segunda-feira, 31 de março de 2014

[0805] Uli morna pa tude munde - Notícia enviada para o Pd'B pela Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau - Veja posts anteriores, sobre o comércio de São Vicente

Sodad, Festival d’ Morna, entra em cena

Sonoridades de um dos ritmos mais prestigiados a nível nacional vão ecoar em Praia Branca, no próximo sábado, dia 5: vários artistas estão confirmados na segunda edição do Sodad, Festival d’ Morna que este ano homenageia Santos Vieira, Toy Domingos e Fanguinha, os instrumentistas que acompanharam Armando Zeferino Soares na célebre morna “Sodad dnha terra Saninclau”.

A edição 2014 do Sodad, Festival d’ Morna, acontece já no próximo fim-de-semana, dias 4, 5 e 6, com uma programação que vai ser cumprida no Tarrafal e na comunidade de Praia Branca. Tal como em 2013, a edição deste ano visa celebrar a morna, isto numa altura em que o País trabalha uma candidatura deste género musical a património imaterial da humanidade. 

Nesta linha de ideia, a organização entendeu ser fundamental associar ao espetáculo musical uma conferência sobre a morna. Será conferencista, o Jornalista Carlos Filipe Gonçalves, em representação do Ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa, que devido à agenda do AME_CV não consegue vir ao Sodad. A moderar a conferência, um outro Jornalista: António Silva Roque, ele também amante deste género cabo-verdiano.

O Sodad, Festival d’ Morna que já vai para a sua segunda edição, presta homenagem aos instrumentistas que acompanharam Armando Zeferino Soares, na interpretação da célebre composição “Sodad dnha terra Saninclau”. São eles: Santos Vieira, Toy Domingos e Francisco Santiago (Fanguinha). 

O palco do espetáculo musical que acontece sábado dia 5, a partir das 20 horas, será montado no largo da Laja, em Praia Branca, enquanto a conferência sobre a morna terá por palco o auditório do Centro Cultural, com início aprazado para as 17 horas. No domingo, os artistas participantes desta segunda edição do Sodad, cumprem um programa de intercâmbio e confraternização com os familiares dos homenageados.

A organização deste evento é da Câmara Municipal do Tarrafal que também assume a sua produção. O Sodad tem um orçamento de 500 mil escudos. O patrocínio é assegurado pelas prestigiadas SOCOL - sedeada na ilha do Sal - e OLICAR – Boa Vista, e pela organização. O Ministério da Cultura, bem assim as Câmaras Municipais do Paúl, Sal, Boa Vista, Praia, São Domingos, Tarrafal de Santiago e Brava são parceiras na realização deste Sodad, e asseguram a presença de artistas dos seus Municípios no desfile de vozes em Praia Branca. A ilha de São Vicente, através da Câmara Municipal, é patrocinadora do som que vai garantir o festival.

As vozes desta edição são: Paúl, Djulay. Sal: Naiss d’ Socol, Maninho Almeida e Magui Spencer. Boa Vista: Zé Rui, Cypi e Gabriela Estrela. Praia: Nhelas Spencer. São Domingos: Raúl di Anu Nobu. Tarrafal de Santiago: Banda Tarrafal Tradicional e Brava: Olavo.

A prata da casa (São Nicolau) faz-se com vários exímios instrumentistas e interpretes: aos Crazy Brothers, originários da Praia Branca, juntam-se as vozes de Da Paz (Ribeira Prata), Leontina Fortes, João Eugénio (Ribeira Brava), e a mestria de Zé Cacai e Da Cruz, no violino. 

A banda suporte é assegurada por Catuco (violão), Júlio (cavaquinho), Beiri (teclado) Calú (baixo), Tony (bateria) e Didi (violão e teclado).

A transmissão do espetáculo é assegurada pela Rádio Sodade FM e pela RCV, num simultâneo a partir da Praia Branca. A Rádio e Televisão da Ribeira Brava bem como o Jornal de São Nicolau também se associam ao evento quer na sua cobertura bem como na transmissão.

1 comentário:

  1. Mais uma prova de que o Presidente da Câmara de Tarrafal não quer deixar os seus créditos por mãos alheias. E direi, sem qualquer malévola intenção, que, no caso desta iniciativa, até parece quer apropriar-se de alguns créditos que são pertença histórica de S. Vicente. Tal suspeição minha funda-se na impressão, porventura errada, de que a ausência de qualquer artista mindelense no evento pode ser o sinal de algum constrangimento, na medida em que não faz grande sentido que a Câmara de S. Vicente colabore unicamente com o patrocínio do som, quando a ilha tem vozes e instrumentistas que nunca mais acabam.
    Então, numa sugestão de intuito pedagógico, diria que qualquer boa iniciativa desta índole deve concitar a colaboração mútua, natural, despreconceituosa e entusiástica entre as ilhas do Noroeste, S. Vicente, S. Antão e S. Nicolau. Todos temos um pouco de mindelense, de patchimparloa e de sueco.

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