quinta-feira, 17 de novembro de 2011

[0150] A "Sagres" e o Mindelo

Soube hoje que o porto que a "Sagres" mais tocou nos seus 50 anos de vida ao serviço da Marinha de Guerra Portuguesa como navio-escola, a seguir ao do Funchal, foi o do Mindelo. Não fixei o número de vezes, dado o excesso de informação absorvida em algumas horas de inesquecível visita ao navio, mas recordo que excede as três dezenas. Gabo-me de, em pelo menos duas delas, a segunda e a terceira, ter estado em S. Vicente e lá ter ido com o meu pai. Voltar ali, tantos anos depois, ainda por cima como convidado, fez deste dia uma data muito especial... para recordar.

A "Sagres" está neste momento na Base Naval de Lisboa (Alfeite) em preparos que lhe darão especial brilho para as cerimónias do cinquentenário a efectuar no próximo ano. E atenção aos admiradores da velha barca (já com quase 75 anos na totalidade - datada de 1937, Hamburgo, Estaleiros Blohm & Voss) que em Fevereiro de 2012 estará aberta ao público. A visita valerá a pena, como sempre. Seguem algumas fotos fresquinhas, feitas ao início da tarde de hoje... dedicadas ao nosso coronel Adriano Miranda Lima, homem cujo cérebro está na Infantaria mas em cujo coração residem o mar e a Armada.

Resta dizer que este é o post 150. Comemorado com fotos da "Sagres", o número ainda fica mais bonito.

(clique nas imagens)

5 comentários:

  1. Jámais esquecerei a minha primeira - e única - visita à Sagres, aquando de uma das suas multiplas escalas do Porto Grande...Era, aínda, bem jóvem e, na euforia de um almoço descontraído provei, pela primeira vez, vinho tinto...Confesso que não fiquei fã e só voltei a provar o néctar dos deuses (!) depois de homem feito. Aínda hoje não sou grande apreciador e são raros os vinhos que me "enchem as medidas"...Sou mais adepto de um bem temperado "gin & tonic"...
    Zito Azevedo

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  2. Só agora intervenho para comentar este post porque estive 3 dias privado de net. Estou em casa de uma das filhas e o computador dela está com um problema de ligação à net.
    Penso que todos os mnines do (e da) Praia de Bote têm de se regozijar com este post sobre a Sagres. A Sagres é um navio que frequentou inúmeras vezes a nossa baía do Porto Grande, como lembrou o Joaquim Saial, e continua a ser um visitante assíduo e bem desejado, agora na qualidade de embaixador de Portugal e também da lusofonia que o país partilha em comum com os países irmanados na mesma língua e matriz cultural. Até Timor Leste não enjeitou a lusofonia apesar das atribulações por que passou a sua pertinaz luta pela independência ou talvez por isso mesmo. É um autêntico case study este pequeno território, que, apesar de situado nas entranhas da longínqua Oceania, fez questão de querer ser diferente da esmagadora e asfixiante realidade à sua volta. Querer ser lusófono e cristão.
    A Sagres transporta com ela história, saudade e irmandade.
    Eu visitei a Sagres pela primeira vez em 1990 no porto de Ponta de Ponta Delgada, quando estive colocado, em serviço, nessa ilha. Adorei essa visita e a oportunidade de conhecer o navio com algum pormenor, podendo dizer que saí de lá com a barriga bem cheia, não de nenhuma refeição, mas do conhecimento in loco das suas características técnico-navais, do seu apetrechamento, do seu historial e da sua missão. Digamos que este soldado de infantaria foi marinheiro pelo tempo que durou essa visita, e ficou com muita manha, tem de o confessar.
    Calculo a emoção do Joaquim ao revisitar o navio em que o seu pai prestou serviço por largo tempo. Estas coisas marcam, sobretudo tratando-se de quem, como o Joaquim, “sofre” também, e muito, dessa coisa que se chama talassofilia e de que o nosso saudoso médico-escritor Henrique Teixeira de Sousa se queixava amiúde.
    Desconfio que as fotos desta visita não vão ficar por aqui.

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  3. Mas em Macau proibiram a entrada da Sagres em 2008, com base num acordo(?) entre Portugal e China que impede a entrada no território de Macau de navios de guerra, foi este o pretexto: a Sagres de ser um navio de guerra. Logo podia entrar e entrou em Xangai mas em Macau nào. Podia atracar em Hong Kong mas não em Macau. Daí o navio seguiu directo de Xangai para outro porto sem parar aqui.

    João NObre de Oliveira

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    1. O atual navio-escola Sagres foi construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, e não em 1934 como por lapso foi mencionado, tendo, na altura, recebido o nome Albert Leo Schlageter.Era o terceiro de uma série de quatro navios encomendados pela Marinha Alemã (Kriegsmarine)
      Saudações marinheiras

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    2. Agradece-se a chamada de atenção e convida-se o LFM a aparecer sempre que queira.

      Braça naval,
      Djack

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