sexta-feira, 13 de maio de 2016

[2177] Post extra. Bento Levy, do aumento desejável para os funcionários de Cabo Verde aos "cretinos" que queriam que eles comessem cachupa...

Sem outras palavras que as da desassombrada intervenção de 26 de Fevereiro de 1970 do deputado por Cabo Verde na Assembleia Nacional. Um grande discurso que partilhamos com os nossos leitores.


5 comentários:

  1. Naquele tempo fora do funcionalismo, 1970 um Carpinteiro ganhava 50$00/dia, 300$00/semana, trabalhando 8 horas p/dia 48 horas numa semana. Mas não havia muito por onde gastar. As exigências da vida não eram muitas, a cathupa era três vezes por dia, e cozinhado a lenha ou carvão; era uma "Delicia". Podia-se andar descalço, ir ao cinema por 1$50, não havia grandes despesas de água e electricidade e nem telefone, etc, bem dito para as classes baixas da sociedade.
    Hoje continua na mesma e para muitas famílias ainda é mais complicado. Há muito por onde gastar, desde cosmético,produtos de beleza produtos Chineses que antes de comprar já esta estragado, os telemóveis, a Internet, televisão, passaram a ser de primeira necessidade como água e luz, sem contar com os festivais semanais. Neste sentido pouco resta para comer, cathupa custa os olhos da cara. O problema resolve com um chouriço,ou perna de galinha com uma bolsa de esparguete, ou então uma refeição por um dia inteiro.
    Afinal naquele tempo tínhamos DEPUTADO

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    1. É verdade, amigo Zeca, do que tenho lido, estes homens que foram deputados por Cabo Verde na Assembleia Nacional em Lisboa até ao 25 de Abril eram muito bons cabo-verdianos e sempre defenderam a sua terra, sem papas na língua, como aqui se vê pelo reato de Bento Levy. Na maioria, gostavam de Portugal (o que não era crime nenhum), mas ainda gostavam mais do seu berço que sempre representaram bem e com honra.

      Braça
      Djack

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  2. Recordo que foi o Dr. Bento Levy que me contratou (e ao meu irmão) para fazermos as reportagens da visita do Américo Thomaz para o jornal O Arquipélago e para o Rádio-Clube de Cabo Verde, em 1968...

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  3. Discurso escorreito, claro, bem articulado, e incisivamente corajoso, sem receio de chamar os bois pelos nomes. Como se pode ofende a memória desses deputados que defenderam a causa cabo-verdiana.
    Só não percebi bem esse vencimento base de 6.500 escudos para Cabo Verde. Referenciava-se pelo vencimento de que categoria profissional?

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  4. Pois é a narrativa do mundo dividido em bons e maus, neste caso os que eram inimigos de Cabo Verde e os que lutavam por Cabo Verde está a esmorecer face às evidências. Afinal é mais caboverdiano os que foram lutar no mato da Guiné ou esses homens que já estavam quase perto da reforma e que tinham dado o litro por aquela terra?

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