domingo, 3 de agosto de 2014

[0998] Comemorações do post 1000 (9) Pd'B volta a perder a cabeça e lança o concurso n.º 22

Simples, rápido e eficaz: 5 ramos de acácia para o primeiro visitante que completar os espaços em branco no envelope mas apenas os da primeira linha. Pedir também os da linha inferior seria uma grande maldade. Mas se alguém souber, tanto melhor.

RESOLVIDO! VENCIDO POR JOSÉ LIMA!




Ora aqui temos um José Lima que vem ter connosco pela primeira vez e não está com meias medidas: logo de início arrebata 5 pontos. Seja ele muito bem-vindo e que passe a participar no Praia de Bote com comentários são os nossos veementes desejos. 

Pois é de facto a casa Manuel Gomes Madeira & Filha, Sucessora Luzia d'Andrade, que conheci na Rua de Lisboa, não muito depois do antigo BNU (pode ter estado antes noutro local), do lado direito quando se sobe e onde o meu pai comprou os bilhetes para o "Alfredo da Silva" que a contragosto nos devolveu à Europa. Era portanto a casa Madeira representante da Sociedade Geral, embora eu não saiba mais nada dos seus negócios. Mas do Manuel Madeira algo se vislumbra no saboroso texto do Germano que se pode ler AQUIE da empresa, algo também, no recorte dois anos posterior ao envelope, de Janeiro de 1932 em que Jorge da Fonseca chega ao Mindelo para tomar conta do negócio, vindo não se sabe de onde, talvez de Lisboa, talvez da Praia, incógnita que não consegui deslindar.


Como disse antes, o estaminé comercial ainda existe ou existiu até há pouco (alguém que nos elucide) e, segundo parece, sempre ligado aos assuntos marítimos. Disso é sinal a existência de referências na Internet e não poucas, como estas duas que aqui exibimos. Se assim sucede, isto é, se ainda persiste, daqui lhe enviamos parabéns - que bem os merece - e também ao nosso novo amigo José Lima que "limpou" com a maior limpeza os cinco pontos (correspondentes a cinco ramos de acácia) que lhe deram lugar de honra no nosso hall of fame, ali ao lado, onde pode ver o seu nome a brilhar.

Clique nesta e nas imagens seguintes, para as ver melhor


Vimos agora o Guia da ENAPOR 2012-2013 e lá está a empresa. Não há dúvida, persiste!



17 comentários:

  1. Djack, desconfio que nem a minha mãezinha era ainda nascida e agora não estou a ver nenhuma cagarra a vir ter comigo.

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  2. PORQUÊ CINCO RAMOS SE SÓ HÁ QUATRO ESPAÇOS EM BRANCO???
    SERÁ QUE ESTA EMPRESA, SEDIADA EM S.VICENTE E QUE PARECE ENVIAR UMA CARTA DE LISBOA COM SELO INGLÊS, AINDA EXISTIRIA EM 1943, QUANDO EU CHEGUEI A S.VICENTE? É QUE NA DATA EM QUE A CARTA FOI EXPEDIA, TINHAM OS MEUS PAIS ACABADO DE CASAR...
    ASSIM, NÃO BRINCO...

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  3. Seria uma firma de produtos alimentares, já que a carta é para uma fábrica de açúcar?

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  4. A firma, sã que nem um pêro, ainda teve um relacionamento bem triste comigo em 1965 (embora involuntário da parte dela), meus caros. Não me digam que acham que uma firma para existir, teve de ser criada ontem? Não pode ter sido criada anteontem ou antes de anteontem? Olhem o "Diário de Notícias", agora a fazer 150 anos...

    Acham que eu ia fazer um concurso com resposta impossível? Já vos disse várias vezes para não se impressionarem com o que vêem mas com o que está por detrás do que vêem (caso do disco da misse, lembram-se?... que nada tinha a ver com o assunto).

    Olhem para os espaços em branco, nomeadamente os de cima, juntem dois e dois e chegam lá num ápice. E o que mais me chateia é que vocês sabem. Saíram-me foi uns grandes preguiçosos, vocês! E viva a Rua de Lisboa!...

