sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

[0318] Quando Portugal bateu o pé à Alemanha... também no Mindelo

Em 23 de Fevereiro de 1916, Portugal ordenou o confisco de todos os barcos alemães fundeados ou atracados em portos nacionais. Esse foi um dos factos que acelerou a declaração de guerra da Alemanha a Portugal em 9 de Março desse ano, o que acabou por redundar na morte de milhares de soldados da lusitana nação na Flandres. Consequências...

Mas e no Mindelo? Ali, a ordem também foi aplicada, obviamente, e redundou no apresamento de oito vapores germânicos. Isso o diz o Brandon Daily Sun (Manitobia, Canadá), de 25 de Fevereiro, na sua primeira página. Tudo feitinho a 24, apenas um dia depois de seguir a mensagem de Lisboa. Grande reboliço terá havido na Praia de Bote e no cais da Alfândega. Outros tempos...

2 comentários:

  1. Bem, calculo que tenham sido navios comerciais, pois sendo de guerra não sei como se cumpriria a ordem caso os respectivos comandantes alemães tivessem resistido ao apresamento.

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    1. Sim, parece que eram navios mercantes. Se na altura tínhamos algum vaso de guerra estacionado no Porto Grande e se entre estes houvesse um ou mais similares, decerto teria havido luta. A haver barcos militares do Kaiser, os boches não se deixariam aprisionar sem combate. Aliás, na notícia diz-se que a ordem de apresamento foi dada apenas por oficiais do governo português, talvez o Capitão dos Portos, acompanhado de algum capitão ou major do Exército e não por barcos de guerra nacionais.

      Um dos barcos alemães apresados por Portugal em 1916 foi o antigo "Rickmer Rickmers", já então rebaptizado como "Max" que então se encontrava na Horta, Açores, a pedido dos ingleses que o utilizaram durante o resto da guerra sob o nome de "Flores". Depois entregaram-no a Portugal, como reparação de guerra e passou a estar ao serviço da Armada com o nome de "Sagres", o segundo desse título (já existira uma corveta com o nome de "Sagres"). Nesta segunda "Sagres" (a actual é a III), prestou serviço durante 14 anos o pai do autor do PRAIA DE BOTE e um dos últimos patrões-mores de São Vicente.

      Braça a cheirar a cordas e velas,
      Djack

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