terça-feira, 15 de janeiro de 2019

[4030] Uma foto da nossa ilha de São Vicente que o amigo Zeca Soares enviou ao Pd'B em 25 de Dezembro


[4029] Um marinheiro no Fogo

Farda azul de serviço em terra e não a branca de passeio é algo estranho. Mas estaria afinal de facto o nosso marinheiro em serviço, à vista do vulcão do Fogo? Seria interveniente em assunto relacionado com alguma das erupções? Estaria a acompanhar alguma missão de estudo? Que levaria ele, na malinha que transporta pendurada do ombro? Tudo perguntas sem resposta, de uma foto da qual sabemos nada ou quase nada.

[4028] Isto já a gente sabia. De qualquer modo, é bom relembrá-lo...

13 de Janeiro: "Cabo Verde é património de todos os cabo-verdianos, residentes e espalhados pelos quatro cantos do mundo", afirma Jorge Santos.

[4027] Novo livro sobre legislação fiscal cabo-verdiana

CONVITE

A RFF & Associados, os seus parceiros locais em Cabo-Verde, o grupo editorial Vida Económica e a Livraria Pedro Cardoso têm o prazer de convidar V. Exª. para a Sessão de Apresentação da “Legislação Fiscal Cabo-Verdiana” na cidade da Praia em Cabo-Verde.

A Apresentação estará a cargo do Dr. Samuel Cosmo, Juiz do Tribunal Fiscal e Aduaneiro de Sotavento, que proferirá uma Conferência sobre a Reforma Fiscal de Cabo Verde  e conta, ainda, com breves reflexões trazidas pela Dr.ª Márcia Tavares Teixeira, Assessora Jurídica do Presidente da República de Cabo Verde, sob o tema “Que valor acrescenta o IVA ao sistema fiscal cabo-verdiano” e pela Dr.ª Dilma do Canto Silva, Advogada e Docente do Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais, sob o tema “Benefícios Fiscais: eficácia e controlo”. Contará, ainda, com a presença da Dr.ª Sheila Pinto Monteiro, advogada em Cabo-Verde, e do Dr. Rogério Fernandes Ferreira, sócio-fundador da RFF & Associados, advogado, docente universitário e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais no XIV Governo Constitucional de Portugal.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

[4026] Uma foto simples mas eloquente de um dos nossos lugares mais especiais

Para os connaisseurs, o local é mais que conhecido (verdade de Monsieur La Palisse/La Palice)... O nosso cais acostável, uma senhora que sobe pela prancha para um navio, aço do solo, descarregado recentemente, rede de pesca, volumes não identificáveis, dois rebocadores (um, decerto o "Damão") e um barco (paquete ou cargueiro) de razoável porte. A foto será dos anos 60/70, a senhora, não a conhecemos. Esperemos que tenha tido boa viagem.


[4025] Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal está em Cabo Verde

Foto Jornal Económico - O Sapo

[4024] Top do dia das Forças Armadas de Cabo Verde é no Mindelo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

[4023] E agora uma peça mais recente, com Pd'B e tudo (ver post anterior)



[4022] Um B. Léza... de há oito anos e só agora descobrimos a peça



[4021] A Praça Nova, aquela que nunca envelhecerá... vista (com a Banda Municipal a tocar) do Hotel Porto Grande, ainda em construção, em meados dos anos 60 do século passado

E reparem nas luzes do Grémio acesas... e nos vendedores de mancarra, sucrinha e chuinga, tabaco e cimbrom, o da camisola esverdeada e a senhora quase tapada pela esquina do hotel (ainda em tijolo).

[4020] Um sujeito com linguagem imprópria, mais atrasado que racista...

