sábado, 8 de maio de 2021

[4892] "Literatura e Cultura em Tempo de Pandemia" saiu anteontem, no Centro Nacional de Cultura, em Lisboa

Com o alto patrocínio da UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa), foi anteontem, 6 de Maio, apresentado e distribuído aos autores presentes no Centro Nacional de Cultura (Lisboa) o livro "Literatura e Cultura em Tempos de Pandemia" (venda em livraria, a partir de 18 de Maio).

Com 75 autores lusófonos, o livro traduz em prosa e verso o "pensamento" dos participantes/convidados sobre a pandemia que se abateu sobre o mundo em 2020 e que ainda se mantém.

A sessão de lançamento teve na mesa o Presidente da UCCLA, Dr. Vitor Ramalho, para além do Dr. Rui Lourido, coordenador cultural da UCCLA, o editor Manuel S. Fonseca da Guerra e Paz (sob cuja chancela a obra sai) e a Dr.ª Goretti Pina (São Tomé e Príncipe) que falou em nome dos restantes 74 autores.

A nossa colaboração concretizou-se através do poema "O Maldito" e da short story "O Fim", que aqui agora reproduzimos.

Os participantes cabo-verdianos são os seguintes: Águeda Lopes (com o pseudónimo "Vanny Kaya Lopez"), Andreia Tavares de Sousa, Antonino Vieira Robalo, Any Delgado, Germano Almeida, José Luís Hoppfer Almada, José Luiz Tavares, Madalena Brito Neves, Paulù Salmoura, Sofia Delgado e o "meio cabo-verdiano" Joaquim Saial. 


quinta-feira, 6 de maio de 2021

[4891] Mais uma edição de "Chuva Braba" de Manuel Lopes, a dar entrada na BCVPd'B (anos 70 do século XX)

Esta edição, acabada de chegar de um alfarrabista das Caldas da Rainha (Portugal), é mais ou menos pirata, pois não tem data. Saíu na colecção "Romances do nosso tempo", sob a chancela do Clube Português do Livro e do Disco, editora que existiu em Portugal nos anos 70, pelo que será (talvez) a terceira vez que "Chuva Braba" foi publicado. Não se indica o autor da capa, escondido na expressão "Design Grafidec".

segunda-feira, 3 de maio de 2021

[4889] Onésimo Silveira, "claridoso" (ainda do livro citado no post anterior)

São Tomé foi uma descida ao inferno  para si, não?

Uma descida não, um salto com os olhos completamente vendados! Mas aprendi muito e sobrevivi. Vi coisas, tragédias e dramas, que, contados, ninguém acredita. O meu livro "Hora grande" foi escrito em São Tomé. Foi de lá que o mandei para o Dr. Baltasar [Baltasar Lopes da Silva, advogado, autor do romance nacional "Chiquinho" e docente prestigiado]. Lembro-me que ele me escreveu, fui levantar a carta nos correios e, no dia seguinte, a PIDE chamou-me, para me fazer uma grande lição de moral, mas isso não me impediu de publicar o livro, algum tempo depois, em Angola.

Ou seja, o seu primeiro texto literário é enviado de São Tomé e Príncipe para Cabo Verde?

Sim. É um poema que sai na "Claridade", "Saga". O título não era "Saga", era "Êxodo", é o meu retrato da emigração para São Tomé e Príncipe, à semelhança do que acontecia aos judeus para os campos de concentração. O Dr. Baltasar, para amenizar a conotação política do poema, é que muda o título para "Saga". Aceitei, sem problema, a decisão.

Nota: o poema sai na "Claridade" n.º 8, em Maio de 1958.

[4888] O pensamento de Onésimo Silveira, relativamente a Portugal

Do excelente e insubstituível livro "Onésimo Silveira - Uma vida, um mar de histórias", de José Vicente Lopes, ed. Spleen, Praia, Cabo Verde, 2016:

"Contrariamente aos meus antigos colegas de luta de libertação, sempre entendi que, com Portugal, estamos 'condenados' a viver em paz e em progresso. Só agora é que se começou a ver Portugal como um parceiro, realmente. Falta a muita gente em Cabo Verde, coragem para caracterizar, historicamente e do ponto de vista político, as nossas relações com Portugal. São relações em que intervêm muitos aspectos do tipo colonial, mas são também relações de muito afecto e solidariedade. Os cabo-verdianos têm de interiorizar o seguinte: nenhum outro país no mundo gosta mais de Cabo Verde do que Portugal. Portugal e Cabo Verde estão ligados pela história e pelo sangue. E isso não é conversa, é a mais pura realidade."

sábado, 1 de maio de 2021

[4887] Um longo mas importante texto de Adriano Miranda Lima sobre Onésimo Silveira

É da essência dos blogues viverem de textos curtos, para leitura rápida, de preferência acompanhados de imagem/s. Mas há excepções e o presente texto é uma delas. Pela qualidade do autor, Adriano Miranda Lima, e pelo extremo interesse e oportunidade do motivo. Aqui fica ele, portanto, dez anos depois da publicação inicial, em Cabo Verde.

