sexta-feira, 4 de agosto de 2017

[3136] Mais uma paragem do Pd'B, por motivo de escrita

Estátua de Almeida Garret, por Barata Feyo (pormenor, foto Joaquim Saial)
De vez em quando, há que refrear a vontade de estar sempre a aviar posts nos Pd'B.

Encontramo-nos em plena escrita de mais um longo texto para a revista "Convocarte" da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, desta feita sobre a lisboeta Avenida da Liberdade e as esculturas que lá estão e as que por ali passaram e não ficaram. 

Muito trabalhinho aí vem, pois. Mas os nossos amigos não precisam de se lamentar, pois o Pd'B tem um recheio de tal modo rico que dá para rever, rever e rever, comentar, comentar e comentar. Assim, até logo que possível... No regresso, teremos poemas do livro de Manuel Lopes "Crioulo e outros poemas" e mais uma "petite histoire"...

[3135] O documento de que se falou no post 3133

[3134] Lagarta do olho do milho: mais uma maldição para Cabo Verde!!!

[3133] Ah como são tão imensamente divertidas as "petites histoires" da literatura...


Álvaro Salema. Foto Wikipedia
O escritor é o nosso muito estimado Manuel Lopes, senhor de um dos mais significativos repositórios de ficção cabo-verdiana, homem da "Claridade", prosador, poeta, conferencista. Na realidade, um clássico das ilhas. Por motivos que não vêm agora ao caso, Lopes passa parte substancial da sua vida em Portugal. No momento desta "petite histoire", reside exactamente na Rua de Nossa Senhora do Egipto, 36 - R/C Esq., Oeiras. Estamos em 24 de Julho de 1959. E nesse dia, com o seu "Chuva Braba" saído há cerca de três anos (Prémio Fernão Mendes Pinto, 1956), resolve oferecer um exemplar ao crítico literário Álvaro Salema ("Diário de Lisboa", "A Capital", "Seara Nova", etc,) que só há-de falecer em 1991. Salema é jornalista e crítico brilhante e respeitado. E interessado pela literatura cabo-verdiana, disso não há dúvida, pela bibliografia que sobre o tema deixou. Mas a verdade é que durante os 32 anos em que o livro repousou nas suas estantes, conquistando depósito de pó e alguns picos de acidez, nunca o chegou a ler... porque ainda hoje está por abrir. Ah e o livrinho custava então 25$00, depois de ter antes valido 20. Como sabemos tudo isto? É que quem anda à "Chuva Braba" molha-se... Mostraremos em breve programa de propaganda que estava gatchóde dentro dele, com divulgação de "Poemas de quem ficou" (1949) e "Os meios pequenos e a cultura" (1951)... Pd'B, sempre com novidades... novas...

A casa de Manuel Lopes em Oeiras. O lado esquerdo, em baixo, do qual apenas vemos uma janela. 

[3132] "Chiquinho", sempre "Chiquinho", "Chiquinho" sempre! Texto de Manuel Cascais de Sá, de 1981

A edição de 1974 que serviu de base a este trabalho









terça-feira, 1 de agosto de 2017

[3131] Deste, até eu já me tinha esquecido

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NRP D. João de Castro - Foto Instituto Hidrográfico da Armada Portuguesa

[3130] O mnine d'teatre e os três Reis Magos (parece impossível, mas isto aconteceu diazá)


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Ulil ta ri... mnine budzóde!!!...
Cara d'malandrin d'Tchã d'Sumtér

[3129] Quando estiver em Nova Iorque, se não tiver nada para fazer (o que será difícil) e precisar de se lembrar de Cabo Verde, já sabe...

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[3128] Em Benavente (Portugal), há grandes livros...

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[3127] Outro mimo para os amigos (ver post anterior)

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[3126] Um mimo para os amigos...

