sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

[1767] Na 2016, grog más medjor...

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2 comentários:

  1. Esta é uma medida importantíssima, só não se percebendo que só agora tenha sido tomada. Esta medida deve colher todo o apoio dos apreciadores do verdadeiro grogue.
    Desde há alguns anos que me apercebo de que o grogue que se vende por aí passou a ser um produto que nada tem a ver com aquele que em criança me invadia o olfacto (agradavelmente) quando entrava num botequim. Mas só em Portugal, praticamente a partir dos 26 anos, é que passei a apreciar um grogue bebido com peso e medida. Lembro-me bem como se fosse hoje. Estava de oficial de dia no Regimento de Infantaria 15, em Tomar, em 1968. Recebi na tarde desse dia uma encomendinha de Cabo Verde, enviada pela minha mãe. Nela vinha uma garrafinha de grogue e também doce de papaia. Como era Inverno, à noite, e já noite avançada, provei um cálice e soube-me muito bem, deliciando-me com o aroma agradável e o calor tonificante acolhido no estômago. Bebi mais um, e foi o bastante porque estava de serviço e não podia ficar fusco. A partir daí, comecei a olhar para o grogue de uma maneira diferente. Pouco tempo depois, um 1º cabo meu subordinado, que era madeirense e por acaso tinha o curso de regente agrícola (não quis ser graduado miliciano acreditando que assim se livrava de ir para o Ultramar), foi de férias à ilha natal e trouxe-me uma garrafa de aguardente de cana madeirense produzida industrialmente. Era de boa qualidade e tinha uma cor escura, sinal de que tinha sido envelhecida ou recebido um corante. Bebi, também com agrado, mas não tinha aquele perfume natural do bom e autêntico grogue cabo-verdiano.
    É bom que em Cabo Verde se valorize este produto e se reprima os que andam a dar cabo do seu prestígio.
    Viva o bom grogue!

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  2. Faço votos que o não respeito das medidas sejam severamente punidas. Não têm o direito de sujar um produto nacional, o nome do Pais e a saùde de cada uum.
    Não esqueço que, por galanteria, fiz caminho para jantar num restaurante nacional. Sob insistência da dona do boteco, ingeri um dedal d'um groguim. Felizmente que foi um dedal porque fez efeito como se se tratasse do conteùdo de um alambique. Este três ou quatro idas muito doente.
    Bem, o lugar foi encerrado. Graças a Nossenhor !!!

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