domingo, 13 de outubro de 2013

[0593] Já recuperaram do desgosto do lindo estado do velho Liceu Gil Eanes?

Então engulam um ou dois ansiolíticos e tomem  lá mais uns gigantescos contributos para o vosso choro. Se depois deste arrasador espectáculo algum dos frequentadores desta praia contraír um ataque cardíaco ou um AVC, a culpa obviamente não será do blogue nem do fotógrafo diligente que se dedicou a relatar o cataclismo de desinteresse cultural e cívico que se abateu sobre a nossa querida cidade e amada ilha. Seremos uns chatos? Seremos uns masoquistas que se lamentam sem razão? Seremos uns embirrantes que não têm mais nada que fazer? Penso que não! E o Pd'B nem se atira a ninguém em particular, porque as culpas são de muitas e desvairadas gentes, de vários sectores da sociedade civil e política, de várias origens, a vários níveis. Poucos estão ilibados deste inenarrável terramoto de indiferença e degradação. O choque segue sem mais palvaras que as anteriores, excepto a legenda para os que não conhecem o nosso ex-quase-paraíso ilhéu. Fotos de José Carlos Marques (Setembro.2013) e realce de pormenores do Pd'B.

Palácio do Governo (parte posterior)
Palácio do Governo (pormenor da parte posterior)
Prédio particular, próximo da igreja de N.ª Sr.ª da Luz (cheio de recordações de lojas importantes de comércio local)
Antiga secretaria do Liceu Gil Eanes (pormenor)
Fortim d'El-Rei (pormenor)

Prédio particular nas imediações da Praça Estrela
Prédio particular nas imediações da Praça Nova (pormenor)
Telhado de prédio da Rua de Praia (pormenor)

7 comentários:

  1. Tens razao, Joaquim. Sonvcent ja caba na nada. E' uma tristeza! E' preciso ter um coraçao forte para ver estas fotos. Um abraço Fernando

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    1. São imagens que causam imensa tristeza, grande amigo. Há falta de dinheiro, na nôs terra, como em toda a parte. Mas aquele que ainda existe podia colmatar algumas falhas dramáticas. Bastava ter um interesse pela beleza e pela harmonia que parece que desapareceu do mapa mental ilhéu. Agora imaginemos o que um turista desembarcado de um navio de cruzeiro para umas horas de lazer na cidade do Monte Cara, depois de ter passado pelo Funchal ou por Las Palmas, por exemplo, vai pensar dela. Decerto o mesmo (ou pior) que nós pensamos...

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  2. Esta ilha está a morrer a olhos vistos em plena decadência, já anunciada e denunciada há muitos anos. Como eu escrevi há tempos ‘Cabá Vapor Cabá carvon, Cabá Soncent’-. E esta reportagem de José Carlos Marques é uma denúncia um grito de revolta a esta decadência inexorável da nossa ilha e da nossa cidade, abandonada pelos seus próprios filhos, aquela que já foi a referência da civilização, nobreza, cultura e dignidade em Cabo Verde. O estado da bandalheira na nossa ilha brada os céus. E sempre que venham pessoas denunciar o a situação aparecem comissários políticos fanáticos acusarem-nos que somos do contra, que somos isso ou aquilo, contra Cabo Verde e até acusado de não querermos o progresso da nossa terra. Imaginem a ignorância e a frivolidade de muita da nossa boa gente inocente para não dizer outra coisa. E acredito que no Mindelo e em Cabo Verde todo haja pessoas a desancar em nós por assumirmos frontalmente esta denúncia.
    S. Vicente já disse em muito artigos escritos está a pagar o preço de ter sido mais papista do que o papa de se ter metido numa aventura radical em nome de Cabo Verde. Tivesse sido mais cuidadosa acolhia a todos mas com muita calminha, não dava muita confiança a quem queria libertar e democratizar (na realidade os seus bolsos e as suas reformas chorudas). Resultado os salvadores da pátria e os democratas de conveniência e de última hora foram criar os dentes na ilha, fartaram-se e quando não precisavam mais atiraram os pratos para cara da ilha. Esta é a verdade. Agora quando a gente pede a Regionalização vêm com demagogias de reforço do Municipalismo e outras tretas de Municipalismo, o que nos parece mais uma futura formiga parida de uma montanha. Mas não se pode brincar mais a única saída para a nossa ilha e para Cabo Verde é a elas serem governada com seriedade com governos Regionais Autónomos Eleitos e não nomeados pelo Poder Central. Pois não é uma camarinha municipal sem poderes nem dinheiro, sempre boicotada, porque os mindelnenses tem o azar de votar em quem escolherem e não em quem os governos mandam. Eu escrevi ontem que Uma Reforma Municipal não é Regionalização é pura aldrabice política é vender gato por lebre, ou seja desonestidade intelectual para com o povo de Cabo Verde. A única via alternativa que sobra a este despautério reinante em cabo Verde é a instituição Governos Regionais Autónomos em Cabo Verde Repartição dos poderes entre o Poder Central e o Poder Regional. Aí vamos ver como é cuidamos daquilo que é nosso, que é local, pois como o francês diz ‘loin des yeux loin du couer’

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  3. ISTO PARECE UM FILME DE FRANKENSTEIN DE ATÉ FAZER ARREPIAR OS MORTOS!!!

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  4. Para deixar que tudo chegue a este ponto é ser maquiavélico e para suportar tal espectàculo é preciso ter nervos ou ser inconsciência.
    Manda quem pode...

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  5. O Val diz bem quando questiona se algum turista verá algo de valorativo na nossa cidade depois de via de Las Palmas a caminho do Sul, num cruzeiro. Absolutamente nada, amigo, enquanto não houver mudança de rumo, se é que ainda é possível remediar todo o mal que foi feito. Atrevo-me a pensar que sim, ao supor que está ao alcance da autarquia local a imposição de regras no restauro de edifícios antigos. Assim como, também, impedir o acrescento de Torres e "gaiolas" nas casas para lhes aumentar o espaço habitacional. A única coisa que quanto a mim se pode fazer é o acrescento de um sobrado, na estrita linha do que caracterizava a cidade original.Quanto à reforma que pretendemos, Jose, é um facto que ela não pode ser mascarada com um simples reforço das competências municipais. Isso poderá ser um primeiro passo, ou uma fase do processo, mas não o figurino definitivo do que concebemos como uma reforma que catálise e impulsione novas energias vitais para uma mudança de rumo na nossa terra.

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  6. Como vos disse, o iPad limita-me a escrita e ocasiona o cometimento de erros. Foi o caso do anterior comentário, que só pude ler deois de dar à estampa no PdB. Quis escrever "vir de Las Palmas" e não como ficou. Outros erros houve, como "catálise" em vez de catalise. Peço desculpas.

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