segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

[3407] Manuel de Novas em "Rufux [ou seja Rufino] Escacareques" (ver post anterior)


[3406] "Rufux Escacareques", morna de Praia de Bote, pérola da Rua de Praia. E viva "Butquim d'Fóstine!!!"

RUFUX ESCACAREQUES
Manuel de Novas

Cordá de sono, ca bô sonhá
Trá ôi de mar escacaréques
Ca ti ta cambá, ca ti ta somá
Nem chapa nem pau
Rufux Escacaréques
Conformá co bô sorte
Porto Grande hoje ta merme
Até Monte Cara ti ta reclamá
Ta gritá pa céu
Rufux escacaréques
Medjôr larga porta de Figueira
Baía, hoje ta morte na devera
Lembrá na quês gente d’otrora
Que tónte goitá velbote somá
Tê fca que pestana ta quemá
Nô bai ta escoá pá bandas de Fóstine
Talvez podê parcê um ricurso
Nem q’fôr uns melozim
E um séma pa enclarecê estóme
E uns falcão pa quentá dente

[3405] Na senda do comentário da Ondina ao post 3395 sobre o conto "Na Corte d'El-Rei D. Pedro", de Teixeira de Sousa

Ver post 3395 e comentários AQUI

No seguimento do que a nossa amiga Ondina referiu, mostramos hoje a 1.ª e a 3.ª edições autografadas de "Contra Mar e Vento", de Teixeira de Sousa. A 1.ª é dedicada a Adelino Vieira Neves (autor alentejano, natural de Beja, biógrafo de Ferreira de Castro) e a capa (sugestão de terra, talvez uma ilha e mar) é da autoria de Luís Correia; a 2.ª, dedicada a sujeito tcheu cunchide de nôs tude, tem capa dos estúdios gráficos das Edições Europa-América, sem indicação de autoria.

Sucede que (e é por isso que é útil o bibliófilo ter todas as edições que puder encontrar dos autores que admira) há uma diferença curiosa. É o título do conto "O protesto" que na 3.ª edição passa a ser o mesmo do título do livro. Não sabemos se isso já teria acontecido na 2.ª edição, que ainda não chegou ao Pd'B... mas cá aportará, logo que descoberta nos recôncavos de algum alfarrabista...

Eis os contos:

Menos um
A família de Aniceto Brasão
Termo de responsabilidade
Dragão e eu
Raiva
Barrilinho de azeite
Na Corte d'El-Rei D. Pedro (o conto de que temos vindo a falar... e a mostrar)
O protesto (na 1.ª edição); na 3.ª, "Contra mar e vento"
Encontro
Jocasta

A propósito, já que o livro é dedicado por Teixeira de Sousa a seu pai, capitão John, relembramos um artigo nosso do "Terra Nova" (ainda o jornal tinha outro cabeçalho), uma das "Crónicas do Norte Atlântico", sobre essa personagem fascinante da navegação cabo-verdiana à vela. Ver AQUI





[3404] Raro filme feito no Mindelo dos tempos próximos da independência

Documento feito por alguém da Marinha, nos idos da transição dos 60 para os 70 do século passado. Pena, a ilustração sonora não ser de música das ilhas. Quanto ao navio que serve de fundo, ver a classe a que pertencia AQUI (há muita informação na internet sobre esta corveta da Armada)

[3403] Sokols 6 (a carta reivindicativa)

Ver AQUI

[3402] Sokols 5 (8000 nas ruas do Mindelo)

Ver AQUI

[3401] Sokols 4 (Primeiro-ministro)

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[3400] Sokols 3 (Facebook)

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[3399] Sokols 2 (o "Basta!")

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[3398] Sokols 1 (o antes)

Ver AQUI

sábado, 13 de janeiro de 2018

[3395] Eis o raro livro com um conto de Henrique Teixeira de Sousa de que falámos no post 3373: "Natal", conto "Na Corte d'El-Rei D. Pedro"

No post 3373 AQUI, escrevemos o seguinte: Em princípio, os escritores longevos escrevem muito e em circunstâncias diversas. Há excepções, obviamente, mas é assim que normalmente sucede. Contudo, quem gosta de livros e por eles se interessa, nem sempre sabe tudo sobre os seus autores (outra evidência...). Assim se verifica com a mais recente aquisição do Pd'B [vinda de alfarrabista portuense, como então dissemos] que nem imaginávamos existir e que descobrimos por mero acaso. Trata-se do livro "Natal" que congrega textos de três nomes diferentes: Orlando de Albuquerque, Pedro Mayer Garção e… Teixeira de Sousa, todos médicos. Tem a obra edição do Laboratório Médico Luso-Fármaco e foi produzida tendo em vista ser ofertada à classe médica como brinde de Natal. Iniciou-se a ideia em 1966 e durou a coisa até aos inícios da década de 70, sendo o que referimos da tiragem de 1970, com Teixeira de Sousa ainda a viver em Cabo Verde.

