quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

[0173] Praia de Bote, sempre!!!

Adriano Lima
Belíssimo, emocionado e emocionante texto de Adriano Lima que aqui o PRAIA DE BOTE gostaria de ter escrito. Um muito obrigado ao autor e esforçado colaborador deste blogue, não apenas pela qualidade do trabalho inédito enviado como por ter metido o administrador do PB dentro dele, mais o velho Manu de boa memória. É bom acabar assim o ano, com algo mais que adequado ao espírito deste espaço - que é marítimo, mindelense e sanvicentino de gema, hoje e sempre!



À memória de meu pai, nascido em 31 de Dezembro, na noite de São Silvestre
Ao meu irmão Osvaldo, nascido em 28 de Dezembro, vésperas de São Silvestre


NOITE DE SÃO SILVESTRE NO MINDELO

Neste dia, o Sol morreu, solitário e resignado, depois de dobrar a esquina do Monte Cara. Não teve direito a luto nem carpideira, padre ou absolvição. Ele assim quis consignado no seu testamento, quando, ao crepúsculo vespertino, ainda teve forças para se fazer ouvir. E tudo porque sabia que as estrelas do céu iam engalanar-se com os restos da sua mortalha de astro rei, para a noite de São Silvestre do povo do Mindelo. E como este só ia ter olhos para sondar o céu, à espera do ansiado sinal cósmico, bem sabia ele, astro rei, que pouco lhe valeria invocar suas virtudes solares num momento em que a noite seria a única medianeira do signo dos homens.

E tinha ele carradas de razão, convenhamos, porque o mindelense, uma vez mais, não deixaria por mãos alheias os seus créditos do mais criativo e folgazão povo do arquipélago.

O que a seguir vem é um repertório intemporal, porque se a evolução e a modernidade marcam o homem e o seu comportamento, lá no fundo da alma mindelense permanece imutável o que ela tem de mais espontâneo e de mais irreverente.

                                                                           
Foto Joaquim Saial - Mindelo, Drogaria do Djandjan e Câmara Municipal

Toi de nha Sabina, catraieiro com bote arrastado na Praia de Bote, está junto à Drogaria de Djandjan no meio de uma multidão a aguardar que o ponteiro do relógio da Câmara Municipal bata as doze badaladas da meia-noite. Ele já não diz coisa com coisa, taramelando palavras incoerentes em inglês, depois de ter emburquido uns valentes grogues no Bar do Faustino, situado na Rua da Praia, perto da antiga Capitania. Ele e os seus amigos Caraca, Junzim Bicuda, Sarafe e Puntchinha, possantes remadores, tiveram à sua conta duas boas travessas de moreia frita e peixe de escabeche como bafa para aquele groguim (1) de Santo Antão. Aliás, muita malta da Praia de Bote esteve reunida nesse botequim a municiar o estômago e os sentidos para a festança da noite, que se há coisa que vale a pena em S. Vicente é gozar a noite de São Silvestre e brincar ao Carnaval. Mas Toi de nha Sabina sabe que exagerou um pouco nas libações, pois, apesar dos seus sentidos entorpecidos, reconhece que melhor teria sido ir doseando a coisa pela noite dentro, até que o Senhor São Silvestre, lá para a madrugada, desse por terminada toda a efusão de corpo e alma.