Pd'B prefere dar sempre boas notícias, a não ser quando descobre algumas mesmo más... Desta vez, descobrimos duas fotos da época da construção do aeroporto do Sal, uma das quais reproduzimos hoje, com a respectiva indicação presente no verso. O autor da frase, sujeito "bronc" (ao qual, por motivos óbvios apagámos o rosto), seria engenheiro ou encarregado de obras ou teria cargo afim. Mandou a foto para casa, algures em Portugal continental, com o texto que aqui se pode ler. E a frase é o que é... Seria o homem racista ou simplesmente atrasado? Ou nem uma coisa nem outra, à semelhança do que acontecia com dois marinheiros da Capitania dos Portos de São Vicente, dois Manuéis, um dito "bronc" e outro dito "pritim", apenas para ser mais fácil distingui-los um do outro? Gostaríamos era de saber se no final dos trabalhos, se acaso tirou outra foto com trabalhadores, ainda escreveu frase semelhante ou terá posto "Aqui estou eu, com os meus operários cabo-verdianos que me ajudaram a fazer um bom trabalho". Nunca o saberemos...

Como curiosidade, lembramos que o ministro das Comunicações e restantes entidades (entre as quais Gago Coutinho que hasteou a bandeira nacional) partiram para o Sal, a fim de inaugurarem o aeroporto, a 14 de Maio de 1949 e que a inauguração teve lugar no dia seguinte, fará neste 2019 70 anos... Logo, aqui o marmanjão da foto, estaria a orientar obras suplementares, já posteriores à inauguração do aeroporto.

Fomos ainda ao nosso arquivo ver de algo mais sobre o aeroporto e entre muitas notícias demos com esta, algo divertida e a precisar de bomba de Flit... Já colocado no Pd'B e agora repescado - Ver AQUI

4.JANEIRO.1953

Diário Popular – pág. 7 – MOSCAS A MAIS NO AEROPORTO DA ILHA DO SAL – Ilha do Sal – Há poucos anos, quando aqui esteve a Missão do Instituto de Medicina Tropical a Cabo Verde, chefiada pelo sr. dr. Manuel Torquato Viana de Meira, conseguiu-se eliminar o mosquito e a mosca. O facto deu grande e natural satisfação aos habitantes desta ilha.
Agora volta de novo a afligir-nos a mosca. Além de serem incomodativas para todos, as moscas, aos milhares, dão um aspecto pouco acolhedor ao aeroporto do Sal – o seu director, sr. eng. Manuel Alexandrino, o poderia afirmar! – onde transitam passageiros de todas as nacionalidades e tripulações de aviões a caminho da Europa, América do Sul e América Central.
Ora sucede que se encontra presentemente em S. Vicente a Missão de Estudo e Combate da Malária em Cabo Verde, chefiada pelo sr. dr. Manuel Meira. Não seria possível que o Chefe desta Missão, a caminho de Lisboa dentro de algum tempo, viesse ao Sal para orientar a execução de uma desinfecção semelhante à que anteriormente fez?
Confiamos em que esta nossa razoável sugestão tenha eco junto da Direcção Geral da Aeronáutica Civil. E se assim suceder, estamos certos de que será muito facilitada no Instituto de Medicina Tropical pela boa vontade e valioso apoio do sr. professor dr. Francisco Cambournac, que já estudou e admiravelmente conhece esta pequena parcela do Império Português – M. de C.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

[4019] Para a história da saúde em Cabo Verde (1)

Arsénio de Pina
Enviou-nos o nosso amigo médico Arsénio de Pina um longo e importante texto sobre a história da saúde em Cabo Verde, da qual ele é, como sabemos, um dos mais significativos protagonistas. Dada a extensão do mesmo, não muito condicente com a filosofia dos blogues (que vivem de textos curtos e de muitas imagens), parti-lo-emos de acordo com a vontade do autor em vários capítulos, a publicar às quartas-feiras, enquanto houver material. Avisamos os leitores que se o conteúdo é de muito boa qualidade, a sua apresentação nem tanto, pois o autor perdeu os originais e o pdf que nos passou foi feito a partir de jpg, pelo que não é possível extrair o texto e vertê-lo de novo em word. Por isso, houve um difícil trabalho de "corte e costura" para o disponibilizar aos leitores. O diferente tamanho dos recortes resulta dessas dificuldades gráficas. Seja como for, aqui vai a primeira parte, com os agradecimentos ao AP que desejamos entre nós não só em textos como em comentários a outros posts que aqui vamos colocando dia após dia.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

