terça-feira, 29 de novembro de 2011

[0155] De novo, a London House

Já vimos a London House no post 0013, mas entretanto encontrámos mais um objecto desta prestigiada casa sanvicentina. Ele aqui vai: um álbum encadernado, com ornamentos art-nouveau e indicação do nome da casa e do seu proprietário, comportando cinco postais ilustrados a cores de cujo conjunto vemos dois bem conhecidos. A casa era chique, situava-se na Rua de Matijim e pertencia a João Joaquim Ferreira, conhecido como João da Boa Sorte. Aos artigos publicitados no anúncio do "Futuro de Cabo Verde" de 1 de Maio de 1913 pode juntar-se o objecto hoje divulgado. Vai ainda reprodução, também vista no post 0013, daquilo que julgamos ser a etiqueta retirada de algum artigo comercializado na London House.

Uma casa com "stil", dos tempos do gato de Mané Jom que aqui de certo modo refazemos. Afinal, para isso também serve o PRAIA DE BOTE...

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4 comentários:

  1. Não tenho ideia deste estabelecimento mas, como é bom lembrar esse tempo em que tínhamos estrangeiros que passavam e procuravam os "souvenirs" da ilha...

    Ainda me lembro de tipos de estabelecimentos que nada têm a ver com o que se vê hoje e dos quais poucas referências lemos. Muito poucos se lembram do Scotland, do Raul Ramiro de Caires e ninguém se lembra o Bon Marché que era um estabelecimento up to date. Lindo de se ver. Além de bem guarnecido, o pessoal andava impecavelmente vestido de branco mas, não eram batas. Muito poucos se lembram ainda da Central (Bonucci & Leça), hoje a Drogaria do Leão, onde, à tardinha, as pessoas passavam longos momentos a discutir. Nessa altura eram raros os que possuiam uma aparelho de rádio e, por não haver outra coisa, iam todos aos clubes (Derby, Castilho...) ouvir o noticiàrio da 20 horas, seguido religiosamente.
    Amigo, Djack, espero ver aqui mais umas coisinhas dessas e não estranhe se não deixar sempre uma palavrinha. Se sente a falta de comentàristas eu sinto-me envergonhado de estar sempre como um velho que repete os mesmos comentàrios. Mas... é melhor, né?

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  2. Nunca ouvi falar desta casa comercial nem de outras que o valdemar refere, à excepção da Casa (ou loja?) Central, esta, sim, do meu tempo.
    E assim, de pesquisa em pesquisa (Joaquim Saial) e de rememoração em rememoração (Valdemar Pereira), se vão reconstituindo memórias do que foi a ilha de S. Vicente no passado, relembrando espaços, pessoas, actividades e instituições que dinamizaram a vida da comunidade e lhe conferiram uma personalidade própria no todo territorial.
    Continuemos.

    Adriano Lima

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  3. Maria Emília Caires22 de junho de 2013 às 15:34

    Como é possível alguém lembrar-se do armazém Scotland de Raul Ramiro de Caires, meu sogro, falecido em 1969, na Ilha da Madeira, de onde era natural?


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  4. Cara Maria Emília Caires,

    Em primeiro lugar, os meus cumprimentos de boas vindas a esta "casa" do Mindelo.

    Em segundo, a questão da lembrança tem a ver com o muito amor que este blogue nutre pelo Mindelo e por S. Vicente (o seu autor e os principais colaboradores e comentadores comungam do mesmo gosto). Daí que tudo que a gente descobre com interesse para "nôs terra" cá apareça, revestido das melhores roupagens que é possível encontrar.

    Em terceiro, desejar que apareça sempre que possível, pois será com muito gosto que a receberemos.

    Abraço,
    Djack

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