quinta-feira, 11 de outubro de 2018

[3817] Ilo Ferreira - Cara d'Crocodilo (do disco citado no post anterior)

[3816] E agora, na lista de prendas manhent, um disco (5)

Os nossos amigos que estiveram em São Vicente e Santo Antão trouxeram-nos como oferta de um velho e bom amigo e condiscípulo do Liceu Gil Eanes dois discos surpreendentes. Este, "Gather people togheter", de Ilo Ferreira, mnine de Soncente, é algo de que não estávamos nada à espera, pelo seu sentido internacional e verdadeiro amadurecimento musical - em suma, uma obra de notável qualidade. E com o nosso crioulo fora do circuito da morna, da coladera e do funaná, por exemplo - o que também é sinal de vitalidade da língua das ilhas (que não precisa, como se vê, de ser defendida por burocratas). Não o conhecíamos (embora seja de 2011) mas ficou de imediato no nosso top pessoal relacionado com a música feita por cabo-verdianos. Está a propaganda feita. Comprem-no, se puderem, em discoteca, pela internet, seja como for que vale MESMO a pena. No próximo post colocaremos uma das músicas do disco, essa em crioulo de crucudil... Podem ver o seu site AQUI.




sexta-feira, 21 de setembro de 2018

[3813] Ca é montaja, ca é partida di nôs, ca é iluson d'óptica... Ri-te povo do Mindelo, ri-te povo de São Vicente que, pelo menos, isso ninguém te rouba!!!

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!




[3812] Ilo Ferreira - Love Was All We Had (do seu novo disco)


[3811] Há sacos de plástico... e sacos de plástico (4)

Este é o saco em que vieram embrulhadas as conservas de São Nicolau que podemos ver no post 3809. E é mais uma prova de que Cabo Verde também é um lugar de gent drête... e up to date. No entanto, o "esse" devera ser "este"...


[3810] No continuação do objectivo de "fazê manha", segue esta garrafinha de grogue de Santo Antão (3)

Os nossos amigos que nos trouxeram lembranças suas e de outros amigos nossos do Mindelo, quando para lá partiram perguntaram-nos o que queríamos que nos trouxessem. "Argumentámos" que uma garrafa de grogue seria uma boa opção. Ora, não tendo sido possível trazerem-na, por motivos que não vêm ao caso, acabaram por comprá-la em.. Almada, Portugal. Moral da história: o grogue de Cabo Verde é internacional... Mas isso já toda a gente sabia...

domingo, 16 de setembro de 2018

[3805] É amanhã, em Achada Potinho, São Miguel, ilha de Santiago


No quadro das festividades do 21.º Aniversário do Município de São Miguel, a Câmara disponibiliza aos munícipes dois espaços de extrema importância para a progressão dos nossos estudantes, professores, amantes do saber e artistas: a Biblioteca Municipal e a Casa de Artes, ambos no anexo do Polivalente Municipal.

Assim, na sequência do programa enviado anteriormente, e para efeito de cobertura comunicamos a alteração do horário do evento, para as 11h30.

O acto  vai ser presidido pelo Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, que também presidirá, logo de seguida, à abertura da 1ª Semana Municipal das Artes.

Programa

1ª Parte/Inauguração

11:20 Recepção dos convidados
11:30 Início da cerimónia
11:35 Descerramento das Placas de Inauguração (Casa de Artes e Biblioteca Municipal) seguido de visita às instalações
11:50 Assinatura de Protocolo 1 Auditório por Município
12:00 Intervenção Presidente da CMSM
12:15 Intervenção Ministro da Cultura e Indústrias Criativas

2ª Parte / Semana Municipal de Artes

12:30 Intervenção da Técnica/formadora (enquadramento da semana)
12:40 Intervenção do Presidente da CMSM
12:50 Abertura Oficial da 1ª Semana Municipal de Artes – Ministro da Cultura e Indústrias Criativas
13:00 Continuação das Actividades com os alunos (Laboratório de Criatividade: Desenho e Pintura)

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

[3804] Festival Sete Sóis, Sete Luas


O Festival Sete Sóis Sete Luas anima as ilhas periféricas de Cabo Verde com artistas internacionais, residências artísticas de street art, fotografia,  música e gastronomia vão animar os Centrum Sete Sóis Sete Luas da Brava, do Maio, da Ribeira Grande de Santo Antão, de São Filipe e do Tarrafal de Santiago.