Apesar do título, o conto contém acção passada no Fogo e ali se verifica (como noutras obras do autor) a evidência da ascensão de classe dos descendentes de antigos escravos. Quase no final, lê-se: "Quem havia de dizer que o filho do senhor Jerónimo Cardoso viria a ser desfeiteado por filho de uma antiga escrava da avó!"

Praia de Bote deixa aqui um sinal desta obra (assinale-se a capa dourada, de luxo) que oferecerá digitalizada na íntegra a quem lha solicitar em comentário a este post.


[3394] Cape Verde’s Blue Marlin Fishing Action from 2017 Penn Challenge


[3393] Bau e Luis Morais

A imagem é péssima, o som também, mas dá para ver (e ouvir) dois grandes génios da música cabo-verdiana.

[3392] Sai uma coladera: "Nha Cancera Ca Tem Medida"


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

[3391] Forças Armadas cabo-verdianas. Oferta de ano novo, especialmente para o nosso colaborador militar

[3390] Novos Sokols: amanhã, o Mindelo sai à rua em protesto

Ver AQUI

[3389] 11 meses sem o Zito Azevedo

Falta um mês para o ano de desaparecimento do nosso amigo e colega bloguista Zito Azevedo. Assim o diz a nota que temos de há muito afixada no Pd'B (abaixo, na coluna à direita), assim o refere o extinto Arrozcatum (logo no início, também à direita), assim o demonstram as fotos que o Pd'B fez no funeral (que agora fomos rever) e ficam datadas automaticamente e assim o reza o post 2860 do Pd'B (que também fica datado de modo automático), desse fatídico dia, que se pode ver no seguinte AQUI

Ver AQUI

Por lapso, tanto o seu amigo de muitos anos Artur Mendes como o mano Tuta pensaram que hoje se completava o primeiro ano, mas assim não acontece (ver comentários no post anterior). Estes enganos de datas de nascimento e morte também já a nós nos têm sucedido - o que só calha a quem tem amigos e se lembra deles. Quem não recorda o Zito, decerto não se enganou na data... A 12 de Fevereiro, Pd'B fará as condignas e mais que merecidas comemorações.

Grande abraço para o Artur e para o Tuta e apareçam sempre que esta é uma casa vossa como era do vosso amigo e mano.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

[3388] O escritor Manuel Lopes nos Estados Unidos da América (título provisório)







O ESCRITOR MANUEL LOPES NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
(um pedaço do texto da "Crónica do Norte Atlântico" para o jornal "Terra Nova" de Janeiro)

Em 19 de Setembro de 1966, Manuel Lopes está em New Bedford. Mais precisamente, faz nesse dia uma visita de cortesia ao jornal luso-americano "Diário de Notícias", pois encontra-se nos Estados Unidos da América para assistir ao IV Colóquio de Estudos Luso-Brasileiros 1. Por esta altura o escritor era personagem bastamente reconhecida, pois já publicara as suas obras mais importantes, como "Chuva Braba", "O Galo Cantou na Baía" (estas distinguidas com o prémio Fernão Mendes Pinto) e "Flagelados do Vento Leste", entre outras. Então, já vivia em Lisboa, onde era funcionário da Western Telegraph Company, função que de igual modo desempenhara na ilha do Faial. Conforme o DN dizia 2, o escritor aproveitou a sua presença nos States para fazer um périplo pelas comunidades cabo-verdianas ali existentes e para deixar nas instalações do periódico exemplares dos seus livros e um texto "em que foca alguns aspectos humano-literários de Cabo-Verde, suas gentes, seus problemas e sua sensibilidade artística" que dará para dois longos artigos publicados dias depois.

NOTAS
1.   A este propósito, ver artigo de CORREIA, José Ângelo, "A élite portuguesa dos negócios: alguns resultados dum inquérito" na revista "Análise Social", Vol. VII, n.º 25/26, 1969, pp. 166-175. Realizado nas Universidades de Harvard e Columbia, o IV CELP teve como finalidade a análise e o debate da panorâmica actual da evolução social e de diversos aspectos da actividade literária, artística e científica em Portugal e no Brasil. O conjunto das 27 comunicações apresentadas sobretudo por brasileiros, portugueses e norte-americanos, passou a livro de 367 páginas com o título Portugal and Brazil in Transition, University of Minnesota Press, Minneapolis, ed. SAYERS, Raymond S., 1968. Pela parte portuguesa, terão sido apresentados trabalhos de José G. Herculano de Carvalho, Jorge de Sena, Alexandre Lobato, João Pereira Neto, José-Augusto França, Flávio Gonçalves, F. J. C. Cambournac e Fernando de Castro Fontes. Não conseguimos encontrar referências a qualquer comunicação de Manuel Lopes.
2.  "Diário de Notícias" de New Bedford, EUA, 19.09.1966, p. 2.

