentes, iniciativa em que se destacou o comandante de companhia capitão Fernando Marques e Oliveira.

Relevo merece igualmente o pano de fundo social em que se desenrolou a missão das Forças Expedicionárias. As nossas ilhas foram à época assoladas por uma seca prolongada que, agravada pelo descaso ou pela inoperância do governo central, vitimou 24.463 criaturas, sobretudo aquelas que dependiam exclusivamente da agricultura para a sua sobrevivência. Do lado das Forças Expedicionárias reveste significado estatístico a circunstância da morte de 68 militares, trágica ironia porque as mortes não resultaram de acções violentas ligadas à actividade militar mas de doenças infecciosas que poderiam ter sido debeladas caso a penicilina estivesse já disponível em território nacional. Nesta particularidade, o quadro de carências era comum à população civil e à militar.

Portanto, nas 250 páginas do livro a historiografia cruza-se com a sociologia e conta histórias reais de homens fardados e de vidas humanas.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

[4459] Novo livro de Carlos Filipe Gonçalves, "Ba da'l na rádio!", a sair no final do mês



Carlos Filipe Gonçalves, que começou a trabalhar na Rádio Barlavento aos 16 anos, conta as recordações dele, de colegas e amigos que lá trabalharam, descreve o contexto social da época e traça o percurso histórico que culmina no assalto e encerramento daquela rádio e do Grémio Recreativo Mindelo em 1974: um acerto de contas numa luta de classes latente desde inícios do século XX que terminou com a nacionalização dos órgãos de comunicação social e um monopólio/situação dominante do Estado que vigora até ao presente.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

[4454] Faleceu ontem o nosso amigo e colega de escrita Nuno Rebocho, em Mafra, Portugal. Era grande amigo de Cabo Verde e da Ribeira Grande de Santiago


Nuno Rebocho (1945, Queluz, Sintra, Portugal – 12.Janeiro.2012, Mafra, Portugal) foi um escritor, poeta, homem da rádio e jornalista. Participou na luta contra o Estado Novo de Salazar, chegando a ser preso durante cinco anos, por motivos políticos, na cadeia do Forte de Peniche.

Iniciou sua carreira na página juvenil do Diário de Lisboa, em 1963. Foi redactor da revista O Tempo e o Modo e da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, porém só viria a ingressar no jornalismo profissional em Abril de 1974 em jornais diários como o Jornal Novo, Tribuna, A Tarde, Jornal de Economia, O Século e nos semanários Vida Mundial, Novo Observador, O Sinal, Dez de Junho e Ideal. E também em revistas especializadas - Pesca & Navegação, TT-Todo o Terreno, Motor (foi director do suplemento de Turismo). Presença activa na imprensa regional - Notícias da Amadora, Comércio do Funchal, foi chefe de redacção de A Ponte (Montijo) e A Nossa Terra (Cascais). Desempenhou funções diversas - redactor principal, chefe de secção, sub-chefe de redacção, chefe de redacção. Em 1989 enveredou pelo jornalismo radiofónico, colaborando com Moliceiro FM (Aveiro), cronista da Rádio Comercial (programa de Turismo, de Carlos Amorim; programa de Rui Castelar) e de comentador. Ingressou na RDP (Radiodifusão Portuguesa), destacado para a Guarda durante um ano. Depois, foi editor, chefe do departamento de Informação Especial e chefe de redacção da RDP - Antena 2. Integrou conselhos de redacção e a Comissão de Trabalhadores da empresa radiofónica. Em Cabo Verde, colaborou com o semanário Horizonte, com Expresso das ilhas e com Liberal on-line (de que foi delegado em Lisboa) e foi assessor da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago. Integrou os órgãos dirigentes da AJEPT, Associação de Jornalistas Portugueses de Turismo. Participou com poesia no tríptico de serigrafias de Silva Palmeira "A Lisboa", Centro Português de Serigrafias. Lisboa 1997. Foi comissário da Bienal do Mediterrâneo, Dubrovnik, Croácia, 1999. Animador cultural, organizou A Festa da Poesia, na Galeria Artdomus, S. Pedro de Sintra em 2000-2001; As Noites da Liberdade, na Biblioteca Museu da República e Resistência, Lisboa em 2005; A Poesia à Mesa, no restaurante Panela de Barro, Carnaxide em 2006. Foi vice-comissário da Festa da Poesia - Encontros de Poetas Portugueses, na Figueira da Foz em 2003/4/5. Organizou o Dia Mundial da Poesia, em 2006, em Penamacor. Participou nas Jornadas Poéticas de Artiletra (Cabo Verde), 2007; em Correntes d'Escrita, Póvoa do Varzim, 2007; na I Bienal de Cultura Lusófona-Encontro de Culturas, Malaposta-Odivelas 2007. Foi membro efectivo da AVSPE (Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores).