[4018] As (antigas e cortadas) escadas da Capitania dos Portos / Torre de Belém (ver post 4012)

O Zeca Soares já nos deu explicações acertadas sobre este corte em post anterior. Mas fica de qualquer modo a pena com a desaparição das escadas primitivas do edifício. Nos verde anos, era matemático depois do jantar ir ali sentar-me a ouvir o meu rádio Philco de 9 transistores, ao mesmo tempo que olhava para o céu estrelado. Passava um ou outro pliça que ia para a staçom, passava um ou outro operário que ia para a Shell assegurar novo turno e às 9 horas, era a vez das mulheres que transportavam o esgoto aéreo para o caizim. Também por ali aparecia quase sempre o marinheiro de serviço nocturno que em vez de ficar isolado no pátio ou na caserna vinha dar dois dedos de conversa para a rua, comigo ou com pescadores que iam e vinham para ou do mar (o que às vezes resultava numa ida rápida ao botequim do Faustino ou da Luz para emborcar um groguim sabe).  De facto, era muito bom ficar sentado no calor da noite mindelense naqueles degraus que desapareceram para dar lugar a esqueléticas escadinhas. Afinal, eles foram também um pouco da minha vida...

A Capitania dos Portos, ainda com a escadaria original.
2010, visita de Cavaco Silva ao Mindelo, Foto Djibla

[4017] Memórias de Dona Tututa, cuja vida e obra vai ser evocada no Sal (ver post anterior)

[4016] Prepara-se homenagem à grande pianista e compositora mindelense Dona Tututa, no Sal


[4015] Enquanto se esbanja dinheiro em festivalecos sem interesse, falta... o que de facto interessa

Para quando, uma pista de tartan no Mindelo?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

[4011] Ainda a boa vida dos soldados portugueses no Sal, em 1962 (ver post 4009). Note-se que o militar que surge nestas fotos é o mesmo e também aparece nas outras duas

Por razões óbvias, "desidentificámos"  tanto as duas mnininha como o feliz cabo...

A lata de sardinhas ou de atum, aos pés do militar...

As lindas meias do militar e os ténis feitos chinelos...

[4010] Excerto de um texto (em papel) para o "Terra Nova", recuperado do digital "Liberal"


[4009] No Paraíso (ou quase...)

Era um sábado, 17 de Março de 1962. A guerra já começara em Angola mas na Guiné só teria início a 23 de Janeiro do ano seguinte e em Moçambique a 25 de Setembro de 1964. Em Pedra de Lume, no Sal, soldados portugueses divertiam-se numa banhoca com "base" num velho gasolina meio naufragado. Enfim, estavam (quase) no Paraíso...



[4008] No Mindelo e no Sal também se aperta o cerco aos caçubodis

[4007] No rescaldo do assalto na Praia a António Simões, ex-jogador do Benfica e da selecção de Portugal

Que o craque quer voltar a Cabo Verde logo que recuperado, já se disse. Que foi um assalto como os há em qualquer parte do mundo, também. E que os patifes caçubodis foram de imediato engavetados, aspas, aspas. Se assim acontecer sempre, ÓPTIMO!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

[4006] Um "catchôr" de estimação

Adriano Miranda Lima
O texto não tem a ver directamente com Cabo Verde. Mas como foi escrito por um mindelense (e que ainda por cima escreve bem que se farta), só por isso, passa a ter uma relação com a nossa ilha. Daí que ganhe lugar no Praia de Bote. Nem mais. E como o autor não mandou a foto do dog e como Pd'B tem sempre uma solução, até a foto de um catchôr mindelense nós arranjámos...

