terça-feira, 2 de julho de 2013

[0493] Holanda financia terminal de cruzeiros em São Vicente

Porto Grande aproxima-se ainda mais das grandes cidades portuárias turísticas

A Holanda e Cabo Verde assinaram um acordo de financiamento do estudo para a construção de um terminal de cruzeiros no Mindelo, na ilha cabo-verdiana de São Vicente, que deverá estar operacional em agosto de 2015.

O custo global do projeto está orçado em 35 milhões de euros, mas, para a fase do estudo de viabilidade económica e financeira, a cooperação holandesa vai desbloquear 12 milhões de euros através da empresa ORIO, que construiu idênticas infraestruturas em diversas ilhas das Caraíbas e em Chipre.  

O acordo, rubricado na sede do Ministério das Relações Exteriores de Cabo Verde, na Cidade da Praia, foi assinado pelo chefe da diplomacia cabo-verdiana, Jorge Borges, e pelo embaixador da Holanda no arquipélago, Pieter Jan Zwaan, com residência em Dacar.  

A verba para a segunda fase deverá, segundo o diplomata holandês, ser discutida ainda esta semana durante uma visita de trabalho do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, à Holanda, país com quem Cabo Verde tem relações diplomáticas desde a independência, em 1975. 

Na visita, segundo Jan Zwaan, o chefe do executivo cabo-verdiano irá encontrar-se com o seu homólogo holandês, Mark Rutte, e com vários empresários locais.  

Oficialmente, o Gabinete de Imprensa de José Maria Neves indicou que a visita à Holanda destinava-se a celebrar o 38.º aniversário da Independência de Cabo Verde (5 de julho de 1975) com a comunidade cabo-verdiana residente no país europeu.  

Segundo Adriano Soares, administrador da empresa nacional de portos (Enapor), presente na cerimónia, só o Porto Grande (Mindelo) recebeu, em 2011, 37 navios de cruzeiro, número que, no ano seguinte, subiu para 42.

Dinheiro Digital com Lusa

6 comentários:

  1. Oxalá que à sociedade civil sejam dadas possibilidxades e incentivos para criar na cidade e na ilha pontos e eventos de interesse para os milhares de passageiros que o em preendimento ora a projectar irá, decerto, carrear para o Porto Grande...É dos livros: os passageiros de cruzeiro só vão a terra se lhes derem motivos para tanto e, quantos mais descerem as escadas de portaló, mais dividas ficarão em terra...
    Braça com esperança
    Zito

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  2. Em nome do Zito, fica a correcção de uma gralha: em vez de "dívidas", obviamente era "divisas". O que não quer dizer que não fiquem em terra algumas dívidas, ahahahaha, pois há turistas caloteiros em todo o lado.

    Braça desgralhada,
    Djack

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    1. Obrigado ao Djack pela emenda...De qualquer forma, no entanto, se os futuro turistas se converterem numa fonte de oroventos significativa, ficará em terra a "dívida de gratidão" pelas visitas...Claro que não isto que eu quiz dizer no dia 2, só me ocorreu depois da oportuna rectificação...
      Mantenhas
      Zito

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  3. "Ver para crer" - Vou aguardar com ansiedade que isto aconteça na Ilha do Porto Grande e que não seja desviado na ùltima hora por conveniência.
    Braça e desejo de paciência
    V/

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  4. Será muito promissor para a nossa ilha que tudo isso se concretize. Mas, como diz o Zito, é preciso criar em terra mais atractivos para os turistas poderem abrir os cordões às bolsas. Neste aspecto, há muito por fazer.
    Quanto a caloteiros, ou, neste caso, "arrebatadores", lembro-me de, em 1961, estar atracado no cais um grande vaso de guerra britânico. No cais estavam rapazes com objectos de artesanato local, nomeadamente navios e outros objectos feitos de chifre, contas e outras coisinhas mais. A certa altura, abriu-se no costado do navio de guerra uma das vigias (aberturas redondas), apareceu a cabeça de um marinheiro que pediu a um vendedor mais próximo que lhe passasse um dos objectos de artesanato para pode ver melhor. O vendedor, todo confiante, acedeu ao pedido. A vigia fechou-se e não voltou a abrir-se. Em vão o "boice" vendedor proferiu em voz alta expressões como "son of a bitch", queixando-se mesmo a um graduado que estava na ponte. Este abriu os braços e deu a entender que não era possível "catchir" o malandro do marinheiro. E o naviozinho de chifre de boi lá rumou ao mar oceano em demanda da terralonge.

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  5. Agora, o reverso da medalha: algures por 60 e poucos, estava o navio hidrográfico "Almeida Carvalho" atracado ao cais acostável, no Porto Grande. Tarde de calor intenso, escotilhas abertas de par em par, tudo dormindo, quase ninguém no molhe. Excepto... um malandrim que, num descuido do marinheiro de vigia, meteu uma vara através de uma das escotilhas, onde reluzia o dólman branco de um oficial. Vê-lo e tirá-lo, roubar a carteira ao seu possuidor e voltar a colocar o dólman no sítio, foi obra de momentos. Final da história: o casaco era do médico de bordo e o patife foi caçado. Como, já não me lembro, nem se o dinheiro foi recuperado.

    Braça com rapidez fulminante,
    Djack

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