domingo, 8 de janeiro de 2012

[0181] VIAGEM A SANTO ANTÃO - 23-25.Julho.1999 (01)


Aqui o guarda da PRAIA DE BOTE vai dar um salto a Santo Antão. Parte do cais acostável de S. Vicente, demora-se pouco, atraca ao do Porto Novo e volta logo, cheio de saudades de São Vicente que a ilha irmã não consegue atenuar, apesar da sua fascinante beleza e simpatia das gentes locais. Os pouco mais de dois dias são intensos, embora só dando para conhecer o Porto Novo, a estrada de Corda, a Ribeira Grande, Ponta do Sol, Tanque e Coculi. Nada mau, para tão escasso tempo.

O objectivo da visita, para além do encontro com a ilha verde (pelo menos bastante verde ou mais verde que muitas outras...) é conhecer a residência e a família de um velho amigo e antigo explicador de Francês (depois de ter estado com ele na sua antiga mas bem conservada casa de solteiro do mindelense  Monte Sossego com a mãe e uma irmã, onde o PB entrara pela última vez 35 anos antes) e encontrar um condiscípulo e grande amigo do Liceu Gil Eanes que tal como aquele, agora vive em Santo Antão.

Feitas as explicações preliminares, vamos às muitas fotos da campanha santantonense e à reportagem do acontecimento, mais ou menos explicado com recurso à memória e a um ou outro apontamento redigido na hora.

Foto Joaquim Saial - Zona próxima do cais acostável do Porto Grande

A partida para o Porto Novo de Santo Antão tem lugar na parte da manhã. Bilhetes comprados cedo, resta-me esperar pelo momento da largada e pelo meu amigo e antigo explicador de Francês, Afonso Henrique Alves - daqui para a frente sempre tratado pelo seu nominha de Fony - que há-de chegar vindo do Hospital Baptista de Sousa, onde foi a consulta com o filho adolescente.

Enquanto a hora não chega, há que descansar sentado ali mesmo no chão, perto da barraca dos bilhetes, e aproveitar para tirar mais uma fotografia. Por mero acaso, só descoberto aquando da revelação da foto, a velha Capitania fica na chapa entre as duas mulheres que assim a acariciam, coisa que ela sempre mereceu, honesta casa de marinha e hoje em busca de destino para "talvez" museu, "talvez" outra coisa qualquer...

 CONTINUA

5 comentários:

  1. Boa, Djack, isto promete. Viagem a S. Antão é oportunidade para refrescar naquelas ribeiras e comer fruta colhida árvore. Manga, papaia, jambo, etc. Aquele veleiro de dois mastros que se vê na foto é um dos antigos? Desconfio que não. Nesse é que vale à pena ir à ilha irmã, e no mínimo até Paul.

    ResponderEliminar
  2. Eu fui uma vez a Porto Novo, no Carvalho...Uma historinha que um dia vou contar p'ra vocês...Foi aí por volta de 1955, tinha eu 21 aninhos...

    ResponderEliminar
  3. Resposta ao Adriano:
    O navio da foto não é dos antigos, não senhor. Segundo me informaram, era holandês e pertencia a uma organização humanitária ou coisa parecida. Uma fotografia do mesmo foi utilizado na capa do romance de um amigo nosso, como pode ser verificado por uma rápida olhadela à mesma...

    Resposta ao Zito:
    Ir a Santo Antão, durante muitos anos, era ir no "Carvalho" do Firrim, sem dúvida. Esse barco mítico uniu as duas ilhas durante muitos anos mas acabou de modo inglório, infelizmente.

    ResponderEliminar
  4. Hoje (Ano2012) vive-se uma realidade completamente diferente fruto do Progresso e do Desenvolvimento. Ligam diariamente estas duas ilhas "Gémeas" dois Ferri- Bouts com duas viagens ida e volta de manhã e a tarde cada uma. O movimento de carga e passageiros cresce todos os dias, e em certas épocas chega a 800 pessoas. A movimentação de mercadorias é feita em Camiões Pesados e Ligeiros; Os Agricultores e Comerciantes trazem os seus produtos Agrícolas nas suas viaturas, e regressam as vezes no mesmo dia carregados de mercadorias e produtos diversas.Apesar de tudo eu pessoalmente tenho saudades do tempo dos navios "NAUTA e CARVALHO"

    ResponderEliminar
  5. Quem não tem, quem não tem...
    Obrigado pela participação, caro anónimo.
    Braça
    Djack

    ResponderEliminar