quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

[0678] "Dois séculos de história de corsários na Ribeira Grande de Santiago", colaboração inédita de Nuno Rebocho - VEJA E COMENTE TEXTO ANTERIOR, DE ARSÉNIO DE PINA

Nuno Rebocho
Nuno Rebocho ofereceu ao Praia de Bote este seu texto inédito e muito recente, início de mais longo trabalho sobre a pirataria em Cabo Verde, nomeadamente na Cidade Velha, Ribeira Grande de Santiago, na ilha deste nome. O texto está também publicado no blogue CIDADE VELHA 1462. As imagens de corsários foram colocadas por Pd'B.


Na história da Cidade Velha, antiga Ribeira Grande (cidade da ilha de Santiago, Cabo Verde), registam-se pelo menos 18 ataques de corsários (ou piratas) de diferentes nacionalidades: franceses, ingleses, holandeses, turcos, mas também castelhanos (espanhóis) e portugueses.

O abrir destas “hostilidades”, justificadas pela importante riqueza acumulada na cidade de Santiago nos séculos XVI e XVII, coube aos castelhanos, que intentavam pressionar a coroa de Lisboa a entregar-lhes o arquipélago das Canárias: em 1475, atacaram a Ribeira Grande, aprisionando o seu primeiro capitão-donatário, António da Noli, levado para a Andaluzia.

Francis Drake
Os próprios portugueses não se coibiram de participar na sequência de pilhagens, a pretexto de um duvidoso irredentismo: em Janeiro de 1583, forças supostamente fiéis a D. António, Prior do Crato (que se reclamava herdeiro da coroa de Portugal e, como tal, a disputava a Filipe II de Castela), desembarcaram na ilha de Santiago e pilharam a Ribeira Grande – logo depois da ilha de Fogo, que ocuparam durante algum tempo. Do saque nada, ou quase nada, resultou em benefício do pretendente da coroa – os homens, comandados por Emanuel Serradas, apoderaram-se de quanto podiam.

É no período entre 1560 e 1585, no espaço de 25 anos, que se situam os mais insistentes ataques à cidade de Santiago – 7 ataques, perpetrados principalmente por franceses e ingleses, que sobretudo afrontavam o império hispânico, as também houve de turcos e holandeses. É nesse quadro que surgem as acções de Drake (El Draque, lhe chamavam os castelhanos). Em parte em consequência das sucessivas incursões corsárias – que portugueses e espanhóis chamavam de “piratas”, embora também por seu turno as cometessem contra os domínios das coroas francesa e britânica – a riqueza e importância da Ribeira Grande foram minguando. E por completo desaparecem em 1712, quando a velha cidade foi incendiada e arrasada por Cassard. Depois dessa data, a Ribeira Grande deixou de ter qualquer interesse para os corsários, pelo que praticamente deixou de ser um alvo.

Jacques Cassard
O que atraiu os corsários a Santiago foi o tráfico negreiro – a Ribeira Grande ficou ligada por esta via aos começos do negócio de escravos em Inglaterra, facto que em geral é silenciado pela púdica historiografia britânica, que procura minimizar o envolvimento inglês no tráfico de escravos. Para os corsários britânicos, o rapto de escravos era tão valioso como o saque do ouro que os atraiu aos mares das Índias Ocidentais. 

Os corsários, que recebiam dos seus soberanos a “carta” que os legitimava para o ataque e pilhagem de embarcações com bandeira de nações inimigas bem como para a devastação dos seus territórios, tinham espaço de manobra no próprio arquipélago de Cabo Verde, onde algumas ilhas estavam então quase desabitadas e desarmadas. Sobretudo nas ilhas do Maio e de S. Vicente encontravam eles “porto seguro”, onde fundear e fazer aguada e de onde partiam em “raides” sobre as restantes ilhas. Particularmente, no Maio, onde achavam o indispensável sal para a conserva de carnes e para a curtimenta, sobretudo os ingleses tiveram uma base corsária que fez desta ilha a “Tortuga” da costa africana. Ali ancoraram Drake, Lovell, Hawkins, Shirley, entre outros.

