quinta-feira, 7 de abril de 2016

[2119] Café de Cabo Verde é que era, em 1835... e reparem naquele "voluntariamente" da Rainha D. Maria II, a palavra mais importante do texto



15 comentários:

  1. Não sei à data o café do Fogo era já o produto especialíssimo que viria a ser, sem desprimor para o das outras ilhas. Reparei, sim, no "voluntariamente". Será que é por mero acaso que essa palavra lá está ou se a venda poderia ser imposta. Creio que não se colocaria semelhante problema, porque provavelmente todo o produtor estaria interessado em fazer escoar o seu bem (transacionável, como hoje se diz).

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  2. O que me dizem do café "D'sitanton". Lembro-me de ouvir dizer que o melhor café provinha dessa ilha.

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  3. Desde que conheci o gosto do café, ouvi dizer que o melhor era de o "Café d'Sintantom". Até era vendido um tantinho mais caro.
    Muitas encomendas meus pais mandaram de café torrado, bem acondicionado para não perder o aroma. Bolas !!! Era diazà na munde !!!

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  4. Creio que sim, Adriano. A fama do café do Fogo, e creio que também o de Santo Antão, regista-se nos meados do séc. XVIII. De qualquer forma, o interesse real pelo café cabo-verdiano, prova que o saboroso gosto da bebida saída do seu fruto, há muito chegara ao Reino.
    Abraços

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  5. E o que se pode ver também neste anúncio é como a Rainha, por interpostos João Sampayo e Gonçalo Lobo colocava o comércio do café ao mesmo nível do da urzela - ao fim e ao cabo, dois grandes produtos exportáveis das ilhas, nessa época.

    Braça primeiro agrícola e depois comercial
    Djack

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  6. Desculpem o desleixo do meu comentário, em que falta um "se" no início e um ponto de interrogação na frase mais à frente.

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  7. Amigos hoje me dia encontramos café de Timor e de vários pontos do Mundo em Portugal França etc e pergunto cadê café do Fogo? Há qualquer coisa de errado?

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  8. Quando, pela primeira vez, cheguei a Portugal (corrido do Senegal por ruptura de relações) uma das descobertas que fiz foi a paixão, digo mesmo "do culto", do cafezinho que se tomava no Pic-Nic, na Baixa de Lisboa.
    O que mais me orgulhou foi quando me falaram do "segredo" que consistia em doses (confidenciais) de cafés e, no fim, "um pouco do de Cabo Verde para dar o aroma". Huuuuummmm !!!
    Foi como se fosse caso pessoal.

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  9. O que esta errado José, na minha modesta opinião, é a visão "Estatizada" das coisas. O Estado tem de estar em tudo, tem que apoiar, arranjar parcerias, arranjar financiamentos, arranjar tudo para o privado encontrar a papinha feita. Assim inibe as pessoas de correr risco e de ter iniciativas. Costumo dizer que o investimento estrangeiro, (não o chinês) pode nos ensinar alguma coisa nesta área, mas os resultados talvez poderá ser visível em gerações.

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  10. Creio que a nível de qualidade, o café do Fogo será o de maior expressão. Eu costumava comprar café torrado, em grão, num estabelecimento especializado da Av. Duque d'Ávila, em Lisboa, onde o do Fogo se vendia ao nível de preço do de S.Tomé e do de Timor...Há já alguns anos, claro!
    Braça fumegante
    Zito

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  11. Bem, só para chatear, digo que para mim, o melhor café... era o Royal...

    Braça com mufneza mindelense,
    Djack

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  12. Há muito tempo que o não certifico, mas na Baixa de Lisboa há um estabelecimento que vende café de todas as boas marcas e o café do Fogo era uma delas. Hei-de passar lá para ver.
    Em 1977, recebi de Cabo Verde (da minha mãe) uma encomenda de café do Fogo, em grão e já torrado. Como não tinha moinho em casa, levei-o para o quartel e pedi ao barista da Messe de Oficiais para o moer. No acto da moagem, ao bar foi inundado de um aroma forte e agradável a que o pessoal não estava habituado. Então, um major (era eu capitão) veio ter comigo e perguntou-me que café era aquele. Expliquei-lhe. Pediu-me se podia pedir uma "bica" com ele. Era um viciado em café e ficou deliciado. Deixei no bar um pouco daquele café para o seu exclusivo uso. Esse major, Manuel Lopes Dias, com quem tinha uma especial relação de estima recíproca, faleceria inesperadamente tempos depois, vitimado por um aneurisma. Nesse mesmo dia, de manhã, tinha estado a jogar futebol de salão no horário de educação física dos oficiais. Aos 43 anos. Sentimos muito a sua perda porque, além de amigo do seu amigo, era um oficial de alta qualidade profissional.
    Esta evocação pode parecer despropositada, mas nestes espaços por vezes o pensamento voa e a palavra se lhe cola. E por que não prestar no Praia de Bote uma homenagem a esse amigo e camarada de armas?

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  13. Zito, e Djack, exprimi-me mal. A homenagem a que me quis referir foi exactamente ter lembrado aqui neste espaço a pessoa desse major.


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  14. O Café do Fogo como o seu vinho podem ser marcos de qualidade de Cabo Verde. Como diz e bem o Marcos as pessoas é que têm que saber vender estes produtos, é claro associado ao savoir faire estrangeiro

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