AS BANDEIRAS DE ONÉSIMO SILVEIRA

Ao olhar para a fotografia do palanque do comício eleitoral do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS), a imagem transmitiu-me a sensação daqueles dias em que o vento agreste fustiga o corpo e endromina o prazer das noites olorosas de Mindelo. Pode ser uma simples impressão minha, só porque corria o mês de Fevereiro, propício a vento e “bruma seca”. 

Onésimo Silveira falava para os adeptos da sua causa, tentando explicar-lhes, com a sua natural veia discursiva, que S. Vicente se perdera na curva assimétrica do destino das ilhas. Postergado pelas políticas dos homens, desviado das rotas antigas, macerado na sua identidade cultural. O extracto sucinto da reportagem jornalística, que me era presente, referia as linhas de força do seu verbo, mas ao jornalista talvez tenha escapado algo de simultaneamente romântico e espectral naquela imagem fotográfica captada na poalha da noite. Provinha talvez das longas barbas brancas do veterano da política, que, só por si, infundiam a magia hipnótica do seu instinto. Convenci-me de que, como sempre, ele estaria ali a jogar com a letra perfeita do léxico de uma arte refinada por muitos anos de caminhada pelos trilhos da política. 

O público ali presente encontraria, ou não, motivos de encantamento nas palavras do político-poeta, ou do poeta-político. Porque a política só ganha se na poesia colher o aroma balsâmico para a aspereza, a agressividade e a incontinência verbal. Mas Silveira deve ter feito a mediação certa entre o lirismo e a retórica política para afinar o tom e o modo na sua crítica a quem achava responsável pelo estado actual da sua ilha. Fiel ao seu passado, e fiando no seu faro político, arvorava a bandeira do inconformismo que o caracteriza, espetando-a no chão das suas sínteses estratégicas. O tempo viria a dizer se ele foi ou não convincente, do alto do púlpito em que fez uso da palavra. 

Mas quem é este veterano da política cabo-verdiana, este homem de barba mefistofélica, que nos faz olhar para a política não apenas como um imperativo cívico mas também como uma romântica aventura humana? Não tenho nem nunca tive qualquer relação pessoal com o Onésimo Silveira, mas, como ele pertence àquela estirpe de seres que saltam facilmente para a luz, conheço-o como todo o cabo-verdiano que se preze, tendo acompanhado os passos mais marcantes do seu percurso. Contudo, a memória pessoal mais impressiva que dele guardo recua a tempos muito antigos, naquela idade em que as meninges infantis recortam e guardam para sempre o que mais impressiona. Era eu ainda menino de escola primária e ele estaria nos últimos anos do liceu. Passava diariamente na minha rua, no trajecto entre a casa e o liceu Gil Eanes, e recordo perfeitamente que o Onésimo despertava nos rapazes mais novos uma curiosidade reverencial, pelo seu ar resoluto e desafiador. Aliás, a personalidade forte e o espírito determinado viriam a determinar o rumo que cedo deu à vida. É assim que, decididamente, deixa Cabo Verde e acaba por rumar à Suécia, onde se licencia, não tardando a ganhar notoriedade como poeta, intelectual e opositor à política colonial, com ligação ao PAIGC. Cerca de 10 títulos literários, entre poesia, conto e prosa do género ensaístico, atestam o vigor da sua cultura. O exercício de um alto cargo na ONU e, posteriormente, como embaixador de Cabo Verde em Portugal, provaram a sua capacidade diplomática e política. Nestas últimas funções, encontraria terreno de eleição para arvorar uma importante bandeira, talvez das que lhe são mais queridas – a da solidariedade humana.

Como quase toda a figura pública, Onésimo tem um lado complexo e controverso da sua personalidade, e não faltará quem lhe aponte defeitos, em meio aos atributos que o exornam como ser humano e como político. Mas o amor à terra natal é seguramente um profundo estado de alma que se lhe tem de reconhecer e enaltecer. Outro teria feito render o mais possível o prestigiante e dourado cargo na ONU. Ele preferiu regressar para participar activamente na política do seu país, e se bem o pensou melhor o fez, criando um movimento político com o qual ganha as eleições autárquicas, passando a ser Presidente da Câmara Municipal de S. Vicente, em dois mandatos consecutivos. 

