quarta-feira, 17 de agosto de 2016

[2385] E ainda o Mindelo

2 comentários:

  1. Se dissesse que este filme complementa os que precedem, não estaria errado. E no entanto, não é bem assim. De facto, o olhar do visitante virtual foge do centro lustroso da morada e vai ao marginal, ao encontro da pobreza e do sórdido. Incrivelmente, é onde encontra a poesia da cidade. Na rapariga de olhar místico, no cachorrinho carinhosamente resguardado dentro da caixa de papelão, nos três “dançarinos” em cadeira de rodas, na beleza da jovem que repentinamente se vira, no olho viscoso da cavala, nas coxas ondulantes da bailarina… A poesia tanto reside na flor viçosa como na murcha, pois em ambas é a mesma a linguagem da vida, indiferente ao seu esplendor e ao seu estertor. E depois… esta voz e esta música do Tito Paris estão mesmo a condizer. Musicam na perfeição o bailado dos nossos subúrbios.

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  2. Mais uma vez assino o comrntàrio do Amigo Adriano.
    Temos tidos nùmeros inesqueciveis do nosso SonCente.

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