quinta-feira, 25 de junho de 2015

[1565] Panu di tera, vendidos na Casa Serra, Oliveira e Cia., da Praia

No Pd'B, os leitores é que ditam o andamento do blogue. Assim, só lançaremos novo post quando o actual tiver cinco comentários de cinco comentadores diferentes. Neste momento, temos 5 comentários de 4 comentadores. 


Desta Casa Serra, Oliveira e Cia. nada sabemos, sequer a data da fotografia do postal ilustrado. Porém (no Pd'B há sempre um porém, não sabemos se já repararam...) temos documentação sobre a Casa Serra & Cia (de 1913) que deve ser continuação desta - a qual, por sua vez, já sucedera à casa José Coelho Serra & Cia.

A Casa Serra & Cia. fora fundada em 1862 e desenvolvia a sua actividade em São Vicente e em São Tiago, logo, no Mindelo e na Praia. Que vendiam eles, para além dos panu di tera que aqui vemos? 

Tinham comércio por conta própria de agências de navios, pois eram agentes da Empresa Nacional de Navegação  e da de Seguros Bonança (seguros terrestres), e da Companhia de Comércio e Indústria (seguros marítimos). Por grosso e a retalho, vendiam artigos de viagem, bilhetes postais ilustrados e variado sortimento de mercadorias nacionais e estrangeiras. E eram uns modernaços, com todas as condições para o business: execução rápida de qualquer encomenda, para o que tinham depósitos seus à beira-mar, ponte-cais e material de embarque só para o seu serviço.

Ah, e tinham agentes em Lisboa, pessoal de família, a Pedro Coelho Serra & Cia., na Rua da Madalena, 201, 1.º

6 comentários:

  1. Esta loja tem um aspecto interior bem modernaço.

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  2. Sempre ouvia falar da Casa Serra mas não foi nem dos meus tempos de menino. Garotinho, antes da chegada da tropa, havia um belo estabelecimento com tudo. Sedeado na Rua de Lisboa , era parecido com o que se vê na foto com a diferença de todos os caixeiros estarem vestidos de branco. Era o "Bon Marché" e pertencia a ingleses.
    Diazà na munde !!!

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  3. O que, sobretudo, sobressai nestas fotos do comércio do antigamente, é a compostura dos funcionários e a criteriosa arrumação das mercadorias expostas...Um cheirinho a profissionalismo e respeito pela clientela que os anos transformaram em alguma sobranceria...Bons tempos!
    Braça cívico,
    Zito

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  4. Efectivamente Compostura dos funcionários e arrumação uma marca destes tempos: outros tempos outras vontades

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  5. Efectivamente uma loja moderna para o tempo e mesmo para os nossos dias

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  6. A compostura desses empregados devia ser importada para os tempos actuais e servir de exemplo.

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