Os Centrum Sete Sóis Sete Luas no âmbito do projeto europeu “A diversidade cultural cabo-verdiana como instrumento de desenvolvimento do turismo sustentável nas ilhas mais periféricas” com o apoio da União Europeia - Delegação em Cabo Verde continuam as suas atividades, realizando cinco residências artísticas entre street art, música, fotografia e gastronomia, em parceria com as Câmaras Municipais da Brava, do Maio, da Ribeira Grande de Santo Antão, de São Filipe e do Tarrafal de Santiago.

De 13 a 24 de Setembro Ribeira Grande de Santo Antao recebe a fotografa portuguesa Ana Charrua, que vai realizar uma residência inspirado nas crianças, reinterpretando as imagens como é no seu estilo. Ana Charrua fotografa pessoas de todo o mundo, que admira, que a inspiram. As pessoas nas suas exposições transformam-se no seu talismã Hipnotic Pop. Em todas as fotografias os desenhos feitos à mão imprimem um diálogo Pop expressionista, reconstruído com linhas, cortes, montagens, aplicações criadas a flor da pele. No dia 22 de Setembro às 19h no Centrum Sete Sóis Sete Luas de Ribeira Grande será inaugurada a sua exposição Hipnotic Pop, que estará patente até dia 22 de Dezembro. 

Continua a rota das exposições internacionais que viajam de ilha em ilha (segue o programa em baixo). 

O português Mário Belém vai realizar intervenções de street art de 17 a 19 de Setembro em São Filipe (Fogo), de 20 a 23 de Setembro na  Brava e de 24 a 27 na  Ribeira Grande (Santo Antão). O artista considera-se um “menino lisboeta da linha” que sempre gostou de desenhar “bonecos”. 

Daniel Eime vai realizar a sua residência artística nos dias 8 e 9 de Outubro no Tarrafal, de 10 a 13 de Outubro no Centrum Sete Sóis do Maio e de 15 a 18 de Outubro na Ribeira Grande em Santo Antao. Este artista com quase 10 anos de experiência no movimento de arte urbana, sempre gostou de diferentes tipos de arte, em especial o desenho. Desde 2008 começa a focar-se mais na arte do stencil. Tem centrado o seu trabalho em caras, muitas delas em tons de preto e branco.

As residências cabo-verdianas não serão apenas de arte mas também de gastronomia com o chef  valenciano Victor Basset (de 22 a 30 de Outubro em São Filipe, no Tarrafal de Santiago e no Maio) e de música com o Luís Peixoto. O chef Basset irá realizar master-class nos restaurantes Sete Sóis abertos dentro dos Centrum SSSL. Peixoto, que é uma grande figura da música popular portuguesa “de raiz tradicional”, será de 14 a 16 de Outubro em São Filipe, de 17 a 19 de Outubro no Maio e de 20 a 23 de Outubro no Tarrafal para realizar master-class para os jovens músicos das bandas Sete Sóis que são residentes nos diferentes Centrum SSSL. 

PROGRAMA DAS EXPOSIÇÕES NOS CENTRUM SETE SÓIS SETE LUAS

Centrum SSSL de São Filipe
GANI LLALLOSHI (Eslovénia)
«Sensitivity of Simulacra»
17 de Setembro - 22 de Dezembro

Centrum SSSL da Brava
F.BIKERROUANE, S.DRISSI, M. EL MOUNTASSIR (Marrocos)
«Espaços, atmosferas e cores d'Essaouira-Mogador»
18 de Setembro - 22 de Dezembro

Centrum SSSL do Tarrafal (Santiago)
MARIO MADIAI (Itália)
«Imprevedibili Emozioni»
20 de Setembro - 22 de Dezembro

Centrum SSSL do Maio
ABDELKARIM ELAZHAR (Marrocos)
«Regards»
20 de Setembro - 22 de Dezembro

Centrum SSSL da Ribeira Grande (Santo Antão)
ANA CHARRUA (Portugal)
«Hipnotic Pop»
22 de Setembro - 22 de Dezembro

