quarta-feira, 25 de março de 2015

[1460] Excelentes notícias nos chegam de Ribeira Grande de Santiago, Cidade Velha

Fundação Calouste Gulbenkian financia trabalhos de requalificação do Forte de Santo António

Alunos cabo-verdianos na Escola ALSUD - (Cooperativa de Ensino e Formação Profissional do Alengarve), de Mértola (Portugal), financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian, ao abrigo das Parcerias para o Desenvolvimento de Língua e Cultura Portuguesas, vão proceder a trabalhos de requalificação do Forte de Santo António, Cidade Velha.

O Forte de Santo António é um dos baluartes da cintura de defesa da Fortaleza Real de São Filipe e pretende-se requalificá-lo de modo que o seu acesso seja facultado a turistas e visitantes. Recorde-se que decorrem escavações, da responsabilidade de arqueólogos da Universidade de Cambridge (Grã-Bretanha) e técnicos nacionais, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Mercê dos protocolos havidos entre a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago e a Escola ALSUD, está em Mértola, com o apoio da Curadoria de Cidade Velha, um grupo de alunos cabo-verdianos com vista à sua formação, sendo os seus futuros trabalhos na área da recuperação e valorização de património de grande importância para a preservação dos monumentos históricos existentes na Capital Cabo-verdiana da Cultura 2015.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago tem apoiado a requalificação e reabilitação do valioso Património Histórico nela existente e que sustenta a Cultura e Turismo cultural que, também em sua consequência, se tem desenvolvido.

5 comentários:

  1. Tanto melhor para o Forte de Santo Antônio que sabemos onde fica, e parabéns aos que se lembraram dele r foram diligentes para a obtenção de verbas. No entanto, lamento não manifestar qualquer satisfação por terem esquecido do Fortim d'El Rey, imponente monumento que deixaram ruir sem nenhum respeito pela histôria que tem na(s) Histôria(s).
    Obrigado Pd'B por divulgar esta noticia que (como tudo na vida) alegra uns e enerva outros

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    1. A questão parece-me simples: é que na Cidade Velha, os que se preocupam com o património e sabem que sendo ele conservado lhes dará (e aos seus concidadãos) dividendos, não ficam à espera que as ajudas caiam do céu. Nestas coisas, há que batalhar.

      Braça com Fortim d'El Rei a cair aos pedaços,
      Djack

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  2. Uma boa notícia que se regista com agrado, embora o reparo feito pelo Valdemar sobre a discricionariedade do critério das autoridades cabo-verdianas em relação à salvaguarda do património nacional, que tem sido sempre em prejuízo do da ilha de S. Vicente.

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    1. Neste caso, esperando não estar a ser injusto para outros possíveis intervenientes, acho que o mérito da coisa vai para os meus concidadãos autarcas da Ribeira Grande que nos últimos anos têm sabido mexer-se. As coisas não caem do céu... Há que ir ter com quem pode ajudar e não ficar de braços cruzados. Enfim, o Fortim d'El-Rei não tem tido a mesma sorte.

      Braça com o Fortim a cair aos bocados,
      Djack

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  3. Djack Concordo com todas as obras e benfeitorias na Cidade Velha mas É demais evidente Cidade Velha é um projecto do governo , tornou numa bandeira de um regime. Antes de mais é um património dos cabo-verde e de Portugal. Não se pode compreender uma tal política senão na perspectiva de um bairrismo doentio quando o Estado abandalha tudo o que está em S. Vicente quando não incentiva ou promove a demolição e faz de barrigas coração com a Cidade Velha. Obras em benefício de uma cidade ou vila só podem engrandecer e ter colaboração das câmaras. Em SV como é que a CMSV pode colaborar com nada ou seja a política de abandono e destruição.

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