sábado, 2 de dezembro de 2017

[3262] Sessão inaugural da Comemoração dos 70 anos da publicação do romance "Chiquinho" de Baltasar Lopes em Almada, um sucesso

Nestas coisas de actividades que envolvem diversas entidades, alguma logística e razoável assistência, pode por vezes algo correr mal, eventualmente suceder um aborrecimento aqui, outro ali. Mas quem hoje esteve no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, pode testemunhar que nada disso sucedeu e que o evento comemorativo do 70.º aniversário da publicação em livro de "Chiquinho" foi um sucesso. 

Para além da presidente da edilidade, Inês de Medeiros, do vice-presidente, João Couvaneiro, do Director do Departamento de Cultura, Armando Correia, e do embaixador de Cabo Verde, Eurico Monteiro, esteve ali um público atento e interessado de várias dezenas de espectadores (cerca de 70 pessoas), português e cabo-verdiano. Assistiu-se à abertura de uma exposição bibliográfica de 40 livros claridosos, ouviram-se três mornas e uma coladeira (gentil oferta da embaixada de Cabo Verde) e duas palestras sobre "Chiquinho"/Baltasar Lopes e Henrique Teixeira de Sousa, respectivamente pelos prestigiados professores Alberto Correia e Glória de Brito, em ambiente de grande atenção, alegria e forte convergência luso-cabo-verdiana. Era o que se pretendia e foi isso que aconteceu. Obrigado a todos que para tal contribuíram. E aqui ficam fotos do acontecimento. Não temos ainda da mostra de livros, porque na altura o administrador do Pd'B estava a realizar uma visita guiada à mesma e depois já não houve oportunidade. Mas elas surgirão, a seu tempo.  Dia 16, há mais!... 

Embaixador de Cabo Verde e presidente da Câmara Municipal de Almada, durante o discurso desta

O grupo de amigos cabo-verdianos e uma professora portuguesa que nos deram mornas e uma coladeira
Armando Tito durante a sua espectacular exibição

O homem que toca com a viola sobre os ombros (obviamente, sem a ver!...)... e bem!

Professor Alberto de Carvalho, no uso da palavra sobre "Chiquinho"

A professora Glória de Brito, relembrando Henrique Teixeira de Sousa





5 comentários:

  1. Professor Joaquim Saial, amigo Djack, antes de mais, exprimo-te a minha imensa satisfação por saber que a inauguração do evento correu conforme previsto, o que, como sabemos, nem sempre acontece neste tipo de andanças, por uma ou outra razão. Mas fico feliz sobretudo por ti, o promotor da iniciativa, o cérebro da planificação, o galvanizador do processo. Feliz por saber que, por teu intermédio, a cultura cabo-verdiana se dá a conhecer, se relembra e se celebra no que ela tem de melhor, mais nobre e mais genuíno. Projecta-se assim entre as gerações cabo-verdianas mais novas e permanece como interessante matéria de estudo no espaço da lusofonia. Neste particular, o romance Chiquinho e os Claridosos estão a ter, graças a ti, merecido momento de jubilosa evocação e culto. Lá onde estiverem, Baltasar Lopes, Manuel Lopes, Aurélio Gonçalves, Teixeira de Sousa e outros seus companheiros estarão contentes e agradecidos ao “cabo-verdiano” de coração enorme e de alma sensível em que se tornou o rapazinho de Almada que em tempos idos habitou durante quase três anos as instalações da antiga Capitania dos Portos, junto à Praia de Bote.
    Um grande abraço, Djack!

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    1. Um obrigado pelas tuas palavras, mas se por um lado fui o inventor da ideia, por outro tive valiosíssima colaboração do poeta Fernando Fitas que tratou de significativa parte das tarefas "camarárias" e de embaixada. Aliás, já fomos bons parceiros na homenagem ao poeta Jorge Barbosa. Enfim, um bom amigo. E houve um terceiro elemento, a minha longa amiga, quase família, professora Dina Dourado. Um terceto e peras, tudo gente que não desarma. Qualquer dia, eles requerem nacionalidade cabo-verdiana, pois estou a incutir-lhes militantemente o vírus (sabim) local.

      Braça e viva o "Chiquinho"
      Djack

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  2. As minhas felicitações pela iniciativa, pelo projecto e pela participação obtida. Como o programa ainda não está cumprido, votos de idêntico sucesso para o que ainda falta, até dia 16.
    Tudo o que se faça pelo conhecimento e pela cultura melhora as cidades, os homens, os países.
    Estão de parabéns Almada, Cabo Verde, os cabo-verdianos e os seus amigos, que promovem o estudo, a divulgação e a celebração de uma das Literaturas mais expressivas do nosso tempo.
    Um forte abraço.

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    1. Um grande abraço para o João Serra, "cabeça" das comemorações alusivas ao escritor Manuel Ferreira, neste ano de todas as efemérides cabo-verdianas (são mais que muitas).

      Acontece que quem faz coisas (e também quem quer assistir a todas elas) nem sempre o consegue, por sobreposição de datas. Sucede isso agora connosco, infelizmente. Nem eu consigo "ferreirar" (mesmo assim, foi-me possível ver a abertura nas Caldas da Rainha, milagre, milagre!) nem o João Serra pode "chiquinhar". Paciência, mas não é por isso que paramos.

      Grande abraço/braça para o João Serra,
      Djack

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  3. Felicitações ao Djack por este valioso trabalho de divulgação da cultura cabo-verdiana dando a conhecer o que melhor se escreveu da pena da geração Claridosa.
    Estes eventosão valiosos qpois estreitam a ligação Portugal CaboVerde

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