sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

[2786] Também do tempo em que havia "forças vivas" em São Vicente, Santo Antão e São Nicolau

Pd'B acaba de adquirir este documento que ainda não tem na sua posse (em versão original que nem sequer sabemos exactamente como é, provavelmente um folheto) mas que mostrará aqui logo que ele lhe chegar às mãos. Entretanto, fica uma das muitas notícias de jornal que temos no nosso arquivo sobre este assunto que mobilizou os mindelenses (e pelo menos também os patchê parloa, nossos irmãos de São Nicolau e os de Santo Antão) num tempo em que eram cheios de genica e punham o governo de Lisboa em sentido... E a coisa mete vários Miranda, ainda por cima!...



8 comentários:

  1. Amendes

    Esta longa "storia, envolveu uam autentica "esquadra" de advogados "e cunhas de toda a espécie, está totalmente ( vários capítulos)contada em pormenor na "Voz de Cabo Verde" 1911/1912/13 edições que possuo em CD. Caso o incansável editor do Praia de Bote quiser... Basta mandar-me o endereço por mail... Já agora vai um xinxin de vinho da casa Blandy (Madeira... A tal que queria fornecer o carvão e o "Madeirã!.

    Braça
    Amendes

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  2. Logo após a monarquia teria havido uma grande liberdade de expressão e de opinião em CVC. Esta petição do tempo em que 'gent de soncent tava bsti calça' faz corar os mindelenses de vergonha. Não havia PAICV e MPD, de resto a Praia era um burgo e S Vicenmte dava as cartas em Lisboa e no Mundo

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  3. E' preciso aqui dizer que a monarquia não era absoluta mas sim cosntitucional e a visão colonial não mudou co mos republicanos. Em 1898 José Lopes falou da Indepenencia e o cobmate de Luiz Loff Vasconcelos,Sena Barcelos, José Lopes, Eugénio Tavares na Revista de Cabo Verde começa no século XIX no periodo monarquico; Eugenio Tavares que foi um fervoroso republicano, que fi a América duas vezes fazer propaganda republica, entrou em conflito com os republicanos em 1914 por querem impôr o estatuto do indigenato a Cabo Verde. Em verdade essa élite citada no documento esteja na base do sindicalismo em Cabo Verde (1913), de jornais e este ligada ao levantamento popular dirigido pelo carpinteiro Ambrosio, poetizado pelo Gabriel Mariano. Na verdade a nossa historia tem sido ingrata por essa geraçao de Manuel Ribeiro d'Almeida que criou o jornal Noticias e abriu a primeira tipografia privada em Cabo Verde e que serviu para a ediçao da Claridade, do grande jornalista Augusto Miranda, do professor Joao Miranda e tantos outros. A ideia da Naçao Caboverdiana nasce no século XIX com esta geraçao de antigos alunos oriundos do Seminario de São Nicolau e que encontrou continuidade com a Claridade.

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  4. As Forças actuais nem à força (energia da Diàspora, p.e.) estarão de pé. Devem ser pontapeteados.
    Luiz Silva, no seu comentário, fala de Ribeiro de Almeida que, com o irmão Raul, dava vida às forças sanvicentinas que adoptaram (?) ou trataram-nos logo (!) de "Forças Vivas", tão vivas que ainda flutuam no nosso imaginário. Esse Grupo viveu e deu ânimo a Cabo Verde inteiro com a ousadia que tinham para depor quem não se portasse bem ou não aplicasse justamente as leis.
    A Praia não fará nada de nada para homenagear essa gente e as forças que temos, perfeitos "Vivos à Força" nunca ressuscitarão uma dessas figuras. Talvez isso suceda quando aparecer um mindelense de alma e coração para desenterrar gentes, factos e cultura. Praia enganou-se no casting da sua política logo à entrada, não reconheceu o erro durante 41 anos, enveredou por mau caminho. E os Vivos à Força de S.Vicente imitam-nos simplesmente. O Coitado que se lixe!!!

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  5. Hoje a ilha perdeu todos os seus Notáveis e só o cheiro de uma simples petição faz fugir toda a gente de medo. A liberdade e a democracia tem destas coisas...

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  6. Os notáveis que refe o meu amigo Dr. José Fortes Lopes morreram há muito tempo, ou estão emigrados por esse mundo fora. A ilha sofreu uma sangria de gente formada e com capacidade para se poder ter uma massa critica CAPAZ DE BRIGAR PELOS INTERESSES DE S VICENTE. Só ver quem são os deputados nacionais eleitos por esta ilha,são na sua maioria gentes das outras ilhas que estão no Parlamento a "Representar-nos

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  7. Soncent naquês tempe era ote cosa. Os homens usavam calças, como diz o Zé, e tinham-nos no sítio, como diria o Djunga Fotógrafo na sua paródia crítica. Os melhores filhos emigraram ou foram repescados para Praia e os válidos que ficaram estão entupidos de medo e não falam nem reagem há já bastante tempo. Há, certamente, mais liberdade actualmente do que nos primeiros anos de independência, mas não igualdade no tratamento como réus ou funcionários públicos, o que explica o medo ou a pusilanimidade.

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  8. O Luiz diz bem e é importante que o diga. O regime monárquico constitucional e o regime republicano, ou seja, sob a égide do Liberalismo, não alteraram nada a visão do colonialismo. Mas isso foi com todos os países europeus que tinham colónias, e alguns deles beberam as luzes do Liberalismo muito antes de Portugal.
    Tínhamos forças vivas em S. Vicente, é verdade.
    Quanto aos dois Miranda, um é meu bisavô paterno, o Alfredo, e outro, Augusto, primo.

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