segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

[0308] "Capitania - Romance de S. Vicente de Cabo Verde", ainda anda por aí...

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Já tenho encontrado este meu único romance cabo-verdiano nos sítios mais inesperados da Internet. Na Biblioteca do Paraíso (!) da Universidade Católica do Porto, na Biblioteca João Paulo II da Universidade Católica de Lisboa, na Biblioteca Municipal Lídia Jorge da Câmara Municipal de Albufeira, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, obviamente na Biblioteca Nacional de Lisboa, na New York Public Library (!!!), à venda em sebos brasileiros, em alfarrabistas portugueses, enfim, um pouco por todo o lado – talvez mais do que a modesta obrinha de principiante ficcionista de facto mereça – para não falar noutro local também óbvio, a Biblioteca Nacional de Cabo Verde.

Ontem mesmo, fui dar com ele à venda no sítio www.leiloes.net E como sempre, fui investigar a coisa. Qual não foi o meu espanto quando vi que para influenciar possíveis compradores, se aliciava os mesmos com a frase: “C/ dedicatória do autor”. E para culminar, lá estava ela própria fotografada, a dita dedicatória à vista do mundo…

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Reconhecida a pessoa a quem o livro era dedicado, a minha antiga amiga e poetisa popular Ada Tavares, pensei de imediato que alguma coisa lhe teria acontecido, pois não a via a vender um livro meu (ainda por cima autografado), ela que já fora amiga de minha mãe, ambas correligionárias de poesias e associações de poetas, com livros pessoais também trocados entre si. E que comigo fora membro de júri em prémios literários durante vários anos, em associação de que ambos fazíamos parte em simpática camaradagem que meteu também gente como Galopim de Carvalho, Urbano Tavares Rodrigues, Francisco Moita Flores e até o cantor Vitorino.

Hoje de manhã vim a saber através de amigo comum – que também só ontem teve conhecimento do desenlace – que ela faleceu recentemente, como desde início suspeitei. As pessoas morrem, as famílias desmancham as suas casas, conservam alguns trastes, vendem outros e assim se apagam as vidas. Não tanto no caso da Ada que deixou obra assaz interessante e assim, através dela se perpetuará.

Quanto ao livro que alguém vendeu, já dei ordem de compra (quase ao mesmo preço de capa de há 10 anos, ligeiramente mais baixo) e hei-de oferecê-lo reautografado a alguém… que não o venda...

9 comentários:

  1. Isto hoje, em termos de maquinaria anda mau...

    Entrou um comentário que foi inadvertidamente apagado, pediu-se ao autor para o colocar de novo e de novo foi apagado. Neste sentido, o administrador repõe a verdade e reme-te à imobilidade, para não acontecer de novo a coisa maléfica.

    COMENTÁRIO DE ZITO AZEVEDO:
    "Candidato-me!"

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  2. Eu também, Zito !!!

    O volume autografado "Capitania" foi posto à venda porque a dona faleceu mas sucedem-se outras coisas. Emprestei a alguém 12 volumes (alguns deles autografados por autores jà falecidos) e pouco tempo depois a pessoa me procurou, constrangida, porque o cônjuge os fizera "desaparecer". Sem mais justificação.
    Pocp depois vim a saber, por vias travessas, que o pecador sofria da doença de Alzheimer. Fiquei sem livros e ele ficou perdoado.
    Mas tenho o livro do "mnine de Ponta de Praia" que me foi oferecido pela filha de um amigo - Belinha Marques.

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  3. M' PEDIL PRIMÊR, VAL...:)~
    Cuidado com a borracha, ó amigo Djak...:)

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    1. Nossa, mas a prioridade deve ser dada a um novel amigo que não tem um exemplar porque não teve acesso a ele na altura, EU :-)

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    2. E desde quando é que ser novel é um posto! Alem disso eu sou o mais velho e, portanto, merecedor do maior respeitinho, quase veneração, sendo, portanto, mindelense há mais tempo com direito a todos os direitos concedidos pelo direito consuetudinário e outros direitos afins...Disse! :)

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  4. Estou bem arranjado! Como é que vou descalçar esta bota?

    Braça preocupada,
    Djack

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    1. Peço o apoio do Valdemar Pereira em nome da vizinhança da Chã de Cemitério e espero que me meta uma cunha :-)

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    2. Esqueça estes "oportunistas" e ofereça o livro a quem estime de verdade, independentemente destas "criancices" de gente crescida que só se mete nestes assados por amizade e companheirismo...
      Um forte abraço,
      Zito

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  5. Vamos aguardar o desfecho deste processo. Eu, felizmente, fui presenteado com um exemplar gentilmente oferecido pelo autor, pouco tempo depois da afortunada data em que nos conhecemos. A ocasião para a oferta proporcionou-se num almoço de homenagem ao nosso saudoso Dr. Teixeira de Sousa.

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