terça-feira, 18 de dezembro de 2012

[0287] Morna lançada a Património Mundial da UNESCO no Mindelo

7 comentários:

  1. Fico feliz com esta noticia mas acho que hà mais de 30 anos que a Morna devia ter sido reconhecida como Patrimônio Nacional.

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  2. Vai ser desta! Tem de ser desta! Fado e morna unidos no mesmo galardão!
    Um braça mornude,
    Djack

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  3. Como património nacional, sem dúvida. Mas como património da humanidade, acho que é excessivo. O mesmo digo do fado. Não havendo um rigoroso critério de selectividade, chegará o dia em que o acervo do património da Unesco rebentará pelas costuras, banalizando-se e perdendo, assim, o valor distintivo da expressão universal que o deve caracterizar. É a minha opinião.

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  4. Estas coisas, tendo o condão de adoçar os nossos egos patrióticos, turbam um pouco o nosso discernimento...Concordo com o amigo Adriano e acho que a Unesco, por este caminho, arrisca-se a coisificar algo que devia conter merecimento à escala planetária e não representar, apenas, um culto restrito de diminutas coutadas culturais...

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  5. Afinal o que significa ser património da Humanidade. Tudo o que nos está disponível no planeta não será património da Humanidade? Esta é a questão que esta iniciativa leva-nos a colocar. Então, se a resposta a sim, podemos responder ‘Pourquoi pas’, pelo que atira-se o barro a parede para ver se pega.
    Nesta lógica teríamos que classificar milhentas de coisas como património mundial.
    Sinceramente, acho uma ideia estapafúrdia propor a morna como património mundial (assim como achei para o fado), com toda a consideração e admiração que tenho por estes géneros musicais. O problema é que não são patrimónios mundiais coisa nenhuma mas sim nacionais, infelizmente em perda de velocidade hélas! ( por incúria ou desleixo). Penso que estamos a entrar em Cabo Verde numa corrida vertiginosa para a ‘vanglória’ dos patrimónios mundiais. Sei que pode ser considerado politicamente incorrecto o que digo mas como é o que penso…, perdoem-me aqueles que ofendi.

    José F Lopes

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  6. Não concordo com os meus três vizinhos de cima.

    Tango, fado e (espero) a morna (para além de outras músicas) deixaram há muito de ser apenas património do local de origem. A Amália foi adorada bem longe, no Japão (para não falar do Brasil e dos States), quando lá foi cantar o fado e o pessoal não percebia patavina do que ela dizia, apesar de nas salas de espectáculo que ela pisou haver legendas a passar em japonês (rapazes sempre avançados). O tango dança-se em Lisboa e por todo o mundo e a morna, nem é preciso dizer que está na América, na Holanda e em muitos outros etcetras, com agrado geral. No Olympia, a Cize não teve a seus pés apenas cabo-verdianos e portugueses, nem nada que se pareça. Em 22 de Setembro de 2007, quando eu ia à procura do memorial aos mortos judeus em Budapeste (margem de Peste), tive uma das maiores surpresas da minha vida: numa instalação artesanal, feita com paus, cabos eléctricos no ar e altifalantes manhosos, junto a um barco-bar-restaurante amarrado a um cais do Danúbio, quem ouvi eu? A Cize, a cantar uma morna...

    Se tornadas património da humanidade da UNESCO, estas e outras músicas genuínas do mundo que merecem o galardão ficarão mais protegidas e poderão penetrar espaços onde ainda não estão. E a morna, sem dúvida que merece prémio idêntico ao do fado e do tango. Mas opiniões são opiniões e cada um tem a sua - neste caso, todas respeitáveis.

    Braça com violão, clarinete e violino,
    Djack

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  7. ..."ficarão mais protegidas e poderão penetrar espaços onde ainda não estão"...É o amigo Djack que escreve ou seja, reconhece-se que esses patromónios aínda não possuem a universalidade que poderia deles fazer patrimónios imateriais da Humanidade, com ou sem Unesco...Cada povo deve cuidar das jóias das suas coroas, envelhecer os seus vinhos generosos, preservar as suas tradições insuflando em tudo o sopro de um ideal de constante superação em busca do dom sublime da universalidade! E, então, sim: cantar de galo!

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