Pela sua acção como edil, é unanimemente reconhecido como o obreiro da transformação de Mindelo no pós-independência. Realce-se, com efeito, a coragem com que quebrou rotinas pastosas na acção administrativa e fez avançar o progresso urbano da cidade, derrubando, ao mesmo tempo, tabus e preconceitos introduzidos pela sanha revolucionária que ameaçava adulterar e desfeitear a história da cidade. Estátuas de tempos idos que haviam sido desmontadas foram recolocadas nos seus pedestais. Impediu-se assim o sacrilégio de atentar contra o imortal Camões ou figuras como o ilustre estadista e humanista Sá da Bandeira, amigo de Cabo Verde. Ruas que haviam sido violentadas na sua identidade toponímica foram recuperadas para a veracidade histórica, e outras passaram a consagrar nomes de figuras da terra. Esta reposição de valores e princípios que preservam a identidade, só está ao alcance de quem ousa influenciar os acontecimentos, mesmo arrostando o desconforto de reacções adversas. Não fosse a sua acção determinada, a memória da cidade não se teria ressarcido dos excessos de alguns pseudo-revolucionários na sua ânsia de acerto de contas com o passado. A urbe fica a dever-lhe esta grandiosa bandeira, a da sua identidade resgatada, que deve permanecer hasteada no seu mais alto torreão.

Mais recentemente, Onésimo reapareceu em cena para defender o património histórico-cultural da sua cidade natal, ameaçado pela inoperância da actual Autarquia e pelo desamparo do Governo central. Os resultados ficaram, infelizmente, muito aquém da militância cívica que ele e outros cidadãos de vários quadrantes sociais entenderam protagonizar, mas nessa mesma forja fundiu o aço para a batalha seguinte, a do pleito legislativo, que é onde o surpreendo no cimo do palanque. 

Naquela noite eleitoral de Fevereiro, o veterano e incansável Onésimo Silveira “subiu à cruz à frente do seu partido” (1), exangue e de mãos vazias, mas certamente temerário e confiante como sempre, e “o povo acabou por crucificá-lo” (1). Porém, para o alto da cruz levou consigo a bandeira da regionalização, e ali a deixou hasteada. Tremulando no próprio assombro. 

As expectativas estão abertas, enquanto ele acumula cicatrizes dos recontros a que não se furta. Porque Onésimo nunca desiste de se bater pela perpetuação do possível, mesmo que a relação ambígua entre a efemeridade humana e a perenidade dos sonhos seja por vezes perniciosa para os cálculos mais ousados. Uma coisa que o deve, no entanto, entristecer é o silêncio de pedra que parece actualmente nimbar a sociedade civil da sua ilha, cristalizando um vidro espesso e opaco que não facilita a auscultação das vontades nem reflecte as antigas reminiscências. Tão intrigante é esta realidade como tão evidente é estarmos a pisar um terreno que reclama a charrua cívica deste intelectual talhado para brandir a palavra e encorajar ao arrebatamento de ânimo.

Seja o que o futuro próximo nos reserva, Onésimo Silveira, com o seu instinto e a sua resiliência, sabe que a fiança tutelar da sua ilha natal nunca lhe será revogada, inclinem-se por onde se inclinarem os ponteiros dos barómetros, sempre sensíveis a ventos e marés. 

Inúmeras são as bandeiras das suas pelejas, umas esfarrapadas e postadas em peanhas alinhadas na sua memória, outras incólumes ainda no tecido da sua heráldica, prontas para novas batalhas. Este cidadão não arruma as armas, e nenhum povo, nenhuma pátria, pode licenciar um guerreiro deste calibre. Sobretudo, a ilha de S. Vicente.

(1) Depoimento de Onésimo Silveira em entrevista ao jornal “A Semana”, publicada em 20/02/11, com o título “Só me retirarei da política com a minha morte biológica”.