Cartografia dos Sentimentos

Nas vésperas do recente Natal, a minha filha mais velha, que vive no Algarve, viajava ao volante do seu automóvel para se juntar à família, em Tomar. Deslocando-se sozinha, trazia o Pepe, cão de raça Yorkshire Terrier, já com 13 anos de idade, deitado no banco do pendura. A poucos quilómetros de Grândola, ao fazer uma festinha na cabeça do animal, notou que ele não deu qualquer sinal de si. Receando o pior desfecho, ensaiou desesperadamente uma manobra de reanimação mas o cão não reagiu. Desviou-se para Grândola e foi à procura de um veterinário, que confirmou a morte do animal, atribuindo-a a um colapso cardíaco.

Escusado é pintar o quadro de consternação que se apoderou da dona do cão e da profunda tristeza da jovem sua filha quando, em Tomar, já antecipadamente reunida aos avós para o Natal, recebeu a notícia. É nestas alturas que se percebe o potencial de afectos que os animais domésticos representam para os humanos. Dão-se completamente e despertam em nós sentimentos tão sublimes que é caso para se interrogar se não serão mais genuínos e mais profundos do que os que regem normalmente as relações humanas. 

E por que será?

Foto Dina e José Dimas Sequeira. Catchôr de Mindelo (c. Ponta de João Ribeiro)
Talvez porque a natureza humana seja complexa demais para permitir sentimentos lineares e puros de uma forma estável e duradoura. É que entre o homem e o seu semelhante existe sempre uma conflitualidade latente mesmo que se cultivem relações amistosas ou cordiais. Porque estas são muitas vezes mais aparentes que reais, pois escondem os egoísmos, as questões de orgulho, as rivalidades disfarçadas e outras aflorações do carácter que o ser humano tem dificuldade em dominar. Diferentemente, os animais que o homem introduz no seu convívio, em especial o cão e o gato, proporcionam-lhe laços em que não há ambivalência nenhuma. O animal é de uma dedicação, estima e lealdade ao seu dono que não têm paralelo nas relações humanas, donde se pode dizer que a adopção de um animal doméstico funciona como uma compensação para os afectos que o homem sente recalcados em si próprio ou descrê que possa partilhar com a mesma autenticidade com o seu semelhante.  Por isso é que em muitos casos a relação entre o homem e o animal funciona como uma terapia psicológica. 

Contudo, a tradição filosófica ocidental não estará inclinada a caucionar essa constatação ao separar cartesianamente o ser racional da natureza que lhe é exterior. De facto, para considerar os animais possuidores de sentimentos seria necessário conferir-lhes dignidade, o que equivaleria a opor-se a Kant quando, na sua Fundamentação Metafísica dos Costumes, os classifica como “coisas”, diferenciando-os dos seres humanos, que são “pessoas”. Ou contrariar o racionalista Descartes, que na sua obra Discurso do Método alerta que, “após o erro dos que negam Deus, não há outro que mais afaste os espíritos fracos do caminho recto da virtude que imaginar que a alma dos animais é da mesma natureza que a nossa”. O problema é que a visão antropocêntrica do mundo advém do protagonismo desse mesmo homem que pensa e raciocina e no entanto não se liberta da complexa teia das suas contradições e dos seus conflitos interiores. Esse mesmo ser racional que é capaz de aniquilar sem piedade o seu semelhante e destruir irresponsavelmente o ambiente natural. Porém, abre-se uma janela de arejamento quando os filósofos Theodor W. Adorno e Max Horkeimer postulam uma reforma da razão para a libertar do que a tornou um instrumento de dominação tanto da natureza como do próprio homem e sua racionalidade. A prova de que não é assim tão líquida a separação entre a cultura e a natureza está, por exemplo, no campo da criatividade literária, em que os animais são personagens que representam as comédias e os dramas da vida humana.  

