quinta-feira, 13 de outubro de 2016

[2640] Filme "Eden" - 2011 (acerca do cinema em São Vicente e não sobre o Eden Park, como o nome parece indicar)

Por indicação do amigo Zito Azevedo, que muito agradeço, fui ver o filme do Blaufukst que - para nós, gente do Mindelo - é altamente nostálgico. Tem o defeito de não identificar os intervenientes (excepto na ficha técnica final, o que não adianta muito) e de, mostrando quase só cartazes do Parque Mira Mar, quase não ter falado desse cinema. Se vi bem, apenas surgiu uma foto do cinema do Tuta com uma fila de povo na bilheteira que ficava do lado oposto da rua.

Enfim, uma grande tristeza, sabendo-se bem quem não se interessou por aquela morte, aliás anunciada. Já aqui o disse, em 1999 fui várias vezes ao Eden Park e só lá havia para além de mim três ou quatro pessoas. Uma excepção que presenciei foi em 2002 quando ali passou o segundo filme da série "Senhor dos Anéis" em que a casa estava cheia. Uma nota suprema para a brilhante sequência do Malaquias a tocar nas ruinas da nossa catedral do celulóide.

3 comentários:

  1. Nunca estive no Cine-Miramar mas de onde estava ouvia falar da sua popularidade. Jà do desaparecimento dos dois cinémas soube bastante tarde em virtude de estar em horizonte depois do pôr do sol e, ipso factu, sem noticias frequentes. Lamentàvel porque eram, sem equivico, dois veiculos de promoção cultural. E ficamos mais pobres num tempo de tomadas de decisão miseràveis.

    ResponderEliminar
  2. Acabei de ver e achei nostálgico, embora com notórias imperfeições de realização, como a ausência de identificação dos intervenientes. A reportagem parece ter sido feita há muito tempo. O homem que no início aparece a comentar os folhetos de programa de cinema é conhecido por Toim, António de seu nome. É um cinéfilo dos pés à cabeça. Logo depois de eu ter saído de Cabo Verde, passou a ser o bilheteiro do cinema do Tuta, pelo que o Djack o deve ter visto na sua função. Outras pessoas mais conhecidas que aparecem é o pintor Manuel Figueira, irmão do Zizim Figueira, e o fotógrafo Djibla. Os outros conheço de vista alguns mas não sei os nomes, à excepção do músico Malaquias, já falecido.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Reconheci mais ou menos os mesmos que tu, mas não colocar o nome em cada um à medida que eles falavam é de amador. Seja como for, a cena magistral do Malacas a tocar sozinho no meio dos restos do que foi aquela sala e a agradecer no final, é digna de todos os elogios. É daquelas cenas que quase nos fazem chorar de emoção.

      Braça saudosa,
      Djack

      Eliminar