Agora, estavam ali, todos juntos, à espera da hora H, quando uns meninos de recordaio (2) em punho passam em grande algazarra a contar os escudos arrecadados até ao momento nas boas festas tocadas às portas das casas. O Toi estava a dirigir-lhes uns palavrões em inglês macarrónico quando se fez um certo suspense de algo que ia eclodir. A multidão começa então a contar em voz alta e uníssona os últimos segundos que faltam para a meia-noite. Por fim, o relógio da Câmara bate a última das 12 pancadas e o povo que se acotovela no largo solta um explosivo e triunfal brado de alegria. Em simultâneo, as sirenes dos navios abrigados no porto abrem as suas goelas numa estridência que se ouve em quase toda a cidade e arrabaldes, em meio ao estalejar de foguetes por todo o lado.
Foto JS - Mindelo, Igreja de N.ª Sr.ª da Luz
No quintal da sua casinha no Alto de Celarino, não há quem segure Maninha de nha Tuda, que, de olho puro nas estrelas e coração em festa, bate com força o pilão do cuscuz (3), iguaria que a tradição manda servir na noite de São Silvestre. Mas não está sozinha. Ela e a sua vizinha e amiga de peito Lorença Piedade fazem parceria e batem compassada e alternadamente as pancadas no pilão, na ânsia de terminarem a tarefa a tempo de saírem em correria rumo à Igreja de Nossa Senhora da Luz para engrossarem a multidão que, à meia-noite, e segundo hábito antigo, vai ali dar umas voltas em redor do templo, com uma pedra à cabeça, acreditando poder assim entrar no novo ano com o pé direito, sob os melhores auspícios. Mas ela, enquanto maneja o pau do pilão, só pensa no Toi, seu cretcheu (4), com quem ia comer mais tarde o cuscuz e os pastéis de malagueta que nessa tarde fritara. Interrogava-se por onde andaria ele quando ouve soar os aguardados apitos no meio da Baía, sinal que faltava para ela e Lorença saírem esbaforidamente para a rua, deixando a farinha de milho a humedecer numa bandeja de palha entretecida, para só a cozerem no respectivo binde (5) depois de cumpridas religiosamente as voltas à Igreja matriz.

Entrementes, Toi de nha Sabina vai ébrio de música e grogue no meio de uma serenata de boas festas, que pára de porta em porta na rua Machado. Trôpego de pernas e baralhado de juízo, vai quase colado ao grupo de músicos composto por Luís Morais e outros tocadores de instrumento, mas sem deixar de dar réplica às piquenas (6) que se riem da maneira exageradamente histriónica como ele trauteia a cantiga da noite festiva (7):

Ó dá, ó dá, si bo tita dá
Se bo ca ti ta dá
M’ta txama Jorge para ramêdêb
Porque Jorge ê um home de má consciência
Ondê quel bai el tra más el ta tchá menos.

    
Mas não há noite de São Silvestre no Mindelo que não celebre o enlace entre a terra e o mar com uma coreografia de saltos para a água executada por alguns voluntários crédulos de que assim lavam do corpo as tristezas e os malefícios do ano velho, afogando-os no mar. E tudo isto ocorre com a Baía do Porto Grande debaixo de uma abóbada incendiada por uma policromia de foguetes a estalejar continuamente. Toi, que nesta noite parece ungido pelo dom da ubiquidade, e querendo estar sempre no núcleo duro da festa, não se coíbe e lança-se todo vestido para a água, com os meninos de há bocado, de recordaios já exaustos e ensonados, a darem-lhe troco das bocas mofinas que momentos antes ele lhes dirigira no largo da Câmara. Mas os meninos o que querem mesmo é gozar a visão da orgia da água e do fogo, e largam da mão o Toi quando percebem o estado em que ele se encontra. Resultasse o que resultasse do seu confronto com o ébrio Toi, estes meninos de recordaio compõem, ao fim e ao cabo, o retrato mais inocente da noite de São Silvestre, apesar de alguns actos de arrebata (8) que podem eventualmente ter acontecido no seu trajecto.

Sucede, no entanto, que todo o ciclo tem um princípio e um fim, mas cujos extremos, tratando-se de uma festa, por vezes se entrelaçam derrogando a noção do real. Mas não, haja consciência de que o que flui não tem retorno, pelo menos à luz da razão. Pois o ano velho há muito havia trespassado os confins do tempo convencional em demanda pressurosa de um refúgio abissal para a derradeira catarse de penas e desventuras de que só ele tem a verdadeira e exacta contabilidade. E o céu já não tarda a acolher a chegada da madrugada, que, pé-ante-pé, se insinuará no horizonte, vestida de cambraia fina, para arrefecer os ardores da noite. E é o próprio Senhor São Silvestre, o patrono da festa, que, não dando já mais de si, está quase a cair de joelhos, exangue, sobre as pedras das calçadas de Mindelo. Em simultâneo, e como que em sintonia, os corações dos bailes que animaram a noite já batem as derradeiras pulsações (9) :

