terça-feira, 5 de agosto de 2014

[0999] Comemorações do post 1000 (10) Mais uma "curta" de Zeca Soares, no limiar do post 1000

O amigo Zeca Soares merece esta deferência de ter para si o post 999, pois é até agora o único mindelense que desde nôs terra nos envia material fresco e de qualidade... Por isso no "Praia de Bote" têm lugar cativo as suas "curtas", directas e certeiras. À beira do post 1000, aqui vai mais uma delas - no caso, bem triste e desoladora...

Zeca Soares
A orografia da ilha de São Vicente tem a particularidade de ser cativante, apesar do seu aspecto agreste e ausência de vegetação, possuindo considerável número de montes e colinas que vão desde as maravilhas do Monte Cara, ao Monte Verde, para não falar do Lombo d’Jon , Monte Forca ou God, Cruz d’Papa, Jonriber, etc., etc.

Infelizmente, por razões várias que a razão desconhece, até agora não foi possível tirar o melhor proveito destas infra-estruturas naturais. Pelo contrário, permite-se que não se faça tudo aquilo que o bom senso aconselha. Ou seja, há ausência de um plano de gerações devidamente enquadrado no desenvolvimento da cidade do Mindelo.

Tudo isto, só para perguntar: afinal o que é que pensam fazer com a menina dos olhos de ouro da Cidade do Mindelo e da Baía do Porto Grande? Quem é responsável pela situação de total abandono em que se encontra este lugar actualmente?

Tenho a noção que é uma questão melindrosa, uma vez que envolve pessoas e instituições nacionais e estrangeiras com grandes responsabilidades no país. Mas como cidadão tenho o dever de questionar da possibilidade de que esta “obra” nunca mais venha ser acabada, correndo-se o risco de ficarmos com um “Monstro” sobre a Baía e a Cidade.

Fotos Zeca Soares - Clique nas imagens, para as poder ver melhor




5 comentários:

  1. Perguntas pertinentes lança o Zeca Soares, mostrando a sua sensibilidade para com os problemas da sua/nossa ilha natal.
    Estes e outros incompreensíveis abandonos, por incúria ou por fé em negócios privados duvidosos, estão a matar o património de S. Vicente.

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  2. Na verdade o maior crime da Dra. Isaura Gomes, Presidentre da Câmara de São Vicente, foi de conceder ops terrenos do Fortim, por uma bagatela de 120 o m2 quando os emigrantes teem a pagar cicno contos ou mais pelo m2. A zona do Fortim é o miradouro natural da Baia do Porto Grande, onde se poderia criar um museu com largas actuvidades culturais. Impedir o povo de São Vicente de visitar o seu miradouro foi o maior crime da Isaura na sua governaçao municipal. Os trabalhos estão parados ha' mais de cinco anos e a Câmara Municipal não diz nada e nem é capaz de devolver ao povo de Mindelo o seu Fortim e o seu Miradouro. Se fosse um sacrificado emigrante ja' o actual Presidente, Augusto Neves, ja' teriam mandado demolir a obra como aconteceu com a casa do Nitcha na Baia das Gatas enquanto que outros projectos na Baia de Gatas nunca são executadas.

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  3. Aquele lugar de Montevideu (nome do sítio do Fortim e do Miradouro Craveiro Lopes) parece lugar amaldiçoado. É, de qualquer modo, uma das vergonhas actuais da ilha, página negra da paisagem e história urbanística são-vicentinas.

    Quanto a Craveiro Lopes, lembro que o nossos patrícios de Santiago ainda mantêm um bairro com o seu nome. E lembro que o mesmo tem sido estimado e sujeito de pelo menos um estudo conhecido. Em São Vicente, é o que se sabe...

    Um abraço ao Luiz, pelo aparecimento e palavra botada.

    Braça presidencial,
    Djack

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  4. O caso Fortim fica assinalado como uma das maiores poucas vergonhas da Isaura.

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  5. As imagens de ruinas do Fortim são indignas para uma ilha como S. Vicente enchem-nos mais uma vez de indignação. É aprova mais do que acabada do abandono desta ilha e da inexistência de um projecto Turístico e Cultural. 40 anos depois da independência e em pleno 2014 esta área merecia valorização o Fortim reconstruído iluminado a noite e transformado numa zona nobre da ilha. Não estas imagens de abandono. Agora a valorização desta área não significa construir Arranha Ceus ou Projectos turísiticos insustentáveis.
    José F Lopes

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