O Pepe era igual aos da sua raça, nem mais nem menos. Um cão manso, cordial e amistoso mesmo com estranhos, mas que fazia um alarido sempre que sentia a presença de alguém nas escadas ou no elevador do seu prédio. De igual modo, sinalizava a chegada da sua dona ou de pessoas de família, mesmo que estivessem ainda longe do seu alcance visual. À hora das refeições, sentava-se ao pé da mesa a olhar para as pessoas fitando-as, e por vezes empoleirava-se nas pernas apoiando as patinhas nas cadeiras dos donos, como se esperasse por algo apetecível. Apreciava o seu passeio e dava sinal, com pequenos latidos, quando achava que a hora nunca mais chegava. Desafiava as pessoas para a brincadeira correndo atrás da bola que lhe pertencia. Deliciava-se a destroçar uma garrafa de plástico enquanto ia emitindo grunhidos, excitado com o estardalhaço que ia produzindo. Mesmo a dormir, parecia atento aos movimentos, e se alguém se preparava para sair de casa, desaparecia-lhe subitamente a sonolência. E se via então a sua trela na mão dos donos, entrava em grande frenesim, latindo e correndo até à porta, na antevisão de um passeio no exterior. Gostava de saltar para cima dos sofás e se lhe fosse permitido era o seu leito preferido. Era um cãozinho carinhoso, só lhe faltando falar, como é hábito dizer-se dos cães. Mas nos últimos tempos notou-se claramente que foi perdendo vitalidade, passando mais tempo a dormir.

Fomos enterrar o Pepe no regaço da mãe-natureza, em local isolado, ao lado de um sobreiro. Estava um dia luminoso e os pássaros quebravam o silêncio com o seu chilreio à volta, como se incorporassem um concerto musical dedicado ao fim de um ciclo. É nestas alturas que sentimos um foco redentor para onde afluem todas as retrospectivas, ao mesmo tempo que nos perpassa a sensação de que todos os seres do mundo sensível são possuidores da mesma pulsão vital que é o limiar das capacidades sensoriais e da inteligência racional. É o que nos faz crer que todas as criaturas são iguais na aventura universal.

Tomar, 30 de Dezembro de 2018
Adriano Miranda Lima

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

[4005] Cesária Évora "Traz d'horizonte" (ver e ouvir as duas versões anteriores, de Fantcha e Titina)

[4004] Fantcha "Traz d' horizonte" (ver e ouvir o post seguinte e o anterior)

[4003] Titina "Tráz d'horizonte" (ver e ouvir os dois posts seguintes)


[4002] O dono do Pd'B ficou manhente, lá isso ficou. O príncipe de Tours é cá um sortudo!... Estar com a diva, grande momento.

Queremos saber pormenores sobre este encontro, sobretudo onde se deu.

O dono do Pd'B viu um espectáculo de Cize no Coliseu, em Lisboa, mas nunca esteve perto da diva. No entanto, o pintor e escultor Espiga Pinto, também natural de Vila Viçosa (falecido em 2014, três anos após a morte de Cize), teve esse privilégio em Paris. E no espólio da cantora deve estar este desenho feito por ele. Esperemos que sim...

[4001] Zeca Soares, nosso correspondente no Mindelo, nunca falha no dia 1 de Janeiro!...

A Banda Municipal de São Vicente persiste em cumprir a velhíssia e altamente saborosa tradição de dar as Boas Festas de Ano Novo ao povo do Mindelo, no 1.º de Janeiro. É pena não o fazer com a farda vestida, o que daria mais classe ao evento mas seja como for é de felicitá-la pela continuidade desta saída pelas ruas da cidade. Um grande abraço também para o nosso correspondente Zeca Soares que nos mandou estas três fotos fresquinhas para nosso deleite. Um viva, portanto, à Banda Municipal, a todo o povo de São Vicente e do Mindelo e, claro, ao Zeca.

O Zeca também nos remeteu uma imagem do habitual cartão de Boas Festas da Banda. Pd'B compara-o com outro, nosso, 56 anos mais antigo, no qual se teve o cuidado de indicar a data - o que é sempre vantajoso, em termos históricos, como se percebe. Mas a verdade é que há um continuum que muito nos apraz registar e que mostra que o Mindelo continua... Mindelo e São Vicente continua... São Vicente.




2019

1963