domingo, 3 de junho de 2018

[3799] Feira do Livro de Lisboa: o incrível aconteceu, na apresentação de "O Albergue Espanhol" de Jorge Carlos Fonseca

O impensável, o incrível, o nunca  visto (mesmo nunca!), aconteceu!!! Palavras poucas, que a "stóra" não merece muitas. 

A cerimónia de apresentação do autor (e do livro) começou à hora marcada, Nancy Vieira cantou (e encantou) duas mornas e Jorge Carlos Fonseca respondeu (com muito humor e simpatia) a perguntas do editor, para além de ter lido excertos do seu trabalho. No final, este remeteu o vasto público para um pavilhão a meio da Feira, onde se poderia encontrar o almejado livro que depois seria trazido pelos próprios para o local anterior, onde Jorge Carlos Fonseca os autografaria. Logo aí, cheirou-nos a esturro, pois nunca na vida tal nos aconteceu, uma vez que livro que saia (ou que se apresente ou reapresente) está sempre junto ao autor, podendo comprar-se antecipadamente, no local.

Resumindo e concluindo: quando chegámos ao dito pavilhão, estava a vender-se o último exemplar da obra. Depois de algum protesto e de termos dito que era incrível que no dia em que o autor estava a dar autógrafos... não houvesse livro, retorquiu-nos uma das meninas vendedoras afirmando que ninguém a tinha avisado de nada. 

No regresso, encontrámos vários infelizes como nós, que iam adquirir o livro, entre os quais o músico português Silvestre Fonseca (também grande amigo de Cabo Verde), que avisámos para não continuarem a infrutífera e portanto desnecessária caminhada.

Finalizemos a stóra com uma palavra muito portuguesa: Barraca!!!

Restou-nos a consolação de trazermos o livro de Jorge Morbey, "O Ataque de um submarino alemão no Porto Grande de S. Vicente duranta a I Grande Guerra (1914-18)". Enfim, nem tudo são azares...

2 comentários:

  1. Realmente, não dá para a acreditar, Djack; não se percebe como pôde ter acontecido. Por que não foi acautelada a presença de uma quantidade razoável de livros para o fim previsto? Normalmente acontece é o inverso. O autor leva livros e só consegue vender uma percentagem. Não é aceitável que a logística tenha falhado de forma tão clamorosa, ainda mais quando o autor da obra é um presidente de república.

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