Anthony Sherley
Também consequência da acção corsária, jazem nos fundos marítimos centenas de naus, fragatas, corvetas, patachos e urcas, metidos a pique pelos flibusteiros, muitas vezes levando no bojo os escravos acorrentados que neles eram transportados.

A importância da ilha do Maio e a defensão de Ribeira Grande  

Estrategicamente, a ilha de Maio servia de base para a ação corsária. Chegaram a contar-se aí (há documentos históricos ilustrativos) 56 velas! Buscavam aguada em Maio, que dispunha de sal abundante (chegou a pensar-se em entulhar as suas salinas para dificultar o corso), madeirame e carne de reses deixada ao abandono – é essa a origem de uma iguaria gastronómica local típica, a txacina. 

A falta de proteção militar (o seu forte surgiu muito mais tarde) e a pouca população beneficiaram o corso, dando origem ao nome da sua principal localidade: Porto Inglês. A grande proximidade de Santiago em muito contribuía para fazer de Maio a retaguarda dos corsários (que S. Vicente e Sal também foram, mas em muito menor escala).

Jean Fleury
Foi no reinado de Filipe II de Espanha que se realizaram obras de defensão de Ribeira Grande: devido a estudos de Diego Flores de Valdez, importante arquiteto militar gaditano, avançou-se para a construção da imponente Fortaleza Real de S. Felipe, rodeada de um conjunto de fortins e baluartes, enquanto se implantavam facheiros (Monte Facho) para estabelecer um sistema de avisos luminosos (fogueiras) entre Maio-Praia-Cidade Velha-Fogo, sempre que necessário. Ao mesmo tempo, reorganizou-se por um sistema de milícias toda a defesa da ilha de Santiago – este complexo defensivo decaiu nos últimos 30 anos de poder filipino, em particular no reinado de Filipe IV de Espanha.

As defesas terrestres levaram que os corsários, agora ao alcance das colombinas e dos berços (peças de artilharia para o tempo muito avançadas e que obrigaram à utilização de bombardeiros italianos, considerados especialistas nesta artilharia), passassem da pilhagem de barcos feita nos portos para os ataques terrestres a fim de silenciar a Fortaleza. Os desembarques eram especialmente efetuados na Praia e em S. Martinho Grande (Cadjetona), percorrendo as hostes a pé a distância que mediava para Ribeira Grande. Mudou, portanto, a natureza das operações militares.

Ataques corsários a Cabo Verde


Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha)
Quando, em 1580, houve a união da coroa ibérica numa só cabeça (a de Filipe II de Espanha), os ataques corsários a Cabo Verde ganharam novo fôlego, já que a unificação ibérica legitimava os seus ataques, tanto mais que invocavam não se subordinarem ao Papado de Roma para, desse modo, porem em causa o Tratado de Tordesilhas - que então repartia o mundo “descoberto” por Portugal e Espanha, agora unificados. Se até então esses ataques eram esporádicos, a partir dessa data tornaram-se sistemáticos, obrigando o Reinado a profundas reformas militares e levando à decadência e destruição da que foi uma riquíssima metrópole, a Ribeira Grande de Santiago.

A ação dos corsários teve particular incidência nas águas de Cabo Verde nos sécs. XVI e XVII – muito mais do que se verificou nas Caraíbas (Tortuga) –, pois pelo arquipélago cabo-verdiano passava então o grande comércio que rumava tanto para as Américas, como para a Índia, a África e a Europa. Os barcos desse comércio transatlântico atraíam a cobiça e a guerra de corso: Cabo Verde era, por essa época, uma encruzilhada a ter bem presente.

