quinta-feira, 30 de julho de 2015

[1604] Praia de Bote desce a Sotavento e mostra dois bravos heróis da Brava... e um rapaz de bigodaça...

Diz-se no verso do postalinho (sic): "A chegada dos dois arrojados marinheiros Caboverdeanos, José Lima [Capitão] e Benjamim Rosa (Piloto) a ilha Brava, após a travessia do Atlantico, num pequeno barco de vela Nettie Com 57 dias de viaje." (o texto foi reproduzido exactamente como está grafado no original).

E a saudá-los, entre muitos bravenses, um rapaz de bigodaça... Veja-se entretanto a notícia de 17 de Julho de 1962 que nos dá melhor conta do significado desta cena passada em 1934.




11 comentários:

  1. Se não me engano, o "bigodaças" é o avô da Maiúca, minha mulher. De seu nome João Maria Feijóo, era conhecido por Nhô Djone e os familiares chamavam-lhe Pá Djone...Foi um velho patriarca, pai de sete filhos - um homem e seis mulheres...Uma destas, Maria José, ou Djêdjê foi, claro, minha sogra!
    Braça saudoso,
    Zito

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É possível. Ainda pensei no Eugénio Tavares, muito parecido, mas o poeta morreu em 1930. Assim, só se fosse uma assombração. Portanto, desenterrei uma foto desconhecida de um familliar da esposa do atuneiro-mor. Nesse caso, quero ser cidadão emérito da Brava, como recompensa... ou de Queluz, embora a coisa não tenha o mesmo sabor... a norna.

      Braça de Nova Sintra,
      Djack

      Eliminar
    2. Ali no final do meu comentário, queria escrever "morna", claro...

      Djack

      Eliminar
  2. Eu estou com o Zito. Creio tratar-se de um Feijóo. Claro que o Zito deu as referências mais especificadas.
    Achei interessante a notícia anexa. O sonho do Capitão José Lima.

    Abraços
    Ondina

    ResponderEliminar
  3. Gostava de fazer ainda um comentário: reparem bem nestas caras de 1934, das aparentemente mais endinheiradas às com aspecto de menos abastadas... Digam lá se elas não revelam todas uma classe que de certo modo se perdeu?

    Djack

    ResponderEliminar
  4. Esses é que eram os verdadeiros Herois do mar. Pena não saber quais os instrumentos que usaram para a navegação. Seja como for, 57 dias entre mar e céu ao sabor do vento...
    Chapeau !!!

    ResponderEliminar
  5. Como disse e bem Val,Herois do Mar, acrescentaria Nobre Povo de Ilha Valente

    ResponderEliminar
  6. Essa coisa do mar está no sangue do povo das ilhas. Identifiquei logo o Pá Djone porque me lembro da foto publicada no Arrozcatum.

    ResponderEliminar
  7. Precisamente atràs dos herois, se encontram dois bravenses (um deles com boné de militar) que devem ser irmãos e meus primos. Penso serem o Jùlio (Djuloca) e o Viriato (Vuto), ambos Feijoo Pereira, irmãos do Aguinaldo, mais conhecido porque vivia em S.Vicente, precisamente na Rua da Luz, onde trabalhava na firma José Maria Feijoo & C° Lta.
    Embora não transcendente, ficaria feliz se houvesse uma confirmação.

    ResponderEliminar
  8. VAL, confirmo o que dizes: são, mesmo, o Juloca e o Vuto...O primeiro foi casado com uma irmã da minha sogra...Viviam por cima da antiga Casa do Leão, na Pracinha de Igreja, um casarão onde recebiam inumeros estudantes que, das outras ilhas, íam estudar no Liceu Gil Eanes...
    Braça confirmativo,
    Zito

    ResponderEliminar
  9. O Pá Djone, meu avô, o tio Juloca e o nhó Vute estão devidamente identificados. Também na primeira fila do lado direito da fotografia, está o Benjamin Raverdes (nhó Benjamin Croca), meu padrinho, e ao lado dele está Lucas Silva (nhó Lucas) pai do António Lucas, John Lucas e Adelaide (Lálá) Silva Macedo que é a esposa do Olavo Macedo.

    ResponderEliminar