sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

[1846] A guerra que se prolongou para além da guerra

A carta foi enviada do Mindelo para Vila Real de Santo António, para um senhor cujo nome, como sempre, eliminámos. Carimbada no Mindelo (e não como ida de São Vicente), tem também chancela castrense, da "Expedição Militar a Cabo Verde - Quartel General - Isento de Franquia". Mas é de 17 de Dezembro de 1952, acabada a guerra havia mais de sete anos.


4 comentários:

  1. E, se só foi apagado o nome, o destinatário devia ser gente bem conhecida pois não há vestígios de endereço...
    Braça, sem selo
    Zito

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    1. É quase certo que sim, mas também nessa altura Vila Real de Santo António era bem mais familiar. Toda a gente se conhecia, tal como em São Vicente.

      Braça militar,
      Djack

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  2. Pois, pois !
    Lembro-me de cartas que o Ildo do Correio (ùnico carteiro do Mindel) recebia para distribuir. Quando "não tinha tempo" mandava recado para passarem pelos correios. Eram cartas como essa que tinha "D. Perpétua da Luz - Lugar de Monte Sossego - S.Vicente". Não tenho ideia de reclamações de cartas estraviadas.

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  3. A explicação para o "fenómeno" deve ser a que segue. Depois de ter regressado à Metrópole a expedição militar, o que aconteceu em 1944, devem ter ficado milhares de envelopes desses (isentos de franquia). E prorrogaram o seu uso. Na guerra do Ultramar (1961-1964), havia os chamados aerogramas, que consistiam num conjunto único envelope/papel. Muitos soldados arranjaram madrinhas de guerra com esses aerogramas. Mas esses não puderam ter continuidade porque a guerra acabou e o pessoal regressou definitivamente das colónias.

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