    Braça com desejo de esforço,
    Djack

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  5. E o Zito viu o selo inglês mas esqueceu-se de ver o carimbo "Paquete"... A carttinha, ao que parece, terá sido selada e carimbada a bordo, passando depois a mala postal por Lisboa, de onde terá partido a carta para a Checoslováquia, coisa esquisita, mas é o que sugere e mais aquele carimbo que parece dizer "Andalucia(?)" e "The High Seal(?)". Só mistérios. Mistério não é a empresa, com a qual o Zito, O Adriano e milhares de são-vicentinos terão esbarrado no dia-a-dia, tal como eu, en passant...

    Braça à espera, sentado,
    Djack

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  6. Eu nem quero estar a mentir, mas por investigações que fiz agora mesmo, parece que a empresa ainda existe (ou existiu até há pouco)- o que é um milagre milagroso, de espantar...

    Braça atónita,
    Djack

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  7. Ó diabo, e eu que pensava que era de tempos de diazá muito longínquo.
    O único estabelecimento de que me lembro se associa ao apelido Gomes é do Tói Pombinha, já que o nome dele era António Ramos Gomes.

    Mas cadê mais Gomes, ainda por cima na rua de Lisboa?

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  8. Vou dar uma ajuda a este desmemoriados... do lado direito...

    Braça, desiludido com mindelenses amnésicos.
    Djack

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  9. O envelope é dirigido a uma fábrica de açúcar, como se vê e já se falou. Mas a minha fortuita ligação a essa empresa não teve nada a ver com açúcar nem com outros géneros de mercearia. Aliás, a minha relação com eles foi indirecta e deriva de uma compra que o meu pai lá fez que não me agradou nada...

    Braça com fraca ajuda,
    Djack

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  10. MANOEL GOMES MADEIRA SUCRS LDA
    S.VICENTE-CABOVERDE

    CASA MADEIRA

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  11. Estava eu no barbeiro e pensei:
    Será que ele se chamava Celso GOMES Leão? Mas essa do açúcar é que está a estragar tudo.

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  12. Parabéns ao José Lima. Seria bom que nos honrasse com a sua assídua presença neste blogue.
    Eu nunca teria acertado.

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  13. Ora bolas !!!
    O que me lixou foi precisamente o "Gomes". Sempre conheci o estabelecimento como Casa Madeira e tanto se falava do seu Gerente (Jorge Fonseca, sr.)* como do seu guarda-livros Serafim Lima, pai do Prof. Augusto Mesquitela Lima.
    Parabéns ao José Lima, se calahra parente do do que foi guarda-livros.
    V/

    *) Também eram muito populares os filhos Fonseca (Jorginho e Licinha) e da esposa D. Alice

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  14. Mesquitela, meu saudoso professor. Não sabia da ligação do pai à Casa Madeira, mas o homem da memória de elefante transporta-nos para o passado com a maior facilidade e sabedoria.O Zito e o Val, ainda por cima amigos, bem podiam fazer uma parceria para um book mindelense de 500 páginas. Mexam-se, homens, mexam-se, não sejam preguiçosos. Eu dou uma ajuda, no que puder. Mexam-se! Tenho dito!

    Braça livresca,
    Djack

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  15. Ao mencionar os nomes da Familha FONSECA (Forge Sr., Alice, Jorge Jr. e Licinha) estava longe de pensar que o Jorgim acabara de falecer.
    Como habitualmente faço, telefonei ao meu mano (também Jorge) para conversar um pouco e, no fim, deu-me a infausta noticia.
    Que a terra seja leve ao rapaz que marcou a sua época.
    V/

    P.S. - Como se pode ver, somos daqueles genuinos Cabo-verdianos (com um "C") e lembramos ainda do que era corrente dizer "tude gente ta conchê tude gente". E é com imenso agrado que recordo o nome do conceituado guarda-livros pai de um ilustre patricio.
    Avé !!!

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