Manchê ó manchê que bô manchê…
Manchê ó manchê que bô manchê…

   
Toi bem tentara uma rusga num ou noutro bailarico lá para os lados do Monte, depois de ele e seus companheiros palmilharem irrequietamente quase toda a cidade e arredores, mas deu-se o caso de ele ter sido o único corrido das salas, por demasiado fusco (10) e implicativo, e ainda por cima encharcado devido ao banho de mar com que quisera afogar o ano velho. Sem outro refúgio de alternativa fora da sua casinha no Alto Celarino, ele agora vai sem rumo pela rua da Praia, e, desatinado, começa a cantar em voz alta o já exaurido tema musical da noite (11):
   
Nharmon Manel
Tem um bode motche capode
El tel marrode
Na ladirinha di Monpatrás…

Foto JS - Mindelo, Praia de Bote

A dado passo, como já pouca gente encontra no seu trajecto, dirige-se na direcção dos botes arrastados na Praia de Bote e põe-se aos gritos a acordar quem julga lá estar a descansar: "Ó menis, bsot pêgá na rême e nô bá ta andá que paquete tita entrá na baía. Jal passá Djeu!" (12)  Mas ninguém lhe responde senão um rapaz de nome Manu que costuma ali dormir tendo como tecto as estrelas, ou, na melhor das hipóteses, e quando está mais frio, acomodado dentro do bote Santa Luzia virado ao contrário. Por sinal, é o mesmo menin de ponta de praia (13) que uns anos atrás conhecera a solidariedade humana de um outro rapaz, filho do Patrão-Mor da Capitania dos Portos. Muitas vezes Manu recorda aquele rapaz português de bom coração que regressou à sua terra, terminada a comissão de serviço do seu pai.

Porém, a esta altura, Toi de nha Sabina sente um opressivo silêncio à sua volta, apenas quebrado pelo espraiar das ondas na areia próxima ou por algum esporádico e remanescente foguete a estalejar longinquamente. Um misto de solidão e abatimento começa então a apoderar-se dele e, num estado de quase catatonia, desata num choro baixinho sem saber bem porquê. De duas uma, ou o remorso lhe pesa a consciência ou esta continua simplesmente nublada pelo efeito do grogue. Por fim, começa a fender o ar com movimentos desconexos dos braços, como que a querer agarrar esquírolas da noite, miasmas da explosão dionisíaca que se recolhera ao ventre da terra-mãe.

Farta de esperar pelo Toi, Maninha de nha Tuda comeu o cuscuz apenas com a sua amiga Lorença, porque o seu cretcheu chegou tarde e a más horas e caiu na cama como uma pedra, aparentemente sem ter curado a valente fusca que todos os anos apanha na noite de São Silvestre. O clarão do crepúsculo anuncia o breve renascer do astro rei, que, prestes a retomar o seu trono, demonstra o quão efémera foi a sua abdicação a favor das estrelas da noite e do povo do Mindelo. De um pequeno rádio de pilhas saem agora acordes da música de boas festas de Luís Morais, e Maninha deixa o seu corpo esguio embalar-se em requebros sugestivos na toada da melodia, que agora ecoa nostalgicamente no seu coração frustrado.


Tomar, Dezembro de 2011
Adriano Miranda Lima

Nota:
Os nomes mencionados nesta crónica são fictícios, e a maior parte resulta de nominhos típicos de S.Vicente de Cabo Verde ou de corruptela em crioulo. O único nome citado que é real é Manu, como real é também o episódio pessoal que lhe é referido (colhido do romance “Capitania”, de Joaquim Saial). Também, todas as referências toponímicas mencionadas são reais, incluindo o Bar do Faustino e a Drogaria de Djandjan.


