quinta-feira, 24 de abril de 2014

[0843] "Como pode ver pela fotografia, o Liceu é bom"...

Tanto pode a frase ser ironia, devido à falta de pintura do Liceu Gil Eanes (veja-se o postal abaixo, editado pela "Casa do Leão" retratando bem a triste sina de "pele esfolada" que persegue esta Casa) como de admiração pelo edifício que de facto tinha e tem agradável desenho e boa organização de espaços, amplos, arejados e funcionais. A verdade é que a remetente (que só assina por primeiro nome e de cuja identidade suspeitamos, intelectual cabo-verdiana de grande prestígio) escreve do Mindelo a uma amiga e colega professora portuense em 9 de Julho de 1952, falando de saudades de que deixou na "Invicta" mas de certeza agradada pela ilha que encontrou (ou reencontrou), como não podia deixar de ser. Há 52 anos, quase exactos...

"Como pode ver pela fotografia, o Liceu é bom...", refere ela. Sim, todos nós sabemos isso. Tanto em tempo colonial como em tempo de República, a coisa repete-se, repete-se e repete-se...




7 comentários:

  1. O momento é oportuno para trazermos - uma vez mais - este assunto à tona.
    Porque hà necessidade de salvar o Liceu; porque nomearam um Curador do
    Patrimônio do Mindelo.
    Força, Praia de Bote !!!
    Braça d'encorajamente.

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    1. O assunto já está a ser tratado pelo Curador e pela Reitoria da Universidade de Cabo Verde.

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    2. Esperemos que haja MESMO luz ao fundo do túnel (para além de uns bons baldes de tinta, rolos e escadotes... fora o resto)...

      Braça reconstrutiva,
      Djack

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  2. Talvez haja uma luz ao fundo do extenso tunel, graças à atençãoi da Fundação Manuel Antonio da Mota, que o Artur Mendes conseguiu despertar...Vejam os desenvolvimentos no ARROZCATUM...
    Braça de esperança,
    Zito

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  3. Pena não se poder saber o nome da professora, pois de certeza que a apanhei no liceu. Só entrei 3 anos depois da data deste postal.
    Vou já ao ARROZCATUM para ver a boa notícia que o Zito refere.

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  4. Claro que se pode saber o nome. Vou enviá-lo por email imediatamente.

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  5. Ajudado pela opinião do Adriano (que de certo modo é a minha), estou inclinado a considerar que se tratará de uma professora europeia talvez instalada temporariamente no Mindelo - quem sabe se acompanhando o marido, militar ou ali colocado noutra tarefa.

    Braça em dúvida,
    Djack

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