sábado, 13 de fevereiro de 2016

[1882] Carnaval de São Vicente, os prémios, incluindo o Prémio Cacói

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3 comentários:

  1. Muito bem !!!
    Isto do Carnaval, uma velha tradição, tem de ser levado a sério porque està sendo reconhecido extra muros, levando muito turista, o merece carinho especial do Ministério de tutela.
    Como se pode ver, em Cabo Verde, além dos Carnavais de Sintatom e de S.Nicolau, temos o Carnaval do Mindelo que a RTV Africa não sabe.

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  2. Pessoalmente, tenho alguma dificuldade em compreender este prémio "Cakoi" ou "Kakoi", isto porque esta figura não participava isoladamente no Carnaval Mindelense. A sua participação era sempre ao lado de Armando Pinheiro.
    O Armando Pinheiro, para quem não conhece, era um excelente artista no ramo de pintura, auto-didata, sobretudo em figuras e paisagens. No ainda tempo do Carnaval de Tigoy no Lombo, era activa a sua participação na confecção dos desenhos para os grupos carnavalescos como "Vindos do Céu" ou "Vindos do Oriente" entre outros, nas vestimenta, enfeito, andores, etc. Eu recordo ainda daquelas duas figuras inseparáveis vestidas de índios no Carnaval Mindelense. Daí não compreender porque o prémio ter apenas um nome.

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  3. Por acaso, conheci muito bem esse Cacoi nos meus tempos de menino e moço. É que ele era o cartaz ambulante do Eden Park. Transportava o cartaz por todo o Mindelo e arredores. Até eu sair de Cabo Verde, não lhe conheci qualquer actividade carnavalesca, ou talvez não me tenha apercebido disso. Há 5 anos, em Cabo Verde, soube que ele passou a cantar coladeiras (género mais picaresco) e tive possibilidade de ouvir a gravação de uma. Foi quando também me contaram que ele passara, de facto, a participar na organização dos desfiles de Carnaval e de bailes populares. Parece que ele abusava do grogue, o que terá sido a causa da sua morte. Se morreu há 12 anos, foi algo prematura porque ele era apenas uns 6 anos mais velho que eu. O que lembro sempre é a sua figura (rapazinho ainda) com o cartaz do Eden Park às costas, andando por aí, risonho e brincalhão. Às vezes, se via um jogo de futebol de meninos na rua, parava, encostava o cartaz a uma parede e entrava no jogo. Longe ainda estaria do tempo em que viria a ser uma figura típica no meio.

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