quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

[2764] 1000 posts, enfim, durante este ano, na quase totalidade em prol da história e cultura de Cabo Verde. Mantenha pa tude munde e inté dia 1 de Janêr de 2017




Conseguimos! 1000 posts em 2016, mais 400 que em 2015 e mais 500 que em 2014. Não sabemos o que 2017 nos reserva e portanto logo se verá se ficaremos aquém ou além destes 1000 esforçados retalhos da história e cultura de Cabo Verde que aqui deixámos. 

Uma palavra de apreço para os amigos que nos brindaram com os seus comentários, mormente o Valdemar, o Adriano e o Zito, os mais persistentes companheiros de jornada - que com a sua colaboração aumentaram o interesse e contribuiram para o sucesso de visitas do blogue.

Um abraço ainda mais forte para o Zito que neste momento atravessa um período difícil e nos deixou desamparados, pois o seu Arrozcatum é mais que necessário e não tem sucedâneo à altura. Mas contamos que o infortúnio se tranformará em breve em retorno, para nossa alegria, dele e da sua família e restantes amigos. Assim seja!

Terminamos com um texto de Arsénio de Pina sobre a recentemente inventada novidade do português como segunda língua.

E até 2017, para o proseguimento da caminhada praiabotística. Contem connosco, como nós contamos com os amigos de sempre. Braça d'ratchá osse e viva o Mindelo, viva Soncente e viva Cabverde!!! Hip, Hip, Hurrah!!! Sai um grogue e um puntchim para cada um dos que estão a ler estas palavras!!!


AINDA A PROPÓSITO DE HERANÇA DO PORTUGUÊS

Essa estória do português como segunda língua já está sendo uma reola. Voltando à herança como responsabilidade e à declaração de A. Cabral sobre a Língua Portuguesa, deveríamos ter bem presente que o português é a terceira língua mais falada na Europa e a quinta mais falada no mundo, o que é extraordinário. O idioma de Camões, do Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Machado de Assis, Baltasar Lopes, Aurélio Gonçalves, José Lopes, José Craveirinha, Luandino Vieira e outros, foi a melhor herança que nos deixou Portugal, como bem disse Amilcar Cabral. Devemos investir é no Português como ferramenta de comunicação, não no crioulo, o que não quer dizer que abandonemos a nossa língua, uma relíquia patrimonial para uso doméstico. Ter em conta que os nossos estudantes universitários actuais, em Portugal e Brasil, que não estudaram a sério nem falaram português em Cabo Verde, têm tido sérias dificuldades nos cursos por não dominarem a língua, não lhes servindo para nada o crioulo. Reduzir Cabo Verde ao crioulo significa confiná-lo ao mutismo, mormente agora quando o português já é língua internacional utilizada na ONU. Como escreveu o nosso Mestre Aurélio Gonçalves na década de cinquenta, “o crioulo limitaria a zona de leitura das obras cabo-verdianas à limitadíssima minoria dos curiosos deste arquipélago e, por isso mesmo, a não ser que as letras cabo-verdianas prefiram sepultar-se no próprio berço, têm de recorrer ao português, língua em que, aliás, os escritores cabo-verdianos são educados”.

Arsénio de Pina


4 comentários:

  1. OBRIGADO ao "Cidadão Honorário da Praia de Bote", menino que tem no seu ADN os genes desse lugar sui generis e na alma tudo quanto Mindelo lhe pode dar de morabeza.
    Pelo que me toca o meu reconhecimento por quanto fez (e faz) para que a nossa terra seja conhecida intra e extra muros.
    Um braça pertod e votes de Festa Sabe d' Natal e d' Fim d'One moda na nôs terra... se for possivel

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  2. Associo-me ao regozijo geral por esta etapa atingida: 1000 posts em 2016. Embora com o coração ensombrado com o estado de saúde do Zito.
    Mais uma vez, Feliz Natal e Bom Ano!

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  3. Parabéns e folgo em saber da meta alcançada!
    Saúde a Zito.

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