Autor de "Breviário de João Crisóstomo", "Uagudugu", "Memórias de Paisagem", "Invasão do Corpo", "Manifesto (Pu)lítico", "Santo Apollinaire, meu santo", "A Nau da Índia", "A Arte de Matar", "Cantos Cantábricos", "Poemas do Calendário", "Manual de Boas Maneiras", "A Arte das Putas" (poesia), "Estórias de Gente" (crónicas), "O 18 de Janeiro de 1934", "A Frente Popular Antifascista em Portugal", "A Companhia dos Braçais do Bacalhau" (investigação histórica), "Canções Peripatéticas" e "Histórias da História de Santiago (Cabo Verde)" (com prefácio de Joaquim Saial), entre outros. O seu derradeiro livro publicado em vida foi "A Ilha de Amianto". Está representado em diversas antologias e colectâneas em Portugal, Espanha e Brasil. Tem colaborado em catálogos para exposições de artes plásticas: Ramón Catalan, Deolinda, Carlos Eirão, Alfredo Luz, Edgardo Xavier, João Alfaro, Maria José Vieira, Ricardo Gigante, Ana Horta, Isabel Teixeira de Sousa, Nuno Medeiros, Viana Baptista, Teresa Ribeiro, Rico Sequeira, João Ribeiro, José Manuel Man.

O seu primeiro trabalho póstumo será o prefácio do livro "Poemas para a hora de ponta", editora Cordel d'Prata, de Joaquim Saial, a sair em Vila Viçosa a 25 deste mês de Janeiro e a 15 de Fevereiro em Lisboa.

sábado, 28 de dezembro de 2019

[4443] Penúltimo post de 2019 do Pd'B

Pd'B termina o ano da melhor maneira e com números quase impossíveis: acabamos 2019 com 444 posts, num total de 4444 desde sempre. É este um blogue ao serviço do Mindelo, de São Vicente e de Cabo Verde, a aviar história, cultura e divertimento do nosso segundo país desde 7 de Fevereiro de 2011. Continuaremos, enquanto houver engenho e arte. Um braça pa tude munde, na Cabverde o naquês ote parte gatchóde d'Universo onde tem um verdiano. Claro que o último post de 2019 (o da capicua 4444) será para publicidade do nosso mais recente produto que vem aí em alta velocidade... Obviamente!... (este post foi entretanto apagado, para ser repetido mais adiante, já em 2020).


[4442] INESQUECÍVEL!!! Cesária Évora e Paulino Vieira, "Rotcha Scribida" (1995, Paris)

[4441] "Sangue De Berona" - Tributo a Cesária Evora, com Camané e tudo!

[4440] E porque a mazurca foi adoptada por Cabo Verde...

[4439] 25 de Outubro de 1948: o "Danmark" no Porto Grande


Sendo o Pd'B um blogue ilhéu/marítimo/naval, aqui fica mais um navio que passou pelo Porto Grande, em foto da Foto Melo.


[4438] A festa de fim de ano do Pd'B continua: Américo Brito - Coladeira Cabo Verde "Sintado na Pracinha"

[4437] A meta da corrida de S. Silvestre na Rua de Lisboa? Sim? Não? Talvez...