sexta-feira, 18 de outubro de 2013

[0600] Já só faltam 400 para 1000 e 9400 para 10000... (hum, grandes contas...)

Pensei em comemorar o post 600 com mais um texto meu - desta feita, longo historial  sobre o navio "Coriolanus", famosa barca  da carreira de Cabo Verde - já publicado no jornal "Terra Nova" e antes no "Esquina do Tempo", como é habitual. Mas acabei por me decidir por mais duas fotos do meu amigo José Carlos Marques, fresquinhas, com o Mindelo visto de longe ou à noite que são as actuais maneiras de olharmos para a nossa amada cidade sem chorarmos pelas malfeitorias que lhe andam a fazer... No post 601 falarei então longamente do "Coriolanus" que tem muito que contar.

E um grande abraço a todos aqueles que de uma maneira ou de outra me acompanharam nesta caminhada "sabim" e já seiscentista...

Foto José Carlos Marques - Setembro.2013

Foto José Carlos Marques - Setembro.2013

12 comentários:

  1. Sem palavras, simplesmente lindo. Parabéns ao José Calos Marques por estes 'nice shots' da nossa linda cidade

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  2. O meu aceno de muita simpatia pelo 600º post, a que outros milhares, decerto se juntarão nos anos vindouros...Espero poder continuar a contá-los até, pelo menos, ao ano 1034, que é o meu horizonte de vida!
    As fotos são óptimas e desde já anuncio que vou adoptar uma delas para o meu "arroz"...
    LONG LIFE...
    Zito

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  3. O José Carlos deu-me carta branca. Claro que indico sempre a origem, como é da praxe. E como o Arroz é da casa, a carta branca estende-se não só a ele como ao Atum. Quanto a essa do horizonte, o meu é muito mais lato, para aí até 2100, quando em S. Vicente houver hectares e hectares de roseirais e mangais e a água brotar das rochas do Monte Cara até às muitas barragens que na altura salpicarão a paisagem.

    Braça com futuro,
    Djack

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  4. Qual quê, Zito, temos de dilatar mais um bocado esses horizontes, talvez indo atrás do bote da Capitania em que o Djack vai ao leme. Já agora, há uns 2 meses, estive com o meu tio Carlos Adriano Soulé e sua esposa Maria Josefina (Fininha), e disseram-me que se encontraram contigo num sítio qualquer em Lisboa, creio que numa festa ou confraternização. O meu tio, que o é pelo lado materno, julgo que foi secretário na Rádio Clube por volta de 1960 ou 61.
    Realmente estas fotos estão mesmo "nice".

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  5. Amigos
    Eu elegia estas duas fotos que me parecem de uma grande qualidade técnica (embora não perceba muito desta arte) para postais do Mindelo ou senão da Praia de Bote. Na primeira foto a vista do Mindelo é 'a couper le soufle' (uma frase francesa que indica estado de estupefação ) enquanto que na segunda a gémea da Torre de Belém de Lisboa, a Torre de Praia de Bote do Mindelo, aparece majestosa soberba, tal um verdadeiro guardião da Praia de Bote. Em ambos os casos a 'prise de vue' o ‘nice shot’ foi bem conseguida e o zoom ficou excelente, a ponto de parecer ter sido tirado de um helicóptero. Se o autor ou o Saial autorizar estas fotos mereciam circular no facebook e na net.

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    1. Vou falar com o autor das fotos e depois direi o resultado das conversações.

      Até lá, então,
      Djack

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  6. Já passei por cá algumas vezes e fico sempre compungido. De saudade e de constrangimento por saber que ainda existe quem gostaria que isso tudo não existisse ou que desaparecesse. E os dias que passam vão apodrecendo estes sentimentos incomodativos que até impedem de prever os anos que faltam.
    Parabéns e obrigado ao fotógrafo

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  7. Imaginem um turismo de qualidade que valorizasse a cidade e as pessoas. É possível Mindelo voltar a ser capital da Cultura e do Turismo (não capital da Chungaria em que virou), mas para isso tem que se dar a vida à cidade. Quanto estive lá há um ano senti o quão a nossa cidade morreu. Da azáfama característica desta cidade só sobra uma longínqua lembrança. A vida nocturna com os seus pubs bares cafés ‘piano bares ‘desapareceu devido aos perigos a que incorre qualquer cidadão, mesmo ‘nu’ passear pela cidade a escassos metros da Praça Nova, mal a noite caia. Numa cidade como Mindelo mal se vê um polícia de ‘proximidade’ a fazer rondas a pé nas ruas. Lembrem-se que antigamente quase toda a cidade estava enquadrada por uma presença policial importante. Os tempos mudaram é claro não são saudades daquela polícia, mas o que se exige é que eles sejam próximos do cidadão no seu dia-a-dia ou sejam estejam presentem lá onde é necessário. Se não querem andar a pé podem patrulhar ou estacionarem os seus carros em zonas sensíveis. Mas nada disso se vê a não ser furtivos patrulhamentos ‘ninjas’ lembrem-se que os chamados ‘ninjas’ são corpos de intervenção especial para situações de emergência e não são polícia de ‘proximidade’ próximas dos cidadãos e das cidades.

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  8. Em todo o caso, os ninjas tiveram um bom efeito dissuasor para um certo tipo de comportamento marginal. Soube que a sua criação foi uma mera iniciativa do comandante da polícia de S. Vicente.

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  9. Efectivamente Adriano põem respeito, a sua acção foi muito benéfica. Mas se querem investimentos nacional e estrangeiro, turistas e segurança nas cidades ,têm que investir bastante num corpo de polícia de segurança pública moderno, profissionalizado bem treinado para esquadrilhar a cidade noite e dia, sobretudo o seu centro. Pois a situação de segurança em CV é calamitosa, crimes assassinatos , roubos são quotidianos e ninguém está ao abrigo, nem mesmo as altas personalidades (eu conheço casos gritante de uma pessoa importante vítimas de assalto a mão armada na Praia e de caçubodys). Ainda ontem li que um turista estrangeiro foi despojado dos seus bens em Santiago, ilha onde reina a insegurança absoluta. Mas aqui invariavelmente voltamos ao ponto do debate, estes problemas decorrem de políticas urbanas resultantes do centralismo.

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