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| Jorge Barbosa |
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| Manuel Bandeira |
Seria delicioso saber o que esta carta levou através do oceano, desde o Sal até ao Rio. Na falta desse petisco negado, aqui segue excerto de poema significativo desta ligação entre dois grandes poetas de língua lusíada cujo título é... "Carta para Manuel Bandeira"
Nunca li nenhum dos teus livros.
Já li apenas
a Estrela da Manhã e alguns outros poemas teus.
Nem te conheço
porque a distância é imensa
e os planos das minhas viagens nunca passaram
de sonhos e de versos.
Nem te conheço
mas já vi o teu retrato numa revista ilustrada.
E a impressão do teu olhar vagamente triste
fez-me pensar nessa tristeza
do tempo em que eras moço num sanatório na Suíça.
Aqui onde estou, no outro lado do mesmo mar,
tu me preocupas, Manuel Bandeira,
meu irmão atlântico. (...)
Já li apenas
a Estrela da Manhã e alguns outros poemas teus.
Nem te conheço
porque a distância é imensa
e os planos das minhas viagens nunca passaram
de sonhos e de versos.
Nem te conheço
mas já vi o teu retrato numa revista ilustrada.
E a impressão do teu olhar vagamente triste
fez-me pensar nessa tristeza
do tempo em que eras moço num sanatório na Suíça.
Aqui onde estou, no outro lado do mesmo mar,
tu me preocupas, Manuel Bandeira,
meu irmão atlântico. (...)
Pois este envelope que aqui se divulga é prova provada que os dois "irmãos atlânticos" acabaram mesmo por contactar um com o outro.
Recomendamos aos interessados nestas duas figuras notáveis que cliquem nos links que aqui disponibilizamos, onde encontrarão bastante informação sobre as mesmas.