(1)    Diminutivo de grogue em crioulo.
(2)    Instrumento improvisado com uma tábua e tampas de refrigerantes com que os rapazes e raparigas tocam as boas festas na noite de São Silvestre.
(3)    Espécie de pão de farinha de milho, típico e exclusivo de Cabo Verde, cozido a vapor dentro de um recipiente.
(4)    Querido, em crioulo.
(5)    Designação do recipiente com que em Cabo Verde de confecciona o cuscuz.
(6)    Designação em Cabo Verde para moça nova.
(7)    Uma das duas letras da cantiga tradicional de boas festas em Cabo Verde, sobretudo em S. Vicente.
(8)    Hábito antigo de, na noite de São Silvestre, rapazes arrebatarem coisas das mãos de pessoas desprevenidas, mais para se divertirem com o acto do que para cometer um roubo.
(9)    Cantiga tradicional da ilha de S. Vicente que assinala a aproximação do fim dos bailes, ao raiar da madrugada.
(10)    Embriagado, em crioulo.
(11)    Outra das duas letras da cantiga tradicional de boas festas em Cabo Verde, sobretudo em S. Vicente
(12)    “Ó companheiros, peguem nos remos e toca a andar que um paquete está a entrar na baía. Já passou o ilhéu!”
(13)    Expressão em crioulo para designar rapaz sem-abrigo, vivendo na orla do porto.

7 comentários:

  1. São estórias destas, com as entradas na nôs linga, que moem a alma dos que quiseram ficar mas que tiveram de sair. Nomeadamente aqueles que só saíram fisicamente e deixaram o umbigo atado à terra-mãe, que não voltaram mas que ainda sofrem o maior aperto quando são transportados - impiedosamente - pelas ruas mais típicas da cidade onde nasceram e foram criados. Estorinhas destas, vivências dos bairros tipicos, como nos conta o Adriano dão ideias ao encenador de "Clandestinos no Céu", autor de "Guarda Cabeça" e de outros "sketch's" interpretados em terras estrangeiras mas que não tiveram a sorte de os ver em palcos da cidade de Praia de Bote. Outros tempos...
    Obrigado ao Adriano e ao Djack por mais esta oportunidade de reviver coisas de dias-há, do tempo de caniquinha de Sérgio Frusoni e de Nhô Djunga e, ainda, Nhô Roque que também escreveu obras como "O enterro de Nha Candinha Sena" que podiam bem ser exploradas depois de adaptadas.
    Espero que apareça pessoa mais corajosa para lançar um desafio ao Adriano para a adaptação do que lemos hoje, véspera do dia de mais sodade na alma dos que vivem fora "daquele país".

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  2. Isto aqui é o portal da sodade. Sodade do Mindelo, de Soncente, das pessoas de lá, dos cheiros a grogue, mancarra e peixe, do mar, dos navios do porto e do pó que o vento contínuo das ilhas transporta e entra por todo o lado.

    O PRAIA DE BOTE é cada vez mais visitado. Em cerca de 11 meses, quase 18000 cliques. Ontem, por exemplo, foi muito visto a partir da Holanda; hoje tem andado aqui gente da Holanda, do Brasil, de Cabo Verde, de França, Portugal... pena é que muitos desses visitantes não tenham coragem de dar ao dedo, participando como fazem o Adriano, o Valdemar, o Zito, o Fernando, o Varela e poucos mais. Mas a pouco e pouco, os escreventes aumentarão, tenho a certeza. Tenhamos pois paciência, muita paciência...

    Seja como for, a Praia de Bote continua e o PRAIA DE BOTE também!...

    Mantenha e braça,
    Djack

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  3. Pois é; uma vez poeta, poeta para sempre e Adriano dá à sua prosa uma dimensão épica que só a poesia consegue transmitir em toda a plenitude...Isso dá ao tom nostálgico e humanista do relato a cadência sincopada e declamatória de um poema branco onde o autor derrama parte importante da sua vivência, da sua sensibilidade, do seu entranhado amor pela terra, pelas gentes e pelas tradições da sua (nossa...)terra...Quem me dera...