Criou-se - despropositadamente - a fama das Caraíbas por influência do imaginário hollywoodesco, com a utilização de diversos recursos, como seja o cinema, a novela e a BD. Deste modo, aquilo que era historicamente falso, tornou-se uma “realidade” – exemplo de que uma mentira insistentemente repetida se converte em verdade (Karl Marx).

Um dos primeiros ataques, conduzido por Serradas, que até foi desencadeado pelos portugueses, partidários do Prior do Crato, que disputavam o trono de Portugal aos Filipes – em 1582. Houve uma aliança entre as pretensões do Prior do Crato (com base na Ilha Terceira, Açores) com os ingleses, inimigos dos Filipes, que - por intermédio de Francis Drake - atacaram as ilhas de Santiago e do Fogo. No entanto, Drake foi atraído para os mares de Cabo Verde por seu primo (um dos fundadores da frota que derrotou a espanhola “Invencível Armada”), Sir Charles Howard.

Foi a ação de corso, verdadeiro bloqueio dos principais portos insulares, que determinou grandes obras de defesa do arquipélago e levou (em grande medida) à sua decadência, a par da deterioração do comércio nas costas da Mina e da Malagueta e nos Rios da Guiné – desencadeada muito por conveniência dos “levantados” e dos chamados cristãos-novos. Ingleses, franceses, portugueses, holandeses, dinamarqueses e até turcos participaram muito ativamente nesta guerra de corso.

Cronologia dos ataques à Ribeira Grande

1475 – Ataque de uma frota castelhana (25 navios), comandada por Carlos Valera. A coroa de Castela tenta apoderar-se da ilha de Santiago. António da Noli é aprisionado e levado para a Andaluzia. O incidente acaba com a permuta entre as coroas de Portugal e de Castela dos arquipélagos de Cabo Verde e das Canárias.
1524 – Primeira acção conhecida de corsários franceses (Jean Florin, 1) em águas de Cabo Verde.
1542 – Corsários franceses atacam e pilham a cidade da Ribeira Grande.
1544 – Novo ataque de corsários franceses à cidade da Ribeira Grande.
1560 – Primeira acção conhecida de corsários ingleses (John Lovell, 2): Ribeira Grande assaltada e saqueada. No mesmo ano, outro corsário inglês, George Fenner, afronta a cidade de Santiago.
1562 – Outro corsário britânico, John Hawkins (3), ataca ao largo da Ribeira Grande.
1565 – Reaparece John Hawkins nas águas de Santiago.
1566 – John Lovell regressa aos mares do arquipélago.
1567 – Primeiro ataque de Francis Drake (4) em Cabo Verde.
1578 – Acções corsárias de Francis Drake, comandando então cinco navios, no início da sua viagem de circum-navegação à volta do Mundo.
1583 – Em Janeiro desse ano, partidários de D. António, o Prior do Crato, comandados por Emanuel Serradas (5), tomam e saqueiam a Ribeira Grande de Santiago.
1585 – Francis Drake, com uma força de cerca de 1000 homens, desembarca em S.Martinho, durante a noite percorre a distância que separa da Ribeira Grande, atacada na madrugada de 17 de Novembro. A população já abandonara a cidade e o saque não terá sido o que os corsários esperavam: por desforra, tudo rapinam, até os sinos das igrejas, e incendeiam Ribeira Grande.
1596 – Mais outro corsário britânico, Anthony Shirley (6), ataca a cidade de Santiago.
1598 – Primeira acção conhecida de corsários holandeses nas águas de Santiago, atacando e saqueando a Ribeira Grande.
1604 – Corsários franceses atacam de novo a Ribeira Grande.
1628 – Incursão de corsários holandeses na Ribeira Grande – são derrotados.
1673 – Corsários turcos atacam as imediações da Ribeira Grande e roubam gado.
1676 – Nova acção de corsários turcos.
1712 – A 5 de Maio, o corsário francês Jacques Cassard (7), comandando 12 navios, depois de desembarcar na Praia (na baía da Praia Negra) desfere violentíssimo ataque à Ribeira Grande que é totalmente arrasada, quase desaparecendo do mapa. Cassard ocupa uma boa parte da ilha, fugindo o bispo (D. Francisco de S. Agostinho) para o interior, Órgãos, de onde lidera a resistência e incentiva o contra-ataque. Temerosos, os corsários batem em retirada, levando tudo o que podem – até os sinos da sé e relíquias religiosas, mobiliário, tudo. O que não foi levado para bordo, foi incendiado, incluindo a riquíssima biblioteca do bispo.

