sexta-feira, 26 de julho de 2019

[4278] Um museu cabo-verdiano em East Providence, Rhode Island, EUA



[4277] Condecorações do Dia de Portugal de 2019 em Cabo Verde

Passou em branco a notícia no Pd'B, dado que na altura estávamos sem computador. Fica agora, pois coisas destas devem sempre ser lembradas. Destacamos uma personalidade em particular, pela elementar justiça da distinção que lhe foi atribuída.

"Também a título póstumo, José Baptista de Sousa, que dá nome ao hospital de São Vicente, será contemplado com a Ordem do Mérito. Cidadão de nacionalidade portuguesa, foi um cirurgião do exército, com posto de coronel, e marcou a sociedade cabo-verdiana e são-vicentina em particular."


Foto in "Esquina do Tempo" de Manuel Brito-Semedo

[4276] Manuel Brito-Semedo, Teixeira de Sousa, Djunga e...

Ver AQUI mais uma excelente peça de B-S

[4275] De Alfândega a Centro Cultural de "nível internacional"



quarta-feira, 24 de julho de 2019

[4274] Cabo Verde em Lisboa

Ora cá está o segundo Sarau Cultural de dinamização da exposição “Vivências Cabo-Verdianas, do artista plástico António Firmino! 
Desta vez propomos a exibição do documentário “Eugénio Tavares, Coração Crioulo”, do cineasta, também ele cabo-verdiano, Júlio Silvão Tavares. Contará com a presença e comentários de António Firmino, autor da exposição e Marta Banasiak investigadora na área das literaturas africanas de língua portuguesa.

Programa:
19h – Exibição do documentário “Eugénio Tavares, Coração Crioulo”
20h – Comentários ao filme e debate
ENTRADA LIVRE

20h30 – Jantar Cabo-Verdiano - Contribuição solidária de 15 Interculturas. Mediante inscrição prévia por telefone (21 347 1886) ou email (info.crlcoop@gmail.com)
Cardápio: Mandioca assada, pudim de peixe e salada à crioula, goiabada com queijo de cabra, uma bebida e café.

A exposição“Vivências Cabo-Verdianas pode ser visitada até 16 de Agosto, de segunda a sexta-feira das 15h às 20h e aos sábados das 15h às 19h.

Sinopse do documentário:
Eugénio Tavares, o poeta que melhor soube expressar os sentimentos da alma cabo-verdiana, é a figura central do documentário Eugénio Tavares - Coração Crioulo, de Júlio Silvão Tavares. O filme foi rodado na Ilha Brava, terra natal do poeta, escritor, músico e jornalista, na Praia, e em Lisboa. É um elogio à maestria com que Eugénio Tavares explorou na música e na poesia a trilogia Ilha, Mar, Amor, três objetos inseparáveis do seu pensamento poético-literário.

Ano: 2010 | Gênero: Documentário | Duração: 52 min. | País: Cabo Verde.
Direção: Júlio Silvão | Co-produção: Júlio Silvão/Silvão Produção, Filmes/ Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP | Produzido com apoio do Programa DOCTV - CPLP

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[4273] Noites do Mindelo

[4272] Lançamento em Lisboa

[4271] Presidente da câmara de Roterdão convida no Mindelo cabo-verdianos na Holanda a serem “activos”

Ver AQUI

Escudo de armas de Roterdão

[4270] Já nem no estaleiro um barco (ou dois) está sossegado...

segunda-feira, 15 de julho de 2019

[4263] Um sopre de diazá!...

Era lá para o quinto mês de 1964, o soprador da foto fazia 11 anos e havia festa em sua casa, no Mindelo, com muita miudagem por ali aos saltos, como seria de esperar, embora na imagem (depois revelada na Foto Melo) só se veja o apagador e velas. 

Mais interessante será espiolhar o que está para além daquela janela por onde entra uma claridade (e se reflecte outra) de meio de tarde. A dita era a segunda a contar do plurim d'pêxe (ela e ele ainda hoje existem). Nessa terça-feira já tinha cessado o barulho ensurdecedor das latas de água que as mulheres costumavam encher durante toda a manhã na Ferro & Cia. que ficava do outro lado da rua. Também cessara o ruído das vozes de outras que vendiam peixe e hortaliça na esquina da companhia e na oposta, junto ao botequim do Faustino, hoje de Boca de Tubarão. 

Talvez por ali estivesse a passar algum pliça a caminho da staçom, talvez estivesse a regressar algum operário das instalações da Shell, em fim de jornada de trabalho... Certamente, algum peixe estaria já a chegar do mar, para as vendas do dia seguinte... Mas ainda não o esgoto aéreo que só começava por volta das 9 horas...

Ó que tempos, ó que tempos!...

Foto de 1999. Lá está a janela, junto à qual passa um homem com um saco branco na mão.

terça-feira, 9 de julho de 2019

[4256] Uma raridade! Eugénio Tavares num jornal de Honolulu em língua portuguesa. Mas há algo que escape ao Pd'B?

