quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

[1214] No retorno do Praia de Bote, a Grande Guerra. Para breve...

Enquanto no Mindelo o militar José Martins Correia se treinava sob calor abrasador para a defesa contra eventual ataque alemão, o seu amigo alferes Luciano gelava nos campos de França, exposto a muito maiores perigos. Dois camaradas de armas (e, se lemos bem, primos), cada um com sua sorte. As imagens verdianas ficam para depois. Lembramos aqui o inferno gaulês dos portugueses...


5 comentários:

  1. Os rapazes deixaram fama no norte onde foram exemplares.
    De um modo geral, ouvi sempre mais elogios que queixas.
    Gratificante
    Braça
    V/

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    1. Em geral, por onde passam, os portugueses deixam boa fama. Pode haver um ou outro palerma pelo meio, mas o que conta é a generalidade. O mesmo se poderá dizer dos cabo-verdianos. Tanto uns, como os outros, gente honesta e trabalhadora, empenhada e que deixa boas recordações naqueles com quem convivem temporária ou longamente.

      Braça fraterna luso-cabo-verdiana,
      Djack

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  2. Não tenho a mesma ideia sobre a exemplaridade da tropa lusa na Flandres. Não por culpa do soldado, que normalmente segue atrás do seu superior se este lhe dá o exemplo. Conheci, era eu ainda tenente, um velho coronel que dizia que o soldado português não se motiva para morrer pela pátria, mas sim pelo seu comandante. Quanto ao Corpo Expedicionário Português (CEP), a coisa falhou no aspecto da organização, para além da sua inadequação para as exigências do conflito. Para não ir mais longe, o uniforme de campanha era tão impróprio para as condições climatéricas da região que tiveram de ser os ingleses a dar uma mãozinha para os rapazes não morrerem de frio. Depois, mudou em Portugal o governo (que não era favorável à participação na guerra) e a vida do CEP agravou-se ainda mais. Falhas nos reabastecimentos e nos recompletamentos (de pessoal). Muitos oficiais e sargentos davam baixa por tuta e meia, ou vinham de férias e arranjavam uma doença para não regressar. E não havia quem os substituísse (recompletamento). Alguns batalhões ficavam tão desfalcados que eram extintos, sendo os seus efectivos utilizados para recompletar outras unidades. Na, na, aquilo não correu nada bem, Mas mesmo assim houve casos de heroísmo a nível de pequenas unidades (companhias e pelotões) e a nível individual (caso do célebre soldado Milhais).
    Claro que em Cabo Verde aquilo era uma colónia de férias. Aliás, foi-o sempre, e graças a Deus. No tempo da guerra colonial, ser colocado em Cabo Verde era como ir para um campo de férias.

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    1. Quando o Valdemar fala de exemplaridade (ele defenderá melhor que eu as suas afirmações) está a referir-se a exemplaridade para com as populações locais. Em geral, com raras excepções, as nossas tropas (ou corpos policiais) colhem elevada estima, onde quer que se encontrem. Basta ver os casos dos anos mais recentes, dos sítios por onde temos andado. Timor, etc.

      Braça castrense,
      Djack

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  3. Não concordo, Djack. O assunto tem a ver com a guerra a sério e não com contacto com populações. Baste ler o conteúdo do post.

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