Notas:

1 - Jean Fleury (ou Florin): corsário do porto de Dieppe, semeou o terror tanto nos mares das Caraíbas como de Cabo Verde: foi ele o primeiro marinheiro com carta de corso a atacar as armadas espanholas – em 1522 apoderou-se do tesouro de Guatimozin, que Cortés enviava do México para Espanha. Capturado pelos espanhóis, foi enforcado em 1527.

2 - John Lovell: armador e também corsário, foi proprietário de uma companhia cuja principal actividade se centrava no corso e suas pilhagens de navios e possessões espanholas. A sua acção estendeu-se de Cabo Verde à Venezuela, onde em 1567 atacou Margarita, em associação com um flibusteiro francês, Jean Bontemps. Em 1572, enquanto Bontemps era morto pelos espanhóis em Curaçao, Lovell atacava Rio de la Hacha.

3 - John Hawkins (ou Hawkyns): nascido em Plymoutth em 1532 de uma família muito próxima do trono britânico (o pai, William Hawkins, foi confidente de Henrique VIII e um dos seus principais comandantes da armada), foi primo segundo de Francis Drake. Construtor naval, mercador e navegador, Hawkins fez três viagens de corso – na primeira, em 1562/63, circulou pelas costas de África (da Serra Leoa a Cabo Verde) e pelas Caraíbas; na segunda, em 1564/65, voltou aos mares de Cabo Verde e devastou armadas espanholas nas Caraíbas e nas costas da Florida; na terceira, 1567/69, não há notícia de ter passado por Cabo Verde, centrando-se então pela América do Sul (principalmente em San Juan de Ulua). Nomeado Almirante pela Rainha Isabel I, foi ele o idealizador da táctica naval que destroçou a “Invencível Armada” espanhola em 1588. Foi Hawkins quem iniciou o tráfico de escravos negros em Inglaterra e também ele quem incentivou Drake a incursões nos mares africanos.

4 - Francis Drake: nascido em 1543 em Travistock, destacou-se na luta da coroa britânica contra a Espanha filipina, sobretudo nas campanhas de corso, e foi o mais célebre corsário inglês. Nomeado cavaleiro por Isabel I de Inglaterra, foi seu vice-almirante: navegador experiente, conduziu a segunda viagem de circum-navegação do Mundo, começada em 1578, precisamente com um ataque a Ribeira Grande. Com seu primo John Hawkins, esteve associado no tráfico negreiro em que se iniciou em 1567, numa viagem corsária por Cabo Verde e Guiné. No regresso, nomeado Mayor de Plymouth, parte daí em 1585 para uma nova campanha de corso contra Espanha, durante a qual, depois de incursões nas costas galegas e nas Canárias, atacou e incendiou Ribeira Grande. As acções de Drake associam-se então às do pretendente D. António à coroa portuguesa. Em 1588, foi um dos estrategos da derrota da Invencível Armada espanhola que procurava derrotar os ingleses. Faleceu em Portobelo, Panamá, em 1596, vítima de disenteria – o seu corpo foi lançado ao mar.

