sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

[0748] Duas maravilhosas pérolas históricas: uma do Mindelo, outra do Sal

Na ementa de hoje, duas verdadeiras pérolas ontem descobertas, uma do Mindelo, comercial, e outra salense, militar e futebolística. De nenhuma delas vamos dizer mais nada, pois há entre os comentadores do Praia de Bote (insistimos que os que só aqui vêm ta spiá nem sabem o que perdem) gente com licenciaturas em ambos os assuntos que lhes permitem falar deles com douta sapiência. Portanto, os eleitos que gastem a sua verve... Bocês bsiá e bocês falá!... Quanto ao Morro Curral da foto do Sal, veja-se AQUI





16 comentários:

  1. CENTRAL. - Nunca um nome foi mais justo como o do estabelecimento de Nhô Pidrim Bonnuci, mas na realidade pertencente também ao Sr. Leça. Ali era o lugar dos encontros da sociedade mindelense que iam consumir depois do trabalho, cômodamente instalada em cadeiras de verga vindas da Madeira e vendidas pela firma Raul Ramiro de Caires, Lda, cujo gerente era Pedro Ribeiro, mais conhecido por Pedro Caires.
    Entre as duas árvores encontrava-se o Maurício Caracundinha, uma jóia de homem, muito respeitado por todos, que ali exercia a sua profissão de engraxador.
    Era outrora, tempo sabe...

    Nota: - Quanto aos futebolistas, eram do Sal e numa data em que não posso lembrar mas estou certo que alguém poderà lembrar-se de alguma coisa relativa ao lugar e ao tempo.
    Braça c'sodade pa tude gente

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  2. Este postal que é da autoria de Giuseppe Frusoni ( meu avo ), cunhado de Pietro Bonucci e socios, foi feito seguramente em finais do seculo 19, inicios do seculo 20. Este Bazar vendia de tudo. Também ai se jogava o bilhar. Em cima da Central no meu tempo ficava o Hotel Chave D'Ouro. Nao sei se na altura em que foi feito o postal o Hotel Chave D'Ouro ja funcionava aì. Quanto ao postal do Sal nada sei dizer. Braça

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    1. Creio que o Chave d'Ouroi é coisa mais recente, obra do velho Miguel Costa que, por ter sido cozinheiro no navio "28 de Maio", era conhecido por Miguel de 28...Fui condiscupulo, coledga na Rádio e continuo amigo de sua filha Celeste...
      Abraço amigo!

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  3. Claro que, desta Central eu não me recordo mas nesse local trabalhei muitos e bons anos, sob a designação de Drogaria do Leão...Nunca tinha reparado que a única montra da Drogaria, afinal, tinha sido a porta nobre da Central...Devíam passar-se aí belas tardes...

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  4. Quem diria, de facto... Eu também não imaginava. Mas a História serve para isto mesmo.

    Braça rememorativa,
    Djack

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  5. Quem diria, de facto... Eu também não imaginava. Mas a História serve para isto mesmo.

    Braça rememorativa,
    Djack

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  6. E aqueles letreiros, dos quais ainda ninguém falou... "Corais", "Armas" e até... "Artigos", ahahaha

    Braça articulista,
    Djack

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  7. Interessante história. Recuamos no tempo um século no Mindelo do 'temp de caniquinha' e estamos a rever a História comtemporânea

