terça-feira, 13 de setembro de 2016

[2420] Eis o farol Rainha D. Amélia, nos seus tempos áureos. Quando ainda havia Capitania dos Portos, quando ainda havia faroleiros e sobretudo quando ainda havia vergonha na cara (veja os dois posts anteriores)




4 comentários:

  1. Sublinho as palavras "vergonha na cara". A falta dela tem sido patente em quase tudo. A solução que resta é oferecer a quem de direito um pacote de lixívia. Melhor dizendo, baldes e baldes de lixívia porque o problema não se resume a pessoas individualizadas. O problema é do colectivo nacional, que parece ter perdido as referências básicas. Assim, sem "farol", a navegação anda às aranhas. Não vai a parte alguma.

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  2. Podera ser possivel que nao venhamos a ter necessidade dos farois num futuro relativamente proximo, nao sei, nem tenho certeza disso, mas uma coisa é certa os farois construidos nos finais do sec XIX são patrimonios historicos e culturais de uma naçao inegavelmente oceanica como a nossa. Os farois de Maria Pia, Fontes P de Mello, D Amelia, Passaros e outros são marcos de uma existencia cujo valor patrimonial é garantido pela convençao da UNESCO que CV assumiu desde 2008 mas que insiste em não honrar...

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  3. É isso mesmo, Capeuta. O nosso pesar não é pelo farol como função utilitária em si. É pela história que conta. Este e os outros todos que citou são repertórios de memória. De uma memória que é marcante para um povo que vive paredes-meias com o mar. E esta faceta pode até ser utilitária se for turisticamente explorada. Contudo, o que mais dói é presenciar a degradação daquilo que é parte da nossa identidade.

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  4. Amigos a população não se rala mesmo e há quem acha que nós somos passeista dizem: lá vem eles com mais estas coisas do passado. Naquela terra o que é importante é ter festas e festivais.
    Um país que se preze deveria no mínimo salvaguardar o seu património.
    Eu às vezes pergunto-me se os actuais residentes da nossa cidade merecem esta herança.

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