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[3125] Um bibliografia muito incompleta... mas ainda assim... (depois de ver, no final da lista há uma palavrinha "more" para ver mais textos do dito)

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[3124] Naufrágio de fragata espanhola na Boavista em 1856, seguido de roubo de armas. A mesma notícia num outro jornal espanhol, de antigo post do Pd'B

A fragata espanhola San Andrés perdeu-se na Boavista, em 1856. Por sorte, salvou-se toda a tripulação e também os passageiros. Mas a população local fez-se às belíssimas carabinas Minié (ver AQUI) que iam armar as tropas espanholas nas Filipinas. Algum boavisteiro ainda terá alguma lá em casa, herdada de familiares de antanho? Já tínhamos feito um post acerca deste assunto (depois de o termos conhecido em "La Iberia", de Madrid, de 12 de Setembro), mas agora descobrimo-lo de novo igualzinho em "La Nacion" (do dia seguinte), pelo que decidimos fazer reprise do mesmo. Ver o AQUI no final.



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[3123] Até uma Praceta de Cabo Verde em Palmela (ver posts anteriores sobre o mesmo tema)

Nõ resistimos e aqui vai ainda uma Praceta de Cabo Verde... em Palmela...

[3122] Voluntariado americano: despôs d'trabói um catchupa, em vez d'hot dog?

[3121] Ruas de Cabo Verde (em Portugal) há muitas

Mostrámos em posts anteriores várias ruas de Cabo Verde em Portugal. Mas não todas, como por exemplo a característica de Lisboa, a sem saída e em L do Porto ou a longa e marítima Avenida de Cabo Verde em Viana do Castelo. Fica, para terminar, a da Quinta do Conde, Sesimbra (com a placa toponímica àquela altura, imaginamos quantos catchor já ali fizeram o seu trabalhino urinário...). Quem quiser saber mais (como os 26 "observadores" que de Cabo Verde vieram nas últimas 24 horas ao Praia de Bote), que vá ao Google Maps, como nós fomos...

segunda-feira, 31 de julho de 2017

[3120] E aqui está a placa do Montijo

[3119] A placa da Costa da Caparica não fica atrás da das Caldas da Rainha...

[3118] Placa toponímica da Rua de Cabo Verde no Prior Velho, Loures, Portugal (aliás, RUA CABO VERDE, sem "de")

Imagem Google Maps

[3117] No Pinhal Novo, Portugal, também há Rua de Cabo Verde

Imagem Google Maps

[3116] "Divinal", do disco de Vasco Martins "Memórias Atlânticas"

[3115] A arma...

Excerto de um romance famoso que esteve (quase, quase) para dar ao seu autor (muito conhecido na Rua de Praia e na/no Praia de Bote) o Prémio Nobel da literatura.

A FBP
(...) Por razões compreensíveis, dado que a Guiné em guerra ficava próxima e no Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), como o próprio nome indicava, militavam combatentes de ambas as colónias, havia relutância do comando em armar os cabo-verdianos. Algumas vezes o meu pai e restantes membros da guarnição continental foram à carreira de tiro, nas imediações do quartel, receber treino com velhas espingardas Mauser e também FBP [ver AQUI], as populares pistolas-metralhadoras das nossas tropas, que antecederam a G3 da guerra colonial. Segundo constava, a sua concepção não era perfeita e encravavam com imensa facilidade. Mas isso não impediu que no nosso guarda-fatos estivesse uma, novinha em folha, acompanhada de três carregadores. Foi o artilheiro Calças quem a distribuiu ao meu pai, tendo-se este encarregado da instrução familiar. Todos nós sabíamos disparar a maquineta, mas era eu quem mais se servia dela, em grandes tiroteios caseiros – a seco, claro, para grande pena minha – com difíceis fugas e rastejamentos por debaixo de camas e mesas, simulando desembarques de comandos que provocavam baixas proporcionais aos gritos e rá-tá-tás emitidos, sempre numerosos. Tirando o meu prazer pessoal, o objecto bélico foi inútil, pois nunca se vislumbrou o que quer que fosse de ataque ou sequer tentativa disso, relativamente a nós. E como teria sido tão fácil empreendê-lo, sobretudo de noite, desprotegidos que estávamos, num canto mal iluminado da cidade, pegado ao mar. (...)

Anexo da antiga Capitania dos Portos de São Vicente de Cabo Verde, hoje Museu do Mar (em edifício designado como Torre de Belém). A terceira janela a contar da direita (ou da esquerda) era a do quarto de dormir da residência do Patrão-Mor, onde estava guardada a FBP...