sábado, 28 de setembro de 2013

[0574] Do António para a Adelaide...

O António chegou a São Vicente e escreveu para a sua Adelaide (ao que supomos, residente em Portugal). Mandou-lhe um postalinho do Mindelo (designada por "isto") dentro de um envelope e deu-lhe conta dos preços praticados na terra. Não se percebe bem se acha mesmo a vida barata ou se usa de ironia para dizer que a considera cara. Para 1938, os montantes parecem elevados...

Quem seria este António? Um militar do Exército? Da Armada? Um civil? Quem sabe lá! Mas, pelo menos, ao escrever para a esposa deu-nos um retrato curioso de um Mindelo longínquo, quando o Mundo estava prestes a entrar em guerra. Ao António, tenha sido ele quem tenha sido, um braça de agradecimento.



3 comentários:

  1. Eu acho que esses preços não eram nada baratos, tendo em conta a época, pelo que deve ser ironia. Vim para Portugal em 1962 e lembro-me de que os preços eram mais ou menos iguais aos praticados em Cabo Verde, porque havia uma política de relativa estabilidade do custo de vida em todo o espaço de administração portuguesa, praticamente sem inflação.

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  2. De 1938 não me lembro grande coisa mas de 1940 sim. Tenho a impressão que a àgua de Madeiral custava antes 2 tostões e passava a 5 tostões quado vendida à porta pelas carregadeiras que apareciam a pregar "Uli àga !!!" ou "Comprà àga".
    Raramente compràvamos pois éramos servidos pela àgua da Vascônia (via Telegraph) para beber mas compàvamo-la quando se esfregava o soalho.

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  3. No que concerne aos preços também aposto na ironia mas a cidade até parecia mais alinhada...Não deixa, no entanto, de provocar algumas saudades, "aquilo"!

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