quarta-feira, 14 de agosto de 2013

[0545] SEM PALAVRAS (ou quae...) VEJA AS PERGUNTAS NO TEXTO E NOS COMENTÁRIOS 4 E 5

Início da reprodução do n.º 1 do Boletim dos Alunos do Liceu Gil Eanes (Março de 1959), com as imagens e textos que reputamos mais significativos. O primeiro poema dos dois de hoje também é de Corsino Fortes.

Caro frequentador da Praia de Bote. Que acha do lettering do cabeçalho deste Boletim? Não lhe lembra nada?



Abílio Augusto Monteiro Duarte (16.02.1931 – 20.08.1996) foi um nacionalista cabo-verdiano e líder político nos primeiros anos da independência do país. Nascido na Praia, Abílio Duarte foi o primeiro ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, entre 1975 e 1981, e também Presidente da Assembleia Nacional. Quem terá sido o "Fanha"?




10 comentários:

  1. Estava eu em Angola e tínha-me casado há dois anos...No medu tempo não havia MP mas já havia poetas!

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  2. Vamos lá a cortar essa do "meu tempo". Todos os Zitos são intemporais. Diria mais: são intemporaiZitos!

    Quanto ao Corsino, comprou-me um romance na Praia e eu comprei-lhe a "Obra Completa" aqui. Livro, com livro se paga. Porém, o da Praia está autografado e houve foto em que estamos ambos. Vamos ver se um dia ainda lhe apanho um autógrafo no dele.

    Braça de caneta em riste,
    Djack

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  3. No meu tempo...de Gilista no activo! Creio que existiram Zitos bem mais intemporais; o futebolista brasileiro, por exemplo, e creio que um jogador de basebol americano, tambem...Mas, "o meu tempo" foi importante para mim e não deixarei neste mundo nem grandes paixões nem ódios profundos: tudo muito "soft"!!!
    Braça sastefeito,
    Zito

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  4. Mas, voltando ao assunto principal do post: o Boletim dos Alunos do Gil Eanes... Gostaria que alguém me falasse daquele lettering do título. É que de facto há algo a dizer...

    Braça letrado,
    Djack

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  5. Por outro lado, não haverá ninguém que tenha conhecido este "Fanha" retratado no linóleo de Abílio Duarte?

    Braça fanhoso,
    Djack

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  6. Pois falo eu desse "lettering". Eu estava no 4º ano, salvo erro. Creio que o jornal foi criado por iniciativa do professor de letras, mandrong, Dr. Antero Simões, que era delegado da Mocidade Portuguesa. Eis a explicação para o "lettering". Significa que o boletim não nasceu da espontaneidade de uma iniciativa literária propriamente dita, a qual, a ser assim, teria de envolver em primeiro lugar os estudantes mais velhos, pois foi mais uma imposição do Dr. Antero Simões. Assim, facilmente se desvalorizará a intenção, conotando-a com um acto oficial, ou de regime, se se preferir. Em todo o caso, os poemas do Corsino, pela temática que lhes está subjacente, parecem desmentir a imposição de uma qualquer directriz oficial ou linha censória. Além de ter sido meu professor de português, tive uma certa relação pessoal com o Dr. Simões porque ele e a mulher foram hóspedes da minha avó paterna (aluguer do rés-do-chão mobilado do prédio em que ela vivia) nos 3 ou 4 primeiros anos da sua permanência em S. Vicente. Ele era bom professor na sua área e lembro-me de que tentou convencer-me a escrever para o Boletim, o que nunca aconteceu porque não me sentia capaz dessas andanças. Gostaria de encontrar o Dr. Simões, caso ele esteja ainda vivo.

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  7. Esqueci-me de dizer que me lembro do Fanha, um homem meio tonto ou quase sempre alcoolizado. Mas não guardo dele uma memória muito nítida.

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  8. O obrigado do Pd'B pelas informações, nomeadamente as oferecidas sobre o "Fanha".

    Braça fanhosa,
    Djack

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  9. Quando o boletim saiu jà tinha alguns anos fora mas posso referir-me ao homem do desenho que também parece com uma zebra.
    Só agora venho falar-vos do cidadão Fanha que conheci perfeitamente. Chegou a passar à nossa casa para cumprimentar a minha mãe. Mas nessa altura ficávamos todos mobilizados por um rapaz era fino e qualquer coisa lhe servia para troca de um copo.

    Fanha, Joaquim de seu nome de baptismo, descendente de sanicolaenses, era grande cozinheiro até o dia em que resolveu trocar as panelas pelos copos e nunca mais pode desvencilhar-se da dependência do néctar santantonense. A partir de determinada altura, dizia-se que bastava falar-lhe de grog para ele começar a sapatear.

    Era sabido, Fanha tinha um santo horror à água de açúcar

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  10. Braça também para o sábio residente no país do croissant.

    Djack

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