A República fazia quatro anos, estava-se no início da Grande Guerra e percebe-se de que lado das trincheiras o poeta está...

[4255] Uma Carta de Ronald Reagan a Aristides Pereira, acerca da oferta do "Ernestina" aos EUA

A carta está na Presidential Library and Museum Ronald Reagan em Simi Valley, California, EUA e Pd'B deu com ela. Aqui fica, portanto...

Letter to President Aristides Pereira of Cape Verde on United States Acceptance of the Gift of the Schooner Ernestina
August 31, 1982

Dear Mr. President:

The gift of the schooner "Ernestina,'' restored so carefully by your Government and the ship's many friends, is deeply appreciated. Its presence in New England will be a reminder of the seafaring traditions and special ties that our peoples share.

On behalf of my fellow Americans, to whom you have so thoughtfully given the ``Ernestina,'' let me thank you for an enduring symbol of private endeavor and of effective cooperation between our governments.

As you thoughtfully suggest, let it also be an example for larger cooperation and understanding among the peoples of the world.

Sincerely,

Ronald Reagan

[His Excellency Aristides Pereira, President of the Republic of Cape Verde, Praia]

Note: The Ernestina, which carried thousands of Cape Verdians to the United States as immigrants in the early part of this century, was purchased and rehabilitated by the Cape Verde Government with help from private U.S. citizens of Cape Verde descent. It was being sailed to Providence, R.I., and New Bedford, Mass., for presentation to the United States.


[4254] Madonna e Cabo Verde


[4253] Cabo Verde a dar cartas na Europa com o seu novo Centro Cultural em Lisboa. Nem mais!...


sábado, 6 de julho de 2019

[4250] Mindelo e São Vicente lutam pelo que são os seus direitos

[4249] Um stóra prop d'Mindel... de Rua de Lisboa e de Pracinha d'Igreja...

Do livro "Coisas do Djunga!...", de Arsénio D. Fermino de Pina (ed. do autor, Mindelo, 2002) por ele gentilmente oferecido ao Pd'B.

Esses intermediários!...

Tchuna, à porta do seu café, em 1999
Um desses chamados carenciados, com a pele da barriga colada às costas, que passam por tremendas dificuldades existenciais e períodos de alienação mental com manifestação precoce de pelagra (= fome), percorria a Rua de Lisboa ajoelhando-se da cada cinco passadas, com o olhar fixo para o Céu e as mãos juntas em sinal de prece, rogando em alta voz a Nosso Senhor, uma nota de quinhentos escudos de que estava muito necessitado.

Chegado ao passeio do Café Royal, repetiu o pedido; o Tchuna, que estava à porta, comentou: “Mais um que se avariou neste chão de Soncente.”

Igreja de N.ª Sr.ª da Luz
Dobrou a esquina da rua da Foto Djibla, que percorreu sempre na mesma cantilena e em genuflexão: “Oh Nosso Senhor Jesus Cristo, dê-me uma notinha de quinhentos escudos porque estou muito necessitado e que me fazia grande jeito.” Na Pracinha da Igreja, o mesmo estribilho, de joelhos, o olhar fixo e as mãos juntas dirigidas para o Céu. E ninguém se compadecia do desgraçado!

Chegado ao adro da igreja matriz, resolveu entrar, indo ajoelhar-se mesmo junto do altar-mor, fitando Jesus na cruz: “Oh Nosso Senhor Jesus Cristo, dê-me uma notinha de quinhentos escudos que estou mesmo muito necessitado.”

Encontrava-se a aparamentar o altar um padre que se condoeu do pobre cristão, ficando impressionado com tamanha fé. Ao cabo e algum tempo de ouvir essa ladainha, o padre, ao sair, passando por tras do desgraçado, meteu-lhe, discretamente, uma nota no bolso da camisa.

O nosso cristão viu, pelo rabo do olho, que era uma nota de duzentos escudos e continuou: “Oh Nosso Senhor Jesus Cristo, se quiser dar-me alguma coisa, dê-me nas minhas próprias mãos porque este padre já me ficou com trezentos paus.”

quarta-feira, 3 de julho de 2019

[4242] Portugal e Cabo Verde: "Por sombras me dei à luz" - Fábia Rebordão (prima de Amália) e Lura

[4241] Assim foi!

[4240] São Vicente, água, Luxemburgo

[4239] Yessssssssssssssssssssss, São Vicente também é Cabo Verde

[4238] Os 23 sobreviventes do "Shakespeare" no Sal, em Janeiro de 1941



[4237] Novo livro de José Luís Hopffer Almada sai em Lisboa

CONVITE

No âmbito da realização da sua Semana de Arte Integrada, a Associação Caboverdeana de Lisboa (ACV) e a Sociedade Cabo-Verdiana de Autores (SOCA) têm a honra e o prazer de o (a) convidar a participar na apresentação pública do livro GERMINAÇÕES E OUTRAS RESTITUIÇÕES DE MARÇO, de JOSÉ LUÍS HOPFFER C. ALMADA (SOCA-Edições), a ter lugar a partir das 18h30 do próximo dia 4 de Julho (quinta-feira), nas instalações da ACV, sitas na Rua Duque de Palmela, nº 2, oitavo andar, ao Marquês de Pombal.

