quinta-feira, 31 de agosto de 2017

[3140] Os tocadores de tambor de Porto Novo, em livro

A Livraria Pedro Cardoso lança “Os Tamboreiros da Ilha das Montanhas”, em Santo Antão

“Os Tamboreiros da Ilha das Montanhas” é a nova obra a ser dada à estampa pela Livraria Pedro Cardoso (LPC) amanhã, sexta-feira, 1 de Setembro, às 18h00, em Porto Novo - Aldeia Cultural Noz Raíz - Santo Antão. No dia 5, terça-feira, vai ser a vez de a cidade da Praia acolher a sua apresentação.

O livro, da autoria do cabo-verdiano Alcides Lopes, residente no Brasil, será apresentado em Santo Antão pelo músico Vasco Martins e na capital pelo Antropólogo Jeff Hesnney.

Fruto da pesquisa de Mestrado em Antropologia defendida em 2015, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a investigação tem como objecto de análise as festas do Colá Son Jon na cidade do Porto Novo. 

O autor analisa a actuação dos principais músicos da festa, os tamboreiros, e o lugar que estes têm na trajectória daquela que é considerada uma das maiores e mais intensas manifestações culturais de Cabo Verde e que tem passado por “transformações significativas”. E descreve os locais e os momentos da festa que acontece todos os anos, durante o mês de Junho.

Alcides Lopes, natural de Porto Novo, Santo Antão, licenciou-se em música pela UFPE, em 2006. Foi professor na escola de música Simbôa entre 2010 e 2011.

Também trabalhou na Casa da Música da Universidade de Cabo Verde, Uni-CV, entre 2011 e 2012. 

Em 2015, tornou-se mestre em Antropologia pela UFPE. 

Lopes conta com vários trabalhos publicados em revistas. Actualmente, é doutorando em Antropologia na UFPE.

Ângelo Semedo, jornalista 

Praia de Bote refez o texto para língua portuguesa pré-acordo 1990.

1 comentário:

  1. Haverá quem relacione o toque de tambor nas ilhas com influência cultural africana. Mas o José Almada Dias diz que, não senhor, a influência é genuinamente europeia, pois que em África não existe o toque de tambor nos moldes em que é praticado em Cabo Verde. Acredito e apoio a tese do Almada Dias.
    Se estivermos a pé de um grupo numeroso a tocar tambor, a sensação é indescritível. Já me aconteceu. O som dos tambores parece que entra no espírito deixando-o a flutuar.

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