quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

[0746] Inteligência, sabedoria e nacionalismo são

Cabo Verde passa a ser definitivamente... Cabo Verde

A grafia de Cabo Verde nas instituições internacionais já está definida com a denominação portuguesa, pondo-se termo às utilizadas em francês, Cap Vert, inglês, Cape Verde, ou italiano, Capo Verde, noticia hoje a imprensa cabo-verdiana.

Segundo a edição "online" do jornal A Semana, a Organização das Nações Unidas (ONU), a pedido das autoridades cabo-verdianas, aprovou a grafia definitiva em 2013, acabando com as traduções para as dezenas de línguas nas suas diferentes instituições.

Um exemplo das dificuldades que existiam, quer para Cabo Verde quer para os remetentes/destinatários, segundo o jornal cabo-verdiano, que cita uma reportagem do diário norte-americano Boston Globe, publicada na segunda-feira, dá conta dos casos de um simples telegrama diplomático ou da elaboração de um guia turístico.

Hoje, a nova grafia é utilizada em todas as línguas oficiais das Nações Unidas, aceitando-se, porém, as versões Republic of Cabo Verde, em inglês, ou République du Cabo Verde, em francês.

Nos Estados Unidos, segundo o jornal norte-americano, a base de dados do Governo e os sites governamentais, caso, por exemplo da agência de informações CIA, já adotaram a grafia Cabo Verde.

«Há um sabor e poder especial em dizer: é isto que somos. Deixamos de ser rotulados como isso ou aquilo», declarou o ministro da Cultura cabo-verdiano, Mário Lúcio Sousa, ao Boston Globe, citado pelo A Semana.

Para o jornal norte-americano, o nome de um país traduz a sua cultura, identidade e história. «É uma marca que influencia tudo, desde o desenvolvimento económico, às oportunidades de investimento internacionais e o turismo. Cabo Verde está no mapa. Está estampado nas capas de revistas comerciais», lê-se na reportagem do Boston Globe.

«Quando alguém diz "Estados Unidos", as pessoas pensam logo numa potência económica, num país de invenção ou de sonhos. Quando se diz "Cabo Verde", as pessoas pensam em sol, praia, pessoas agradáveis, sorrisos, pessoas que trabalham», declarou Mário Lúcio ao jornal norte-americano.

Lusa

5 comentários:

  1. Que bom! Ja nao era sem tempo! Mais de 36 anos para crescer perante o mundo e ser chamado pelo o seu proprio nome " CABO VERDE"..
    Cabo Verde terra minha
    Amo-te , como a ninguem...
    Braca
    Nita Ferreira

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  2. Bem, isto devia ter sucedido há mais de trinta anos como diz a Nita mas escolheram a boa altura quando alguns esperavam que fosse adoptado Kau BerdI. Jà viram?

    Bolas !!!

    Um braça de sastefaçon

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  3. Linguagem de "K" e espada, não... isso só lá para os lados do Burundi.

    Braça com Cê,
    Djack

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  4. Fico satisfeito com isto. Oxalá os alupequistas tirem as devidas ilações.
    Mas há uma palavra que me suscita dúvidas: "cabo-verdiano". Há dias, um camarada de profissão, pessoa culta, experiente e mais velha que eu, perguntou-me se não devia ser "caboverdeano". Respondi-lhe que sim, tal como, aliás, se escrevia, salvo erro, antigamente. A alteração, introduzida por mero convencionalismo gramatical, é de data não muito recuada. Penso que se reporta às alterações ortográficas de 1971. Mas foi uma alteração que, quanto a mim, não tem justificação do ponto de vista linguístico.

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  5. O K é a sigla dos fundamentalistas, uma outra revolução agora espiritual. Agora como vão fazer com a sigla Cabo Verde, Kao Berdi já não dá, ficaram entalados!!!!
    ah Ah aH .
    Mas atenção o combate ainda não está ganho não se sabe o que estão a 'mijotar' (francesismo culinário que significa preparar ). Aposto que qualquer dia nos surpreendem com mais uma provocação.

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