terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[1152] Concretização do apoio à população de Chã das Caldeiras afectada pela erupção do vulcão da ilha do Fogo

Na sequência do apelo que a UCCLA fez ontem, dia 25 de Novembro, às entidades suas associadas e ao povo português em geral, em estreita articulação com as autoridades de Cabo Verde e em consonância com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, vimos por este meio informar que o apoio solicitado pode ser prestado das seguintes formas:

1 - Para as entidades que eventualmente tenham forma de fazer chegar, os bens que foram solicitados, à Cruz Vermelha de Cabo Verde:
- Géneros Alimentícios (diversos e não perecíveis, exceptuando açúcar e arroz)
- Lençóis e toalhas;
- 5 bebedouros;
- Televisões;
- Materiais de higiene (papeis de higiene, sabonetes, sabões, etc.);
- Materiais escolares (livros, cadernos, canetas, lápis, mochilas, etc);
- Materiais de Pré-escolar (jardim Infantil);
- Roupas e calçados (variados);
- Tanques para depósitos de água para consumo;
- Materiais hospitalares (anexo ).

Os bens devem ser enviados para Cruz Vermelha de Cabo Verde, na sua sede nacional, Rua Andrade Corvo, 36, Plateau, Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde.

2 – Todo o outro apoio, em forma pecuniária, pode ser depositado na conta aberta pela
Cruz Vermelha de Cabo Verde com a designação de:

Conta: SOS TCHAN 2014
Banco Caboverdeano de Negócios (BCN) com o Swift: CANBCVCV
IBAN CV64 0004 0000 0569 6870 1016 3
O Banco correspondente é o Santander Totta Portugal com o Swift: TOTTAPTPL
Para qualquer esclarecimento contactar a UCCLA para o mail: jbastos@uccla.pt.
O Secretário Geral
Vitor Ramalho

Plano de Contingência de saúde, no âmbito da Erupção Vulcânica de Chá das Caldeiras
LISTA DE NECESSIDADES BÁSICAS HOSPITALARES

- Máquinas de aerossol;
- Máquinas de glicemia;
- Fitas para máquinas de glicemia;
- Aparelhos de tensão;
- Ligaduras;
- Compressas;
- Adesivos;
- Toalhas
- Lençóis;
- Máquinas de oxigénio portátil;
- Aparelhos de electrocardiograma;
- Papel para aparelho de electrocardiograma;
- Pensos;
- Máscaras;
- Luvas;
- Betadine;
- Óculos de protecção;
- Adesivos;
- Água oxigenada;
- Termómetros;
- Sistemas para soros;
- Soros.

7 comentários:

  1. .


    FELIZ INICIATIVA à qual devemos dar todo o nosso apoio incondicional. Agora, o que não compreendo é porque pedem (vi não sei aonde) para enviar tudo para a Praia.
    Bolas, jà é mania de centralizar !!!!

    Eduardo Oliveira

    .

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    1. Suponho que haverá razões de logística facilitada. A ajuda internacional chegará mais facilmente à Praia e daí ao Fogo. Mas na realidade, o que interessa é que chegue mesmo. E depressa. Só em casos especiais, como o da fragata portuguesa Álvares Cabral é possível ir directamente para o local. Esta ficará fundeada ao largo (suponho que já terá chegado, pois partiu na sexta-feira passada) e o helicóptero e a dezenas de embarcações que leva darão uma boa ajuda, para além dos rádio-telefones e medicamentos que também transporta. E ainda 1000 máscaras e 1000 cobertores e outro equipamento, socorristas e várias equipas médicas. Na hora H, quem fala português (e crioulo) tem sempre onde se chegar e relativamente perto. Até Timor vai ajudar. Esperemos no entanto que a ajuda seja mínima, o que significará que ela não será necessária. Esperemos. Mas o vulcão é falso e traiçoeiro e nunca se sabe.

      Braça vulcânica,
      Djack

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  2. In jornal electrónico "Observador", 28.11.2014

    A fragata vai ficar fundeada ao largo da ilha do Fogo, local a partir do qual vai desenvolver as operações. “A ilha do Fogo não tem condições para nos prestar apoio logístico, nem para nós podermos atracar. Ficaremos fundeados ou a pairar perto e desembarcaremos o nosso material e forneceremos o nosso apoio ao largo da ilha”, frisou o oficial.

    Alexandre Serrano acrescentou que a fragata irá à Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, para apoio logístico e para contactar com as autoridades locais. A missão está planeada para 15 dias, mas há possibilidade de vir a ser prolongada.

    “Esta missão está prevista para um período de 15 dias. Contudo, dada a sua natureza, muita da sua duração será ditada pela força das circunstâncias. [ficar além dos 15 dias] É um pressuposto que não está estabelecido, mas está implícito”, salientou o comandante.

    Presente na largada do navio esteve também o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), que elogiou a prontidão da Marinha portuguesa na resposta ao pedido do governo cabo-verdiano. “Considero uma resposta pronta da Marinha para que, em 48 horas, esteja pronta para ir em direção a Cabo Verde apoiar um país irmão que está em dificuldades, face a uma situação de catástrofe provocada pela erupção do vulcão na ilha do Fogo”, sublinhou Artur Pina Monteiro.

    Para o CEMGFA isto significa “espírito de missão, competência e treino”, referindo ainda que esta missão vai decorrer como se fosse uma Força Nacional Destacada. “Tenho a certeza que esta missão humanitária será bem conseguida, iremos prestigiar Portugal e apoiar um país amigo e irmão numa situação de catástrofe”, concluiu o general.

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  3. Como curiosidade, refira-se que a fragata "NRP Álvares Cabral" tem como número de amura F333; um navio que estacionou bastante tempo em São Vicente (anos 60 do século passado), o contratorpedeiro "NRP Lima", tinha como número de amura D333 (D de destroyer).

    Braça naval,
    Djack

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    1. Lapso: A fragata "Álvares Cabral" tem como número de amura F331 e não 333, como acima dissemos. A F333 é a "Bartolomeu Dias". Reposta a verdade numerária e naval...

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  4. Felicito o dono deste blogue por difundir esta emergência para a nossa ilha do Fogo. O que parecia um arroto passageiro do vulcão está a tomar proporções inquietantes. Toda a ajuda não é demais para acudir à população afectada.

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  5. É simbólico que seja o Álvares Cabral a ter esta missão nas mesmas águas por onde andou
    destacado o seu antecessor em designação numérica.

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