[3387] Memórias do Liceu de São Vicente

Já publicado no blogue irmão "Esquina do Tempo", PdB não pode deixar de fazer o mesmo (Liceu Gil Eanes oblige...) e por isso aqui fica este memorial que nos enche as medidas e nos faz suspirar de contentamento por também termos feito parte daquela verdadeira universidade de valores e sabedoria.

[3386] Um clássico: Bana, em "Sôdade da Barca Sagres"


[3385] Hoje vamos ao Brasil, com Luis Morais, em "Não Deixe o Samba Morrer"

O grande virtuoso cabo-verdiano do clarinete e doi saxofone, numa brasileirada de grande nível.


[3384] Ainda "Intentaçom de Carnaval"...

Para o José Fortes Lopes e para a Fátima Ramos Lopes, segue a explicação pedida no post 3382:

A coladera "Intentaçom de Carnaval" está inserida num disco EP que faz parte do arquivo do Pd'B, adquirido na Loja do Leão algures nos finais de 1965. Gravado pelo Conjunto Cabo Verde,  consta das seguintes quatro peças:

Lado A
Faze'mperte (coladera de Frank Cavaquinho), interpretada por Titina
Samcente (morna de Jorge Monteiro), interpretada por Mité Costa e Djozinha

Labo B
Intentaçom de Carnaval (coladera de António Marques da Silva), interpretada por Mité Costa e Djosinha
Júnior (morna de Luluzinho), interpretada por Arlinda Santos

NOTA: O disco deve ter sido um sucesso. É possível que tenha tido mais que uma tiragem, pois a capa que nós temos não é exactamente igual a esta (obtida na internet), embora se tenha de ter olho de águia para as destrinçar. Por exemplo as letras das palavras nestas fotos internet são ligeiramente mais largas que no nosso exemplar, excepto as de "Conjunto Cabo Verde" que são idênticas. No verso, em baixo, à direita, aqui podemos ler "gráfica marânus - porto" e no nosso exemplar apenas se lê "marânus - porto". Por fim, o texto explicativo aqui de 13 linhas, no nosso exemplar é de 16, embora apenas nisso ambos difiram.
 

sábado, 6 de janeiro de 2018

[3383] "Tartaruga de Ouro 2017", do blogue Praia de Bote contempla ex-aequo a Câmara Municipal de Almada e a Embaixada de Cabo Verde em Lisboa

Iniciado no ano passado, o prémio "Tartaruga de Ouro" do blogue Praia de Bote" (relativo ao ano anterior) coube então ao saudoso amigo Zito Azevedo, autor do blogue Arrozcatum. 

Praia de Bote tem hoje a honra de apresentar a segunda edição deste prémio, a "Tartaruga de Ouro 2017", atribuída ex-aequo à Câmara Municipal de Almada e à Embaixada de Cabo Verde em Lisboa, pelo seu determinante apoio à iniciativa "Comemoração dos 70 anos da publicação de Chiquinho", realizada no passado Dezembro, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, Portugal.

Segundo a acta elaborada pelo numeroso júri composto por um único elemento (o dono do blogue), a votação foi unânime no "sim" a estas duas entidades...

[3382] "Intentaçon de Carnaval"... A festa está para breve. Relembremos a mais famosa coladera desse tema

[3381] A Praça Nova em Mindelo era assim em 1975 (até o coreto estava partidarizado - vejam a inscrição...)

Lá em cima, a banda municipal, com Luís Morais na direcção. Cá em baixo, como lá em cima, a sempiterna alegria do Mindelo.

[3380] Reunião de amigos cabo-verdianos em... Orlando, California, EUA. Música das ilhas, de verdade!

[3379] "Beira do Cais" (contos, 1963), de Teobaldo Virgínio

Eis um dos mais recentes exemplares de literatura cabo-verdiana a chegar à Praia de Bote. Inserido na mítica colecção Imbondeiro, de Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme, com publicação em Sá da Bandeira, Angola, onde surgiram vários autores cabo-verdianos, entre os quais este Teobaldo Virgínio, de quem já aqui falámos, ainda por cima claridoso... O conto "Beira do Cais" foi publicado inicialmente na revista Claridade n.º 9 (1960), sob o nome de Virgínio de Melo, bem como  o poema "Desencontro".

Ver AQUI e também AQUI. Sobre o autor, ver ainda AQUI.

Seguem-se a capa e algumas páginas deste saboroso livrinho de 32 páginas, com três contos que sabem a Santo Antão.





[3378] Dnhêr pa Carnaval na Soncente, já tchegá