Tomar, 16 de Março de 2011

Adriano Miranda Lima

[4886] Onésimo Silveira foi ontem a enterrar no Cemitério do Mindelo e antes foi velado na Câmara Municipal de São Vicente

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[4885] O reitor da Universidade do Mindelo relembra Onésimo Silveira

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

[4883] Os amigos são para as ocasiões: Portugal antecipa envio de vacinas para Cabo Verde e alarga moratória da dívida

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[4882] SIC - Notícias (Portugal) dá a notícia do falecimento de Onésimo Silveira

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[4881] "Observador " (Portugal) dá a notícia do falecimento de Onésimo Silveira

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[4880] RTP (Portugal) dá a notícia do falecimento de Onésimo Silveira

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[4879] "Diário de Notícias" (Portugal) dá a notícia do falecimento de Onésimo Silveira


[4878] Oração de sapiência de Adelino Torres, por ocasião do doutoramento "honoris causa" de Onésimo Silveira pela Universidade do Mindelo, em 8.12.2012 (ver post anterior)

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[4877] Morreu hoje, aos 86 anos, um dos maiores vultos da intelectualidade cabo-verdiana: Onésimo Silveira, um grande mindelense

Foto de 4.7.2016, por altura do lançamento da sua biografia "Onésimo Silveira - Uma vida, um mar de histórias", da autoria de José Vicente Lopes, Spleen Edições, na sede da CPLP, Lisboa. A foto é fraca, pois a iluminação não era favorável e a máquina, má. Mas é Onésimo! Ver AQUI
Poema publicado no jornal "Diário de Notícias" de New Bedford, em 11.11.1960. O título do poema saiu com gralha que agora emendámos para este post. 

quarta-feira, 28 de abril de 2021

[4876] Seguros Atlântica, em 1919

[4875] Eis um daqueles postais ilustrados que dispensam apresentações para os mindelenses e para os que conhecem a cidade maravilhosa

[4874] Chega amanhã à BCVPd'B, depois de uma longa viagem...

[4873] Ainda a palavra "sportivo" (ver post anterior)

Este recorte é do "Diário de Lisboa" de 8 de Agosto de 1958, último dia de Craveiro Lopes no cargo de Presidente da República. No dia seguinte foi a tomada de posse de Américo Thomaz. Eram assim as coisas, então.

[4872] A esquisita palavra "sportivo"

Sempre achámos esta palavra um pouco esquisita. nem portuguesa, nem inglesa, talvez um pouco brasileira (lá, mais "esportivo"), talvez um pouco crioula. Conhecíamo-la das designações de dois dos mais antigos e respeitáveis clubes mindelenses, o Clube Sportivo Mindelense (fundado em 1919) e o Grémio Sportivo Castilho (fundado em 1923), mas só hoje, por mero acaso de investigação sobre outro assunto a vimos nos nomes de dois também antigos clubes portugueses: o Grupo Sportivo de Loures (fundado em 1913) e o Clube Sportivo de Pedrouços (fundado em 1920). Ficámos na mesma, quanto ao "sportivo", talvez abreviatura para facilitar encaixe de letras ou dar um ar mais british ou coisa parecida. Mas, pelo menos, os nossos dois grandes clubes mindelenses não estão sozinhos (e mais haverá).

Clube Sportivo Mindelense (Mindelo, S. Vicente de Cabo Verde)
Grémio Sportivo Castilho (Mindelo, S. Vicente de Cabo Verde)
Grupo Sportivo de Loures (Portugal)
Clube Sportivo de Pedrouços (Portugal)

segunda-feira, 26 de abril de 2021

[4867] O desastre da Assistência, no jornal New York Times de 21 de Fevereiro de 1949

Já falámos no Pd'B deste dramático acontecimento Ver AQUI. Mostramos hoje como ele foi noticiado no New York Times.

[4866] Histórias de um sapateiro e de um chefe dos Correios da Praia, em 1915

Documentos fornecidos pelo nosso amigo Artur Mendes. Sobre o chefe dos Correios (que também o foi em Luanda), injustamente acusado de devedor, ver AQUI, nota 123 na página 33.


[4865] Mais uma fantástica árvore de São Vicente, mostrada pelo nosso amigo Zeca Soares

Há um ano quase exacto (29 de Abril de 2020, parece que estava combinado), o nosso amigo Zeca Soares mandou-nos fotos de uma velha árvore existente no Madeiral que na altura reproduzimos no Pd'B Ver AQUIHoje enviou-nos fotos de outra, uma tambarina fincada na zona de Montona. Ela aqui fica, árvore tão resistente como os cabo-verdianos que podem torcer, mas nunca quebram (fotos de 27 de Setembro de 2020).




domingo, 25 de abril de 2021

[4864] Humbertona, em "Miss perfumado"

[4863] Humbertona , em "Seis one na Tarrafal"

[4862] Chico Serra , em "Mudjer Bonita"

[4861] Chico Serra toca morna "Eclipse" (filme recente)

[4860] Chico Serra, em "Ponta do Sol"

[4859] Chico Serra, em "Fidjo Maguado"

[4858] Chico Serra e Humbertona, em "Nho Donote"

[4857] 27 de Abril de 1974

sábado, 24 de abril de 2021

[4856] Sobre a obra de Germano Almeida

O livro é muito interessante, embora do já distante 2008. É que, como acontece nestes casos de escrever sobre autores vivos que felizmente continuam não só a viver como a escrever, desactualizou-se. Mesmo assim, é obra a que necessariamente há que recorrer, quando se pretende estudar o já longo percurso do "inventor" de Napumoceno da Silva Araújo. 