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  4. Bem, vejo que vale bem “regressarmos” de vez em quando à nossa saudosa ilha, como forma de mitigar as saudades que nos corroem. É certo que a longa e contínua ausência dos palcos onde, no passado, vivemos o nosso quotidiano, contribui para a sublimação de memórias e emoções sobre uma realidade que, vista à lupa, nem sempre corresponde à virtualidade do que sonhamos ou ansiamos na ausência. No Esquina do Tempo, dará à estampa uma crónica em outro estilo que poderá conter uma expressão de desencanto em revisita realizada a um São Silvestre de anos mais recentes, no caso, ano 2003.
    Mas sucede que a realidade não é apenas o que os olhos vêem, é também o que os espíritos subentendem, amplificam e consagram em sonhos, quiçá conferindo-lhes uma dimensão interior que pode superar a própria realidade, enriquecendo-a. E aqui entrará certamente a disponibilidade poética que todos nós temos um pouco, e, a este propósito, deixo os meus agradecimentos ao Zito Azevedo pela eloquência e simpatia das suas palavras, em que faz alusão a alguma poesia contida na crónica, mas que é, afinal de contas, a poesia que o povo do Mindelo interpreta no seu dia-a-dia como nenhum outro das nossas ilhas.
    E ao falar de “interpretação”, está implícita a “encenação” do que genuinamente somos, e aqui cabem agora os meus agradecimentos ao Valdemar pela partilha do desfiar do nosso imaginário. Ele é encenador por aptidão natural, e bom seria vê-lo de regresso às andanças teatrais. Nunca é tarde, Val. Não me digas que é por já não teres os 30 anos de diazá, porque então aponto-te o realizador Manuel de Oliveira, que já vai nos 103 e está ainda em actividade.
    Por último, o Joaquim Saial é, na verdade, quem deve concitar todos os aplausos, porque não vejo que outro pudesse trazer a público as recordações e impressões da Praia de Bote, e desde logo da cidade do Mindelo, com maior autenticidade, graça e empenho. Ele é português de nascença, mas consegue ser “mindelense” como muitos naturais não o conseguem. Bastaram 3 anos da sua adolescência vividos em Mindelo. Se o tempo não foi significativo, grande foi o espírito com que se entregou à vivência e à convivência, revelando precocemente uma invulgar capacidade sentimental, cognitiva e intuitiva, o que é atributo dos poetas.
    Seria gratificante que os muitos mindelenses que desembarcam nesta “Praia”, e pelos vistos são bastantes e cada vez mais, aqui deixassem uma garrafinha de grogue, uma moreiazinha frita, uma latinha de cirê, ou um rolim de moftchóde. Ou seja, uma palavrinha a comentar as entradas e saídas dos botes desta “Praia”. Mindelenses onde quer que estejam, em S. Vicente, em Amesterdão, em Paris ou nos States.
    Um muito obrigado a todos e boa noite de São Silvestre.

    Adriano Miranda Lima

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  5. Magnífico Adriano. Um verdadeiro presente de fim de Ano. Lembranças do S. Silvestre do Mindelo, puro, virgem, bon enfant, do antigamente, que já não existe (All gone with the wind).
    Senti-me completamente transportado no tempo com muita nostalgia

    José Lopes

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  6. Um forte e rijo abraço ao confrade "Praia de Bote" e ao seu dono, com os melhores votos para o ano de 2012 e que continuemos juntos nas nossas evocações e partilhas sobre a o nosso SonCent "di longe".
    Mantenhas e Votos de Boas Entradas aos Colaboradores e Leitres comuns.
    (Ass.) "Na Esquina do Tempo" - http://brito-semedo.blogs.sapo.cv/

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  7. Um abraço ao José Lopes (que será sempre bem-vindo quando desejar aparecer) e ao Brito Semedo, colega bloguista, com desejos de continuação de frutuosas partilhas.

    Mantenha e braça
    Djack

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