5 - Emanuel Serradas: pouco se conhece da sua vida, além da sua participação nas campanhas ao lado do Prior do Crato – foi um dos poucos portugueses que não foi comprado pelo ouro de Espanha. Terá acompanhado D. António, quando este criou nos Açores (ilha Terceira) uma bolsa de resistência ao domínio filipino – foi daí que Serradas partiu para o ataque às ilhas de Santiago e Fogo. Cavaleiro Hospitalário, terá combatido em Alcácer Kibir. Ignora-se se acompanhou D. António de Portugal para o exílio em França, depois que este foi derrotado por um desembarque castelhano nos Açores, comandado por Álvaro Banzano (ocorrido enquanto Serradas se encontrava em Cabo Verde, o que de certo modo explica o fracasso desta campanha, que de resto se confrontara com a oposição dos senhores da Ribeira Grande, que tomaram partido pelo Rei Filipe).

6 - Anthony Shirley (ou  Sherley): nascido em 1565, foi filho segundo de um nobre britânico (Sir Thomas Shirley) que as circunstâncias de herança atiraram para uma vida aventureira e de viajante, levando-o a combater em diferentes expedições (Países Baixos, Normandia, Navarra, Mediterrâneo) em busca de fortuna. Em 1596, conduziu uma campanha de pilhagens na costa ocidental africana, passando então pela Ribeira Grande, dirigindo-se depois para a América Central – aí, foi surpreendido pelo motim dos seus marinheiros, vendo-se compelido a regressar a Londres apenas com um único dos seus navios. Em 1605, passou para o serviço da coroa de Espanha, tendo sido nomeado almirante – depois de algumas campanhas desastrosas, foi destituído. Morreu em Madrid em 1635.

7 - Jacques Cassard, nascido em Nantes em 1679, destacou-se no corso contra os britânicos no Mar da Mancha. Como comandante, teve grande sucesso nas suas acções, tendo chegado a acumular grande fortuna. Todavia, caiu em desgraça junto da coroa francesa, tendo passado os seus últimos 24 anos na prisão, onde morreu em 1740, em Ham, na região de Somme.

6 comentários:

  1. Notável! Eu já tinha lido e ouvido uns zun-zuns sobre este assunto mas confesso-me maravilhado com o volume dos acontecimentos e a sua descrição, com corsários e outros que tais, que parecem arrancados às cenas dos muitos filmes que Hollywood forjou sobre
    quiméricas façanhas caribenhas. Parabéns ao distinto historiador... e ao PdeB...

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    1. O Pd'B tem é sorte de ter tão bons colaboradores. E Cabo Verde, afinal de contas é terra de prodígios - que aqui vão sendo desenterrados e comentados pelo paciente (e persistente) pessoal de serviço.

      Braça à pirata,
      Djack

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  2. Temos aqui um artigo muito bom sobre a história de Cabo Verde bem integrado numa perspectiva científica e com muitas novidades. Bem haja artigos deste calibre contributos e mais valia para a História.

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  3. Artigo bastante interessante que é este presente. Agora sei o que fizeram os malandros. Tinha em mente o que fez o Drake e, vagamente, os franceses.
    E se mandàssemos facturas à Rainha e ao Hollande? Podia-se assim reconstruir o Fortim.
    Braça de flibusta

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  4. Texto interessantíssimo, sem dúvida alguma. Eu ainda não o conhecia, pelo que foi a primeira vez que o li, embora soubesse que as nossas ilhas tenham sido alvo de visitas frequentes da pirataria que outrora assolava o Atlântico. Sempre vi o Errol Flynn, o John Payne, o Burt Lancaster, e outros mais, em andanças cinematográficas de pirataria sempre lá para os lados das Caraíbas. Dava mais jeito ao cinema americano por causa da relativa vizinhança, porque assim respiravam de mais perto o bafo da aventura. De resto, basta ver alguns programas televisivos americanos (canal História, Discovery, National Geographic) sobre História Universal para se constatar que eles privilegiam a História que lhes interessa, esquecendo que só a partir de 1776 começaram a existir para a História. E é incrível como praticamente suprimem o nome de Portugal quando tratam acontecimentos marítimos do antanho. É preciso ter muita lata!

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  5. Queria escrever: embora soubesse que as nossas ilhas "foram" alvo...

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