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sábado, 11 de fevereiro de 2017

[2858] Aos sábados, uma capa de disco (3)

São os Africa Star, à inglesa ou à americana, nada de cabo-verdianices ou portuguesices no nome, mas música toda ela das ilhas. Rapazes com cabelo afro (que dispensam gravata, segundo dizem no título da obra), cenário quase de certeza português mas que não conseguimos identificar.

A gravação efectuou-se nos míticos Estúdios Valentim de Carvalho de Paço de Arcos (ver AQUI), e a edição foi da Electromóvel, no n.º 78 da muito cabo-verdiana Rua de São Bento, Lisboa. Mostramos o aspecto actual do edifício onde essa empresa discográfica se situou. Não há agora número na porta mas se aquela de alumínio cinzento é o 74, o 78 será o da segunda a contar da esquina. Na altura da foto, o local era habitado por uma pastelaria ou similar.

Desconhece-se o ano de saída, mas deve rondar os meados da década de 70, ou os primórdios dos anos 80. Um quinteto para a história da música de Cabo Verde, em disco de capa pouco ambiciosa mas razoavelmente documentada. Não se percebe é o facto estranho de terem colocado as idades (afirmação de maturidade?) nem o de na capa e contracapa serem  AFRICA STAR e na ficha técnica da contracapa serem ÁFRIKA STAR. Indecisões alupekikas, antes de tempo...



sábado, 28 de janeiro de 2017

[2832] Aos sábados, uma capa de disco (2)

Relativamente ao acertado comentário do nosso amigo e colaborador Valdemar Pereira ao presente post (acerca do músico Notias / Cândido de Almeida), relembramos dois posts sobre este, do longo historial do Pd'B AQUI AQUI
Joli Gonsalves (lembram-se do Paul Gonsalves, companheiro do Duke?) e Joe Livramento, dois músicos com origem em Cabo Verde mas carreira nos States. Aqui ficam um anúncio de um disco (ou capa da cassete), uma cassete e a capa do dito disco que difere do anúncio na colocação do prato de cachupa ou de arrozcatum, não se percebe muito bem... Podíamos dizer mais, mas não compensa estarmos a gastar o nosso latim, dados os poucos comentários que temos, ao invés das visitas que continuam e em grande quantidade. Por exemplo, o saboroso artigo de Arsénio de Pina no post 2825 (ver AQUI) só teve dois comentários, o que é manifestamente pouco, dado o seu óbvio interesse. Portanto, caro visitante, se quiser saber mais sobre o Joli e o Joe, vá à procura...




sábado, 21 de janeiro de 2017

[2816] Aos sábados, uma capa de disco (1)

Se aos domingos não colocamos posts, aos sábados passamos a divulgar apenas uma capa de disco. Está dito e será feito ou, como falamos no nosso crioulo, dzide, fazide.

As capas de discos de Cabo Verde são até há poucos anos, com uma ou outra excepção, um enorme fiasco, em termos de qualidade estética. Na realidade, se em geral a música que foi feita e gravada ao longos dos tempos, sobretudo da segunda metade do século XX é de boa qualidade, o invólucro deixa muito a desejar. E obviamente isso terá decerto contribuído para uma menor divulgação da música das ilhas já que, como sabemos, os olhos também comem e não apenas os ouvidos...

Mas deixemos a conversa fiada e passemos à acção. 

A primeira capa a ser apresentada nesta nova secção do Pd'B é do LP de um dueto constituído por duas figuras de magna importância da nossa música: Chico Serra, pianista mindelense, e o guitarrista Humbertona, ambos executantes de grande nível. Porém, embora o disco tenha o nome de ambos, na parte frontal nem sinal do segundo, embora haja quatro fotos de Chico Serra em várias posições, pairando sobre fundo neutro em duas das imagens e sentado ou com um pé numa enorme floreira que também voa no espaço, noutras tantas. Em rodapé, diz-se em crioulo que ambos (apesar de só se ver um) são acompanhados por Toi, Morgadinho e Franck (Cavaquim?)

No verso vemos finalmente os dois artistas, mas sem indicação de quem é quem. Salva-se o facto de serem mostrados nele os nomes e autorias das músicas, fora o da editora, a "Morabeza Records" que no entanto ninguém fica a saber onde se situa. Como somos bonzinhos e já sabemos que os nossos leitores não gostam de pesquisar, sempre dizemos que o selo discográfico foi fundado por João Silva (Djunga d'Biluca)  em Roterdão, em 1965, tendo ficado para a história como a primeira etiqueta cabo-verdiana. Depois passou para Paris, sob o nome de Morabeza Entertainment.

Um disco stereo a ouvir... por quem o tiver (mas fechando os olhos, para não ver a capa...). Ah! e fiquem sabendo que foi visto à venda por 37,46€...