terça-feira, 5 de abril de 2016

[2113] Era assim que em Março de 1971 "O Arquipélago" via Nhô Roque, visto no "Diário Popular"

Na edição da Caminho que eu tenho (1998), essas 52 páginas passaram a 38. E lá estão também "Pródiga", "O Enterro de nha Candinha Sena", "Virgens Loucas", "História do tempo antigo", "A Consulta", "Biluca", "Burguesinha" e "Miragem", para além de um glossário de crioulo.


E aqui vai uma nota retirada do Youtube sobre uma homenagem feita em Lisboa a António Aurélio Gonçalves, que vem a talhe de foice e ainda é mais ou menos actual.

A cerimónia de homenagem a António Aurélio Gonçalves decorreu a 30 de Setembro de 2015, na Sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Após palavras de boas-vindas da Diretora Geral da CPLP, Georgina Benrós de Mello, o evento contou com uma palestra proferida por Francisco Fragoso sobre a Vida e Obra de António Aurélio Gonçalves. Seguiu-se a leitura encenada da novela de António Aurélio Gonçalves, “Reinaldo e as Suas Cortesãs”, com encenação de Filomena Vicente e António Lourenço. António Aurélio Gonçalves (1901-1984), nasceu na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde. Dedicando-se à vida literária com intensidade, consagra-se à literatura de ficção, sendo uma personalidade incontornável enquanto novelista, crítico e ensaísta. É figura de destaque das letras cabo-verdianas.

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4 comentários:

  1. Grande homem das nossas Letras. Homenagem merecida e bem lembrada. O género literário que A. Aurélio Gonçalves cultivou - a novela, ou noveleta como ele próprio chegou a classificar - e que se situa (apenas em termos de grandeza física) entre o conto (maior que) e o romance,(menor que)faz dele ainda uma espécie de detentor desta "marca" ficcionista, uma vez que não foi continuada, na Literatura cabo-verdiana...
    Uma revisitação às obras aqui citadas, é algo que cai sempre bem.
    Abraços

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  2. Tenho o Noite de Vento e de vez em quando o releio. Sempre com grande satisfação e proveito.

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  3. Recordo-me de ter feito, no programa Revista Sonora, que tinha na Rádio Barlavento, uma nota crítica a esta "noveleta", pois Nhô Roque havia-me enviado um exemplar, autografado. Devo ter-me saído bem pois, no dia seguinte, recebi dele uma carta manuscrita que me encheu de orgulho pelo apreço que ela testemunhava pela minha análise...Infelizmente, não tenho o gene arquivista que, por exemplo, ajuda o amigo Djack a coleccionar memórias...Não sei onde para, nem a cópia do programa com a critica, nem a carta, nem o livrinho autografado...Dava um Post de categoria!
    Braça descuidado
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    1. Grave, muito grave, caso para ser entregue ao tal político socialista conflituoso e receber dele uns sopapos... Não se admite, perder um luxo desses que ainda por cima hoje valeria uns bons cobres.

      Braça sem book,
      Djack

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