quarta-feira, 28 de março de 2018

[3664] O que se dizia do Campo de Concentração do Tarrafal no "Diário de Notícias" de New Bedford, em Janeiro de 1946 (por via do "New York Post")



2 comentários:

  1. Naquele tempo a escola nazi predominava entre os oficiais portugueses, salvaguardas as devidas diferenças, claro. Mas creio que era mais pelo empertigamento da pose nazi, ou seja, pelo estilo, do que pelo que de verdadeiramente mau encarnava o nazismo. O Médico do campo, Esmeraldo Prata, é o pai de um camarada de armas meu e com quem servi no RI 15. Aliás, servimos em fases distintas. Na última, ele era o comandante do Regimento e eu o segundo comandante. Não sei se o pai foi efectivamente tão mau como o pintam. Posso garantir é que o filho é aquilo que se chama um bonzão. Por acaso, nasceu em Santiago, quando o pai lá estava colocado, 2 ou 3 anos antes de eu ter nascido no Mindelo. Portanto, houve uma altura em que o 15 de Infantaria esteve comandado por dois cabo-verdianos, um badio e um sampajuda.

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  2. E a historia continua....

    ... O 25 de Abril só chegou ao Tarrafal a 1 de Maio de 1974, quando as portas se abriram todos os presos políticos foram libertados... Em Dezembro de 1974,porém, as portas voltaram a fechar-se. No interior ficaram 70 (setenta) cidadãos cabo-verdianos, adversários do PAIGC e afectos a sua maioria à UDC e à UPICV, formações que não teriam lugar no regime do partido único..."

    Semanário Expresso
    18.08.2010 / José Pedro Castanheira....

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