sábado, 19 de novembro de 2011

[0151] Céu na Praia de Bote


Dado o elevadíssimo número de comentários aos posts do PRAIA DE BOTE (como se pode bem ver nos imediatamente atrás), o blogue arrepia caminho, pois não quer maçar os muitos leitores que aqui vêm com imagens complexas e coloca outras mais calmas, passíveis de "não comentários". Começamos por uma que desde logo se percebe ser o céu da Praia de Bote. Quem não conhece este espaço inconfundível que cobre não só a Praia de Bote como a baía do Porto Grande, o Mindelo, a ilha de S. Vicente, o restante Cabo Verde, toda a África e o resto da Terra? Ora aqui está algo que não precisa de comentários... No próximo post mostraremos o mar da Praia de Bote e noutros o ar da dita praia, a sua areia e por aí fora. Uma maravilha, mesmo boa para "não comentários".

4 comentários:

  1. Dizem "quem cala consente" mas não concordo que não se manifestem. Tenho feito este reparo e digo que alguns devem pensar que, por sermos poucos a comentar, temos um contrato. Bem se houvesse, seria sem qualquer assinatura notarial mas moral. Dai deixar o lugar livre querendo dizer "Força, Djack. Mexa os botins".

    Mas... coragem amigo porque estamos vivendo num "congresso de adormecidos" que so acordarão no dia em que Monte Cara acordar. Por isso é que os seus botes da praia devem mexe.

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  2. Amigo Val:

    Aqui o PB tem cada vez mais gente a espreitar e até de Cabo Verde... CV já ultrapassou a França em visitas e agora está em terceiro lugar, depois de Portugal e Brasil. Portanto, gente não falta. O que falta é gente que fale. Tirando os quatro ou cinco indefectíveis, o resto do pessoal é mudo - o que tira a vontade de colocar aqui materiais de qualidade que depois ninguém comenta. Mas é como diz, o Monte Cara não acorda...

    De qualquer modo, faça-se a vontade a quem se cala que assim não fica com complexos. Ver este maravilhoso céu do Mindelo não obriga a falar. E é mesmo o céu do Mindelo, ahahahahaah, pois não há outro igual. Basta olhar, basta olhar...

    Braça à la française,
    Djack

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  3. Djack, não imagina como o entendo e, mais ainda, como entendo a mensagem implícita neste imenso firmamento constelado. Só o simples olhar para ele enche-nos todas as medidas, as visíveis e as invisíveis, e é com estas últimas que se nos abrem as portas do sonho e nos sentimos transportados para os umbrais da metafísica. O que nos regala, a nós mnines do (e da) Praia de Bote, é este espectáculo esmagador ser campânula da nossa pobre e pequenina terra tal como o é das terras ricas do mundo. Neste capítulo, soube Deus fazer justiça igualitária. Se em dádivas de jaez mais terreno, mais consumível do ponto de vista material, abriu mão, não direi de forma iníqua, mas sim desatenta, no olhar para cima das nossas cabeças Ele foi justíssimo. Tanto um magnata da Califórnia como um pobre remador da Praia de Bote estão em igualdade de condições na fruição de um belo firmamento como este. Mas sou capaz de pensar que o pobre marinheiro talvez consiga olhar mais detida e profundamente para este céu do que o rico californiano. É que um tem tempo para isso e outro não. Um talvez vislumbre nele o que a terra não lhe dá, e outro possivelmente esgota todo o seu arsenal de vida aqui em baixo, rés-vés com a terra e as exigências do estômago e do umbigo.
    Bem, Djack, os leitores do Praia talvez fiquem, de facto, sem fala, perante este espectáculo, e isso vai nivelar todos os leitores do Blogue por igual, à excepção deste comentador, que aqui hoje não está senão como o alter-ego do protagonista de uma ficção em que se revêem todos os mnines do Praia de Bote, mesmo os que continuam a não querer dar a cara para soltar o que lhes vai dentro. O Valdemar acha que talvez quando acordar o Monte Cara. Talvez, Val. Mas isso exige que se faça um estardalhaço de todo o tamanho, que só será possível quando soprarmos todos para dentro do mesmo búzio.
    Mas olhe, Djack, que há imensa gente que frequenta o Praia. Ainda há duas semanas, estive no velório do nosso saudoso Dr. Antero de Barros e surpreendi-me com as pessoas ilustres que me revelaram serem assíduos leitores do Praia. Um deles, o ilustre engenheiro Edgar Gomes Santos, que por sinal já vai numa muito bonita idade. Outro é o ilustre Dr. Aguinaldo Wahnnon.

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  4. Eu sei, eu sei, tenho as estatísticas do blogue que o confirmam. E ele vai continuar, ai isso vai. Já tem uma tradição que não se pode perder. Mas textos com a qualidade como o que acima vemos, mereciam uma palavrinha e sobretudo um acréscimo. Porque a partir das imagens e textos que aqui se põem, há sempre mais e mais a dizer. O que nós pretendemos, não é que digam acerca de posts ou comentários dos colaboradores "que texto tão interessante, o sujeito sabe mesmo escrever", etc., e tal. O que nós desejamos é um espaço de partilha, em que cada um ponha acerca de cada assunto a sua própria experiência vicentina e cabo-verdiana. Mas, a verdade, é que como diz o Val "Monte Cara ainda ca cordá"...

    Braça ao indefectível Adriano,
    Djack

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