[3803] Hoje, na Livraria Pedro Cardoso, cidade da Praia




segunda-feira, 10 de setembro de 2018

[3802] João Manuel Nobre de Oliveira


Era um dos mais brilhantes historiadores cabo-verdianos da sua geração. Fez o que nunca ninguém tinha feito: a mais completa história da imprensa cabo-verdiana (editada) e a da genealogia das famílias cabo-verdianas (por editar). Demos-lhe o destaque que merecia e a que a nossa amizade "obrigava". Dois posts aqui colocados há cerca de dois meses tiveram até agora um total de 581 visitas o que é óptimo. Mas... apenas 8 comentários de apenas 5 pessoas... Mais palavras, para quê? (clique na imagem abaixo, para a poder ver melhor).


domingo, 22 de julho de 2018

[3801] Para o Joman, com um abraço (ver post anterior)

1.ª adenda (de 5) a este post:
Prestes a lançarmos este post, demos com a até agora única referência conhecida (excepto as duas notas do Pd'B) à morte do Joman. Ela aqui fica. É do jornal "A Nação", de dia 20 de Julho.


2.ª adenda (de 5) a este post: 
Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde reconhece a 23 de Julho importância da obra de João Manuel Nobre Ferro de Oliveira para o País.





















3.ª adenda (de 5) a este post:
Nos quatro dias que este post conta aqui exposto, já teve 204 visitas.










4.ª adenda (de 5) a este post:
Bibliografia de João Manuel Ferro Nobre de Oliveira em "Memórias de África e do Oriente", Universidade de Aveiro, Portugal














5.ª adenda a este post
Interessante texto de David Leite Ver AQUI

c.1974 - Joman (ao centro), no nariz do Monte Cara
O João Manuel Ferro Nobre de Oliveira nasceu em 10 de Agosto de 1955, no Paúl de Santo Antão e faleceu a 18 de Julho passado, em Macau (ou talvez em Hong Kong, onde foi operado pela última vez). E como este mundo é cheio de mistérios, no dia em que soube da morte do ilustre amigo (e quase à mesma hora), recebi pelo correio, proveniente de um alfarrabista de Benavente, um livro de Manuel Lopes intitulado... "Paúl".

Manuel Lopes publicou os seus primeiros dois livros no ano de 1932. "Paúl" e outro, "Monografia Descritiva Regional". Não sei qual saiu primeiro, mas, seja como for, "Paúl" está no início da carreira deste escritor cabo-verdiano que muito admiro. Obrinha de 29 páginas, relata uma viagem sua à localidade santantonense de onde durante três anos bebi água, transportada diariamente no veleiro "Carvalho" (de Santo Antão para São Vicente), propriedade do senhor Henrique Ferro, "Firrim", grande e inesquecível amigo da minha família e familiar do Joman. Em 1934 seria a vez de Lopes lançar "Horas Vagas" (poesia) e em Agosto de 1936, no n.º 2 de "Claridade", daria à estampa o conto "Um galo que cantou na baía". Seguir-se-ia uma obra longa e diversificada que não vem agora ao caso comentar mas que é ainda hoje uma das mais significativas das ilhas verdianas.

c. 2008 - No Vietname
É pela coincidência que apresentamos a capa e algumas páginas de "Paúl", para que o nosso amigo as possa ler aqui e divertir-se com elas, pois retratam uma vivência que decerto ainda conheceu, embora no seu tempo já houvesse cais do Porto Novo e algumas melhorias no Paúl, em relação a estes tempos difíceis de início dos anos 30 do século XX.

Particularidade curiosa: este exemplar de "Paúl" pertenceu a Manuel Serra (Manuel Coelho Pereira Serra), advogado e poeta satírico cabo-verdiano, pai do pianista Chico Serra, como se pode ver pela assinatura de posse existente no frontispício - que sofreu algumas inclemências em tempos incertos, pelo que alguém o retocou com esferográfica... azul. Pertenceu pelo menos ainda a outra pessoa, cuja assinatura de posse, mal apagada, estamos a tentar decifrar.

C. 2011, - Com Gilberto Gil, em Macau
Trata-se de uma edição de autor, feita na mesma tipografia onde seriam realizados os números de "Claridade". Compare-se, por exemplo, o tipo de letra do título "paúl" (em caixa baixa) com o de títulos da primeira página dos n.ºs 1, 2 e 3 de "Claridade".

Digamos que assim se faz também uma micro-aproximação à história da tipografia cabo-verdiana de que o João Manuel era bom conhecedor, por via dos seus estudos sobre a imprensa das ilhas.