quarta-feira, 17 de julho de 2013

[0505] Ainda Fonte Francês, com fotos de Zeca Soares

No seguimento de post anterior [0497], o nosso colaborador Zeca Soares enviou-nos imagens fotográficas actuais de Fonte Francês que muito agradecemos. Para conhecer ou para rever e matar saudades.

A mancha verde que se vê ao fundo é do campo de futebol da Bela-Vista, em relva sintética que define uma espécie de fronteira entre os dois bairros periféricos da cidade de Mindelo, Fonte Francês e Bela-Vista. Sei que é um pouco difícil a partir destas fotos definir onde se encontra o limite territorial de cada zona. No entanto, vou dar uma pequena ajuda a quem não conhece o local: Fonte Francês começa a partir desse campo e desenvolve-se para além daquela baliza e do muro visíveis e vai até junto a Igreja dos Capuchinhos. A partir dos muros e da outra baliza que não são visíveis, existem estradas que definem outras zonas, nomeadamente a Bela-Vista. Tudo isto, tomando como referência, a 2.ª foto, conforme a ordem em que estão apresentadas. Não sei me fiz entender em relação a este Fonte Francês, "seco" e sem vegetação ou qualquer propriedade onde se possa praticar agricultura. Para mais esclarecimentos, é só dar um saltinho até Mindelo. São um pouco mais de três horas e  já está.

Foto Zeca Soares

Foto Zeca Soares

Foto Zeca Soares

Foto Zeca Soares

6 comentários:

  1. Da leitura destas imagens não podemos negar que Mindelo é uma cidade bonita. Todavia precisamos de mais espaços verdes, arborizar a cidade, pois a nossa cidade acabará por ficar um museu de betão e pedra, Pouca verdura e vegetação. Se não cuidarmos do urbanismo, dar um rosto humano e amiga do ambiente à cidade, acabaremos pela mesma imagem caótica da cidade da Praia. Temos que lançar uma campanha ambiental. Tornar Mindelo um cidade Verde e aprazível. Vamos levantar S. Vicente

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  2. É de facto o que de imediato salta à vista: a falta de um pulmão verde, de um parque, de uma mata municipal, algo que desse à cidade um ar de natureza. É óbvio que sabemos da falta de poços (ai Alhinho, Alhinho...), das dificuldades de rega, conhecemos o problema do clima falho em chuvas, etc. e tal. Mas de modo nenhum é impossível. Acresce o facto de a maior parte das casas não ter nem reboco nem pintura. O velho Mindelo caseiro e acolhedor, arranjadinho e cuidado transformou-se numa cidade de arrabaldes frios e inóspitos, de fugir dele a sete pés, restando uma morada cada vez mais destruída e descaracterizada pela gula dos patos-bravos. Terminando: alguém tem a veleidade de acreditar que esta miserável paisagem será motivo de passeio de um grupo de turistas saídos de um barco de cruzeiro? A alguém lhe passa sequer a mil milhas do cérebro que este desgraçado bilhete postal trará um cêntimo proveniente das mãos de um visitante chegado à cidade?

    Braça triste,
    Djack

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    1. Pois, ois, amigo...Como escrevi há temos aquando das noticias da escala de grandes navios de cruzeiro no Porto Grande, se não houver, em terra, algo que atraia os passageiros eles não sairão de bordo...As amostras, infelizmente, não são, minimamente, atractivas...CORDÁ, MINDEL!!!
      Zito

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  3. Ê-me praticamente impossível situar uma casa no Mindelo de hoje atravez destas fotos. Houve correria nas construções e penso que o Município não fez o seu trabalho convenientemente, contribuindo para uma anarquia urbanistica.
    O Djack fala do Alhinho que conheci mas que ainda não tinha empreendido a venda de água pela cidade quando o clandestino zarpou mas lembro-me de vários "focos de verdura": Praça Nova era bem tratada, suas acacias estavam sempre verdinhas e o seu chafariz funcionava, Fontinha tinha os seus coqueiros e fontes, Praça Estrela tinha algumas árvores e atrás do cinema Eden Park - Fonte Cutu - estava a propriedade de Toi Bintim que cultivava e vendia legumes. Hoje ninguém se lembra do Toi que fabricava as célebres "bombas-de-água" (com material de recuperação) que vendia a quem quisesse ter uma hortinha. V. g. Nha Camila de Café Cantante e Sr. Anton Sapater (Ribeira de Julião), Familia Matos da Favorita(Calhau e Mato Inglês) Nhô Vital (Passarom), etc. etc.
    Isto vai ser tema para outro trabalho do Praia de Bote. De certeza!!!

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  4. No próximo post lembraremos Fonte d'Cutu de que o Valdemar aqui fala. Quanto a nha Camila de Café Cantante, conheci-a razoavelmente. Morava para os lados de Pracinha de Cruzer (Rua de Coco), talvez mais para o lado da Praça Estrela, se não estou em erro. Mas não foi aí que a conheci. Das várias vezes que com a minha família visitei essa senhora foi sempre na sua propriedade de Rbera d'Juliom, pequena floresta de árvores frondosas, onde havia sempre um frisquim sabe. Mas sabe, sabe na munde, era o tanque onde ela tinha uma tartaruga com a qual eu brincava sempre que lá ia. Belas recordações desse pedaço de verde na ilha seca.

    Braça com verde,
    Djack

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  5. Os comentários até aqui produzidos são de uma eloquência e verdade tais que pouco mais posso dizer. De fato, a cidade cresceu desmesuradamente pela periferia mas só à base do betão, a única lógica que parece ter presidir ao conceito de quem, ao longo das últimas décadas, decidiu sobre o urbanismo. Não há espaços verdes, não há jardins, não há pequenas hortas, a intercalarem-se harmoniosamente nesse distendido e disforme aglomerado de betão. Se não há água, ou se ela é escassa, que se construam pequenos diques e barragens.
    O turista precisa de algo diferente do que actualmente existe.

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