A apresentação do livro estará a cargo do escritor Adolfo Maria e dos Doutores Hans-Peter (Lonha) Heilmair, Anabela Almeida e Maria Raquel Álvares e será abrilhantada com uma sessão musical com George Tavares, Txunin de Fusão, Carla Correia, Heloísa Monteiro e Tonecas Lima e declamação de poesia baseada na obra a ser apresentada.  

No final, será servido um beberete.

Saudações cordiais

terça-feira, 2 de julho de 2019

[4236] O poilão da Boa Entrada, ilha de Santiago

Em foto de postal ilustrado do Dr. Pitt Reitmaier e edição de Lucete Fortes (Mindelo), o poilão da Boa Entrada Ver AQUI também



terça-feira, 11 de junho de 2019

[4234] Arsénio de Pina escreve sobre Nhô Djunga, João Cleofas Martins (1901-1970)

Praia de Bote está com dificuldade de edição, por se encontrar em processo de mudança de computador,  coisa que se resolverá em breves dias. Entretanto, aqui fica um trabalho nosso amigo Arsénio de Pina sobre uma das mais fascinantes figuras do Mindelo do século XX.
 
Nhô Djunga, in blogue "Esquina do Tempo"
Arsénio de Pina
Há anos seguidos que venho escrevinhando para os nossos jornais, publicando livros, com assuntos que presumo de interesse para a informação dos que ainda conservam o hábito da leitura e não perderam a faculdade da oponibilidade do polegar aos outros dedos, de propostas e críticas pertinentes da minha experiência e saber profissional, e ninguém tâ cdi. Como me parece que a maioria das pessoas das nossas bandas passou a apreciar mais a paródia, festas, fenhengas e festivais para apaziguar os ânimos eventualmente exaltados e as agruras da vida arquipelágica, irei fazer uma pausa no tratamento de assuntos sérios de interesse geral para me entreter e comungar com os leitores de “Praia de Bote”, com outros temas de índole jocosa, já que, como se costuma dizer, rir é o melhor remédio, e há que melhorar o animus e a qualidade de vida do ilhéu. Apresentarei também algumas peças de “Coisas do Djunga!...” retiradas do livro com o mesmo nome do nosso filósofo do povo, como lhe chamou o Mestre Roque Gonçalves, uma homenagem minha ao Djunga Fotógrafo, hipocorístico de João Cleofas Martins, que veiculou o seu pensamento, críticas fulgurantes e pertinentes encobertas da censura oficial com o manto diáfano do humor através de programas radiofónicos da Rádio Barlavento que deliciavam os ouvintes. As quatro primeiras anedotas não têm nada a ver com Djunga Fotógrafo.
Como os mais jovens pouco sabem do Djunga, talvez não seja descabido que diga que as peças do Djunga Roupa de Pipi e Bom SensoQuel radiô de Praça NovaQuel degrau de scada e tantas outras eram escutadas com enorme interesse pelo povo humilde, bem como por gente graúda e autoridades. Estas não se apercebiam do fundo das críticas e nem se sentiam visadas tal a habilidade do artista na sua sátira parodiante metafórica. Nem mesmo a Censura Colonial e a temível polícia política PIDE intervinham, completamente dominados pelo fascínio do humor, não se apercebendo (talvez apercebendo-se, mas tardiamente, quando a fama do homem já era tamanha que a sua prisão levaria o povo mindelense a manifestar-se) das críticas contundentes e mensagens subversivas veiculadas matreiramente dessa guisa. A pertinência e profundidade das suas reflexões, a sua coragem e a antevisão de acontecimentos ligados ao chamado ultramar português deixam-nos pasmados, sendo lícito atribuir-lhe uma inteligência fora de série.

1 - Discurso de casamento
O nosso grande vate Eugénio Tavares era tratado, na intimidade, na sua ilha Brava, por Tatá. Contou-nos o meu pai, que era cúmplice e amigo íntimo do poeta, na década de vinte do século passado, na Brava, que um compadre pediu ao poeta um discurso bonito a proferir numa cerimónia de casamento em que era padrinho. O poeta lá lhe compôs um discurso adequado á ocasião e à cultura minguada do amigo. Este, ambicionando prosa dilatada, pomposa e mais sentimental, agradeceu ao poeta, mas confessando-lhe: Nhô Tatá, discurso sta bonito, ma ´m creba um cusa que saí más dento de mi. Claro que Eugénio Tavares não apreciou o pedido do amigo, por ter tido muito trabalho para elaborar uma prosa adaptada ao nível cultural dele, e, então, aconselhou-o: di dento di bó …, bá la, bô da um renca de pede; discurso sta feto.