domingo, 22 de outubro de 2017

[3214] Vai um Falcão?


O anúncio é de um jornal cabo-verdiano de 1936. Mas surpresa, surpresa, é que os cigarrinhos ou ainda existem ou pelo menos em 2011 ainda existiam. Vejamos estes recortes da SCT, Sociedade Cabo-Verdiana de Tabacos, do seu Relatório e Contas desse ano:







4 comentários:

  1. Deste cigarro que nunca provei (nunca fumei um cigarro!) tenho uma raiva danada. Por volta dos meus 12 anos, um tio meu me mandava comprar cigarros na loja de Nhô Ventura (Chã do Cemitério) por unidade sob pretexto de fumar menos. Guarda-os no bolso porque não tinham papel de embrulho. Isso valeu dois safanões do meu pai antes de ouvir "desde quando fumas?".
    Dizem que esse cigarro, o mais barato, era o pior de entre eles.
    Outros tempos !!!!

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    1. Peço desculpas em me perder nos exemplos. Pode enervar algumas pessoas mas penso que isso faz sorrir a maioria.

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    2. Tomara o Pd'B que houvesse mais quatro ou cinco comentadores como o nosso amigo Valdemar. Neste momento, somos apenas um quinteto (poderíamos ser 10 ou 12, o que seria número ainda mais simpático, mas não se pode ter tudo...), formado por mim, pelo Adriano, pelo Valdemar, pelo Djosa Soares e pelo Djosa Lopes. Mas um quinteto de alta qualidade, sempre pronto a falar da terra amada, o Mindelo, e a trazer à tona a sua história, cultura e gentes. Honra, portanto, ao quinteto e o resto que fique ta spiá di longi, ahahahaha

      Braça instrumental,
      Djack

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  2. O Falcão foi o cigarro em que me iniciei no tabagismo, e isso foi por volta dos meus dez anos. Vou explicar. Vivia então na zona de Fonte Cónego e um companheirinho mais velho uns dois anos, e vizinho, cujo pai (Nhô Cabo) tinha uma mercearia, surripiou dois falcões e convidou-me a partilhar com ele umas fumaças. Aceitei e estávamos em pleno da experiência quando fomos surpreeendidos pelo Djandjan, que era também vizinho, compadre e amigo de peito do meu pai. Surpreendido com a cena, porque o Djandjan me tinha na conta de um mnine sossegado, exclamou: Ah sim? estás a fumar? Espera aí que vou dizer ao Mário! O susto foi tal que nem sei onde enfiei o Falcão. Claro que a experiência juvenil não se repetiu. Mais tarde, já a andar pelos dezassete ou dezoito anos, comprava de vez em quando um macito de cigarro estrangeiro ao "Mitchel", que tinha uma banca de venda ambulatória, e sobre quem já escrevi aqui no PdB uma crónica. Mas isso era apenas para dar "stil" ao pé das moças, imitando outros rapazes da minha idade. Mas o facto é que eu não sentia uma apetência natural para o tabaco, tanto que o maço acabava por amarrotar-se nos bolsos das calças ou da camisa. Mais tarde, em Lisboa, também seguia essa prática de dar uma dose de "stil" quando ia a uma boite ver as cachopas. Mas o maço acabava também por amarrotar-se e ir parar ao caixote de lixo.
    Mas o teste viria mais tarde, em Angola, para onde fui numa primeira comissão, então alferes miliciano. A maior parte dos meus colegas no mato consumia desalmadamente maços de tabaco, para, como diziam, controlar o stress provocado pelo isolamento e pelo receio de perder a vida em combate. Curiosamente, eu era uma das poucas excepções. Só voltaria a dar "stil" em Luanda, quando fui de férias e a uma ou outra boite. Posso dizer que nunca mais tentei contrair hábitos de tabagismo. Até hoje. Penso que devo regozijar-me com isso porque ao longo da vida devo ter fumado no máximo uns três maços, e espaçadamnte.
    Estas memórias foram despertadas pela boa ideia que o Djack teve de nos trazer notícias sobre o cigarro Falcão. Gracias, Djack!

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