domingo, 13 de outubro de 2013

[0594] Depois do horrendo post anterior (não vejam, não vejam... vão ver...), vamos dar uma volta com "algum ligria" a bares (ou botequins) do Mindelo de ontem e hoje

Agora que o Hospital Baptista de Sousa já atendeu 756 doentes vítimas de ataque cardíaco pela visão aterradora do post anterior, levemo-los já recuperados e como alívio a dar um giro por vários bares do passado mindelense e a um recentíssimo e de boa nota. Os anúncios são de Novembro de 1943 (folheto oferecido ao Pd'B por Adriano Lima, de que temos vindo a reproduzir materiais) e as fotos são do mês passado, do nosso amigo José Carlos Marques. Deliciai-vos gentes, com os finíssimos aperitivos do "Bon Marché", com o asseio do "Bar Cabo Verde", com os petiscos do "Iris-Bar" (moreia frite?), com o sortido de bebidas do "Bar Eden Park" e com o modernismo do bar da recente marina do Porto Grande. Uma rodada de grogue para todos, paga pelo Pd'B, para afogarmos as nossas tristezas existenciais...








8 comentários:

  1. COMO AS MOEDAS TUDO NESTA VIDA TENDE A TER DUAS FACES...NÃO PODE SER SÓ DESGRAÇAS!!!

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  2. Imagens de consolação, depois do desgosto, mas belas imagens. Mas continuaremos a chorar os estragos feitos no centro histórico e muita coisa destruida vai-nos fazer falta para vender ao Mundo esta cidade diferente. Agora vamos projectar Mindelo no futuro olhar para o futuro. O desenvolvimento humano e cultural a re-abertura desta ilha ao Mundo vai ser determinante para a sua projecção no Mundo Global. S. Vicente precisa de intensificar o intercambio cultural com outros povos com o Mundo para sairmos da actual mediocridade. Pois esta ilha sempre desenvolveu com os contactos e novas visões e ideias. Se fecharmos em nós mesmos só faremos estragos como os que vemos assistindo, o pior é estando convencidos... Nos anos 80 uma jornalista francesa comparava as potencialidades do Mindelo com as da zonas nobres da Cote De Azur, mas estava a falar das zonas que foram preservadas pelo boom turístico avassalador. Portanto esta cidade tem uma riqueza intrínseca e não se pode mexer da cá aquela palha sem um plano com pés e cabeça. Jean Ives Loude relativamente à problemática do urbanismo, já em 1999 Jean Yves Loude (8) denunciava derivas na cidade do Mindelo. Segundo ele, a fealdade do novo urbanismo ‘kitch’ choca com a traça colonial da cidade, convidando os turistas a sair apenas à noite, pois: ‘A esta hora as pragas infligidas por certos arquitectos insensíveis ou incultos ao corpo glorioso do Mindelo insultam menos a vista, e as sombras das recordações felizes atrevem-se a sair”. Como escrevi no último artigo 3ª Parte- Por um Cabo Verde ‘Verde’ num Mundo em Transformação: uma Agenda de Desenvolvimento Sustentável (Mas a situação do urbanismo bem piorou por razões mais do que denunciadas, de tal modo que o francês teria saudades dos anos 90.

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  3. Aquilo que recomendo aos jovens ou tarimbados arquitectos, projectistas, homens políticos e de cultura é que não inventem a roda, ficando isolados do mundo fechados em Cabo Verde, produzindo ideias brilhantes que depois redundam em ‘pirraças’ e destruição grotesca. Têm que estudar muito, viajar muito para países do Mundo conhecer o antigo e o clássico (Velho Mundo) , o moderno e o progresso (Novo Mundo), mascom olhos de ver. Em todo o Sul da Europa (França, Itália Espanha, Portugal) está repleto de modelos de desenvolvimento arquitectónico e turístico onde se valorizou o património e a traça original (tirando as zonas ondem os projecto horríveis de torres de betão que transformaram áreas turísticas em autênticos desertos modernos). O novo Mundo está cheio de exemplos de harmonia e respeito pelo património e o legado. Vão aos estados Unidos não a Manhattan ou a Wall Street mas às pequenas cidades histórica americanas e verão.

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  4. Bonitinho, sem dúvida, digno de bilhete postal para mandar para o estrangeiro (para quem nada sabe) mas não é suficiente para nos servir de bàlsamo. Uma coisa não impede outra. E se ligar as fotos anteriores às daqui, fico com a sensação de ver aquelas pessoas que lavam a cara e não lavam o sovaco

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  5. "O Mundo é uma bola e a cada volta que dà muda a face das coisas".
    Quem espera desespera mas vamos levando nossa cruz ao calvàrio.

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    1. Obrigado pela participação, caro anónimo. Apareça sempre que é bem-vindo.
      Braça,
      Djack

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    2. Eu tinha escrito um comentário um pouco longo mas esfumou-se já no fim e quando o relia. Estou a desenrascar-me melhor com o iPad, mas não tanto como seria desejável, enquanto não volte a dispor de computador normal.
      Dizia que é admirável a forma como o Djack tira todas as potencialidades memorialisticas de uns poucos prospetos. É fantástico!

      Dizia também que são pertinentes e objectivas as intervenções do José sobre a decadência do nosso património histórico e a lamentável cegueira que se apoderou dos que têm o poder na nossa terra. O problema é que esse poder tem mandato popular, ainda que muitas vezes seja meramente circunstancial ou transitória a via da sua obtenção. A traça colonial é o que caracteriza a cidade do Mindelo e lhe confere singularidade histórica. Construções novas e modernas podem erguer-se, sim, mas na periferia, mas julgo que ainda assim deveriam ostentar algum vestígio da antiga traça. Por isso é que a demolição da Casa Adriana e a sua substituição por um mamarracho naquela zona não tem perdão. Nenhum perdão! Mas reparem que tudo isso foi praticamente consentido ou caucionado pelo povo da cidade. E aí é que está o busílis da questão. Antes de esperar boas ou aceitáveis decisões dos políticos, é preciso educar o povo, no mínimo abrir-lhe os olhos. Desculpem alguma gralha ou erro mas não me atrevo a reler este texto, sob pena de novamente desaparecer por qualquer gesto inadvertido da minha parte no uso deste iPad.

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  6. É PENA NÃO HAVER UM PANFLETO DO BAR ESTRELA, ALI AO LADO DO LICEU, QUE VENDIA AS MELHORES SANDES DE CARNE DE PORCO ASSADA QUE EU JÁ COMI EM TODA A MINHA VIDA!!!

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