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  8. Eu não sou “licenciado” nestas memórias, mas vou procurar dizer alguma coisa.
    Quanto à primeira foto. O local parece agradável e à altura da urbe de então. O meu conhecimento mais concreto desse local começou a seguir aos princípios da década de 1950, ou seja, a partir dos meus 8 anos. Nessa altura, não me lembro da Drogaria do Leão nessas instalações, mas sim de um estabelecimento comercial de artigos diversos, nomeadamente tecidos e vestuário. Por essa data, e caso eu não esteja equivocado, a Drogaria do Leão estava numa instalação um pouco acima, na rua de Lisboa, e do lado esquerdo no sentido Cais-Palácio.
    O Val fala de um engraxador de nome Maurício, mas de quem me lembro é de um outro engraxador chamado Caetano. Este era paralítico e deslocava-se dentro de um carrinho de madeira que era empurrado por um auxiliar. Lembro-me de que o Caetano era engraxador preferido pelo meu pai, tanto que todos os domingos eu acompanhava uma criadinha que levava os sapatos da casa que havia para engraxar, em especial os do meu pai. Remonta a esse tempo o meu conhecimento da pessoa do Caetano. Tenho ainda na mente uma ideia da sua figura: de pele um pouco clara, pequeno e sempre sentado nessa esquina onde abancava, com trabalho sempre assegurado.
    Ainda sobre a Drogaria do Leão, mais tarde foi transferida para outra instalação, numa transversal à rua Mercado, ou mais ou menos por aí. Nessa altura, a Drogaria era um estabelecimento abastecido de quase tudo, em especial artigos alimentares importados da “Metrópole”, inclusivamente fruta portuguesa. Ou estarei a fazer confusão, dado que o outro estabelecimento se manteve, com artigos de outra natureza?
    Quanto à segunda foto, aí, sim, já me considero um pouco “licenciado”, e por acaso tenho algum material do género, que um dia destes enviarei ao Djack. Aliás, os Expedicionários ainda têm uma coisinha mais a dizer.

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    1. Bravo, Adriano !!!
      Falamos da mesma pessoa, precisamente o Caetano, que morava na Chã de Alecrim. Tinha os membros inferiores atrofiados e era corcunda e deslocava-se num carrinho e o rapaz que o tirava era o seu filho. Efectivamente ele era branco e a companheira, uma senhora de uns 180 cm, também. Tinham um rapaz e uma menina.
      Mas tenho de explicar a confusão do Mauricio que era também corcunda, barbeiro com oficina na Rua da Luz, colada com José Maria Feijoo. Era grande amigo do meu Pai que o convidava para as voltas de carro aos domingos à tarde.

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    2. A Drogaria começou nas instalações do antigo "Bon Marché", na Rua de Lisoa, e só depois se transferiu para a Central. O estabelecimentoi que vendia produtos alimentares e afins, era a Adega do Leão e ficava, saldvo erro, na rua do Djibla, que andou em obras há pouco tempo...
      Braça...

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  9. E diz ele que não é licenciado, ahahaha. De qualquer modo, nestas instalações foram comprados pelos meus pais um serviço de chá chinês de porcelana (boneca no fundo), um conjunto de seis lindíssimas canecas de cerveja em vidro mas sem asa metidas num só suporte de metal com pega de madeira, um conjunto de seis copos de refresco, dois luxuosos de água com filetes dourados e umas duas dúzias de pratos chineses de sobremesa. Tudo isto ainda existe, nada se partiu e ainda servem amigos que aqui vêm. Talvez até tenha sido o Zito a vendê-los aos meus pais, sabe-se lá. Estas compras devem ter acontecido por Outubro/Novembro/Dezembro de 1965.

    Braça saudosa da Drogaria do Leão,
    Djack

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    1. Se essas compras foram feitas por alturas do Natal, até é admissivel que tenha sido o vendedor, pois nessas alturas até o pessoal do escritório ía para os balcões ajudar...Acrescentaria que a louça oriental que vendíamos vinha do Japão e não da China e os vidros dos Estados Unidos...Folgo em saber que tudo está aínda inteiro!
      Braça...

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  10. Notei nos letreiros. O meu avo alem de socio do Pietro Bonucci no Bazar Central exportava coral para a Italia. E' pena nao se conseguir ler a data que està no selo.Leem-se o dia e o mes mas nao o ano. Braça do Bazar Central

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  11. Sim, chamava-se Caetano o engraxador que tinha as pernas atropiadas. Lembro-me bem dele.

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  12. Este é um site de cotas

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