Editora Vega (Lisboa, Portugal), 192 páginas. A autora, Paula Gândara, actualmente é professora na Miami University em Oxford Ohio, EUA (dep. Spanish and Portuguese). E trouxe "acoplado" um marcador que aqui se mostra, bem como a capa do livro.

 

sexta-feira, 23 de abril de 2021

[4855] No 114.º aniversário de nascimento de Baltasar Lopes

Há 114 anos nascia no Caleijão de São Nicolau um menino que havia de ser uma das luzes mais brilhantes da cultura cabo-verdiana. Baltasar Lopes da Silva, todos os cabo-verdianos o conhecem, quanto mais não seja pela existência do romance nacional, "Chiquinho". Mas todos o leram? Sim, porque de facto é isso que interessa: lê-lo! A propósito, e neste dia de comemoração, aqui mostramos um exemplar da 1.ª edição de "Chiquinho" que em 74 anos de vida nunca foi aberto (por isso se diz "intonso") e provavelmente. nunca o será. Mas há milhares de outros exemplares prontos a serem lidos, alguns recentemente editados a baixo preço. Pois que os leiamos, que era isso que o autor desejaria.




quinta-feira, 22 de abril de 2021

[4854] Comemora-se hoje o Dia do Professor Cabo-Verdiano, em data igualmente comemorativa do nascimento de Baltasar Lopes

Um viva aos docentes cabo-verdianos de todos os níveis de ensino e um viva à memória do brilhante docente, excelente escritor e grande cabo-verdiano Baltasar Lopes da Silva.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

[4853] No ensino, em Cabo Verde, como em Portugal, os mesmos problemas, os mesmos desejos e agora uma grande resolução para os docentes de São Vicente

Segurança, precisa-se, para os professores. Quem trabalha no ensino (bem como na generalidade das áreas profissionais), tem de ter estabilidade no emprego, para que a sua actividade (neste caso docente) se desenvolva com mais alegria e empenho. Parabéns aos nossos colegas de São Vicente e parabéns ao Governo cabo-verdiano pela nomeação definitiva de mais 43 colegas. Decoramos esta notícia com uma foto de "o" professor, Nhô Balta, que depois de amanhã tem aniversário de nascimento, o 114.º.

Ver AQUI

[4852] Compro!

Compro esta edição cabo-verdiana de "Chuva Braba" que neste momento não consigo encontrar no mercado. É talvez de 2018/2020. 

Uma outra que aqui estava, com igual desejo de compra (e que mostraremos em breve), já está encaminhada, com a ajuda do "mindelense" Artur Mendes que a descobriu rapidamente num alfarrabista, afinal nosso bem conhecido. Coisas de livros, coisas de Cabo Verde.

[4851] Mais uma edição de "Chuva Braba" a dar entrada na BCVPd'B

A Biblioteca Cabo-Verdiana do Praia de Bote acaba de receber, como previsto (ver AQUI), directamente de um alfarrabista da Lourinhã (Portugal) mais uma edição de "Chuva Braba", de Manuel Lopes. Desta feita, a de 1982, das Edições 70 (Portugal), da colecção "Autores de Cabo Verde". Com sugestiva capa de Alceu Saldanha Coutinho, foi executado na Tipografia Lousanense (Lousã), em Janeiro de 1982. Para além de um pequeno dicionário de termos crioulos utilizados, apresenta uma boa bibliografia de Manuel Lopes e refere dois trabalhos que neste ano o autor tinha em preparação: "Mato Inglês e Outras Estória Cabo-Verdianas" e "Recolha Poética".

terça-feira, 20 de abril de 2021

[4850] Chico Serra e Humbertona, dois grande músicos cabo-verdianos

Um disco esquecido, no qual, entre outros nomes altos da música das ilhas, participa o nosso amigo Morgadinho, o melhor trompete de Cabo Verde (e com duas das músicas, de sua autoria: "Ponta de Sol" e "Cretcheu di Céu").